domingo, 27 de novembro de 2011

Preconceito...

Ao ler um post no facebook de minha amiga, com um link de algo relacionado a racismo e preconceito, da empresa de cosméticos Nivea, considerei algumas coisas. E fiquei me perguntando por que que esses termos "racismo" e "preconceito" têm tanto valor na cabeça das pessoas.

Comecei a pensar sobre isso, e a história começava a passar em minha mente, desde os tempos bíblicos do antigo testamento, tempos da idade antiga, da idade média e moderna até a contemporânea, sem esquecer os tempos clássicos do povo egeu, até o crescimento do vasto império romano. E é neste império que surge não o primeiro termo discriminatório, mas aquele que faria de qualquer estrangeiro um sério candidato a ser escravo, ou na melhor das hipóteses, um cidadão da classe dos servos: o termo "bárbaro".

E meu pensamento começou a girar em torno de várias perguntas relacionadas aos termos "servos", "escravos", "bárbaros" da época dos grandes administradores como Hamurabi. Ele também tinha seu código de leis, e leis muito significativas, vale ressaltar, que discriminava muitas coisas, e colocava os servos e escravos na base da sociedade. A história bíblica também tinha disso, certa discriminação com estrangeiros e escravos. Não que eles deveriam ser discriminados ou rebaixados como pessoas, mas a lei bíblica sempre tinha juízes que a interpretavam.

Superioridade, foi a resposta que eu encontrei para este tipo de pensamento discriminatório. Sempre foi assim, desde a morte de Abel, passando pelo líder Ninrode. Da história de Israel no Egito e seu auge como Reino até o retorno do cativeiro Babilônico. Sempre havia esse pensamento no coração do homem: superioridade, ser superior ao outro. Épocas de leis muito boas, de interpretações daqueles que julgavam e de pessoas sendo discriminadas por outra nacão por ser diferente em quase tudo. Palavras como preconceito ainda iriam ser criadas por filósofos pensadores helênicos.

Dessa viagem em busca de argumentar sobre preconceito e ficar perdido em pensamentos e afirmativas dúbias, fui ao Mestre Jesus. Ele diz: No Reino de Deus (hoje), o maior é sempre o menor, o maior serve, o maior chama todos de irmãos, o maior atrai a atenção de Deus. Meu amigo postou essa frase um dia: "Be the change you want to see in the word - seja a mudança que você quer ver no mundo". Para isso acontecer devemos viver o Evangelho no sentido pleno, em favor das pessoas que estão a nossa volta. Então o mundo em nossa volta será melhor e justo, em nossa volta.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

"... e na angústia nasce o irmão"

Passei por situações ruins quando estava com dois amigos. Difícil estar sendo sufocado, amordaçado, humilhado, até pisado por alguém que deveria nos encorajar e fortalecer. Passado um tempo, peguei meu livro "Sabedoria para vencer", de Mike Murdock, abri e entreguei para meu amigo ler. Citarei parte do capítulo: 

4 características de um inimigo:

1 - é mais crítico do que encorajador 
2 - deprecia e ri dos sonhos e alvos dados por Deus a você
3 - quer envergonhar e humilhar você
4 - drena sua energia e desperdiça seu tempo por meio de conversas inúteis

Depois de um tempo, após ele ler, me disse: "Pois é, eu pesquisei na internet, e esse Mike Murdock é cheio de heresias e blá blá blá...", isto é, depreciando algo excelente que o pastor Mike, herético ou não, escreveu sabiamente. Mas Jesus dizia que há uma trave em nossos olhos. Quem consegue enxergá-la jamais irá ver o pequeno cisco nos olhos de alguém, seja ele quem for.

E finalizo apenas com uma das muitas características de um vencedor, que estão contidas no livro do pr Mike Murdock:

O vencedor conhece o poder das palavras: recuse-se a liberar palavras de derrota, depressão e desânimo. Expresse confiança e esperança em Deus. Fique muito entusiasmado planejando o seu triunfo, e não haverá tempo para reclamar das perdas do passado"

Fique do lado de pessoas assim!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Isso é a CRUZ! The Cross

"Quando EU compreender que todas as coisas circunstanciais fazem parte de meu crescimento como homem, estarei no caminho certo da perfeição" 
Elizeu Rodrigues 

 Porque Jesus diz: "ouviste o que foi dito (ou aquilo que está escrito)... eu porém vos digo:"


1 - "... não resistais ao mal - Mt 5:39"
2 - "... oferece-lhe também a outra (lado da face) - Mt 5:39"
3 - "... larga-lhe (dê, ofereça) também a capa - Mt 5:40"
4 - "... vai com ele duas milhas - Mt 5.41"
5 - "... dá a quem te pedir - Mt 5:42"
6 - "... não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes Mt 5:42"
7 - "... ame a vossos inimigos - Mt 5:44"
8 - "... bendiga aos que vos maldizem - Mt 5:44"
9 - "... faça bem aos que vos odeiam - Mt 5:44"
10 - "... ore pelos que vos maltratam e vos perseguem - Mt 5:44"

 Vejam que engraçado, 10 mandamentos, 10. Jesus diz que fazendo isso seremos chamados ".. filhos do Pai que está nos céus, porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos - Mt 5.44,45". Depois Jesus termina colocando as condicionais. Atente para elas:


1 - ".. E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Qual o seu mérito? Também os pecadores amam aos que os amam - Lc 6:32"
2 - ".. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Qual o seu mérito? Também os pecadores fazem o mesmo - Lc 6:33"
3 - ".. E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Qual o seu mérito? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto - Lc 6:34" 

Existe uma versão sobre as condicionais do MESTRE que diz: "O QUE VOCÊ FAZ DE MAIS? Esse é um caminho árduo, difícil, onde a nossa vontade se resume a não ter vontade alguma. Essa é a CRUZ! Essa é a CRUZ da qual Jesus diz: "Não tenha vontade, tome ela CRUZ e me siga".

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

"O mestre primeiro faz, depois ensina como faz" - Provérbio chinês

O mundo globalizado mostra uma tendência no setor cristão: os grandes mestres. Existem muitos pastores, conferencistas, evangelistas, cantores, professores, enfim, uma gama de títulos que fazem discípulos todo dia. A cada pregacão, estudo, livro lancado no mercado, louvores no TOP LIST, métodos de ensino ou discipulado, esses "mestres" fazem seus discípulos. E os discípulos, baseados na pregacão, na conferência, no louvor e música, etc, não conseguem avancar rumo ao alvo, pela falta do ítem mais necessário quando há mestre e discípulo: o exemplo, ou "know how".

Muitos dizem que Jesus foi o maior fazedor de discípulos. Mas como Ele fez isso? Pelo exemplo. Ele disse: "Eu, sendo Senhor e Mestre... vos dei o exemplo, para que vocês facam assim (Jo 13.14,15)". A pedagogia de Jesus se baseava na tese de mestrado dele: FÉ. Tudo que Ele disse, ensinou, pregou, havia acontecido antes na vida dele. E Ele aplicava sempre a FÉ em Deus para passar os problemas. Vejamos o que Ele viveu antes para ensinar depois:

1-submissão a autoridade: João Batista disse: "Não posso batizá-lo, pois não sou digno". Jesus responde: "Temos que cumprir toda a justica, isto é, o que está escrito na LEI (todo AT)". E o Mestre é batizado, para depois ensinar: dai a César o que é dele; e a Deus o que é dele também; facam o que os sacerdotes falam"

2-não viver ancioso: do batismo Ele é tentado. O diabo diz: transforme as pedras em pão, poque você está com fome. Jesus responde: o homem não vive só de comida, de pão. Depois Ele ensina: não fiquem ansiosos, pois o Pai dá o mantimento para vocês. Ele tinha fome, pois ficou 40 dias sem comer. Mas esperava um banquete dado por Deus.


3-estar na vontade de Deus: o diabo diz, após colocá-lo no pináculo do templo: pula daqui, pois os anjos vão te guardar. Jesus responde: Tentar a Deus, Eu? O barco no meio do mar da Galiléia, os discípulos temerosos de perder a vida, e Jesus dormindo sossegado, porque Ele ensinou que não devemos nos preocupar com a vida e sim, confiar em Deus e na vontade dele. No momento mais difícil em sua vida, Jesus ora e diz: Pai, estou tão aflito! Se possível, me ajude. Mas faca a tua vontade, não a minha.

4-adorar apenas a Deus: o diabo então diz: tudo isso é teu, tudo, apenas me adore como seu senhor. Jesus se indigna e diz: Vai-te daqui. Eu só adoro a Deus! Ele aprendeu aqui, e sobre muita pressão, que apenas Deus merece adoracão. E todo ministério dele foi assim pois jamais aceitou o louvor dos hipócritas, nem a bajulacão deles. Também nunca agradou os mestres ou sacerdotes para falicitarem seu ministério. Ele ensinava assim, pois sua vida era assim.

Jesus diz: "O discípulo não é maior que o seu Mestre". Jamais teremos a capacidade de sermos maiores que Jesus Cristo, jamais. Isto é fato e não entrarei nesse mérito. Comentarei a segunda parte do verso que diz: "todo aquele que for perfeito, será como seu Mestre". Esta perfeicão está diretamente ligada ao nível de ver o Mestre fazer, e procurar fazer igual. E o maior exemplo não são os milagres, as curas, as maravilhas. O exemplo maior em se tornar um discípulo verdadeiro está na atitude de lavar os pés dos outros, no amor pelos outros, no fazer bem aos outros. O restante, os milagres, são apenas detalhes daquilo que Jesus realmente quer de nós, que é doar-se pelos outros, dar aos outros.

E o contexto didático do Mestre está naquilo que ele falou após lavar os pés dos doze: "Eu, sendo Senhor e Mestre". O que mais vemos é um retórica quando chega o momento de comentarmos este texto, e similares. Os grandes, e os que se acham grandes, sempre na sua retórica, afirmam que estão ali para servir. Eles ensinam coisas tremendas e os ouvintes tentam fazer tudo que eles ensinam. Mas pela falta de referência prática, esses discípulos ficam sem rumo, sem um ponto norte, e terminam por duvidar de tudo aquilo que aprenderam.

Jesus nunca deixou seus discípulos com dúvida. Ele dizia: "Eu afirmo a vocês (NTLH)", porque Ele havia feito muito tempo antes e por isso podia ousar em garantir isso. Ele dizia que "se você fizer isso, será isso, e será isso, se fizer isso", porque Ele já havia feito aquilo que estava ensinando. Ele fez suas teses com relacão a , provou-as, e viu que tudo "será bom", quando usarmos a pequena FÉ que possuímos.

Tudo que Jesus ensinou Ele fez primeiro. Sabe por quê? Porque Ele é o Autor da . Tudo aquilo que Ele ensinava era baseado na . Parece um paradoxo com a religião judaica da época, porque corria um ditado nas ruas que dizia: "a fé remove montanhas". A religião ensinava que os abencoados financeiramente, entre outras coisas, era devido a sua "grande" fé. Esse era o motivo de os religiosos serem vistos como grandes homens de Deus. Os pobres e doentes, ao contrário, tinham rótulo de não crer em Deus. Este foi o motivo de Jesus dizer que "se sua FÉ for pequena, insignificante, mas verdadeira em Deus, ela (e agora ele usa o ditado deles) "a FÉ, remove montanhas". Não precisa ser grande, mas verdadeira.

E o ministério de Jesus termina quando ele ressuscita dos mortos e diz para si mesmo: "Posso concluir minha tese sobre FÉ, pois ela é verdadeira. Eu disse que daria a minha vida e teria poder para tomá-la de volta, e devido a minha em Deus, meu Pai, eu consegui isso". E apresenta sua tese ao Pai. Ele é também o Consumador da , pois tudo que ensinou baseado em crer no impossível aconteceu. Esse é o meu Mestre. Nele eu posso confiar.

Elizeu Rodrigues

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Verdadeiro Adorador

“Onde encontrar os verdadeiros adoradores? Onde eles estão? Onde eles adoram?”


Estamos vivendo dias de derramamento do Espírito de Deus. Será por isso que confundimos manifestação do Espírito com “verdadeiros adoradores?”
Em nossos cultos, em grandes congressos, cultos festivos e nos domingos a noite, ouvimos muito se dizer que “os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade”. Mas será que é fácil encontrar verdadeiros adoradores, ou eles só se reúnem nos congressos, e nos domingos a noite?

Vivemos dias onde um “verdadeiro adorador” é medido pela sua conduta nos cultos, pela quantidade de glórias que dá, pelos hinos de “fogo” que mexem apenas com a emoção. Perceba que se alguém canta um hino da harpa, esses verdadeiros adoradores nem abrem a boca. E o que dizer dos cultos de oração, escola dominical, consagração – esses tais adoradores passam por longe.

Infelizmente virou moda nos cultos, hinos que mexem apenas com o emocional. Pessoas que quando estão em destaque dão um verdadeiro show de adoração. Porém, ao sentar-se, são como pedras de gelo. Somos templo do Deus vivo. E é impossível o Senhor habitar num templo sujo como sepulcros.

Quando Jesus encontra a mulher samaritana, ela lhe pergunta: “Senhor, onde devemos adorá-Lo (o Pai), no templo ou no monte? Jesus responde: “Creia que está chegando a hora em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade”. Ele sempre se referiu a um espírito voluntário, quebrantado, que não espera lugar nem ocasião para adorar a Deus. Um verdadeiro adorador não precisa estar em foco para adorar a Deus. Ele adora com ou sem platéia, com microfone ou sem, com oportunidade ou sem ela.

Somos morada, casa, templo, habitação do Senhor. Não importa onde estivermos: em casa, escola, no serviço, na igreja. Seja onde for, se o Espírito de Deus habita em nós. Onde estiver a nossa mente (alma e espírito em sentimento, não na emoção do coração), estaremos sempre adorando a este Deus vivo. Comece então agora mesmo a adorá-Lo, pois o Pai procura os verdadeiros adoradores, para fazer neles morada e habitação. Será que Ele já encontrou você?


Márcia dos Santos de Oliveira, maestrina do Coral Nova Luz, aluna da classe Dorcas

Textos extraídos dos informativos nº2, 3 e 4, do tópico "Sem dúvida, me direis este provébio" (Lc 4.23)

Onde edificamos nossa casa?

Um provérbio árabe me prendeu a atenção: “Uma coisa estranha é um viajante querer construir uma casa na estrada”. Li este provérbio na sala de exposição, na empresa onde trabalho, na semana em que mais me dediquei a minha função, pois “o grande evento do mês assim exigia”.

Preocupações, ansiedades, correria, pesquisas, viagens, noites em claro... Busca pelo êxito, para se concretizar uma idéia, um projeto... Tudo pronto!... Cansaço...

O provérbio me prendeu a atenção, me fez lembrar da minha condição de peregrina, da vaidade desta vida, e da eternidade... Senti desejo de orar, de congregar... Senti-me negligente quanto aos trabalhos da igreja local, que tem a finalidade de me edificar espiritualmente... Senti-me sobrecarregada... Em meu coração ecoou a comparação feita por Jesus em Lc 6. 47-49. Refleti:
“Onde estou edificando minha casa? Na Rocha, em Cristo, na ou para a eternidade? Ou... na areia, sobre terra sem alicerces, sem firmeza, na estrada, transitória?”

Em minutos, o Espírito Santo me alertou sobre a importância de se ouvir e praticar as palavras de Jesus – “Ajuntai tesouros nos céus; Pensai nas coisas que são de cima...”. Me exortou sobre o ato de VIGIAR: “Vigiai, pois não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor (Mt 24. 42)”. E me consolou: “Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, credes também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas... (Jo 14.1,2a)”.

Já temos uma “casa”, sabemos que ela está nos céus (Fp 3.20). Deixemos os “embaraços desta vida” e sigamos firmes até o fim!

Rosemeire de F. V. Martins Nogueira, pedagoga, professora da Classe Juniores

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sete características do Consolador


Jesus, no momente mais crucial de seu ministério, disse ao discípulos: "Vocês chorarão e se lamentarão muito... mas a vossa tristeza se transfomará em grande alegria". No evangelho do apóstolo João, dos capítulos 13 ao 17, Jesus aproveita cada segundo de tempo para confirmar tudo que já havia ensinado, e tentar fazê-los entender aquilo que iria acontecer. Eles, os apóstolos, não entendiam quase nada do que Ele lhes dizia. Algumas perguntas aqui são exemplo que confirmam isso: "Tu lavarás meus pés"; "Senhor, quem vai te trair?"; "Para onde vais, Senhor?"; "Por que não posso te seguir agora?"; "Senhor, não sabemos aonde vais, como saberemos o caminho?"; "Senhor, de onde virá que se manifestará a nós e ao mundo?"; "Que é isso? Um pouco e não me vereis, outro pouco e me vereis novamente? Vou para o Pai?". E quando eles pensam que haviam aprendido, dizem para Jesus: "Cremos que saíste de Deus". Porém Jesus, refutando a certeza deles diz: "Credes agora? Vocês serão dispersos e me deixarão sozinho, mas o Pai está comigo". Esses cinco capítulos são cheios de sentimentos, tanto do Mestre, quanto dos discípulos. Mas Jesus revela que não os deixaria sozinho.

No capítulo 14, Jesus diz: "Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. Eu rogarei ao Pai que vos dará outro Consolador para que fique com vocês para sempre. E Ele é o Espírito da verdade, e vocês conhecem Ele, pois Ele habita com vocês e estará em vocês". A primeira mensão sobre o Espírito Santo como sendo alguém, distinto, é colocada por Jesus aqui. Depois, em mais três oportunidades, em oito versículos, Jesus revela as características que esse Parakleto (grego origianal) teria para ajudá-los a implantar as leis do Reino as pessoas.

1 - Ensinar: "... Ele vos ensinará todas as coisas". O Espírito Santo, como novo Mestre (substituto) deveria ensinar os discípulos em todas as coisas. A visão do Reino jamais foi restrita a um meio religioso, ou uma comunidade, ou qualquer lugar distinto culturalmente. O Espírito Santo nos ensina em todas as coisas, pois em todas as coisas a nossa visão tem de estar em sintonia com a Lei do Reino, pois fomos chamados para ser embaixadores desse Reino.

2 - Fazer lembrar: "... e vos fará lembrar de tudo quanto tenho dito". Essa característica do Espírito Santo diz que Ele nos faz lembrar. Contudo, para ele nos fazer lembrar, termos que aprender ao menos o básico. E realmente o exemplo maior está em Atos, quando falam de Pedro: "Ele é indouto, sem letra. Como sabe tudo isso?".

3 - Testificar de Jesus: "... que procedo do Pai, testificará de mim". A afirmacão de Jesus é que o Espírito Santo diria mais ou menos assim: "Ele é o Filho de Deus, e eu o conheco, pois eu também vim de Deus". Testemunhar, na verdade, pois Ele é o Espírito da verdade.

4 - Convencer o mundo: "Ele convencerá o mundo". Jesus diz que Ele convencerá o mundo. Que mundo, pois poucos são salvos? Ele convence o seu mundo, o meu mundo, isto é, Ele convence a mim. O Espírito Santo convence, não sobre doutrina ou dogma, mas sobre a graca de Deus manifestada no Filho, em Jesus Cristo. Lei, doutrina, dogma, a nossa razão nos convence, como diz o filósofo: "Penso, logo, existo". Nota 10 para o filósofo.

5 - Guiar na verdade: "Ele vos guiará em toda a verdade". Se Ele é o Espírito da verdade, a lógica é guiar-nos na verdade, certo? Contudo Jesus afirma que" Ele não falará nada de si mesmo mas dirá tudo o que tiver ouvido", onde entendo que em tudo o que Jesus falou o Espírito estará nos guiando, como um cão pastor guia as as ovelhas para seu dono. O Espírito Santo tem por princípio maior guiar-nos naquilo que o Mestre ensinou. Quando fazemos algo que o Mestre não falou, é porque, como o Mestre mesmo disse, estamos seguindo o lobo ou o ladrão, não o Espírito Santo.

6 - Anunciar o que há de vir: "... e vos anunciará o que há de vir". O que significa isso, "o que há de vir?". É aquele sentimento que temos em fazer algo ou não fazê-lo, que muitos chamam de intuicão. O Espírito Santo tem por princípio nos "cutucar" para fazer algo, como a visão que Paulo teve para "passa à Macedônia", ou fazer-nos gemer "inexprimivelmente" para dominarmos nossos desejos e paixões, como aquele espinho que Paulo tinha em sua carne. Ele sabe se o que faremos será bom ou não pra nós, por isso ele anunciará isso. Profecias futuras para o mundo? Não, pois o apocalipse revela tudo isso, e os profetas também, desde Moisés até João Batista. Profecias pessoais, para ministérios, para igrejas, isso Ele está anunciando todo dia por seus ministros.

7 - Glorificar Jesus Cristo: "Ele me glorificará, pois vai receber do que é meu e vos dará". Aqui Jesus Cristo termina de, como um pai que vai se ausentar por um período, informar seus filhos sobre o tutor que eles terão. Ninguém quer ser criado por um tutor, ninguém, e Jesus sabia disso. Por isso passou, de maneira bem simples, como seria esse Ajudador que ficaria com eles para sempre. Para que eles não tivessem dúvidas sobre este tutor, Jesus diz que seria glorificado por ele. Então isso deixa os discípulos menos tristes em ficar sem seu Mestre, pois viria alguém que o conhecia, os ensinaria e também lhes lembraria, seria testemunha do Mestre, iria convencê-los de tudo que o Mestre havia dito, direto ou por parábolas, os guiaria em tudo aquilo que o Mestre ensinou, estaria como um sensor, mostrando o bom e o ruim nas coisas, mas por fim, GLORIFICARIA o Mestre. "A glória e a honra aquele que venceu. Amém"


Esse é o Espirto Santo que eu conheco, que está em mim e que ficará comigo para sempre, sempre e sempre. Ele é uma pessoa com seus atributos, suas qualidades, e estas 7 características que eu entendo são dele. Mas tudo que ele faz é pra Jesus, tudo que Ele diz, Jesus disse, tudo que Ele ensina, Jesus ensinou. Por isso Paulo disse sabiamente: "Se alguém ensina outra doutrina e não se conforma com as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe...". Paulo foi soberbo, ele sabia disso, por isso ele usa esse substantivo para tratar aqueles que não se conformam com o que Jesus ensinou. As doutrinas do Reino não são doutrinas do tipo "se você não crer assim não será salvo, vai morrer e ir para o inferno". Mas säo do tipo "faz assim e viverá".

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Verdade e seus autores


Um louvor do novo som, Autor da Verdade, diz: Não existe paz quando se faz a guerra! Vivemos num mundo cristão de verdades aparentes, de verdades da forma como nos ensinam, de verdades que para o "autor" da verdade, Jesus Cristo, entram naquilo que ele diz: "O que está escrito, como lês?". Estamos presos a verdades do tipo hipotéticas, que aguardam provas para se tornar teorias, e da teoria entrar no rol das leis universais. Mas por que toda essa dificuldade em aceitar a verdadeira verdade, que o próprio autor da hipótese a testou, e passou, após comprovar toda sua teoria, que a verdade do Cristo é universal? Porque, como o farizeu, estamos com a nossa verdade no coracão, do jeito que a gente lê - interpretamos, ou nos ensinam, enfim.

Em Lucas 10.25-37 está uma parábola surpreendente. "Mestre, como entro no céu?", pergunta um crente de carteirinha no Deus de Abraão, e Jesus devolve outra pergunta: "O que está escrito? Como lês?". Ele fala corretamente e Jesus concorda e somente diz: "Faca isso então, e viverá". Como ele lia a escritura? Como ele interpretava a escritura?, pois ele tem a cara de pau de, meio envegonhado, perguntar: "E quem é o meu próximo?". Jesus então conta a história que vocês já sabem. No fim da conversa, Jesus pergunta para ele: Quem você acha que foi o próximo "do homem" assaltado? e ele diz, com muita dor no coracão: "Foi aquele que usou de compaixão para com ele". E eu vejo Jesus fazendo uma provocacão: "Quem foi mesmo?". E ele diz: "Mestre, o samaritano, o samaritano foi o próximo". E Jesus termina dizendo: "Vai então, e faz da mesma maneira", isto é, ame o samaritano.

Jesus conseguiu fazer um farizeu admitir que o samaritano era o seu próximo, e ele teria que amá-lo, da mesma forma que ele ama a Deus. Hahaha, Jesus é maravilhoso. Pena que esse farizeu jamais iria amar um samaritano, jamais, a não ser que ele cresse em Jesus realmente. Isto porque o farizeu já tinha a verdade dele, da forma como ele lia na bíblia, e da forma como ele foi ensinado por seus mestres. Ele, no momento de sua justificativa, pergunta: "Quem é o meu próximo?". Como alguém que sabe que deve amar a Deus e ao seu próximo, não sabe quem é o seu próximo? Então com certeza ele não conhecia seu Deus também, pois Jesus criou suas teses com base matemática: x-y=0, ou Deus=próximo+amor.

Verdade, o que é a verdade? é uma das perguntas mais cheias de ingredientes para várias teses, e Pilatos pergunta ao próprio autor da tese. Mas o autor se cala poque Pilatos não entenderia a fórmula da equacão do samaritano, apesar de pilatos, como governador e romano, possuir todo conhecimento matemático da época. Pilatos tinha a verdade da lei, mas ele tinha também a verdade do Cézar, a verdade do povo judeu, a verdade do seu palácio, e outros tantos de verdade que se possa imaginar.

Você também deve estar como Pilatos, num mundo cheio de verdades. Mas se a sua verdade for como a do farizeu, que não sabe nem quem é o "x" nem o "y" da equacão, jamais poderá dizer que sabe quem é o autor da verdade, o meu Senhor Jesus Cristo, ou que ama a Deus acima de todas as coisas. A equacão só vai ficar igual a ZERO, quando as duas incógnitas se tornarem números inteiros naturais racionais, e eu puder visualizar no meu próximo, que como Jesus ilustrou, era alguém odiável ao fariseu, a mesma imagem e semelhanca do meu Deus. Esta é a questão. Tenho que ver Deus naquele que mais me despreza, naquele que mais me prejudica, naquele que um dia poderá me ajudar. Essa é a verdade com "V" de verdade universal mesmo, não com "V" de "quem é o meu próximo, Senhor?".

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E afirmo para vocês! - Jesus, versão NTLH

Li um artigo interessante do Pr Ciro com título "Para Lucas 16.9 a minha resposta é 'não sei'". Depois viajei um pouco a 4 anos, quase 5, quando comecei a me perguntar: por quê? Meus por quês eram interessantes, pois eu ficava em conflito com aquilo que eu havia aprendido desde a infância, e que consumei com os cursos teológicos. Eu colocava o aprendizado teológico com a didádica do Mestre e as coisas não se juntavam, não batiam. 

Jesus nunca deixou ninguém em dúvida com aquilo que Ele dizia. O jovem rico, ao ouvir a explicacão do Mestre, vai embora. Ele entendeu que deveria abrir mão daquilo que mais amava, para seguí-lo, e Jesus pregava a renúncia. O apóstolo João também afirma, da forma como aprendeu com Jesus, que "o amor lança fora o temor, porque o temor traz consigo a pena, o juízo". Dúvidas nos deixam atemorizados. Por quê? Porque a dúvida é ou costuma ser algo tenebroso, escuro, falta de luz, de verdade. E ficamos perdendo tempo com dúvidas (eu já fiz isso) quando poderíamos apenas acender uma vela ou aguardar o dia clarear. Lutamos no escuro, com pouca visão daquilo que estamos enfrentando.

Jesus não disse: bem aventurados os que sabem tudo, que não tem dúvida alguma, que eles... mas sempre afirmou que aquele que ouve, guarda e pratica jamais ficaria com dúvidas ou preocupado, se cresse em Deus e nEle também (Jo 14.1). Eu adoro a Bíblia sagrada, contudo, para cultivar os relacionamentos interdenominacionais, corriqueiramente ela fica como a quinta coluna. Afasta, ao invés de aproximar.


Por isso, como diz Jesus, "eu (Elizeu) afirmo para vocês" que Salomão tinha razão quando disse que "o muito estudar enfado é da carne". Ao invés de nos libertar, nos prende! E o filho de José carpinteiro diz: "se você permanecer na minha palavra, será meu discípulo de verdade, e conhecerá a verdade, e a verdade te libertará (Jo 8.31,32)". Verdade é sinônimo de luz, e a luz liberta mesmo. Agora, expeculações, minha opinião, aquilo que eu aprendi, aquilo que quero ensinar, enfim, só deixam o "fardo leve" de Jesus Cristo um pouco mais "pesado".

domingo, 24 de julho de 2011

Do desastre ao triunfo? (Apollo 13)


Andando pelas ruas de Bergen hoje, domingo, menos de dois dias depois do atendado minuciosamente arquitetado pelo jovem Anders Behring Breivik, nas pracas havia comocão das pessoas. Na "Blue Stone", uma pedra famosa na cidade, haviam familiares, amigos e demais pessoas fazendo uma vigília por um jovem morador daqui, que também foi uma das 93 vítimas do massacre. Ele estava na pequena ilha onde havia muitos jovens ligados ao partido trabalhista norueguês, do qual o primeiro ministro é membro.

Duzentos metros da "Blue Stone", outro manifesto, este da juventude do partido trabalhista, fazia um comunicado as pessoas que ali estavam. Um jovem, num palanque, dizia que tudo aquilo que Anders fez vai demorar para ser esquecido. Que um dos objetivos sempre foi contra a política do partido trabalhista, de cooperacão com exilados, com imigrantes, entre outros, como ocorrem na Franca, por exemplo.

Choro, pranto, dor, sofrimento. E as perguntas "Por que?" ficam no ar, ficam nas conversas, ficam entre as pessoas. Uma cancão que eu gosto muito, do Oficina G3, "A licão", fala sobre aquilo que o Mestre nos ensinou. E diz: "Parece que não aprendemos a licão", e falo para nós, que conhecemos Jesus Cristo, parece que não aprendemos a licão! O mundo sempre estará desse ponto que ocorreu em Oslo, para um pior: primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietã, USA x URSS, ..., Guerra do Golfo, 11 de Setembro, Guerra no Iraque, ..., assassinato de Bin Laden, até Anders Behring Breivik, em Oslo. Um século, muitas coisas erradas realizadas pelos "mestres" dos governos, e muitas licões aprendidas por discípulos em cada situacão.

"Que farei para me salvar? (At 16.30)" foi a pergunta do carcereiro, quando viu Paulo e Silas. Eles poderiam ter fugido, claro, pois o terremoto foi um milagre divino para libertacão dos dois. Entretanto, se eles tivessem fugido, o carcereiro teria tirado a própria vida, e morreria sem fazer a pergunta a Paulo, que de imediato lhe deu a resposta: "Crê no Senhor Jesus! (At 16.31)". Paulo aprendeu a licão, com todo o sofrimento que ela impõe ao discípulo, contudo pôde ensinar a dura licão ao carcereiro.

A licão está aí, na bíblia, mais precisamente no quatro evangelhos, passo a passo, como ser discípulo e fazer novos discípulos. Jesus disse: "Ide, ensinai.. a guardar tudo que vos tenho mandado (Mt 28 19,20)". É isso que devemos ensinar, como o Mestre fez e ensinou. O mundo está clamando por algo que a religião cristã não poderá dar. Agora, vamos convidar este mundo perdido para entrar no Reino de Deus na Terra conosco, mostrando como fazer o que aprendemos com Jesus. As leis do Reino são leis de liberdade. Ele não é comida ou bebida, como ensina Paulo, mas alegria e paz no espírito. O mundo busca isso: alegria, paz no espírito! E o Reino de Deus está aqui, como diz Jesus: "... é chegado o Reino de Deus".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Plano que mudam, sonhos tão irreais...


Hoje, quando voltava de um trabalho com meu amigo e carpenter Børre, ouvíamos o louvor da pastora Fernanda Brum, Sonhos. Esse louvor em especial fez parte do pior momento (eu acho) de minha vida. Eu tinha sonhos, tinha visões de um futuro promissor para mim e para meu lar, especialmente meus dois filhos. De repente acontece algo terrível que muda toda minha perspectiva futura. "Um coracão tão ferido caminha meio perdido sem rumo na estrada", o louvor tocava no celular e nos autofalantes do carro. E meus olhos comecaram a lacrimejar, e não contive as lágrimas, pois pensava: Deus me ama mesmo. Apesar de tudo, ele sempre tem-me honrado!

Foi nesse momento crucial que eu coloquei em mente: Vou ser melhor do que eu já fui! Serei melhor para dar orgulho ao meu Pai que está no céu. Lembro que um dia estávamos à mesa, eu, meus dois filhos e minha ex-esposa. O momento era ruim para nós quatro. Contudo eu disse: "Eu sempre fui um homem bom, eu acho que sempre fui bom. Mas eu vou ser um homem melhor do que aquele que um dia eu fui!". Eu ía trabalhar ouvindo esse louvor, voltava pra casa cantando. Ía ao culto em minha igreja e chorava com Deus. Quando chegava em casa eu escrevia uma reflexão e versos poéticos com referência ao texto escrito. Mas eu precisava de algo mais.

"Eu serei melhor" era o que eu dizia a mim mesmo todo dia. E as coisas íam acontecendo. Situacões em que eu deveria ser áspero, eu me tornava doce. Outras em que eu deveria ter-me tornado estúpido, eu era super delicado. Aconteceram algumas em que eu deveria ter usado a lei para minha defesa, mas eu abri mão desse direito que nossa lei oferece. E eu ia analisando cada situacão como se eu fosse a outra pessoa. Foi quando aprendi a fazer minha "introspeccão", analisar meus pontos fracos, superá-los ou diminuí-los, e explorar meus pontos fortes, que eu sei que as pessoas que me conhecem admiram. "Eu serei melhor" na minha mente e modificando meu modus operandi de forma sistemática. Mas as coisas não eram tão fáceis como a teoria prega. Existia algo que precisava renunciar em mim, o meu "orgulho". Esse ponto é, como diz o Galvão Bueno, "correr com a faca entre os dentes". Tudo estava contra mim, até eu mesmo.

Mas Paulo diz que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados por Ele". Não pense que a sua vida é um livro escrito por Deus e que tudo está pré-determinado ou predestinado por Ele. Todas as minhas atitudes, boas ou ruins, resultaram em alguma coisa. Esse resultado, ou fruto daquilo que eu fiz, direcionou minha vida para vários locais onde meu Pai jamais gostaria que eu estivesse. Então, em cada situacão, Ele interviu de maneira direta colocando alguém que me redirecionasse ao ponto onde eu deveria estar. E o homem que eu deveria ser ia sendo formado, gradualmente, tem uma base sólida, a Rocha, o Leão, o Cordeiro, meu Senhor Jesus Cristo.

Sei que jamais vou agradar a todas as pessoas, jamais. Mas no que depender de mim, desse homem que quer agradar o seu PAPAI, ABA, eu jamais deixarei, tendo consciência e certeza de que alguém ficou magoado com algo que eu fiz, de me despir, colocar água numa bacia, nos ombros uma toalha bem felpuda e pedir para lavar os pés dela. Meu amigo me ensinou e pude verificar que isso é bom, fará bem para outra pessoa e muito mais para você. "Mas um dia ele encontrou alguém diferente, mudou sua mente e seu coracão, tratou suas feridas, deu sentido a vida" por isso sei que hoje minha vida tem um sentido único, que é fazer o meu Deus ter prazer em mim, como disse Davi: "Me colocou num lugar melhor, maior, amplo, pois tinha prazer em mim - Salmo 18.19". Davi foi tão pecador quanto eu sou, mas ele tinha Deus como seu maior patrimônio. Eu também quero tê-LO, o meu Deus e Pai, como meu bem maior.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Usa-me, Senhor!

Jesus sempre criticou aqueles que gostavam de aparecer entre seus parceiros. Ele dizia que eles apreciavam sentar nos primeiros assentos, terem reconhecimento de mestre, serem honrados quando "davam ofertas", etc, etc, etc. Infelizmente todos temos um pouco de orgulho. Pena que muito das vezes esse orgulho nos faz mal e nem percebemos. Jesus dizia: "Eu não busco a minha própria honra".

Comecei desta forma pois gostaria de relatar algo interessante que aconteceu comigo na última quinta-feira dia 23. O casal proprietário da casa que alugamos em Bergen, Norway, são cristãos e cooperam com trabalhos de auxílio à pessoas viciadas em drogas, e a Noruega sofre muito com este problema hoje. Eles haviam nos convidado e já estava tudo certo, inclusive que eu teria oportunidade para ministrar algo sobre o amor de Deus, com meu amigo ao lado para traduzir para o norueguês.

Pena que a empresa onde meu amigo trabalha solicitou que ele fosse trabalhar no horário integral do dia, o que ocasionou que eu estaria sozinho num local desconhecido, com um inglês ainda precário e fraco. Entretanto, fiz um esboco daquilo que eu poderia falar, em inglês, baseado em João 9.35 - "Crês no Filho de Deus?", quando Jesus faz a pergunta mais crucial de nossas vidas. Ao menos eu estava preparado para uma oportunidade, caso ela surgisse.

Indo ao local de internato dos dependentes químicos, conheci dois missionários, um do Sry Lanka, no pacífico próximo à Ìndia, chamado Donald e outro de Eritrea, leste da África, chamado Benjamin. Dois homens de Deus bem distintos entre si, porém super "gente boa". Mas eu estava tão travado por não poder me comunicar muito bem com eles, que a princípio isto foi um peso. Entretanto, o Benjamin falava também italiano e inglês, e conversamos um pouco, "capisce".

No centro de apoio a dependentes químicos, conhecemos os internos, as instalacões, a igreja onde todos cultuam a Deus. Depois que almocamos, o missionário Donald conversava com um jovem chamado Peter, à mesa, enquanto degustávamos uma sobremesa. Eu entendia pouco o que eles falavam, mas compreendi quando Peter disse algo sobre crêr, acreditar, e vi que poderia, se tivesse oportunidade, colocá-lo frente a frente com a pergunta de Jesus: "Crês no Filho deDeus?". De repente ele sai da cozinha e vai para fora fumar um cigarro.

Engracado que quando eu vi já estava frente a frente com ele e sua esposa, Mary, fazendo a pergunta: "Do you believe in Jesus?"-Você acredita em Jesus? Aquele esboco em inglês estava no bolso de meu terno. Tirei e fiquei perguntando e ouvindo aquilo que ele falava. Depois perguntei-lhe: "_Peter, do you know John 3.16?"-Você sabe este verso? E disse que sabia e falou pra mim. Quando ele terminou de falar o versículo, eu disse a ele que "that whoever has faith in Him", ou seja, todo aquele que crê em mim, que crêr em Jesus. Expliquei-lhe outras coisas. Ele falou sobre dificuldades, sobre os vícios, sobre montanhas, etc. Eu disse pra ele que o problema "it's the climb" é a subida, a subida é o problema.

Depois fomos a oracão e os internos estavam lá. Houve um momento de louvores, depois um período de oracão muito bom. O Benjamin me falou que eu devia colocar minhas mãos em determinada pessoa. Eu fiz como ele falou, porém eu sempre esperava por essa oportunidade. Minha família sabe que eu creio demais no Deus de milagres. E como o Benjamin sabia disso? Ele pouco falou comigo, mal nos conhecemos? Isto se chama Reino de Deus. Todo o cidadão do Reino faz conforme determina seu Rei.

E antes disso, lembro que após o momento de oracão, o missionário Donald pegou minha bíblia, abriu em Jeremias 1.5, mostrou-me e pediu para eu ler: "Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e antes que saísses da madre te santiquei, e as nacões te dei por profeta". Jeremias fala para Deus no verso 6, da forma como eu me sentia nesse momento: "Eu não sei falar, Senhor!". Eu me sentia assim, travado por não poder falar da maneira como eu gosto de falar. Mas o Deus dos 300 homens, e não estou falando de Leônidas e seus 300, e sim de Gideão, faz como melhor lhe apraz. Oramos, coloquei as mãos no nome de Jesus e aconteceu o milagre.

Depois, às 23 horas, estavámos nos despedindo do pessoal. Peter e sua esposa pediram para falar a sós comigo, e com o Benjamin para interpretar um pouco para mim. Ela me falou muitas coisas que sentiu, desde a maneira quando os abordei, até o momento da oracão. Disse coisas que honram demais a Deus. Glória a Deus! No final, eu disse: It's our work, only this! E terminei dizendo: I will come back! Ela disse em português: "Obrigado!" Eu voltarei lá em Julho e passarei alguns dias com eles. Obrigado Deus, obrigado!

"... mas quem busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustica (Jo 7.18)"

"Ao que esta assentado no trono, e ao Cordeiro, sejam dadas honras e glórias e louvor, para sempre (Ap 5.13)"

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pedi ... e buscarei: Deixe-me morar aqui, nestre!

Ontem estava lendo o salmo 27, o qual conheco a muito tempo, desde crianca. Engracado: a presenca de Deus quando buscamos seu conforto é tremenda. Fiquei analisando aquilo que Davi relata sobre os conceitos de Deus pra ele. Por alguns momentos meu pensamento tentou ir ao coracao do menino Davi. Consegui uma visao melhor daquilo que ele define sobre Deus e sua certeza de coragem e forca, quando vi Deus pelos olhos de Davi. Ele escreve:

"O Senhor é a minha luz, a quem temerei?". Luz, sinônimo de transparência, de verdade, de liberdade, de ausencia de medo, enfim, foi a maneira como o rei Davi quis mostrar o porquê de sua coragem, de suas atitudes em relacao as pessoas. Se Deus é sua luz, o que ele, como menino temeria? Foi este conceito de Davi sobre Deus, como a luz que nao confunde seus filhos, o último empuraozinho que eu precisava. Medo, eu? O mundo é trevas, escuro, mas o Senhor é a minha luz.

domingo, 24 de abril de 2011

Caminho para o sucesso pessoal


Maio será o mês de colocar todas as minhas prioridades em pauta. Estava lendo o livro do pr Mike Murdock, SABEDORIA PARA VENCER, que recebi da AVEC em dezembro, onde o pr Mike coloca 7 segredos do sucesso pessoal. Entre todos, 3 foram fundamentais para eu colocar os objetivos que tive a alguns anos no papel, detalhá-los e visualizá-los como se já os tivesse conquistado.


O segredo 1-defina seus objetivos, me levou a uma análise do que eu estava disposto a fazer realmente no verão europeu em Bergén, Noruega. Após me certificar o que eu realmente priorizarei na minha jornada nórdica, entendi o que Paulo mais buscava: excelência naquilo que fazia. Ele diz: "Uma coisa faco... prossigo para o alvo (Fp 3.13,14)".



O segredo 2-trace um mapa detalhado e estabeleca prazos me fez acreditar que as vezes não conseguimos algo por falta de organograma. Eu já trabalhei com projetos de PDCA, SIX SIGMA, entre outros em minha empresa, contudo no projeto que eu mais precisava de objetivos, detalhes e prazos, eu estava perdido em ideias. Gracas a Deus por este livro que ganhei de presente da AVEC.



O segredo 3-Visualize-se constantemente conquistando seus objetivos foi onde realmente pude encarar de frente as dificuldades que enfrentarei, mas com a certeza de que se realmente eu crer que Deus me enviou nesta missão, tudo será maior do que eu imagino.



O pr Mike ainda deixou em seu livro como a sétima lei ou segredo do sucesso pessoal a valorizacâo de meu relacionamento com Deus. Aqui que eu paro alguns minutos para abrir alguns parênteses daquilo que eu não estava habituado a fazer:


1-Oracâo, mas não aquelas costumeiras antes de dormir, de levantar, de comer, na igreja, mas oracão com propósito específico, com um horário e tempo pré determinados, e com uma equipe de pessoas (pastores, amigos de diversas igrejas e congregacões, família...) na minha retaguarda. Este foi um passo importante na busca da excelência daquilo que desejo fazer para meu Deus.

2-Consagracão, mas uma consagracão integral e por um período a longo prazo, para que todo o meu espírito, e alma, e corpo estejam áptos ao propósito que Deus já havia tracado em minha vida antes de eu pensar em fazer.

3-Jejum, e um jejum onde eu conseguisse fazer com que o meu Deus percebesse o quanto estou disposto a sacrificar minha carne, meus desejos, meu egoísmo e orgulho que as vezes nem percebo, e deixar tudo diante dele, para ele fazer de minha vida aquilo que eu nem posso imaginar.





Recordo que antes de eu relembrar aquilo que eu havia lido em Janeiro, eu estava mudando meus objetivos tracados anos atrás, porque assim escreve o pr Mike em seu princípio de Sabedoria 5-A vida muda quando as prioridades diárias mudam. Por algo bom, que me fez muito bem no comeco de Abril, todos os objetivos tracados haviam ficado de lado e estagnados. Eu tive uma mudanca repentina de comportamento, realmente muito boa por sinal, quando mudei minhas prioridades. Me tornei um adolescente de 20 anos. E continuo assim. Entretanto percebi o quanto estava distante daquilo que havia sonhado em 2006. E tive que rever algumas coisas em meu interior. Apesar de não ser fácil, Deus coloca-nos contra nós mesmos para que possamos renunciar nossas vontades de verdade, e ir em busca do Alvo, como bem escreve o apóstolo Paulo. Agora sei que estarei seguro na partida, e também seguro em meu regresso para casa, para outros sonhos, outros presentes de Deus pra mim.



Orem por mim, meus amigos, meus irmãos, meus cooperadores. Este mês estarei empenhado em me informar sobre tudo aquilo que necessitarei, para não perder tempo com coisas inúteis. Também criar um clima de confianca em todas as circunstâncias que surgirem na caminhada. Mas Deus é fiel para fazer muito mais do que pedimos ou pensamos, em Cristo Jesus, nosso Senhor.



Ref.: AVEC - Associacão Vitória em Cristo

PDCA - to Plain to Do to Check to Action - ferramenta da qualidade total

SIX SIGMA - ferramenta de gerenciamento de alta performance

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Paz? Liberdade? Onde encontraremos isso?


Estava ouvindo uma canção de Vanessa Camargo, muito bonita, com o título "Me abrace". Este título, a princípio, é bacana. Um pedido bom quando compartilhado. Entretanto, o contexto da canção mostra um outro quadro, uma pintura não tão bonita assim. Ele mostra alguém em desespero, uma pessoa acuada pelas circunstâncias da vida, clamando, suplicando por algo que sabe não terá de novo com a pessoa que acha amar.




O que a deixou desesperada, acuada, clamando, suplicando por algo, como alguém suplica pela clemência da própria vida, é um sentimento que todos (quase todos) passamos na vida. Mas não deveria ser assim. Isso demonstra que estamos presos a sentimentos. E Jesus Cristo, o messias, veio para libertar-nos de tudo que nos prende a nossa vontade, inclusive o lado interior e sentimental.

A primeira coisa que Jesus faz, a sua primeira lei de liberdade, é a renúncia de nossos desejos, todos eles. Ele diz assim: "Se alguém quiser me seguir, renuncie-se, negue-se (Mt 16.24; Mc 8.34; Lc 9.23)". Ele diz ainda: "Aprendam comigo pois sou manso e humilde de coração. Assim vocês alcançarão descanço para vossas almas (Mt 11.29)".

Entre muitas coisas que precisamos na vida, duas são essenciais: Liberdade e Paz. Mas quando analisamos as palavras num contexto prático, vemos que uma se opõe a

outra e dificilmente elas se fundem. Tanto a história secular, como a história bíblica apontam que para haver liberdade de alguém, de uma comunidade, de uma nação, a paz extinguisse por um período de tempo. Primeiro acontece o que ninguém quer: a Guerra. Após o período de batalhas, destruições  mortes, enfim, todo tipo de tragédia material e psicológica, vencedores e vencidos assinam o tratado de paz. Assinado o tratado de paz (entre aspas), o que foi derrotado fica servo do vencedor. A liberdade do derrotado na guerra é dada com muitas restrições (liberdade?).

Isto é o que aprendo que, Jesus Cristo, além de nos libertar verdadeiramente de tudo, nos dá uma paz verdadeira. Ele diz assim: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Não a dou como o mundo a dá (Jo 14.27)". O apóstolo Tiago, após dissertar sobre a sabedoria divina que o cristão deve ter e mostrar em boas obras (Tg 3.13-18), concluí dizendo: "O fruto da justica semeia-se na paz, para os que exercitam a paz (Tg 3.17)".

Exercitar a paz? É, e o apóstolo Paulo diz que, "se possível for, tenha paz com todos os homens (Rm 12.18)". Há cristãos que se apóiam nisso que Paulo escreveu para não ter paz com alguém, seja companheiro do ministério da igreja, um parente, amigo de trabalho, vizinho, seja quem for. E dão graças a Deus. Isto é certo? Olhe para Jesus: com quem ele não teve paz? Achou alguém? Muitos não queriam ter paz com ele e o mataram, por pura inveja.

Assim verificamos que Jesus nos dá a sua paz, não paz semelhante a do mundo, seja secular, religioso ou familiar. É a "paz do Senhor" ou a "paz do meu Senhor" que é do original hebraico Shalom Adonai. Essa é a paz do Reino de Deus na terra, que deve ser exercitada, isto é, colocada em prática constantemente, a fim de obtermos habilidade em manuseá-la.

E Jesus nos dá também a sua liberdade. Está escrito assim em João 8.31,32: "Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade e ela vos libertará".


Somos presos, primeiramente em nossos pecados quando não conhecemos a Jesus Cristo. Quando achamos que o conhecemos, como que os judeus acreditavam que conheciam a Deus e sua palavra, nos prendemos a dogmas, a doutrinas, costumes, tradições, festas...

E semelhante aos judeus, batemos no peito para dizer que somos livres, rangemos os dentes se alguém disser que somos escravos ou servos da religião, e não entendemos que, "se pois o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (Jo 8.36)". E livres de todos os nossos desejos, inclusive o religioso.

Tiago novamente fala sobre o tema, paz e liberdade e religião em sua carta: "Aquele que atenta bem para a perfeita lei da liberdade e nisso persevera... esse será bem-aventurado em seu feito (Tg 1.25)". E concluí: "Fale e proceda assim, como devendo ser julgado pela lei da liberdade (Tg 2.12)". Exercitar a paz e praticá-la com habilidade nos levará ao julgamento por nossas ações e obras. Não num julgamento desleal, injusto, mas pela justiça da lei da liberdade de Cristo.

Concluindo meu raciocínio, Paulo escreve assim: "Estais pois firmes na liberdade com que Cristo vos libertou. Não torneis a meter-vos no julgo da servidão (Gl 5.1)". Pena que a religião, assim como a paixão, coloca venda em nossos olhos, nos cega. E como os religiosos farises, oramos alto nas praças e templos, oposto do publicano. Damos ofertas e dízimos e nossos nomes são colocados em murais, o oposta da oferta da viúva. E valorizamos mais as doutrinas fundamentais da fé, os costumes que cada igreja local tem e esquecemos do que Jesus falou para os religiosos: "Aprendam o que significa: Quero misericórdia e não sacrifícios (Mt 9.13)".

E o que fazer para ser livre e ter esta paz verdadeira? Conhecer Jesus e permanecer na palavra dele. Assim encontramos a liberdade em Cristo. Duas coisas aqui são essenciais, como ensina o apóstolo Paulo: "Em Cristo, nem esse dogma, nem esse outro tem valor, mas sim o ser uma nova criatura (Gl 6.15)". Aí conhecemos o autor da verdade, isto é, a própria verdade (Jo 14.6). E Paulo fecha meu raciocínio nisso: "Nem esse costume tem valor, nem aquele outro, mas sim a fé que opera por amor (Gl 5.6)".

Encontre Jesus Cristo, meu grande amigo. Conheça o ensinamento dele e fique firme nesses preceitos estabelecidos por ele. Assim você será livre de verdade, pois conheceu a verdade em seu grande autor, Jesus Cristo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Qual o preço da liberdade?

“Aquilo que eu temia foi o que me aconteceu, e o que mais me dava medo me atingiu (Jó 3 . 25, versão NTLH)”


O filósofo romano Sêneca, do primeiro século da era cristã, tinha uma visão sobre enfrentar problemas na vida, como esse que o patriarca Jó enfrentou. Sêneca, em seu livro sobre a IRA, mostra que quanto mais o homem é rico, mais expectativas terá. E quando existem frustrações nestas expectativas, explode a ira na pessoa afetada. Em sua visão, Sêneca afirma que o dinheiro aplaca a ira, contudo, o que ainda estressa o homem é aquilo que o pega de surpresa. Sêneca diz em seu livro que a melhor forma de combater a raiva e as frustrações é estar preparado para o pior. Uma análise mais cruel do que pode acontecer amanhã nos livra das frustrações, caso elas ocorram. Contudo, se não ocorrerem, estaremos preparados também. A melhor proteção, diz ele, é estar preparado para o pior.



Sêneca era natural de Córdoba, na Espanha, mas veio para Roma ainda menino. Foi tutor do mais cruel dos imperadores romanos, Nero César. Escreveu 20 livros. Ser pessimista era o que ele ensinava aos outros. Um dia, Nero enviou um centurião romano a sua casa para matá-lo. Porém, Sêneca mesmo furou suas veias e morreu, da forma como ensinou. Ele estava preparado para este triste fim, conforme sua filosofia e tudo aquilo que ensinou.



Outro filósofo romano, Epicuro, tinha pensamento diferente. Para ele, a vida com alegria e felicidades deveria ter três ingredientes: amigos, liberdade ou auto-suficiência e uma vida analisada. Diferente da filosofia do pessimismo de Sêneca, Epicuro tinha a filosofia da felicidade. Só amigos não bastavam. Auto-suficiência com muito dinheiro também não. Só o auto-conhecimento em uma vida analisada seriam inertes sozinhos. Para ser feliz, conforme seu pensamento e doutrina, estes três ingredientes deveriam estar juntos. Dessa forma o homem seria muito, muito feliz.



Diferente de Sêneca, de Epicuro, entre outros filósofos que colocam a vida com felicidades e realizações em foco, aprendo todo dia que o ingrediente mais importante para uma vida feliz é o AMOR. Amor, mas o amor que o apóstolo Paulo escreve em 1° Coríntios 13, que é paciente, bondoso, verdadeiro e eterno. Onde há o ágape divino, tudo termina bem, de uma forma ou de outra.



Eu estava como Jó, não sabendo porque isso aconteceu comigo. Contudo fui aprendendo que "todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados pelo seu decreto (Rm 8.28)". Aos poucos minha intimidade com Deus foi aumentando e busquei limpar meu coração em minhas orações. Esse foi o primeiro passo. Minha parte espiritual ficou estável e maravilhosamente bem. Faltava trabalhar com meus sentimentos.



Tentei trocar de carro, de roupas, de blá-blá-blá. Entretanto me sentia um quase “inútil”, ou alguém dispensável. Este período foi difícil pra caramba, até que algo estranho aconteceu. Eu comprava pão em uma padaria próxima ao meu trabalho a uma semana ou duas. Como o trabalho que iniciei neste bairro em setembro iria acabar no começo de novembro, perguntei o nome da balconista que me atendia toda manhã, lhe dizendo que talvez fosse a última semana que eu compraria pão ali. Foi muito interessante o que aconteceu comigo.


Depois consegui outra concessão da prefeitura municipal e trabalhamos ali até o dia 21 de janeiro, quando finalizamos o trabalho contratado. Este mês e meio que conheci uma das cinco balconistas, que depois me deixou a vontade com todas elas, é o que chamo hoje de "Qual o preço da liberdade?". Este anjo, firishte*, esta princesa que assinou minha libertação de um sentimento jamais saberá o tamanho do bem que me fez. Sem qualquer pretensão, tanto da parte dela, como da minha, isso me libertou de algo que me fazia muito mal e que eu não percebia. Hoje sei que estou aprendendo as ricas lições que o desapontamento quis me ensinar. Obrigado, professor desapontamento.



O dia 18 de Dezembro de 2010 representará pra mim o melhor dia deste trágico ano. Presenteei as cinco meninas, que automaticamente ficaram super felizes com minha singela recordação. O sorriso destas lindas mulheres, e a simples atenção que todas me reportaram, mostrou-me que realmente estou me tornando a pessoa que Deus quer que eu seja. Um homem temente a Deus e a sua palavra, mas que nem por isso deixa de compartilhar os melhores momentos de sua vida com as pessoas que o auxiliaram em seu próprio crescimento como homem.



Faz mais de um ano que não postava nada em meu blog. Minha inspiração voltou muito melhor e meu lado poeta está muito mais aceso. Obrigado Pai celeste, obrigado por me amar. Obrigado por colocar pessoas certas em meu caminho e me instruir por elas.



Finalizarei deixando aquilo que escrevi nos cartões que dei as cinco meninas, junto com a recordação. Os presentes e os cartões eram iguais. Só modifiquei um pouco o que escrevi a minha firishte*. Que Deus nos abençoe em 2011!



Está escrito assim na Bíblia: "O homem que encontra uma mulher acha uma coisa boa, e recebeu uma benção de Deus-Provérbios 18. 22"

Tive a sorte de encontrar, não uma, mas cinco mulheres, meninas como você ____. Vocês acenderam no meu coração algo a muito esquecido por mim: A grandeza das coisas simples. Obrigado


Você estará sempre na galeria das melhores recordações de minha vida. Sempre que eu precisar, lembrarei de você e está recordação produzirá energia boa dentro de mim, como está escrito: Quero trazer a memória aquilo que me dá esperança - Lamentações 3.21

Elizeu, Dez/2010
* Firishte - anjo, em árabe
Andréia, Roberta, Luciana, Vanessa e Érica, minhas grandes amigas


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ficou com dúvidas? Jogue os dados!

Certa vez, lendo os subsídios da lição da EBD, sobre Pedro, no 3° Trimestre de 2007, sinceramente encontrei algo que não aprovei. Como não aprovei, coloquei um comentário que foi redarguido com veemência pelos leitores dos blogs 1- Ensino Dominical, 2-Gospel Prime. Outrossim, meu comentário foi excluído ou bloqueado, sobre o "indevido vicariato", que foi ensinado como um contra-exemplo do apóstolo Pedro.
Um tempo depois, lendo uma matéria no blog do pr Ciro, "O INTERNAUTA OPINA", sobre algumas divergências em relação ao apostolado de pastores no século passado, fiz aquilo que aprendo com o sapiencial Salomão em provérbios 18.18:

"Quando os poderosos se enfrentam nos tribunais, tirar a sorte com os dados sagrados pode resolver a questão (versão NTLH)"


Lancei a sorte, como diz o sábio, da seguinte forma: fazia a pergunta ao pr Ciro e, após a resposta, colocava aquilo que o pr Carumuru ensinou. E obtive luz nas questões? Não, pois os dois ministros assembleianos defendiam seus argumentos com a lição da EBD e com a bíblia sagrada.
E quem está certo na questão? Eu não sei, por isso lanço os dados, ou recito o "minha mãe mandou eu escolher este daqui...", como bem argumenta o sábio Salomão. Contudo, Paulo tem uma postura superior as pequenas picuinhas da vida religiosa: "
Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem aventurado aquele que não se condena naquilo que aprova (Rm 14.22)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O perdão é condicional? Deve haver texto e contexto para praticarmos o perdão?

Outro dia conversava com minha esposa sobre o perdão, o ato de perdoar, e como Jesus demonstra que apesar de tudo nos justificar, a culpa será sempre nossa (Mt 5.23,24; 6.12,14,15). Lembrei de Maria Madalena, que seria executada por cometer algo digno de morte segundo a lei bíblica: adulterou. Jesus estava em uma situação delicada perante os acusadores, defensores e apologistas da lei bíblica.

O fato de Jesus manter-se abaixado e com o dedo a riscar o solo, já passou por vários crivos. O mais usado em pregações e palestras é aquele em que Jesus escreve os pecados deles no chão. Jesus, acusando, da mesma forma como foi acusado pelo diabo? Outro é que Ele escrevia algum verso bíblico, como Eclesiastes 7.20: “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque”. Jesus, fazendo apologia (defesa) de suas teses, de modo acusatório? Entre outros meios e sentidos do que representou o ato de Cristo ao riscar o solo, através de conjecturas bíblicas pelos palestrantes.

Deixando de lado o ato de se riscar o solo com os dedos por Jesus, voltar-me-ei aos acusadores. O povo com pedras nas mãos estava pronto a fazer a execução de alguém pela lei bíblica, que simboliza aqueles que hoje apóiam erros de seus dirigentes, sempre com uma segunda intenção ou dolo. Os professores da bíblia, os doutores em bíblia e divindade, os bacharéis em profetas, talmude, isto é, os escribas e fariseus, fazem a pergunta a Jesus, com texto e contexto bíblico, como hoje:

Mestre, esta mulher foi apanhada no próprio ato, adulterando, e na lei (texto e contexto) nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? (Jo 8.4,5)”.

Hoje, como escribas e fariseus, doutores ou apenas bons alunos em bíblia, agimos semelhantemente: “Isaías capítulo tal verso tal está escrito assim. Tu, pois, que dizes?” em defesa, não da nossa fé, mas daquilo que somos ensinados, do modo como eles lutavam para defender a fé deles. E pessoas são mortas espiritual e literalmente, ao contrário do que aconteceu com a mulher adúltera. Mas foi porque Jesus é Deus? Não. Jesus Cristo, homem (1°Tm 2.5). Aprendi algo na conversa com minha esposa, e gostaria de compartilhar com vocês.

Segundo a bíblia no antigo testamento, os judeus sabiam que, mesmo sendo povo escolhido por Deus, eram pecadores. Tinham que corriqueiramente oferecer sacrifícios de sangue de animais para sentirem-se limpos da culpa (pecado), pois eram ensinados nos livros da lei. Sabiam e reconheciam que o ano todo cometiam pecados. Mas possuíam uma certeza, e podiam até bater no peito e dizer: - estou sem pecado – no dia da expiação – ou כיפוך יום - Yom Kipur (Lv 23.27). Este dia especial era no mês sétimo do calendário judeu ou mês de Tishrei (setembro ou outubro de nosso calendário gregoriano), no décimo dia. Um dia em trezentos e sessenta, onde podiam até soberbamente bater no peito e dizer: Estou sem pecado!, apoiados pela bíblia.

Após Jesus ser incomodado segunda vez pelos tais “servos do Altíssimo”, fica em pé e, ao falar, leva-os ao Yom Kipur – dia da expiação: “Aquele que dentre vós está sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra (Jo 8.7)”. Dito isso, Ele se abaixa novamente e volta a rabiscar o chão, fazendo talvez riscos aleatórios ou desenhando um carneirinho ou ovelhinha, nada de espetacular ou extraordinário ao ponto de mudar o pensamento bíblico deles. Eles, como já disse, têm ciência de que apenas um dia no ano estão sem pecado, lavados pelo sacrifício realizado por um sacerdote. Mas supondo pelo capítulo sete do evangelho de João, eles já estivessem comemorando a festa dos tabernáculos ou cabanas, que era no mesmo mês, só que cinco dias após o Yom Kipur (Lv 23.34).

Eles imaginam: “Por que não pensamos nisso antes? Poderíamos ter vindo aqui no dia da expiação”. E vão embora. Longe dali talvez até discutissem: “Ô Tobias, por que você que é doutor em Levíticos não viu isso antes?” Penso que um deles, daqueles que “aprendem e nunca chegam ao conhecimento da verdade (2° Tm 3.7)” dá uma sugestão: “Ano que vem, no Yom Kipur, fazemos a mesma coisa. Daí Ele não poderá dizer nada, e o acusamos pela morte de uma adúltera. Se disser, acusamos por não deixar cumprir a lei de Moisés”.

Mas um sacerdote justo, como Nicodemos, lhe diz: “Filho, o dia da expiação é pior que o sábado, segundo escreveu Moisés. Quem não afligir seu corpo, e ao contrário, fizer alguma obra, conforme a idéia que você deu – acusar alguém – é amaldiçoado. E Moisés pede que este seja extirpado do meio do povo”. O rapaz pergunta: “Então por que não fazemos assim, senhor doutor? Por que o senhor lembrou isso agora?”. O doutor ou escriba torce a barba, suspira lentamente e lhes diz: “Este homem, Jesus de Nazaré, nos acusa pela nossa própria lei, pois ensinamos, como você acabou de lembrar, e nem no dia da expiação fazemos o que Moisés escreveu. Se fizermos isso no Yom Kipur, Ele dirá algo que nos envergonhará perante o povo, e terá razão. Volte ao seu mestre, Gamaliel, e tentem encontrar outra maneira de o acusarmos por quebrantar nossa lei. E como é seu nome, rapaz?” Saulo, responde o jovem.

O perdão ensinado por Jesus parece ser algo inatingível ao cristão comum. Sempre dizemos que Ele fez assim, por ser Deus. Mas ao contrário daquilo que parece ou que nos ensinam como utópico, teórico, foi o homem Jesus que, após perceber o silêncio e talvez até os soluços da mulher, dá o veredicto que deveria ser usado por todos aqueles que o conhecem: “Onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou? Ela disse: Ninguém, Senhor. Nem eu te condeno, disse Jesus. Vá, e não peques mais (Jo 8.10,11)”.

Texto, contexto, interpretação, exegese, enfim, todo método acusatório se prostra diante do Logos divino, de Jesus de Nazaré, de Jesus Cristo homem, do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Use Jesus para evangelizar, não a bíblia para acusar.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Respondendo Jesus, disse: Recebereis já neste tempo cem vezes tanto. O Mestre falou por parábola, analogia ou em sentido real?

Em uma EBD (Escola bíblica dominical) em 2006 ou 2007 houve uma colocação do professor e dos alunos sobre a prosperidade, sobre a igreja UNIVERSAL, enfim, sobre o "cisco no olho do teu irmão (Mt 7.3)". Após o professor concluir que aquilo que a IURD ensina não tem apoio bíblico, levantei minha mão. Quando me foi dada a palavra, apenas lembrei aquilo que Jesus disse a Pedro: "Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições... (Mc 10.29-30)" . Quando terminei de falar o que Jesus afirma que acontece aquele que o segue por amor, asseverei que é com "tribulações" que o cristão verdadeiro vive colhendo os frutos materiais daquilo que planta no reino de Deus. Na época ninguém contestou.


No dia 26/09/2009, mês passado, fiz algo que não havia feito quando li e guardei isto que Jesus ensina a Pedro: LER A NOTA EXPLICATIVA DO TEXTO. Vejam o que o pr Donald Stamps, comentarista da BEP (Bíblia de Estudos Pentecostal) ensina:


10.30 RECEBA CEM VEZES TANTO. As recompensas prometidas neste versículo não devem ser entendidas literalmente (Jesus falou em sentido figurado?). Pelo contrário, as bençãos e alegria inerentes nos relacionamentos citados aqui serão experimentados (só experimentar?) pelo discípulo genuíno (os pastores que recebem grandes salários de igrejas?), que se nega a si mesmo por amor a Cristo. Obs.: [[grifo nosso nos parênteses]].


Você entendeu o que o pr Donald quis dizer, apoiado pelo núcleo teológico da CPAD e CGADB? Eu não entendi. A renúncia, como escreve a nota - discípulo genuíno que se nega a si mesmo - é o requisito preliminar para seguirmos Jesus Cristo, pois ele diz: "negue-se a si mesmo (Mc 8.34)". Seguindo a lógica da nota teológica, todo crente já renunciou-se por amor a Cristo, então é discípulo genuíno. Sendo discípulo genuíno, tem que colher cem vezes tanto com perseguições, conforme a nota do pr Donald, certo? Por que então a maioria é pobre e necessitada de coisas básicas? É por falta de verdadeira renúncia? Se é isto que falta, por que os que precisam colher cem vezes mais da prosperidade prometida por Cristo não são ensinados conforme a nota, a tornar-se um discípulo genuíno, que nega-se a si mesmo e colhe do bem da terra?


Vejo que estamos como na idade média, sendo ensinados e tendo que viver como vassalos, e ver que os líderes sempre colhem centuplicadamente, como o rico (crente) que Jesus ensinou: "descansa, come, bebe e folga (Lc 12.19)". Ou vivem como na época de Lutero, fazendo conforme a elite romana ensinava à população européia, quando se trata de dar para ter tesouro no céu.


Não faço nenhum julgamento contra contra as igrejas IURD, IIGD, IMPD, entre outras. Devemos olhar é para dentro de nossa igreja e não viver usando a frase de Jesus Cristo: "Os pobres vocês sempre terão entre vós (Jo 12.8)"


Vivamos como filhos, amigo, ou servo pessoal do rei, que come à sua mesa e ainda ajuda aos necessitados. Não sejamos como servos inúteis, que só fazem o que lhes é mandado e ainda enterram os talentos (posses, dinheiro, alimento, roupas, etc) que o Senhor lhes deu.





Sejamos excelentes em tudo que fizermos ao Senhor. Ele nos recompensará cem vezes mais, conforme Jesus ensinou a Pedro. Você e sua família viverão felizes, como filhos do Rei realmente, não teoricamente.





Você crê nisso? Se sim, colha os frutos no tempo que se chama hoje!
Se não, procure por Jesus e saia de seu ensino religioso, que é semelhante ao que o jovem rico e crente de Marcos 10 vivia.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Acepção de pessoas: que é isso?

Nesta semana que passou venho colocando em alguns comentários na blogosfera cristã (Comt 1) que existe acepção de pessoas no povo chamado "de DEUS", e não deveria ser assim. Acepção, conforme a PEB-Pequena Enciclopédia Bíblica-é a preferência de pessoa ou pessoas, em atenção à classe, qualidades, títulos ou privilégios. Isto Deus jamais aceitou em seu povo.

No capítulo 2 da epístola de Tiago, ele apresenta este grande mistério aos cristãos judeus espalhados pelo mundo romano de então (Tg 1.1). O mistério aos judeus se referia ao costume que aprendiam em casa e o qual aperfeiçoavam na sinagoga: honrar o rico e menosprezar o pobre (Tg 2.2). Em 2.6 o apóstolo relembra aos judeus que "os ricos, além de oprimí-los, ainda os arrastavam aos tribunais". Assim mesmo eram honrados. Paradoxal!

Depois de Tiago lembrar que se eles guardassem toda a lei e tropeçassem num só ponto, seriam transgressores, não cumpridores da vontade divina. O apóstolo traz a revelação maior de sua espístola nos vv. 12 e 13, que pra mim, são o ápce do tema que vive em meu coração: "Fale, fale mesmo sobre tudo que está na bíblia, porém, além de falar, proceda assim como você fala e ensina, pois você será julgado pela lei da liberdade, que trará juízo sem misericórdia aos que não fazem misericórdia (Tg 2.12,13-grifo nosso)".

Na vida cristã teórica que a maioria de nossos blogueiros vive, não existe acepção de pessoas com eles, bem como em suas igrejas, da forma como oravam os fariseus no tempo de Cristo. UTÓPICO? Sim, utópico, isto é, algo impossível quando visto por um MACROSCÓPIO ou, a olho nu.

Comentei também (Comt 2) que o motivo maior da morte de Cristo por nós foi a acepção mediante a lei judaica. Quem era punido pela lei nos tempos de Moisés, no deserto? Certamente aqueles que não fossem amigos ou conhecidos de alguém que trabalhasse para o líder Moisés ou de seus subordinados diretos, como Josué, Calebe e Arão. E descendo até a base da pirâmide de relacionamento, fosse de uma família totalmente POUCO INFLUENTE. Estes últimos seriam punidos, inclusive com pena marcial. Lembre que a base da pirâmide comporta muita gente, diferente da parte de cima.










Outra coisa, aproveitando o velho testamento, é que Deus sempre aumejou que o homem guardasse seus preceitos, estatutos e mandamentos (Êxodo 15.26). Só que os mandamentos e estatutos (TORÁ) surgiram muitos milhares de anos após a saída de nosso pai Adão do jardim do ÉDEM. Antes de MOISÉS receber a lei escrita por Deus para ensinar ao povo (Êxodo 20), o Senhor sempre anelou ver os homens fazendo aquilo que o coração dEle expressa: AMOR! A primeira coisa que Deus como pai ensinou a seu filho Adão foi a obediência (Gn 2.17). E obediência por amor, não por força, obrigação ou torpe ganância. Obediência de filho por nós é igual amor para com Deus.

Seguindo o gênesis -bereshith (em o princípio), aparecem dois homens crentes em Deus: Caim e Abel, filhos do Adão caído da presença de Deus. O que aconteceu que Deus recebeu a oferta de Abel e rejeitou a de Caim? Deus fez acepção de pessoas entre os dois? Ah, é que Abel, além de viver em oração, guardava os mandamentos de Deus. Que mandamentos? Já haviam mandamentos escritos por Deus? Existia algo escrito de Deus pai para Abel filho que o fizesse oferecer algo em agradecimento? Não. Mas devemos entender que, como o menino Davi, o menor na casa de Jessé, Deus olha e vê o que existe de bom no coração daquele que lhe oferece um holocausto, uma oferta. Por isso Jesus lembra que antes de deixar minha oferta no altar, devo lembrar se meu irmão tem algo contra mim. Se a resposta for sim, deverei primeiro ir me reconciliar com alguém que tem algo contra mim, para depois dar minha oferta sincera a Deus. E é alguém contra mim, não se eu fiz algo a alguém.

Deus sabia que a intenção de Abel era ofertar o melhor aquele de quem seu pai sempre os lembrava: o DEUS CRIADOR. Quando Deus rejeita a oferta de Caim, lhe diz (estatuto=vontade): "Se fizeres bem, não haverá aceitação para ti? Mas, se não o fizeres, o pecado está em seu coração, e será o teu desejo maior, e te dominará (Gn 4.7)". Caim acaba deixando de lado o conselho dado por Deus. Mata seu irmão e, ao ser questionado por Deus sobre Abel, responde: "Não sei. Sou eu guardador de meu irmão? (Gn 4.9)".

De novo pergunto: Deus fez acepção ou escolha entre os filhos de Adão? Não. Hoje, de igual modo, Deus coloca aqueles que possuem um coração igual ao de Abel em lugar de honra e despreza aqueles que tem coração de Caim, que, além de não se importarem com seu próximo, matam com palavras aqueles que com coração voltado ao bem servem ao Altíssimo (1° Jo 3.15).

Este é o ponto principal: Sem lei, Abel agradou a Deus. Ele era livre. Fazia tudo o que queria. Porém, fez o que realmente agrada a Deus, como escreve Davi: "... com coração puro... com espírito reto... na presença de Deus... demonstrando alegria da salvação... tendo espírito voluntário... espírito quebrantado... coração quebrantado e contrito... (Salmo 51 10-12, 17)" e ainda " Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus; a tua lei está dentro do meu coração (Salmo 40.8)". Esta é a lei perfeita da liberdade: Deus, sabendo que meu coração é mau e tendencioso, acha-me fazendo o que há em SEU coração, que é servir ao próximo com amor - "porque a imaginação do coração do homem é má, desde a sua meninice (Gn 8.21)" .

Abraão é outro exemplo de servir a Deus debaixo da lei da liberdade. Isaque, seu filho, ouve do Senhor: "Porquanto Abraão, teu pai, obedeceu a minha voz, e guardou o meu mandato, os meus preceitos, os meus estatutos e a minha lei (Gn 26.5)". Onde estas leis estavam escritas? Paulo escreve sobre isso, no meio do povo gentio/não crente em Deus: " Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei. Pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os. No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Cristo Jesus, segundo o meu evangelho (Rm 2.14-16)".

Deus sempre busca aquele que diz que O conhece e conhece também seus preceitos. Que pratica sua palavra e realiza também obras de amor naturalmente, não obrigatóriamente porque está escrito e é servo do Altíssimo, mas com voluntariedade (Sl 51.12), como amigo (Jo 15.15), como filho (Rm 8.15). Lembro que sinônimo de servo é escravo. LEI PERFEITA DA LIBERDADE ENTÃO NO REINO DE DEUS, para os livres.

Temos leis e estatutos eclesiásticos em acepção de pessoas, isto é fato. E colocando um freio em minha caneta, pois sou levado a tantos versos bíblicos que engrossariam o caldo teológico/doutrinário deste artigo, deixo a certeza que Paulo teve ao olhar para seu passado: "És inexcusável quando julgas, ó homem crente (Rm 2.1-3)", e a frase do Mestre a qual aqueles que são discípulos realmente fazem: "Hipócrita!Tira a trave do teu olho! (Mt 7.5)".

Trate todos em nossa blogosfera cristã como se estivesse olhando ao espelho. Não é fácil. Mas já renunciamos nossa vontade. Sem vontade para alimentar nossa carne, e a vontade intelectual é um perigo, poderemos praticar a sabedoria que vem do alto:

"Eu trato a mim mesmo de maneira (Mas a sabedoria que vem do alto é), primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia (Tg 3.17)".

Assim devo tratar meu semelhante: sem acepção, sem parcialidade, sem hipocrisia, como a mim mesmo. E só funciona quando vivemos a lei perfeita da liberdade (Tg 1.25), que se cumpre com AMOR (Rm 13.10; Gl 6.2).

Elizeu Rodrigues, discípulo

Fontes: PEB-Pequena Enciclopédia Bíblica

BEP-Bíblia de Estudos Pentecostal

Mini-dicionário Sacconi