domingo, 19 de maio de 2013

Quem é Deus? Quem? Jesus deu a resposta desse Deus: Papai


"a igreja cristã tem lutado por séculos para chegar a um entendimento fiel da Trindade, a fim de evitar esse tipo de confusão" - Albert Mohler Jr

Que confusão é essa? Lutado por séculos para chegar ao entendimento da Trindade Divina? Deus é Deus de confusão?

Uma das questões que me fez parar de acreditar na Trindade Divina como a qual eu aprendi na igreja desde criança, começou a partir da leitura do "credo" que forçou os primeiros cristãos a crer nele e, posteriormente, tornou esta mentira (pra mim) ou este mistério em verdade.

O credo de Atanásio, conforme a história data do 4 século AD, disse assim naquela época onde as pessoas tinham medo do inferno: "Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo deve professar a fé universal. Quem quer que não a conservar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá eternamente.  E a fé universal consiste em venerar um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade". Entendeu? Ele (o CREDO) começa dizendo que se você quiser ser salvo deve crer e lutar por manter essa fé nessa credo difícil de se entender e se ensinar.

Mas o engraçado pra mim é que essa dificuldade continua em se entender esse mistério "homoousian" mesmo em nosso tempo, onde as informações chegam ao nosso conhecimento rapidamente. Possuímos tablets, pc's, notbooks, celulares de última geração e, mesmo assim, ninguém explica essa tal doutrina de forma simples, direta e inteligível. Apenas por suposições, textos bíblicos usados dentro do pensamento trinitário e sem a luz que é uma das formas de se ilustrar a VERDADE. E a explicação fica escura e sombria, ilustrações da MENTIRA.

Uma pergunta que eu faço quando questiono questões a respeito do fato de por quê eu devo crer nesta doutrina vieram a partir da leitura do credo original. E a maioria que acredita neste credo, seja católico, ortodoxo ou protestante nunca parou para ler e analisar aquilo que se escreveu, com um regresso ao período de medo e terror que se vivia naquela mesma época.

O final do Credo de Atanásio diz: "Esta é a fé universal. Quem não a crer com fidelidade e firmeza, não poderá salvar-se" e eu me perguntei: como assim? Onde está escrito na bíblia que aquele que não crer num conceito teológico de Deus irá para o inferno? Onde? Este último ponto do credo me fez ficar com muitas dúvidas e receio de acreditar naquilo que eu aprendi desde criança. Mas eu fui a luta e comecei a me questionar naquilo que eu havia aprendido. Fiz perguntas, procurei respostas e das respostas criava proposições a favor e contra aquilo que eu afirmava. Mas eu fui com fé naquele Deus que se apresentou para Abraão e esse Deus me acalmou.

Depois eu via tudo aquilo que Jesus disse do Deus que ele apresentou como sendo um PAI, um Abba, o seu PAPAI. Jesus disse muita coisa para glorificar o PAI, não para glorificá-lo pois ELE sabia que o PAI glorificaria o Filho, e isso porque estava escrito nos salmos e os profetas falaram sobre isso. Mesmo assim Jesus jamais se colocou em lugar de igualdade com o Pai, mesmo quando disse: agora glorifica-me tu, Pai, contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo - João 17.5.

Mas outra coisa que o Mestre disse com relação ao crer em verdades do reino ou crer em verdades de religião foi a Nicodemos, um dos grandes mestres de teologia de Israel: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus - João 3:3. Jesus estava apenas dizendo que para um adulto que aprendeu algo sobre Deus religiosamente falando jamais iria conseguir mudar aquela afirmação que aprendeu sobre Deus, sobre o céu, sobre a eternidade, se não nascesse de novo, se não esquecesse tudo aquilo que aprendeu e começasse a aprender novamente e com a mente vazia, sem interferência daquilo que aprendeu.

E o sábio pergunta ao Mestre: Como pode um homem nascer, sendo velho? pode, porventura, entrar novamente no ventre de sua mãe e nascer? - João 3:4. Jesus lhe diz que esse nascimento vem a partir da água, que é insípida, inodora e incolor, mas representa o próprio mestre (mas quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede; pelo contrário a água que eu lhe der, virá a ser nele uma fonte de água que mana para a vida eterna-João 4:14). Essa fonte de conhecimento do Deus verdadeiro jorra para a vida eterna. E também nascer do Espírito que guerreia dentro do homem natural contra o mal que habita e nasce nele desde o momento da queda do homem. Esse nascer do Espírito vem quando nascemos desta água de conhecimento de Deus.

E Jesus fala ainda sobre a vida eterna, sobre o Deus verdadeiro, sobre o Pai: A vida eterna, porém, é esta, que conheçam a ti, único verdadeiro Deus, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste-João 17:3. O mestre afirmou em sua última oração que as pessoas deveriam conhecer ao PAI como único e verdadeiro Deus e ao Senhor Jesus Cristo, aquele que foi enviado pelo Pai como afirmavam as escrituras. Esse conhecimento daria a pessoa o direito a vida eterna. Por que glorificamos 3 pessoas de forma distintas? Por que? O próprio mestre disse que conhecer ao Pai como único e verdadeiro Deus e ao Filho dariam o direito a vida eterna. Por que se formulou um credo cheio de mistérios e, como afirma o Dr. Albert Mohler Jr., "a igreja cristã tem lutado por séculos para chegar a um entendimento fiel da Trindade". E por que a igreja faz isso? Porque é adulta, porque cresceu, porque virou mestre como Nicodemos, contudo ainda quer chegar ao conhecimento do termo Trindade. Que coisa.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Eu profetizo vitória sobre tua vida!!! Que marmelada, que profetada!

No salmo 7 DAVI diz assim: "1-Senhor meu Deus, em ti me refugio. Salva-me e livra-me de todos os que me perseguem, 2-para que, como leões  não me dilacerem nem me despedacem sem que ninguém me livre". O homem que havia sido ungido rei para governar Israel estava sendo perseguido, caçado como um malfeitor por algo que acusavam ele de ter feito.

Hoje vivemos num mundo religioso onde as "profecias do dia-a-dia", ou do culto-em-culto apenas apontam vitórias, colheitas daquilo que se plantou (e que eles ensinaram a plantar, monetariamente) entre outras coisas, e que o inimigo será derrotado. Deus irá matar o teu inimigo, seja ele quem for, ou deixar ele num leito de enfermidade e etc, para glorificar o nome dele. Onde está escrito isso na Bíblia?

O pastor e deputado federal Marco Feliciano, que a muito tempo é infeliz naquilo que deixa sair pela sua "boquinha", seja na igreja, seja no tweeter, seja onde for, declarou numa pregação "cheia de unção : Deus matou o Lennon porque ele disse que os Beatles seriam mais lembrados que Jesus e que Deus derrubou o avião dos Mamonas Assassinas porque eles estavam pervertendo as nossas crianças. Que excesso de burrice bibliologicamente falando. Deus faz isso, segundo o GURU pentecostal Marco Feliciano.

Mas voltando a Davi, ele estava sendo perseguido pelo poder governante de Israel, pelo rei Saul. Mas Davi continua dizendo assim no Salmo 7.3-5: "3-Senhor meu Deus, se assim procedi, se há injustiça em minhas mãos  4-se paguei com mal aquele que tinha paz comigo (antes, livrei ao que me oprimia sem causa), 5-persiga o inimigo a minha alma e alcance-a, me derrube e reduza a minha glória em pó". Davi fez uma análise do que poderia ter feito para ver se sua justiça se equiparava a justiça do Deus que ele servia.

Jesus ensinou sobre a "fome e a sede de justiça" que por acaso é deixada de lado em nossos dias e ainda quando perguntamos sobre isso recebemos a resposta com outra pergunta pastoral: O que é justiça pra você? Sei que a justiça não está nas profecias do tipo "o teu inimigo vai estar debaixo dos teus pés", "o teu inimigo está derrotado" e etc etc etc.. que não combinam com aquilo que Jesus ensinou sobre o AMAR SEU INIMIGO, FAZEI BEM E EMPRESTAI, entre outras coisas que a igreja geralmente não ensina pra gente.

Deus vai fazer o seu sonho ser real, a sua benção ser real, as promessas serem reais em sua vida, quando sua consciência com relação aquilo que você está sofrendo for levado a conhecimento daquele que conhece você. Leve seus problemas aos pés do Senhor analisando suas atitudes com relação ao teu próximo porque é isso que interessa pra Deus, o seu relacionamento com teu próximo e com ELE também.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Exercitar a Paz

"Procurai a paz da cidade para onde vos fiz transportar, e orai por ela ao Senhor, porque na sua paz, vós tereis paz - Jeremias 29.7"

Hoje acordei cedo e com um pensamento estranho e meio esquisito. Orei e após esse momento de devocional, busquei algo na palavra de Deus. Li este trecho de Jeremias onde Deus fala para Judá "procurar a paz da cidade para onde vos fiz transportar e orai pela por ela ao Senhor" me mostrou os objetivos de eu estar aqui nessa cidade, em Altinópolis. Buscar a paz e orar pela paz dessa cidade, para que na paz de Altinópolis eu possa ter paz com Deus e com os homens.

Engraçado isso. As coisas parecem estranhas para aquele que é um pouco desinformado sobre tal assunto. Mas com relação a paz Deus me deixa cada dia mais preparado e exercitado para falar sobre ela. Está escrito que ".. o fruto da justiça é semeado em paz para aqueles que são pacificadores - Tiago 3:18" e demonstra que, como o salmista Davi revelou, fugir do mal é um exercício para nos tornar pacificadores "Desvia-te do mal, e faze o bem; Busca a paz, e segue-a - Salmos 34:14".

Também escrevi uns versos e vou compartilhar aqui:

Como é bom estar sentado na areia da praia
Olhando o vai e vem das ondas do mar
Sentindo o vento leste mexer as folhas
Balançar as folhas dos coqueiros e das palmeiras
Esse sentimento chama-se paz
E o bem que ele proporciona chama-se alegria

A procura pela paz se faz tao certa
Quanto a oração a Deus por nossa vida
A paz, que é aquilo que o homem mais procura
E o ponto onde tocar, mexer, pensar, sentir
Nos deixa tao sensíveis, sem palavras
Lançando alegres as sementes para o fruto de justiça

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Os dois caminhos


Caminho estreito (Mt. 7.14)

O caminho estreito é o resumo de todas as leis feitas por Jesus? Claro que não. Jesus, rebatendo a tradição dos “crentes” (fariseus), cita as palavras do Pai, pela boca do profeta Oséias, onde enfatiza que Ele “quer misericórdia, e não sacrifícios” mortos (Mt 9.13; Os.6.6). Esta profecia aconteceu uns setecentos anos antes do ministério terreno de Cristo, e assim mesmo o povo judeu, religioso e crente, não se consertou. Esta é a prova cabal de que o caminho para chegar ao Pai sempre foi estreito. No informativo n° 1 escrevemos que haveria uma indagação por parte dos alunos ao final deste 3º trimestre: “Estamos seguindo as pisadas de Cristo?”, pois isto realmente é seguir no caminho estreito. E ser cristão no caráter como Ele ensina começa da seguinte forma, para os que já O aceitaram:

1) Negar sua vontade (a si mesmo)
2) Tomar sua cruz todo dia

A afirmação de Jesus nos evangelhos é que, tudo quanto deixarmos por amor dEle e de sua obra, receberemos nesta vida cem vezes mais, de tudo aquilo que investirmos no Reino do Senhor. Essa grande promessa de Jesus é como um gostoso bolo de aniversário. Pena que o enfeite deste bolo é sempre inerente as bênçãos prometidas: são as perseguições (Mc 10.30). No fim desta carreira ganhamos a vida eterna. Este é o caminho estreito, onde o transporte é a sua vida irrestrita aos pés do Senhor. As perseguições representam sua cruz. O combustível nesta caminhada é o amor demonstrado e vivido, longe das partes lindas e dogmáticas da teoria, filosofia, teologia, que só no papel fazem de Satanás um coitado de um boneco nas mãos do Eterno Deus. E quem indica o percurso no caminho estreito? É a palavra de Jesus nos evangelhos, que serve de mapa, bússola, que de maneira alguma deixa quem a conhece confundido. E o que é o caminho estreito para nós hoje? Jesus Cristo é o caminho estreito (Jo 14. 6), e Ele nunca mudou. E o que representa sua cruz, para carregarmos dia a dia? Os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, nos definem totalmente o aspecto de sua cruz, e quem precisamente a carrega. Nos encaixamos como cordeiros mudos, carregando uma pesada cruz?

Tomar parte nas coisas relacionadas a Jesus é muito bom. Deixe então Ele lavar-lhe os pés. “Ah, irmão, eu já deixei faz anos, desde que me converti!”. Só que a limpeza dos pés, pelo Mestre, é se reduzir ao menor sempre. Isso marcou a vida de Pedro e a dos apóstolos. Se não conseguir lavar os pés de meu irmão na igreja, ou do meu próximo (a pessoa que precisa de mim), mostrando que sou menor que ele, não conseguirei prosseguir no caminho estreito. “Ah, irmão, eu não saio do caminho estreito nunca!”. Amas o teu próximo? Lavarias os pés de alguém que você nunca viu (servir, ser menor que ele), como fez a mulher a Jesus? Seu crédito amoroso por seu próximo está sempre estourado, e você nunca conseguirá pagar (Rm 13.8)?
Lembre-se do que Jesus fala aos santos que são separados como ovelhas no meio dos bodes. Eles ficam sem saber o que está acontecendo, pois talvez conhecessem os reprovados. Quem sabe foram seus mestres? Ou seus líderes? Então perguntam ao Senhor: “Quando te fizemos essas coisas?” e a resposta é que “quando fizestes a qualquer destes pequeninos, fizestes a Mim mesmo”. Não pense que a expressão “pequeninos” resume-se a grupos congregacionais. Para nosso Mestre Jesus, tem o mesmo sentido do homem atacado, roubado e estropiado, na parábola do samaritano. E como na parábola contada por Jesus, hoje nada mudou. A lei e doutrinas cristãs ortodoxas sempre passam longe dele. A religiosidade também se desvia do tal. Agora nós, os samaritanos, não devermos nos cansar de fazer o bem, pois o caminho estreito que é Jesus, nos ensina que se nos desviarmos do obstáculo e não retirá-lo da frente, demoraremos mais, muito mais, para chegarmos a estatura de varão perfeito, na presença de Deus.

E quem anda neste caminho estreito? São os salvos, os homens espirituais (cfe 2° Co 2.15, do grego pneumatikos). E no caminho largo, são os descrentes e as pessoas do mundo que transitam nele? Não, o caminho largo é o percurso do homem carnal, ou crente em Jesus (cfe 1° Co 3.1-3, do grego sarkikos). E os homens do mundo andam por onde, por qual caminho? Homens naturais, do mundo (cfe 1º Co 2.14, do grego psuchikos), não andam em caminho algum, pois estão em trevas, em cavernas, presos e trancafiados pelo príncipe dos demônios, aguardando o brilho de uma pequena luz, para que possam compreender onde é a saída desta escuridão, desta caverna. Nós temos o lampião. Iluminemos então a entrada da caverna, para que eles possam vir em busca destra gloriosa luz.

Agradeço a compreensão de todos os irmãos que leram com bastante atenção esta matéria sobre os dois caminhos, ensinada por Jesus. Vivamos os sermões do monte, sabendo que isto representa sua cruz. Compreendamos que o caminho largo não é do mundo, mas da igreja (diferente do demonstrado no quadro de minha professora Ady). Que ele não se relaciona à riqueza, mas a nossa conduta cristã conforme Cristo ensina. Mostremos aos irmãos que não freqüentam a EBD, ou os cultos de oração e ensino, que eles podem estar prosseguindo pelo no caminho largo. Mostremos-lhes, como nas cartas apocalípticas a Éfeso (deixou o primeiro amor), Pérgamo (doutrinas de Balaão e nicolaítas), Tiatira (Jezabel, a profetiza, com prostituição e idolatria), Sardes (pensa que vive, porém está morto) e Laodicéia (mornos espirituais), que todas, como igrejas, estavam saindo do rumo no caminho estreito, e indo em direção ao caminho largo. Por isso, creiamos que realmente Deus “repreende e castiga a todos quanto ama”, esperando, frente ao nosso coração, que abramos a porta. Que urgentemente necessitamos ser zelosos do bem, e vivermos uma vida de contínuo arrependimento, crendo que apenas as prudentes serão arrebatadas (caminho estreito). Porém as loucas (cristãos sem óleo nem azeite), ficarão em seu caminho largo, dizendo: “Não fizemos isto, isto, isto... em teu nome, Senhor?”

Os dois caminhos


O caminho largo (Mt. 7.13)

Como conceituar o caminho largo/ espaçoso, segundo as palavras de Jesus? Um método prático e atual para comparação da palavra caminho, “estreito ou largo”, é observar um julgamento em um tribunal. Os advogados, tanto a acusação quanto a defesa, tentam de todas as formas fazer o juiz compreender a culpa ou a inocência de seu cliente. Num julgamento justo, o que estará em discussão serão as atitudes que o réu praticou, com ou sem dolo ou, se realmente é inocente, isto é, não praticou nada daquilo que é acusado. Caminho largo então será que tem haver com dinheiro? Com posição? Com comida ou bebida? Com jogos ou festas? Não. Tanto no original grego quanto no hebraico a palavra caminho, como Jesus ensinou ao povo, entende-se como uma conduta, maneira de pensar, de agir. Essa é uma condição que, se quisermos chegar ao fim, teremos que abraçar. E nisso não existem meios termos. Ou se é cristão ou não é (não crente, cfe Tg 2. 19,20).

Quando Jesus Cristo, na separação de seus escolhidos, fala aos outros, rejeitados: “afastai-vos de mim, pois não vos conheço (Mt. 7.23;25.41)”, faz menção, não ao que levaram a mais no caminho, materialmente falando, mas ao fato de não abraçarem tudo aquilo que Ele ensinou, pois Sua palavra seria o essencial para chegarem ao outro lado. Sua lei, a lei da liberdade, conforme escreve o apóstolo Tiago: “Aquele que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este será bem-aventurado no que fizer (Tg 1.25)” responderá a pergunta dos escolhidos, separados como ovelhas (Mt 25.37-40). Caminho largo então é uma conduta ou maneira de pensar e agir que não está de acordo com tudo o que Jesus ensinou: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. Desses dois dependem toda a lei e os profetas (Mt. 22.40 e referências)”.

Em Mc. 12.28-34, o escriba que pergunta algo a Jesus fica atônito e ao mesmo tempo impressionado quando ouve a resposta dEle. Atônito, pasmo, pois fica sem ação ante a serena colocação de Jesus sobre os mandamentos. Impressionado, devido a resposta que ouve transpassar, ir além, colocar em dúvida tudo aquilo que aprendera em sua congregação ou sinagoga. O escriba então fala do fundo do coração: “Muito bem Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dEle, e que amá-Lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças e amar ao próximo como a si mesmo é mais que holocaustos e sacrifícios(v.32,33)”. Ele conhecia a lei, como a maioria dos judeus, porém não praticava um nada do que aprendia. Estava desejoso de ir ao céu, só que pelo caminho largo, pois Jesus mostra a posição dele através de suas ações, ante o Reino dos Céus, dizendo que: “não estás longe do Reino de Deus (v.34)”, o que indica que ele, como o jovem rico de Mc 10. 21, não passava de simples religioso, e faltava-lhe uma coisa.

A conduta que havia até então era desprezar o seu próximo. “Fechar o caminho, não entrar nem deixar os outros passarem. Devorar a casa das viúvas sob pretexto de grandes e prolongadas orações. Converter alguém para sua religião e depois, o transformar em seu sucessor, igual a si. Achar que o ouro era mais santo que o templo. Que a oferta era mais preciosa que o altar”. Eles não sabiam como usar o mapa nem seguir a agulha da bússola (o Tenak – nosso Antigo Testamento). Jesus então diz que eles, como condutores, são cegos. Um mosquito para eles era um problemão e um camelo passava fácil-fácil em sua peneira. Era um crivo semelhante aos de hoje: dar o dízimo de coisas insignificantes ou não, e ainda esquecer o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé. Por fora pareciam limpos, excelentes pessoas, mas por dentro eram cheios de rapina e iniqüidade. Verdadeiros sepulcros caiados. Os sepulcros dos profetas e dos justos eram adornados e ainda diziam sempre que, “se existíssemos na época de nossos pais, nunca nos associaríamos nisso para derramar o sangue dos santos profetas”. Testificavam que eram filhos dos que mataram os profetas, mesmo assim sempre exaltavam seus pais. São chamados então por Jesus de “hipócritas” (Fonte: Mt 23. 13-32).

Por esse caminho eles vinham seguindo, desde a libertação do Egito, por Moisés. Jesus assevera: “Como escaparão da condenação do inferno? (v.33)”. A estreiteza ou a largura do caminho não tem na palavra de Deus nenhuma relação com o possuir dinheiro, o luxo, as festas, etc..., neste caso Salomão não construiria um palácio tão luxuoso, o que causara grande êxtase na rainha de Sabá. Porém, esta definição de caminho largo está diretamente ligada ao não cumprimento do que Jesus ensinou em seu ministério, e que aboliu toda a lei: O AMOR. E quem ama ao próximo, já cumpriu a lei (Rm. 13. 8-10). No caminho largo dificilmente você verá amor ao próximo, muito menos amor em família. Jacó, com a ajuda de sua mãe Rebeca, usurpou o direito de primogenitura de seu irmão Esaú. Absalão, filho do rei Davi, tentou tomar o poder do pai e foi morto. Imperadores romanos, inclusive Constantino, que dizemos que se converteu e ajudou a igreja de Cristo (Cristo precisou de ajuda?), matavam esposas, irmãos, amigos, etc. Um exemplo com Constantino é ele ter mandado matar Crispo, seu filho, e sufocar sua esposa Fausta. Guerra é o que mais vivenciamos. Quem chegar primeiro sempre é valorizado. Nisso o caminho largo é cheio de exemplos, pois se amarmos o próximo, possivelmente seremos o segundo colocado, porque estaremos atrás, empurrando, ajudando. Pena que algumas atitudes desse caminho são visíveis cotidianamente em nosso convívio cristão, na igreja. Por isso Jesus explica que os últimos, que ficam atrás, empurrando, serão os primeiros, como analogia (comparação).

Em Mc. 10.17-27, Jesus revela seu amor para um jovem religioso, crente. As doutrinas fundamentais da fé ele conhecia (Hb 6.1). Jesus então pede uma coisa pra ele: “Vá, venda os seus bens e dê aos pobres. Com isso, ganhará um tesouro no céu”. O jovem “crente” ficou pensando que isso seria loucura, pois possuía muitos bens. Será que a causa das pessoas continuarem seguindo no caminho largo ainda são as riquezas (o dinheiro, a boa posição, o reconhecimento)? Claro que sim, pois isto alimenta o “eu”, o “ego”, o “ídolo de carne e osso”. Porém Jesus responde aos discípulos que não são as riquezas nem o dinheiro, muito menos, a posição ou o reconhecimento. A causa principal é confiar que tudo isso será a passagem direta, a chave para abrir a porta larga. As facilidades nesse caminho são inúmeras, devido ao fato de que nunca teremos dificuldade para prosseguir em frente, haja vista não nos preocuparmos com ninguém, só conosco mesmo. Pena que o prêmio temporal, e também o final, será transformado em morte eterna.

Em Lc 12. 15-21 há um exemplo em derrubar, edificar, recolher, descansar, comer, beber, folgar, onde o homem crente é chamado de louco. “Assim é todo aquele que para si ajunta tesouros, mas para Deus é desgraçado, e miserável, e pobre, e cego e nu (Ap 3.17)”. Muitos ministros evangélicos estão passando por isso. Seu maior objetivo é derrubar o templo onde começou a dirigir, para construir (edificar) outro maior, e ter o reconhecimento de que foi “ele” quem inaugurou o novo templo. Para isso, recolhe todas as migalhas das ovelhas que pastoreia, e ainda assim critica as outras denominações que fazem o que ele faz. Depois descansa, não quer mais visitar suas ovelhas. Come do bom e do melhor, sem se preocupar com o que sua ovelha está ingerindo, tanto em casa como na igreja. Bebe só coca-cola e se a ovelha oferece ki suco, é excomungada. No final, como Jesus conta, está feliz e certo de que fez a coisa certa para Deus. Dizemos então que ele não estudou teologia, pois não conheceu o Senhor. Será? Por isso Jesus diz que a verdadeira revelação foi ocultada ao sábio, ao entendido. Contudo, os pequeninos, que são aqueles sem instrução, e também aqueles pequeninos super instruídos, mas que não colocam este conhecimento acima da dependência de Deus, sabem a verdadeira revelação dada pelo Filho de Deus. Será que somos ricos de ou por coisas insignificantes?

Os dois caminhos

Qual é o seu alvo?

Há quase trinta anos ouço falar sobre os dois caminhos, um que nos leva à vida eterna (o Pai), outro a morte eterna (o Inferno): o caminho largo e o estreito. Ouvimos muitos conceitos diferentes a cada pregação. Um deles é que no caminho estreito não podemos passar com nada, a não ser nós mesmos. Nem malas, nem dinheiro, nem carros. Bem diferente do largo, onde há espaço e lugar para tudo quanto pudermos carregar. Será que o caminho estreito, do qual você tanto ouve falar, prega, visualiza em obras pintadas e, o largo, são isso mesmo? Num você carrega tudo, só que o fim dele leva ao alfandegário, que cobrará o imposto que, com certeza ninguém poderá pagar. O caminho ou porta larga o qual Jesus muitas vezes falou, será finalizado com a perdição. Porém, Ele afirma que “muitos são os que entram por ela (Mt. 7.14; Lc. 13.24)”.

Caminho, do grego hodos (οδος), significa estrada, caminho de viajante, viagem e usado metaforicamente por Jesus acerca de “um curso de conduta” ou “maneira de pensar”: caminho da justiça (Mt. 21.32); caminho que conduz a perdição (Mt. 7.14). Sua forma original no hebraico é derek (דֶרֶךְ) que indica uma distância, viagem, jornada, conduta, maneira, condição, destino (fonte: Dicionário Vine). Nos substantivos originais notamos que uma das referências recai sobre nossa conduta em viver, pensar e agir como sendo o caminho mais próximo do que Jesus quer nos ensinar.

Em Lc. 13.22-29, alguém pergunta a Jesus: “Mestre, são poucos os que se salvam?(v.23)”. Jesus responde dizendo que temos que “porfiar em entrar pela porta estreita, porque muitos procurarão entrar e não poderão (v.24)”. O exemplo de Jesus acerca da porta estreita assemelha-se a arca de Noé e a tudo o que Ele sempre ensinou sobre conduta: “em teu nome pregamos, expulsamos demônios, curamos enfermos, ensinamos a palavra”. Ouviremos uma dura sentença: “Afastai-vos de mim, pois não vos conheço(Mt. 25.41)”.

Essa conduta é ensinada aos discípulos e ao povo quando Jesus olha para o interior do templo e diz que “na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam (Mt. 23.2,3)”. Hoje, tudo aquilo que Jesus ensinava ao povo se repete em proporções cada vez mais alarmantes. Então acredito que chegou a hora de colocar o significado da palavra porfiai: 1-Altercar, contender, disputar obstinadamente. 2. Tr. ind. Competir, rivalizar. 3. Tr. dir. Competir, disputar. Isso significa que a contenda, a disputa, a competição e a rivalidade não são entre você e Satanás, ou entre você e seu inimigo (a pessoa que você pensa que espera o seu mal), ou com seu irmão. São disputas entre você e você mesmo. É a luta com o seu ego, o seu eu, o maior ídolo que afasta a presença de Deus de nós. Se não porfiarmos, perderemos a luta e nos tornaremos avarentos por nós mesmos. E o apóstolo Paulo ensina que isso é idolatria (Ef. 5.5; Cl. 3.5).

Ouvimos muitas pregações sobre o tema. Lembro que certa vez, no colégio onde estudava em Joinville, chamado Abdon Baptista, minha professora de educação religiosa, Dona Ady Lopes dos Santos, que na época era superintendente da Escola Bíblica Dominical, templo sede da IEAD, levou um quadro representativo. Nele haviam dois caminhos, o largo e o estreito. No quadro, o caminho largo era como uma grande cidade, do tipo Paris ou Los Angeles, por exemplo. Cheio de festas, parques, cassinos, moda, bares, lanchonetes, restaurantes. Digamos ser semelhante ao centro de nossa cidade, só que em termos muito mais elevados. Estava cheio de gente: famílias, rodas de amigos, pessoas de montão. No final da cidade havia o lago de fogo e enxofre. O estreito era utópico: um campo como o de uma estrada de fazenda, onde você não vê muitas pessoas, só plantações e animais da agropecuária. Poucas pessoas tornavam o caminho estreito, pois onde passam poucas pessoas, há uma única trilha. No final, encontrava-se o paraíso. Lembro que havia um triângulo no centro do quadro com um olho dentro, que a professora ensinou se tratar do olho de Deus. Quem tiver uma vida regalada terá um final não muito bom. Quem ao contrário, viver na simplicidade, terá um final feliz. Quantas vezes você já ouviu pregações desse tipo? Eu, inúmeras!

“Crescei na graça e no conhecimento de Jesus (2° Pe. 3.18)”; “e o menino crescia em sabedoria... (Lc. 2.52)”. Crescer. É isso que todo dia acontece com seu filho e você não percebe. Temos que crescer no conhecimento da palavra, não por nós mesmos ou por livros, dicionários e literaturas que já formalizam o pensamento como regra, mas pela graça de Jesus. Como é precioso entender e ter no momento certo a palavra que alguém precisa, procura, busca. Os caminhos do homem são as vezes vistos como excelente exemplo aos outros, porém o fim deles é de morte e de perdição (Pv. 7.21;14.12;16.2;16.25).

Você quer compreender a grande diferença entre esses dois caminhos, tanto comentada em nossas igrejas? E de uma forma que, tenho certeza, você nunca inquiriu (perguntou)? Continue então lendo, pois teremos a seqüência culminante do assunto, falando sobre os dois caminhos, individualmente.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cobrirá uma multidão de pecados? Quem?

Conversando a pouco com minha amiga Roberta Mayra, e abrindo minha bíblia para ler um verso em Tiago, encontrei algo que havia escrito em 2006, e transcrevo o texto para meditação de todos nós: 

Fizer converter do erro um pecador - Tiago 5.20

De tudo aquilo que aprendemos com as palavras de Jesus Cristo, o amor, que é a base, transcorre por todo o novo testamento. Para amar a Deus eu tenho que amar o meu próximo, voluntariamente. E esse amor a Deus se demonstra com boas obras que vão ao encontro de todas as pessoas, não somente aos meus pais, meus filhos, meus irmãos, meus amigos, minha igreja, meu pastor, etc.


Dos vv 13 ao 16 Tiago nos passa um pouco daquilo que aprendeu com seu mestre Jesus Cristo e o AMOR: estou aflito, nós oramos; estou contente, nós cantamos, sorrimos; estou doente, nós oramos, ungimos - e a oração da fé salvará o doente (dessa enfermidade) e perdoará os pecados cometidos por ele.

O amor faz com eu confesse o meu erro a você e você a mim e que, ninguém ficará sabendo, pois um confia no outro e há fidelidade quando se ouve e guarda, porque já estamos adultos neste ministério da comunhão. Essa oração confessionária com amor sara a nossa alma, que está sempre correndo o risco de sofrer com a vida, com depressão, etc. A oração de um justo pode muito.

1 Jo 3.10 diz: quem não pratica a justiça e não ama ao seu irmão não é de Deus. Por isso Tiago revela que se eu (nós) conseguir converter do erro do seu caminho um pecador, salvarei da morte uma alma, isto é, a dele (o pecador) pela ação do Espírito de Deus. E finaliza dizendo que serão cobertos uma multidão de pecados, um montão de pecados, isto é, os meus, os meus pecados, pois Pedro diz que o amor que emana de mim (nós) cobre muitos pecados (1 Pedro 4.8).

Conclusão: o amor de Deus em nossa vida e em uso a favor dos outros salva os pecadores e nos imuniza contra a condenação do nosso próprio coração. Ame sem reservas!!!

sábado, 21 de julho de 2012

Israel: Monoteísta por causa das outras nações?

"A palavra unidade é invariavelmente reproduzida no antigo testamento. Em meio a tantas nações idólatras, que adoravam vários deuses, fazia-se necessário persistir em fazer o povo de Israel venerar apenas um Deus. Esse fato motivou o Antigo Testamento a realçar a unidade de Deus'' 

Fonte: Curso Interdenominacional de Teologia/Teologia Sistemática/A Doutrina de Deus/A Doutrina da Trindade-pg 67

Parece tao lógico dizer que por causa de o antigo testamento mostrar 'tantas nações idólatras, que adoravam vários deuses, fazia-se necessário persistir em fazer o povo de Israel venerar apenas um Deus', Israel tornou-se monoteísta absoluto e Deus cooperou para isso. O povo de Israel que cria no único Deus, deixou de ter a Santíssima revelação sobre a Trindade, mas Deus foi quem fez isso. Como pode uma coisas dessas, tal afirmação?

Veja que Jesus diz sobre os sacerdotes e a tradição, sobre aquilo que falavam, hipocritamente:
"Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos tomado parte com eles no derramamento do sangue dos profetas. Assim, vocês testemunham contra si mesmos que são descendentes dos que assassinaram os profetas. Mt 23:30-31".

Dizer que o povo creu que existia apenas um Deus, dentro da doutrina monoteísta e dentro da unidade absoluta de um único SER soberano, para que eles não fossem fazer o que as demais nações faziam, adorar vários deuses, e que nós podemos crer em três pessoas distintas divinamente e, isso não ser politeísmo pratico, parece verdade, parece certo. Parece.

A verdade é algo assim como li no blog do meu amigo Eliseu Antonio Gomes: "No português, verdade é apenas o antônimo de mentira, mas no grego, além de ser o contrário de mentira, também é não praticar omissão, isto é, não esconder a realidade"-http://belverede.blogspot.com.br/2009/07/definindo-apologia-biblica-e-lavagem-de.html


Quando estamos no processo de aprendizado, as perguntas farão parte desse processo. E se as perguntas são enunciadas é porque existe duvida ou falta de entendimento sobre aquilo que estamos aprendendo. E as respostas devem solucionar essas duvidas porque o estudo, a teologia é racional e logica, sem necessidade de fé. E o professor deveria amar o aluno que faz perguntas e o ajuda a pesquisar mais e mais, não desqualifica-lo como herético e pessoa incrédula quanto as, entre aspas, literalmente, VERDADES BÍBLICAS, segundo ele ensina. 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Quem é Deus?


Mistérios que envolvem a coluna do cristianismo


"Palco de discussão teológica quanto a definição e compreensão por parte dos cristãos e completa rejeição por parte dos que estudam a teologia sem fé, a Trindade é fundamental para a cosmovisão, teologia e prática cristã. Mais importante do que isso: A doutrina da Trindade é claramente ensinada nas escrituras". Fonte - http://www.e-cristianismo.com.br/pt/trindade/180-observacoes-a-doutrina-da-trindade


Dizer que trindade é "claramente ensinada nas escrituras" é a pior forma de argumentação para se defender esse mistério, por assim dizer. Outra coisa, afirmar que há "rejeição por parte dos que estudam a teologia sem fé" parece correto a princípio, mas quem é o homem racional que racionaliza suas questões por fé? Se o leitor iniciante começar seu estudo e pesquisa sobre quem é Deus, ou como está escrito no profeta livro do profeta Oseias que diz: "Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra - Os 6.3", nunca encontrará nada que relacione uma pluralidade de pessoas na formação do Deus de Israel. E também será como a "ALVA" do dia, ou como algo claro e transparente. Não será nenhum mistério ou coisa parecida.

E quando vamos ao novo testamento, mais precisamente ao apóstolo Paulo, que era teólogo, mestre, escriba, leitor e estudante das escrituras, em nenhum lugar daquilo que ele escreveu da revelação do Deus que "prometeu antes pelos seus profetas acerca do seu FILHO (Rm 1.2,3)" veremos a afirmação de um Deus composto em pessoas distintas divinamente. Nada será descrito ou ensinado por Paulo diretamente sobre esse tema, a não ser quando vamos ao tema com os conceitos pré-revelados. Agora, quem nos revelou isso? O Espírito Santo, o Consolador? 

Paulo era judeu, circuncidado, guardador do sábado, monoteísta, que não se alimentava de nada imundo como é relatado nas escrituras. Ele não deixou nada claro que ligue Deus, o Pai, como sendo a primeira pessoa divina. Para Paulo, e isso está claro nas cartas que ele escreveu, Deus é Deus, supremo e altíssimo e ponto final. Se o leitor iniciante, de mente vazia e sem preconceito formado sobre a misteriosa doutrina sobre trindade divina, apenas buscar conhecer a Deus, encontra-LO-á não em forma homoousia de Jesus, mas na forma de Deus e de Pai, Aba.

Essa revelação de um Deus trino deve-se ao fato das muitas controvérsias cristológicas que surgiram após a morte dos apóstolos. A controvérsia nunca foi sobre Deus. Ela sempre esteve ligada a pessoa de Jesus Cristo, se ELE é Deus ou não, se ELE é criado ou não, entre outras controvérsias. A entrada da filosofia e conhecimento secular, as proposições e argumentos lógicos para refutar aquilo que os hereges (segundo eles) diziam acerca do Cristo, fizeram os mestres incorrerem em trágicos erros, em dilemas e inúmeras brigas teológicas. Passaram-se séculos até o DOGMA base do cristianismo ficar pronto. Séculos? Sim, alguns séculos. Mas se os mestres e teólogos afirmam que a trindade é revelada facilmente nas escrituras hoje, por que demoraram séculos para a afirmação desse tão misterioso axioma cristão?

O primeiro indício dessa demora foi por se tratar de uma profecia ou revelação não bíblica, anti-bíblica, ou sem um emissário da tal revelação. Esse dogma é totalmente contrário aquilo que Jesus disse aos judeu: "Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito - Jo 5.39". A revelação das escrituras (antigo testamento) diz respeito, conforme as palavras de Jesus Cristo, não a salvação ou perdição de alguém, mas a revelar em Jesus Cristo, homem (1 Tm 2.5), o redentor de Israel, como o Messias e aquele que, como salvador, reconciliaria o homem justo a Deus.

Um grande filósofo, Plotino, formulou um conceito sobre o universo e para tanto, introduz uma palavra, aliás, criou o termo HIPÓSTASE, tendo o significado de substancia ou realidade. Mais tarde, os bispos da igreja cristã em seus concílios se utilizarão deste substantivo para endossarem suas afirmações sobre a doutrina da trindade. Mas vale ressaltar que a princípio, Plotino queria dizer que esse seu substantivo filosófico serviria para explicar a forma como ele dividia o universo, nas três partes como sendo: Uno, ou Deus; Nous, ou emanações do ser divino no universo; e Alma, num conceito filosófico cheio de termos e definições técnicas - Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plotino, e também http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3stase, entre outros links.

Foi o Espírito Santo quem revelou a doutrina da trindade ao homem? Biblicamente, não. Teologicamente pelo lado dos cristãos trinitários, sim. Jesus diz assim do PARAKLETO: Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse - João 14:26; Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito - João 15:26; Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir - João 16:13. 

A revelação partiu de conceitos teológicos/filosóficos acerca das verdades sobre Deus e de interpretações Antigo/Novo Testamento. E como disse o filósofo francês Gilles Deleuze "os filósofos criam conceitos. Os filósofos não podem resolver os problemas que o seu conceito criou, então, permanecem o conceito e o problema, com seus pretendentes". Que verdade inequívoca! O conceito TRINDADE permanece e com ele o problema da falta de respostas lógicas, racionais e filosóficas acerca de perguntas simples como: Por que eu sei (a Cristologia ensina isso) o que Jesus Cristo disse não saber?

As controvérsias cristológicas pós apóstolos levaram a cúpula da igreja a uma escuridão teológica, a uma caverna de conceitos e afirmações sobre o Senhor Jesus Cristo das quais nem ELE, nem os apóstolos ratificariam facilmente. Nem a revelação nas escrituras é capaz de sustentar, nela mesma, tal meninice (usei um termo menos pesado). 

Mas se é mistério, deveria estar no Apocalipse. Esse mistério jamais deveria ser a célula base da igreja. Nem a coluna principal, doutrinariamente falando, e o ponto mais cheio de falsas explicações existentes.


Elizeu Rodrigues

domingo, 27 de novembro de 2011

Preconceito...

Ao ler um post no facebook de minha amiga, com um link de algo relacionado a racismo e preconceito, da empresa de cosméticos Nivea, considerei algumas coisas. E fiquei me perguntando por que que esses termos "racismo" e "preconceito" têm tanto valor na cabeça das pessoas.

Comecei a pensar sobre isso, e a história começava a passar em minha mente, desde os tempos bíblicos do antigo testamento, tempos da idade antiga, da idade média e moderna até a contemporânea, sem esquecer os tempos clássicos do povo egeu, até o crescimento do vasto império romano. E é neste império que surge não o primeiro termo discriminatório, mas aquele que faria de qualquer estrangeiro um sério candidato a ser escravo, ou na melhor das hipóteses, um cidadão da classe dos servos: o termo "bárbaro".

E meu pensamento começou a girar em torno de várias perguntas relacionadas aos termos "servos", "escravos", "bárbaros" da época dos grandes administradores como Hamurabi. Ele também tinha seu código de leis, e leis muito significativas, vale ressaltar, que discriminava muitas coisas, e colocava os servos e escravos na base da sociedade. A história bíblica também tinha disso, certa discriminação com estrangeiros e escravos. Não que eles deveriam ser discriminados ou rebaixados como pessoas, mas a lei bíblica sempre tinha juízes que a interpretavam.

Superioridade, foi a resposta que eu encontrei para este tipo de pensamento discriminatório. Sempre foi assim, desde a morte de Abel, passando pelo líder Ninrode. Da história de Israel no Egito e seu auge como Reino até o retorno do cativeiro Babilônico. Sempre havia esse pensamento no coração do homem: superioridade, ser superior ao outro. Épocas de leis muito boas, de interpretações daqueles que julgavam e de pessoas sendo discriminadas por outra nacão por ser diferente em quase tudo. Palavras como preconceito ainda iriam ser criadas por filósofos pensadores helênicos.

Dessa viagem em busca de argumentar sobre preconceito e ficar perdido em pensamentos e afirmativas dúbias, fui ao Mestre Jesus. Ele diz: No Reino de Deus (hoje), o maior é sempre o menor, o maior serve, o maior chama todos de irmãos, o maior atrai a atenção de Deus. Meu amigo postou essa frase um dia: "Be the change you want to see in the word - seja a mudança que você quer ver no mundo". Para isso acontecer devemos viver o Evangelho no sentido pleno, em favor das pessoas que estão a nossa volta. Então o mundo em nossa volta será melhor e justo, em nossa volta.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

"... e na angústia nasce o irmão"

Passei por situações ruins quando estava com dois amigos. Difícil estar sendo sufocado, amordaçado, humilhado, até pisado por alguém que deveria nos encorajar e fortalecer. Passado um tempo, peguei meu livro "Sabedoria para vencer", de Mike Murdock, abri e entreguei para meu amigo ler. Citarei parte do capítulo: 

4 características de um inimigo:

1 - é mais crítico do que encorajador 
2 - deprecia e ri dos sonhos e alvos dados por Deus a você
3 - quer envergonhar e humilhar você
4 - drena sua energia e desperdiça seu tempo por meio de conversas inúteis

Depois de um tempo, após ele ler, me disse: "Pois é, eu pesquisei na internet, e esse Mike Murdock é cheio de heresias e blá blá blá...", isto é, depreciando algo excelente que o pastor Mike, herético ou não, escreveu sabiamente. Mas Jesus dizia que há uma trave em nossos olhos. Quem consegue enxergá-la jamais irá ver o pequeno cisco nos olhos de alguém, seja ele quem for.

E finalizo apenas com uma das muitas características de um vencedor, que estão contidas no livro do pr Mike Murdock:

O vencedor conhece o poder das palavras: recuse-se a liberar palavras de derrota, depressão e desânimo. Expresse confiança e esperança em Deus. Fique muito entusiasmado planejando o seu triunfo, e não haverá tempo para reclamar das perdas do passado"

Fique do lado de pessoas assim!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Isso é a CRUZ! The Cross

"Quando EU compreender que todas as coisas circunstanciais fazem parte de meu crescimento como homem, estarei no caminho certo da perfeição" 
Elizeu Rodrigues 

 Porque Jesus diz: "ouviste o que foi dito (ou aquilo que está escrito)... eu porém vos digo:"


1 - "... não resistais ao mal - Mt 5:39"
2 - "... oferece-lhe também a outra (lado da face) - Mt 5:39"
3 - "... larga-lhe (dê, ofereça) também a capa - Mt 5:40"
4 - "... vai com ele duas milhas - Mt 5.41"
5 - "... dá a quem te pedir - Mt 5:42"
6 - "... não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes Mt 5:42"
7 - "... ame a vossos inimigos - Mt 5:44"
8 - "... bendiga aos que vos maldizem - Mt 5:44"
9 - "... faça bem aos que vos odeiam - Mt 5:44"
10 - "... ore pelos que vos maltratam e vos perseguem - Mt 5:44"

 Vejam que engraçado, 10 mandamentos, 10. Jesus diz que fazendo isso seremos chamados ".. filhos do Pai que está nos céus, porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos - Mt 5.44,45". Depois Jesus termina colocando as condicionais. Atente para elas:


1 - ".. E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Qual o seu mérito? Também os pecadores amam aos que os amam - Lc 6:32"
2 - ".. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Qual o seu mérito? Também os pecadores fazem o mesmo - Lc 6:33"
3 - ".. E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Qual o seu mérito? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto - Lc 6:34" 

Existe uma versão sobre as condicionais do MESTRE que diz: "O QUE VOCÊ FAZ DE MAIS? Esse é um caminho árduo, difícil, onde a nossa vontade se resume a não ter vontade alguma. Essa é a CRUZ! Essa é a CRUZ da qual Jesus diz: "Não tenha vontade, tome ela CRUZ e me siga".

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"O mestre primeiro faz, depois ensina como faz" - Provérbio chinês

O mundo globalizado mostra uma tendência no setor cristão: os grandes mestres. Existem muitos pastores, conferencistas, evangelistas, cantores, professores, enfim, uma gama de títulos que fazem discípulos todo dia. A cada pregação, estudo, livro lançado no mercado, louvores no TOP LIST, métodos de ensino ou discipulado, esses "mestres" fazem seus discípulos. E os discípulos, baseados na pregação, na conferência, no louvor e música, etc, não conseguem avançar rumo ao alvo, pela falta do ítem mais necessário quando há mestre e discípulo: o exemplo, ou "know how".

Muitos dizem que Jesus foi o maior fazedor de discípulos. Mas como Ele fez isso? Pelo exemplo. Ele disse: "Eu, sendo Senhor e Mestre... vos dei o exemplo, para que vocês façam assim (Jo 13.14,15)". A pedagogia de Jesus se baseava na tese de mestrado dele: FÉ. Tudo que Ele disse, ensinou, pregou, havia acontecido antes na vida dele. E Ele aplicava sempre a FÉ em Deus para passar os problemas. Vejamos o que Ele viveu antes para ensinar depois:

1-submissão a autoridade: João Batista disse: "Não posso batizá-lo, pois não sou digno". Jesus responde: "Temos que cumprir toda a justiça", isto é, o que está escrito na LEI (todo AT). E o Mestre é batizado, para depois ensinar: dai a César o que é dele; e a Deus o que é dele também; façam o que os sacerdotes falam"

2-não viver ansioso: depois do batismo Ele é tentado. O diabo diz: transforme as pedras em pão, poque você está com fome. Jesus responde: o homem não vive só de comida, de pão. Depois Ele ensina: não fiquem ansiosos, pois o Pai dá o mantimento para vocês. Ele tinha fome, pois ficou 40 dias sem comer. Mas esperava um banquete que seria dado por Deus.


3-estar na vontade de Deus: o diabo diz, após colocá-lo no pináculo do templo: pula daqui, pois os anjos vão te guardar. Jesus responde: Tentar a Deus, Eu? O barco no meio do mar da Galiléia, os discípulos temerosos de perder a vida, e Jesus dormindo sossegado, porque Ele ensinou que não devemos nos preocupar com a vida e sim, confiar em Deus e na vontade dele. No momento mais difícil em sua vida, Jesus ora e diz: Pai, estou tão aflito! Se possível, me ajude. Mas faça a tua vontade, não a minha.

4-adorar apenas a Deus: o diabo então diz: tudo isso é teu, tudo, apenas me adore como seu senhor. Jesus se indigna e diz: Vai-te daqui. Eu só adoro a Deus! Ele aprendeu aqui, e sobre muita pressão, que apenas Deus merece adoração. E todo ministério dele foi assim pois jamais aceitou o louvor dos hipócritas, nem a bajulação deles (Lc 11.27). Também nunca agradou os mestres ou sacerdotes para falicitarem seu ministério. Ele ensinava assim, pois sua vida era assim.

Jesus diz: "O discípulo não é maior que o seu Mestre". Jamais teremos a capacidade de sermos maiores que Jesus Cristo, jamais. Isto é fato e não entrarei nesse mérito. Comentarei a segunda parte do verso que diz: "todo aquele que for perfeito, será como seu Mestre". Esta perfeição está diretamente ligada ao nível de ver o Mestre fazer, e procurar fazer igual. E o maior exemplo não são os milagres, as curas, as maravilhas. O exemplo maior em se tornar um discípulo verdadeiro está na atitude de lavar os pés dos outros, no amor pelos outros, no fazer bem aos outros. O restante, os milagres, são apenas detalhes daquilo que Jesus realmente quer de nós, que é doar-se pelos outros, dar-se aos outros.

E o contexto didático do Mestre está naquilo que ele falou após lavar os pés dos doze: "Eu, sendo Senhor e Mestre". O que mais vemos é um retórica quando chega o momento de comentarmos este texto, e similares. Os grandes, e os que se acham grandes, sempre na sua retórica, afirmam que estão ali para servir. Eles ensinam coisas tremendas e os ouvintes tentam fazer tudo que eles ensinam. Mas pela falta de referência prática, esses discípulos ficam sem rumo, sem um ponto norte, e terminam por duvidar de tudo aquilo que aprenderam. Por quê? Porque este "estar ali para servir" é apenas blá blá blá, é falácia, é coisa de sacerdote de Mateus 23.2.

Jesus nunca deixou seus discípulos com dúvida. Ele dizia: "Eu afirmo a vocês (NTLH)", porque Ele havia feito muito tempo antes e por isso podia ousar em garantir isso. Ele dizia que "se você fizer isso, será isso, e será isso, se fizer isso", porque Ele já havia feito aquilo que estava ensinando. Ele fez suas teses com relação a FÉ, provou-as, e viu que tudo "será bom", quando usarmos a pequena FÉ que possuímos.

Tudo que Jesus ensinou Ele fez primeiro. Sabe por quê? Porque Ele é o Autor da FÉ. Tudo aquilo que Ele ensinava era baseado na FÉ. Parece um paradoxo com a religião judaica da época, porque corria um ditado nas ruas que dizia: "a fé remove montanhas". A religião ensinava que os abençoados financeiramente, entre outras coisas, era devido a sua "grande" fé. Esse era o motivo de os religiosos serem vistos como grandes homens de Deus. Os pobres e doentes, ao contrário, tinham rótulo de não crer em Deus. Este foi o motivo de Jesus dizer que "se sua FÉ for pequena, insignificante, mas verdadeira em Deus, ela (e agora ele usa o ditado deles) "a FÉ, remove montanhas". Não precisa ser grande, mas verdadeira.

E o ministério de Jesus termina quando ele ressuscita dos mortos e diz para si mesmo: "Posso concluir minha tese sobre FÉ, pois ela é verdadeira. Eu disse que daria a minha vida e teria poder para tomá-la de volta, e devido a minha FÉ em Deus, meu Pai, eu consegui isso". E apresenta sua tese ao Pai. Ele é também o Consumador da FÉ, pois tudo que ensinou baseado em crer no impossível aconteceu. Esse é o meu Mestre. Nele eu posso confiar.

Elizeu Rodrigues

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Verdadeiro Adorador

“Onde encontrar os verdadeiros adoradores? Onde eles estão? Onde eles adoram?”


Estamos vivendo dias de derramamento do Espírito de Deus. Será por isso que confundimos manifestação do Espírito com “verdadeiros adoradores?”
Em nossos cultos, em grandes congressos, cultos festivos e nos domingos a noite, ouvimos muito se dizer que “os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade”. Mas será que é fácil encontrar verdadeiros adoradores, ou eles só se reúnem nos congressos, e nos domingos a noite?

Vivemos dias onde um “verdadeiro adorador” é medido pela sua conduta nos cultos, pela quantidade de glórias que dá, pelos hinos de “fogo” que mexem apenas com a emoção. Perceba que se alguém canta um hino da harpa, esses verdadeiros adoradores nem abrem a boca. E o que dizer dos cultos de oração, escola dominical, consagração – esses tais adoradores passam por longe.

Infelizmente virou moda nos cultos, hinos que mexem apenas com o emocional. Pessoas que quando estão em destaque dão um verdadeiro show de adoração. Porém, ao sentar-se, são como pedras de gelo. Somos templo do Deus vivo. E é impossível o Senhor habitar num templo sujo como sepulcros.

Quando Jesus encontra a mulher samaritana, ela lhe pergunta: “Senhor, onde devemos adorá-Lo (o Pai), no templo ou no monte? Jesus responde: “Creia que está chegando a hora em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade”. Ele sempre se referiu a um espírito voluntário, quebrantado, que não espera lugar nem ocasião para adorar a Deus. Um verdadeiro adorador não precisa estar em foco para adorar a Deus. Ele adora com ou sem platéia, com microfone ou sem, com oportunidade ou sem ela.

Somos morada, casa, templo, habitação do Senhor. Não importa onde estivermos: em casa, escola, no serviço, na igreja. Seja onde for, se o Espírito de Deus habita em nós. Onde estiver a nossa mente (alma e espírito em sentimento, não na emoção do coração), estaremos sempre adorando a este Deus vivo. Comece então agora mesmo a adorá-Lo, pois o Pai procura os verdadeiros adoradores, para fazer neles morada e habitação. Será que Ele já encontrou você?


Márcia dos Santos de Oliveira, maestrina do Coral Nova Luz, aluna da classe Dorcas

Textos extraídos dos informativos nº2, 3 e 4, do tópico "Sem dúvida, me direis este provébio" (Lc 4.23)

Onde edificamos nossa casa?

Um provérbio árabe me prendeu a atenção: “Uma coisa estranha é um viajante querer construir uma casa na estrada”. Li este provérbio na sala de exposição, na empresa onde trabalho, na semana em que mais me dediquei a minha função, pois “o grande evento do mês assim exigia”.

Preocupações, ansiedades, correria, pesquisas, viagens, noites em claro... Busca pelo êxito, para se concretizar uma idéia, um projeto... Tudo pronto!... Cansaço...

O provérbio me prendeu a atenção, me fez lembrar da minha condição de peregrina, da vaidade desta vida, e da eternidade... Senti desejo de orar, de congregar... Senti-me negligente quanto aos trabalhos da igreja local, que tem a finalidade de me edificar espiritualmente... Senti-me sobrecarregada... Em meu coração ecoou a comparação feita por Jesus em Lc 6. 47-49. Refleti:
“Onde estou edificando minha casa? Na Rocha, em Cristo, na ou para a eternidade? Ou... na areia, sobre terra sem alicerces, sem firmeza, na estrada, transitória?”

Em minutos, o Espírito Santo me alertou sobre a importância de se ouvir e praticar as palavras de Jesus – “Ajuntai tesouros nos céus; Pensai nas coisas que são de cima...”. Me exortou sobre o ato de VIGIAR: “Vigiai, pois não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor (Mt 24. 42)”. E me consolou: “Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, credes também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas... (Jo 14.1,2a)”.

Já temos uma “casa”, sabemos que ela está nos céus (Fp 3.20). Deixemos os “embaraços desta vida” e sigamos firmes até o fim!

Rosemeire de F. V. Martins Nogueira, pedagoga, professora da Classe Juniores

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Verdade e seus autores


Um louvor do novo som, Autor da Verdade, diz: Não existe paz quando se faz a guerra! Vivemos num mundo cristão de verdades aparentes, de verdades da forma como nos ensinam, de verdades que para o "autor" da verdade, Jesus Cristo, entram naquilo que ele diz: "O que está escrito, como lês?". Estamos presos a verdades do tipo hipotéticas, que aguardam provas para se tornar teorias, e da teoria entrar no rol das leis universais. Mas por que toda essa dificuldade em aceitar a verdadeira verdade, que o próprio autor da hipótese a testou, e passou, após comprovar toda sua teoria, que a verdade do Cristo é universal? Porque, como o farizeu, estamos com a nossa verdade no coracão, do jeito que a gente lê - interpretamos, ou nos ensinam, enfim.

Em Lucas 10.25-37 está uma parábola surpreendente. "Mestre, como entro no céu?", pergunta um crente de carteirinha no Deus de Abraão, e Jesus devolve outra pergunta: "O que está escrito? Como lês?". Ele fala corretamente e Jesus concorda e somente diz: "Faca isso então, e viverá". Como ele lia a escritura? Como ele interpretava a escritura?, pois ele tem a cara de pau de, meio envegonhado, perguntar: "E quem é o meu próximo?". Jesus então conta a história que vocês já sabem. No fim da conversa, Jesus pergunta para ele: Quem você acha que foi o próximo "do homem" assaltado? e ele diz, com muita dor no coracão: "Foi aquele que usou de compaixão para com ele". E eu vejo Jesus fazendo uma provocacão: "Quem foi mesmo?". E ele diz: "Mestre, o samaritano, o samaritano foi o próximo". E Jesus termina dizendo: "Vai então, e faz da mesma maneira", isto é, ame o samaritano.

Jesus conseguiu fazer um farizeu admitir que o samaritano era o seu próximo, e ele teria que amá-lo, da mesma forma que ele ama a Deus. Hahaha, Jesus é maravilhoso. Pena que esse farizeu jamais iria amar um samaritano, jamais, a não ser que ele cresse em Jesus realmente. Isto porque o farizeu já tinha a verdade dele, da forma como ele lia na bíblia, e da forma como ele foi ensinado por seus mestres. Ele, no momento de sua justificativa, pergunta: "Quem é o meu próximo?". Como alguém que sabe que deve amar a Deus e ao seu próximo, não sabe quem é o seu próximo? Então com certeza ele não conhecia seu Deus também, pois Jesus criou suas teses com base matemática: x-y=0, ou Deus=próximo+amor.

Verdade, o que é a verdade? é uma das perguntas mais cheias de ingredientes para várias teses, e Pilatos pergunta ao próprio autor da tese. Mas o autor se cala poque Pilatos não entenderia a fórmula da equacão do samaritano, apesar de pilatos, como governador e romano, possuir todo conhecimento matemático da época. Pilatos tinha a verdade da lei, mas ele tinha também a verdade do Cézar, a verdade do povo judeu, a verdade do seu palácio, e outros tantos de verdade que se possa imaginar.

Você também deve estar como Pilatos, num mundo cheio de verdades. Mas se a sua verdade for como a do farizeu, que não sabe nem quem é o "x" nem o "y" da equacão, jamais poderá dizer que sabe quem é o autor da verdade, o meu Senhor Jesus Cristo, ou que ama a Deus acima de todas as coisas. A equacão só vai ficar igual a ZERO, quando as duas incógnitas se tornarem números inteiros naturais racionais, e eu puder visualizar no meu próximo, que como Jesus ilustrou, era alguém odiável ao fariseu, a mesma imagem e semelhanca do meu Deus. Esta é a questão. Tenho que ver Deus naquele que mais me despreza, naquele que mais me prejudica, naquele que um dia poderá me ajudar. Essa é a verdade com "V" de verdade universal mesmo, não com "V" de "quem é o meu próximo, Senhor?".

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E afirmo para vocês! - Jesus, versão NTLH

Li um artigo interessante do Pr Ciro com título "Para Lucas 16.9 a minha resposta é 'não sei'". Depois viajei um pouco a 4 anos, quase 5, quando comecei a me perguntar: por quê? Meus por quês eram interessantes, pois eu ficava em conflito com aquilo que eu havia aprendido desde a infância, e que consumei com os cursos teológicos. Eu colocava o aprendizado teológico com a didádica do Mestre e as coisas não se juntavam, não batiam. 

Jesus nunca deixou ninguém em dúvida com aquilo que Ele dizia. O jovem rico, ao ouvir a explicacão do Mestre, vai embora. Ele entendeu que deveria abrir mão daquilo que mais amava, para seguí-lo, e Jesus pregava a renúncia. O apóstolo João também afirma, da forma como aprendeu com Jesus, que "o amor lança fora o temor, porque o temor traz consigo a pena, o juízo". Dúvidas nos deixam atemorizados. Por quê? Porque a dúvida é ou costuma ser algo tenebroso, escuro, falta de luz, de verdade. E ficamos perdendo tempo com dúvidas (eu já fiz isso) quando poderíamos apenas acender uma vela ou aguardar o dia clarear. Lutamos no escuro, com pouca visão daquilo que estamos enfrentando.

Jesus não disse: bem aventurados os que sabem tudo, que não tem dúvida alguma, que eles... mas sempre afirmou que aquele que ouve, guarda e pratica jamais ficaria com dúvidas ou preocupado, se cresse em Deus e nEle também (Jo 14.1). Eu adoro a Bíblia sagrada, contudo, para cultivar os relacionamentos interdenominacionais, corriqueiramente ela fica como a quinta coluna. Afasta, ao invés de aproximar.


Por isso, como diz Jesus, "eu (Elizeu) afirmo para vocês" que Salomão tinha razão quando disse que "o muito estudar enfado é da carne". Ao invés de nos libertar, nos prende! E o filho de José carpinteiro diz: "se você permanecer na minha palavra, será meu discípulo de verdade, e conhecerá a verdade, e a verdade te libertará (Jo 8.31,32)". Verdade é sinônimo de luz, e a luz liberta mesmo. Agora, expeculações, minha opinião, aquilo que eu aprendi, aquilo que quero ensinar, enfim, só deixam o "fardo leve" de Jesus Cristo um pouco mais "pesado".

domingo, 24 de julho de 2011

Do desastre ao triunfo? (Apollo 13)


Andando pelas ruas de Bergen hoje, domingo, menos de dois dias depois do atendado minuciosamente arquitetado pelo jovem Anders Behring Breivik, nas pracas havia comocão das pessoas. Na "Blue Stone", uma pedra famosa na cidade, haviam familiares, amigos e demais pessoas fazendo uma vigília por um jovem morador daqui, que também foi uma das 93 vítimas do massacre. Ele estava na pequena ilha onde havia muitos jovens ligados ao partido trabalhista norueguês, do qual o primeiro ministro é membro.

Duzentos metros da "Blue Stone", outro manifesto, este da juventude do partido trabalhista, fazia um comunicado as pessoas que ali estavam. Um jovem, num palanque, dizia que tudo aquilo que Anders fez vai demorar para ser esquecido. Que um dos objetivos sempre foi contra a política do partido trabalhista, de cooperacão com exilados, com imigrantes, entre outros, como ocorrem na Franca, por exemplo.

Choro, pranto, dor, sofrimento. E as perguntas "Por que?" ficam no ar, ficam nas conversas, ficam entre as pessoas. Uma cancão que eu gosto muito, do Oficina G3, "A licão", fala sobre aquilo que o Mestre nos ensinou. E diz: "Parece que não aprendemos a licão", e falo para nós, que conhecemos Jesus Cristo, parece que não aprendemos a licão! O mundo sempre estará desse ponto que ocorreu em Oslo, para um pior: primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietã, USA x URSS, ..., Guerra do Golfo, 11 de Setembro, Guerra no Iraque, ..., assassinato de Bin Laden, até Anders Behring Breivik, em Oslo. Um século, muitas coisas erradas realizadas pelos "mestres" dos governos, e muitas licões aprendidas por discípulos em cada situacão.

"Que farei para me salvar? (At 16.30)" foi a pergunta do carcereiro, quando viu Paulo e Silas. Eles poderiam ter fugido, claro, pois o terremoto foi um milagre divino para libertacão dos dois. Entretanto, se eles tivessem fugido, o carcereiro teria tirado a própria vida, e morreria sem fazer a pergunta a Paulo, que de imediato lhe deu a resposta: "Crê no Senhor Jesus! (At 16.31)". Paulo aprendeu a licão, com todo o sofrimento que ela impõe ao discípulo, contudo pôde ensinar a dura licão ao carcereiro.

A licão está aí, na bíblia, mais precisamente no quatro evangelhos, passo a passo, como ser discípulo e fazer novos discípulos. Jesus disse: "Ide, ensinai.. a guardar tudo que vos tenho mandado (Mt 28 19,20)". É isso que devemos ensinar, como o Mestre fez e ensinou. O mundo está clamando por algo que a religião cristã não poderá dar. Agora, vamos convidar este mundo perdido para entrar no Reino de Deus na Terra conosco, mostrando como fazer o que aprendemos com Jesus. As leis do Reino são leis de liberdade. Ele não é comida ou bebida, como ensina Paulo, mas alegria e paz no espírito. O mundo busca isso: alegria, paz no espírito! E o Reino de Deus está aqui, como diz Jesus: "... é chegado o Reino de Deus".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Plano que mudam, sonhos tão irreais...


Hoje, quando voltava de um trabalho com meu amigo e carpenter Børre, ouvíamos o louvor da pastora Fernanda Brum, Sonhos. Esse louvor em especial fez parte do pior momento (eu acho) de minha vida. Eu tinha sonhos, tinha visões de um futuro promissor para mim e para meu lar, especialmente meus dois filhos. De repente acontece algo terrível que muda toda minha perspectiva futura. "Um coracão tão ferido caminha meio perdido sem rumo na estrada", o louvor tocava no celular e nos autofalantes do carro. E meus olhos comecaram a lacrimejar, e não contive as lágrimas, pois pensava: Deus me ama mesmo. Apesar de tudo, ele sempre tem-me honrado!

Foi nesse momento crucial que eu coloquei em mente: Vou ser melhor do que eu já fui! Serei melhor para dar orgulho ao meu Pai que está no céu. Lembro que um dia estávamos à mesa, eu, meus dois filhos e minha ex-esposa. O momento era ruim para nós quatro. Contudo eu disse: "Eu sempre fui um homem bom, eu acho que sempre fui bom. Mas eu vou ser um homem melhor do que aquele que um dia eu fui!". Eu ía trabalhar ouvindo esse louvor, voltava pra casa cantando. Ía ao culto em minha igreja e chorava com Deus. Quando chegava em casa eu escrevia uma reflexão e versos poéticos com referência ao texto escrito. Mas eu precisava de algo mais.

"Eu serei melhor" era o que eu dizia a mim mesmo todo dia. E as coisas íam acontecendo. Situacões em que eu deveria ser áspero, eu me tornava doce. Outras em que eu deveria ter-me tornado estúpido, eu era super delicado. Aconteceram algumas em que eu deveria ter usado a lei para minha defesa, mas eu abri mão desse direito que nossa lei oferece. E eu ia analisando cada situacão como se eu fosse a outra pessoa. Foi quando aprendi a fazer minha "introspeccão", analisar meus pontos fracos, superá-los ou diminuí-los, e explorar meus pontos fortes, que eu sei que as pessoas que me conhecem admiram. "Eu serei melhor" na minha mente e modificando meu modus operandi de forma sistemática. Mas as coisas não eram tão fáceis como a teoria prega. Existia algo que precisava renunciar em mim, o meu "orgulho". Esse ponto é, como diz o Galvão Bueno, "correr com a faca entre os dentes". Tudo estava contra mim, até eu mesmo.

Mas Paulo diz que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados por Ele". Não pense que a sua vida é um livro escrito por Deus e que tudo está pré-determinado ou predestinado por Ele. Todas as minhas atitudes, boas ou ruins, resultaram em alguma coisa. Esse resultado, ou fruto daquilo que eu fiz, direcionou minha vida para vários locais onde meu Pai jamais gostaria que eu estivesse. Então, em cada situacão, Ele interviu de maneira direta colocando alguém que me redirecionasse ao ponto onde eu deveria estar. E o homem que eu deveria ser ia sendo formado, gradualmente, tendo uma base sólida: a Rocha, o Leão, o Cordeiro, meu Senhor Jesus Cristo.

Sei que jamais vou agradar a todas as pessoas, jamais. Mas no que depender de mim, desse homem que quer agradar o seu PAPAI, ABA, eu jamais deixarei, tendo consciência e certeza de que alguém ficou magoado com algo que eu fiz, de me despir, colocar água numa bacia, nos ombros uma toalha bem felpuda e pedir para lavar os pés dela. Meu amigo me ensinou e pude verificar que isso é bom, fará bem para outra pessoa e muito mais para você. "Mas um dia ele encontrou alguém diferente, mudou sua mente e seu coracão, tratou suas feridas, deu sentido a vida" por isso sei que hoje minha vida tem um sentido único, que é fazer o meu Deus ter prazer em mim, como disse Davi: "Me colocou num lugar melhor, maior, amplo, pois tinha prazer em mim - Salmo 18.19". Davi foi tão pecador quanto eu sou, mas ele tinha Deus como seu maior patrimônio. Eu também quero tê-LO, o meu Deus e Pai, como meu bem maior.