segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O perdão é condicional? Deve haver texto e contexto para praticarmos o perdão?

Outro dia conversava com minha esposa sobre o perdão, o ato de perdoar, e como Jesus demonstra que apesar de tudo nos justificar, a culpa será sempre nossa (Mt 5.23,24; 6.12,14,15). Lembrei de Maria Madalena, que seria executada por cometer algo digno de morte segundo a lei bíblica: adulterou. Jesus estava em uma situação delicada perante os acusadores, defensores e apologistas da lei bíblica.

O fato de Jesus manter-se abaixado e com o dedo a riscar o solo, já passou por vários crivos. O mais usado em pregações e palestras é aquele em que Jesus escreve os pecados deles no chão. Jesus, acusando, da mesma forma como foi acusado pelo diabo? Outro é que Ele escrevia algum verso bíblico, como Eclesiastes 7.20: “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque”. Jesus, fazendo apologia (defesa) de suas teses, de modo acusatório? Entre outros meios e sentidos do que representou o ato de Cristo ao riscar o solo, através de conjecturas bíblicas pelos palestrantes.

Deixando de lado o ato de se riscar o solo com os dedos por Jesus, voltar-me-ei aos acusadores. O povo com pedras nas mãos estava pronto a fazer a execução de alguém pela lei bíblica, que simboliza aqueles que hoje apóiam erros de seus dirigentes, sempre com uma segunda intenção ou dolo. Os professores da bíblia, os doutores em bíblia e divindade, os bacharéis em profetas, talmude, isto é, os escribas e fariseus, fazem a pergunta a Jesus, com texto e contexto bíblico, como hoje:

Mestre, esta mulher foi apanhada no próprio ato, adulterando, e na lei (texto e contexto) nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? (Jo 8.4,5)”.

Hoje, como escribas e fariseus, doutores ou apenas bons alunos em bíblia, agimos semelhantemente: “Isaías capítulo tal verso tal está escrito assim. Tu, pois, que dizes?” em defesa, não da nossa fé, mas daquilo que somos ensinados, do modo como eles lutavam para defender a fé deles. E pessoas são mortas espiritual e literalmente, ao contrário do que aconteceu com a mulher adúltera. Mas foi porque Jesus é Deus? Não. Jesus Cristo, homem (1°Tm 2.5). Aprendi algo na conversa com minha esposa, e gostaria de compartilhar com vocês.

Segundo a bíblia no antigo testamento, os judeus sabiam que, mesmo sendo povo escolhido por Deus, eram pecadores. Tinham que corriqueiramente oferecer sacrifícios de sangue de animais para sentirem-se limpos da culpa (pecado), pois eram ensinados nos livros da lei. Sabiam e reconheciam que o ano todo cometiam pecados. Mas possuíam uma certeza, e podiam até bater no peito e dizer: - estou sem pecado – no dia da expiação – ou כיפוך יום - Yom Kipur (Lv 23.27). Este dia especial era no mês sétimo do calendário judeu ou mês de Tishrei (setembro ou outubro de nosso calendário gregoriano), no décimo dia. Um dia em trezentos e sessenta, onde podiam até soberbamente bater no peito e dizer: Estou sem pecado!, apoiados pela bíblia.

Após Jesus ser incomodado segunda vez pelos tais “servos do Altíssimo”, fica em pé e, ao falar, leva-os ao Yom Kipur – dia da expiação: “Aquele que dentre vós está sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra (Jo 8.7)”. Dito isso, Ele se abaixa novamente e volta a rabiscar o chão, fazendo talvez riscos aleatórios ou desenhando um carneirinho ou ovelhinha, nada de espetacular ou extraordinário ao ponto de mudar o pensamento bíblico deles. Eles, como já disse, têm ciência de que apenas um dia no ano estão sem pecado, lavados pelo sacrifício realizado por um sacerdote. Mas supondo pelo capítulo sete do evangelho de João, eles já estivessem comemorando a festa dos tabernáculos ou cabanas, que era no mesmo mês, só que cinco dias após o Yom Kipur (Lv 23.34).

Eles imaginam: “Por que não pensamos nisso antes? Poderíamos ter vindo aqui no dia da expiação”. E vão embora. Longe dali talvez até discutissem: “Ô Tobias, por que você que é doutor em Levíticos não viu isso antes?” Penso que um deles, daqueles que “aprendem e nunca chegam ao conhecimento da verdade (2° Tm 3.7)” dá uma sugestão: “Ano que vem, no Yom Kipur, fazemos a mesma coisa. Daí Ele não poderá dizer nada, e o acusamos pela morte de uma adúltera. Se disser, acusamos por não deixar cumprir a lei de Moisés”.

Mas um sacerdote justo, como Nicodemos, lhe diz: “Filho, o dia da expiação é pior que o sábado, segundo escreveu Moisés. Quem não afligir seu corpo, e ao contrário, fizer alguma obra, conforme a idéia que você deu – acusar alguém – é amaldiçoado. E Moisés pede que este seja extirpado do meio do povo”. O rapaz pergunta: “Então por que não fazemos assim, senhor doutor? Por que o senhor lembrou isso agora?”. O doutor ou escriba torce a barba, suspira lentamente e lhes diz: “Este homem, Jesus de Nazaré, nos acusa pela nossa própria lei, pois ensinamos, como você acabou de lembrar, e nem no dia da expiação fazemos o que Moisés escreveu. Se fizermos isso no Yom Kipur, Ele dirá algo que nos envergonhará perante o povo, e terá razão. Volte ao seu mestre, Gamaliel, e tentem encontrar outra maneira de o acusarmos por quebrantar nossa lei. E como é seu nome, rapaz?” Saulo, responde o jovem.

O perdão ensinado por Jesus parece ser algo inatingível ao cristão comum. Sempre dizemos que Ele fez assim, por ser Deus. Mas ao contrário daquilo que parece ou que nos ensinam como utópico, teórico, foi o homem Jesus que, após perceber o silêncio e talvez até os soluços da mulher, dá o veredicto que deveria ser usado por todos aqueles que o conhecem: “Onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou? Ela disse: Ninguém, Senhor. Nem eu te condeno, disse Jesus. Vá, e não peques mais (Jo 8.10,11)”.

Texto, contexto, interpretação, exegese, enfim, todo método acusatório se prostra diante do Logos divino, de Jesus de Nazaré, de Jesus Cristo homem, do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Use Jesus para evangelizar, não a bíblia para acusar.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Respondendo Jesus, disse: Recebereis já neste tempo cem vezes tanto. O Mestre falou por parábola, analogia ou em sentido real?

Em uma EBD (Escola bíblica dominical) em 2006 ou 2007 houve uma colocação do professor e dos alunos sobre a prosperidade, sobre a igreja UNIVERSAL, enfim, sobre o "cisco no olho do teu irmão (Mt 7.3)". Após o professor concluir que aquilo que a IURD ensina não tem apoio bíblico, levantei minha mão. Quando me foi dada a palavra, apenas lembrei aquilo que Jesus disse a Pedro: "Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições... (Mc 10.29-30)" . Quando terminei de falar o que Jesus afirma que acontece aquele que o segue por amor, asseverei que é com "tribulações" que o cristão verdadeiro vive colhendo os frutos materiais daquilo que planta no reino de Deus. Na época ninguém contestou.


No dia 26/09/2009, mês passado, fiz algo que não havia feito quando li e guardei isto que Jesus ensina a Pedro: LER A NOTA EXPLICATIVA DO TEXTO. Vejam o que o pr Donald Stamps, comentarista da BEP (Bíblia de Estudos Pentecostal) ensina:


10.30 RECEBA CEM VEZES TANTO. As recompensas prometidas neste versículo não devem ser entendidas literalmente (Jesus falou em sentido figurado?). Pelo contrário, as bençãos e alegria inerentes nos relacionamentos citados aqui serão experimentados (só experimentar?) pelo discípulo genuíno (os pastores que recebem grandes salários de igrejas?), que se nega a si mesmo por amor a Cristo. Obs.: [[grifo nosso nos parênteses]].


Você entendeu o que o pr Donald quis dizer, apoiado pelo núcleo teológico da CPAD e CGADB? Eu não entendi. A renúncia, como escreve a nota - discípulo genuíno que se nega a si mesmo - é o requisito preliminar para seguirmos Jesus Cristo, pois ele diz: "negue-se a si mesmo (Mc 8.34)". Seguindo a lógica da nota teológica, todo crente já renunciou-se por amor a Cristo, então é discípulo genuíno. Sendo discípulo genuíno, tem que colher cem vezes tanto com perseguições, conforme a nota do pr Donald, certo? Por que então a maioria é pobre e necessitada de coisas básicas? É por falta de verdadeira renúncia? Se é isto que falta, por que os que precisam colher cem vezes mais da prosperidade prometida por Cristo não são ensinados conforme a nota, a tornar-se um discípulo genuíno, que nega-se a si mesmo e colhe do bem da terra?


Vejo que estamos como na idade média, sendo ensinados e tendo que viver como vassalos, e ver que os líderes sempre colhem centuplicadamente, como o rico (crente) que Jesus ensinou: "descansa, come, bebe e folga (Lc 12.19)". Ou vivem como na época de Lutero, fazendo conforme a elite romana ensinava à população européia, quando se trata de dar para ter tesouro no céu.


Não faço nenhum julgamento contra contra as igrejas IURD, IIGD, IMPD, entre outras. Devemos olhar é para dentro de nossa igreja e não viver usando a frase de Jesus Cristo: "Os pobres vocês sempre terão entre vós (Jo 12.8)"


Vivamos como filhos, amigo, ou servo pessoal do rei, que come à sua mesa e ainda ajuda aos necessitados. Não sejamos como servos inúteis, que só fazem o que lhes é mandado e ainda enterram os talentos (posses, dinheiro, alimento, roupas, etc) que o Senhor lhes deu.





Sejamos excelentes em tudo que fizermos ao Senhor. Ele nos recompensará cem vezes mais, conforme Jesus ensinou a Pedro. Você e sua família viverão felizes, como filhos do Rei realmente, não teoricamente.





Você crê nisso? Se sim, colha os frutos no tempo que se chama hoje!
Se não, procure por Jesus e saia de seu ensino religioso, que é semelhante ao que o jovem rico e crente de Marcos 10 vivia.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Acepção de pessoas: que é isso?

Nesta semana que passou venho colocando em alguns comentários na blogosfera cristã (Comt 1) que existe acepção de pessoas no povo chamado "de DEUS", e não deveria ser assim. Acepção, conforme a PEB-Pequena Enciclopédia Bíblica-é a preferência de pessoa ou pessoas, em atenção à classe, qualidades, títulos ou privilégios. Isto Deus jamais aceitou em seu povo.

No capítulo 2 da epístola de Tiago, ele apresenta este grande mistério aos cristãos judeus espalhados pelo mundo romano de então (Tg 1.1). O mistério aos judeus se referia ao costume que aprendiam em casa e o qual aperfeiçoavam na sinagoga: honrar o rico e menosprezar o pobre (Tg 2.2). Em 2.6 o apóstolo relembra aos judeus que "os ricos, além de oprimí-los, ainda os arrastavam aos tribunais". Assim mesmo eram honrados. Paradoxal!

Depois de Tiago lembrar que se eles guardassem toda a lei e tropeçassem num só ponto, seriam transgressores, não cumpridores da vontade divina. O apóstolo traz a revelação maior de sua espístola nos vv. 12 e 13, que pra mim, são o ápce do tema que vive em meu coração: "Fale, fale mesmo sobre tudo que está na bíblia, porém, além de falar, proceda assim como você fala e ensina, pois você será julgado pela lei da liberdade, que trará juízo sem misericórdia aos que não fazem misericórdia (Tg 2.12,13-grifo nosso)".

Na vida cristã teórica que a maioria de nossos blogueiros vive, não existe acepção de pessoas com eles, bem como em suas igrejas, da forma como oravam os fariseus no tempo de Cristo. UTÓPICO? Sim, utópico, isto é, algo impossível quando visto por um MACROSCÓPIO ou, a olho nu.

Comentei também (Comt 2) que o motivo maior da morte de Cristo por nós foi a acepção mediante a lei judaica. Quem era punido pela lei nos tempos de Moisés, no deserto? Certamente aqueles que não fossem amigos ou conhecidos de alguém que trabalhasse para o líder Moisés ou de seus subordinados diretos, como Josué, Calebe e Arão. E descendo até a base da pirâmide de relacionamento, fosse de uma família totalmente POUCO INFLUENTE. Estes últimos seriam punidos, inclusive com pena marcial. Lembre que a base da pirâmide comporta muita gente, diferente da parte de cima.










Outra coisa, aproveitando o velho testamento, é que Deus sempre aumejou que o homem guardasse seus preceitos, estatutos e mandamentos (Êxodo 15.26). Só que os mandamentos e estatutos (TORÁ) surgiram muitos milhares de anos após a saída de nosso pai Adão do jardim do ÉDEM. Antes de MOISÉS receber a lei escrita por Deus para ensinar ao povo (Êxodo 20), o Senhor sempre anelou ver os homens fazendo aquilo que o coração dEle expressa: AMOR! A primeira coisa que Deus como pai ensinou a seu filho Adão foi a obediência (Gn 2.17). E obediência por amor, não por força, obrigação ou torpe ganância. Obediência de filho por nós é igual amor para com Deus.

Seguindo o gênesis -bereshith (em o princípio), aparecem dois homens crentes em Deus: Caim e Abel, filhos do Adão caído da presença de Deus. O que aconteceu que Deus recebeu a oferta de Abel e rejeitou a de Caim? Deus fez acepção de pessoas entre os dois? Ah, é que Abel, além de viver em oração, guardava os mandamentos de Deus. Que mandamentos? Já haviam mandamentos escritos por Deus? Existia algo escrito de Deus pai para Abel filho que o fizesse oferecer algo em agradecimento? Não. Mas devemos entender que, como o menino Davi, o menor na casa de Jessé, Deus olha e vê o que existe de bom no coração daquele que lhe oferece um holocausto, uma oferta. Por isso Jesus lembra que antes de deixar minha oferta no altar, devo lembrar se meu irmão tem algo contra mim. Se a resposta for sim, deverei primeiro ir me reconciliar com alguém que tem algo contra mim, para depois dar minha oferta sincera a Deus. E é alguém contra mim, não se eu fiz algo a alguém.

Deus sabia que a intenção de Abel era ofertar o melhor aquele de quem seu pai sempre os lembrava: o DEUS CRIADOR. Quando Deus rejeita a oferta de Caim, lhe diz (estatuto=vontade): "Se fizeres bem, não haverá aceitação para ti? Mas, se não o fizeres, o pecado está em seu coração, e será o teu desejo maior, e te dominará (Gn 4.7)". Caim acaba deixando de lado o conselho dado por Deus. Mata seu irmão e, ao ser questionado por Deus sobre Abel, responde: "Não sei. Sou eu guardador de meu irmão? (Gn 4.9)".

De novo pergunto: Deus fez acepção ou escolha entre os filhos de Adão? Não. Hoje, de igual modo, Deus coloca aqueles que possuem um coração igual ao de Abel em lugar de honra e despreza aqueles que tem coração de Caim, que, além de não se importarem com seu próximo, matam com palavras aqueles que com coração voltado ao bem servem ao Altíssimo (1° Jo 3.15).

Este é o ponto principal: Sem lei, Abel agradou a Deus. Ele era livre. Fazia tudo o que queria. Porém, fez o que realmente agrada a Deus, como escreve Davi: "... com coração puro... com espírito reto... na presença de Deus... demonstrando alegria da salvação... tendo espírito voluntário... espírito quebrantado... coração quebrantado e contrito... (Salmo 51 10-12, 17)" e ainda " Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus; a tua lei está dentro do meu coração (Salmo 40.8)". Esta é a lei perfeita da liberdade: Deus, sabendo que meu coração é mau e tendencioso, acha-me fazendo o que há em SEU coração, que é servir ao próximo com amor - "porque a imaginação do coração do homem é má, desde a sua meninice (Gn 8.21)" .

Abraão é outro exemplo de servir a Deus debaixo da lei da liberdade. Isaque, seu filho, ouve do Senhor: "Porquanto Abraão, teu pai, obedeceu a minha voz, e guardou o meu mandato, os meus preceitos, os meus estatutos e a minha lei (Gn 26.5)". Onde estas leis estavam escritas? Paulo escreve sobre isso, no meio do povo gentio/não crente em Deus: " Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei. Pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os. No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Cristo Jesus, segundo o meu evangelho (Rm 2.14-16)".

Deus sempre busca aquele que diz que O conhece e conhece também seus preceitos. Que pratica sua palavra e realiza também obras de amor naturalmente, não obrigatóriamente porque está escrito e é servo do Altíssimo, mas com voluntariedade (Sl 51.12), como amigo (Jo 15.15), como filho (Rm 8.15). Lembro que sinônimo de servo é escravo. LEI PERFEITA DA LIBERDADE ENTÃO NO REINO DE DEUS, para os livres.

Temos leis e estatutos eclesiásticos em acepção de pessoas, isto é fato. E colocando um freio em minha caneta, pois sou levado a tantos versos bíblicos que engrossariam o caldo teológico/doutrinário deste artigo, deixo a certeza que Paulo teve ao olhar para seu passado: "És inexcusável quando julgas, ó homem crente (Rm 2.1-3)", e a frase do Mestre a qual aqueles que são discípulos realmente fazem: "Hipócrita!Tira a trave do teu olho! (Mt 7.5)".

Trate todos em nossa blogosfera cristã como se estivesse olhando ao espelho. Não é fácil. Mas já renunciamos nossa vontade. Sem vontade para alimentar nossa carne, e a vontade intelectual é um perigo, poderemos praticar a sabedoria que vem do alto:

"Eu trato a mim mesmo de maneira (Mas a sabedoria que vem do alto é), primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia (Tg 3.17)".

Assim devo tratar meu semelhante: sem acepção, sem parcialidade, sem hipocrisia, como a mim mesmo. E só funciona quando vivemos a lei perfeita da liberdade (Tg 1.25), que se cumpre com AMOR (Rm 13.10; Gl 6.2).

Elizeu Rodrigues, discípulo

Fontes: PEB-Pequena Enciclopédia Bíblica

BEP-Bíblia de Estudos Pentecostal

Mini-dicionário Sacconi

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quem subirá ao céu, senão o que desceu do céu?

Comentei no blog do meu querido irmão em Cristo sr Valmir Milomem:

O que é teologia da prosperidade? É humana, é claro. E a teologia da salvação, o que é? Também é humana. E as doutrinas, como da trindade divina, ou da unicidade divina? Resposta=são humanas também.

Onde quero chegar com isso é que tudo está na bíblia. Saduceus, fariseus, essênios, todos criam em Deus. Todos liam o tenak. Mas cada qual tinha sua interpretação.
Hoje é parecido. Quem crê na prosperidade TEOLOGY vive isso. Quem crê na salvação vive isso também. Quem é trinitariano da mesma forma, como os unicistas, vivem o que ensinam. E quem está certo? Quem está com a razão?

Atente para Jesus. Ele ensinou algo que não vivemos: “…ensinando a guardar tudo que eu vos tenho mandado (Mt 28.20)”. O que ele ensinou é a cruz materializada para carregarmos. E só carrega esta cruz quem renuncia seus preceitos humanos até baseados na bíblia, e vive aquilo que Jesus ensinou.

Jesus jamais criticou o que as pessoas faziam com relação a religião judaica. Dizia: “faze isso, e viverá”. Porém não admitia que quem fizesse tal coisa apoiado pela torá, criticasse outro que acreditasse em Deus de outra forma, com outra visão.
Quem está certo? Com certeza aqueles que vivem o que Ele ensinou.

Elizeu

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Quem é ele, para que nele creia?

Quantas bençãos espirituais já recebemos de nosso Deus? Muitas, e tenho plena certeza que elas sãos como a areia do mar em nossas vidas, incontáveis. E na parte material, muitas dádivas ele nos cocedeu? Muitas, posso afirmar com certeza. E curas em nosso corpo físico, quantas vezes Ele nos sarou e restituiu? A palavra diz que Ele levou sobre si as nossas dores e enfermidades, não é mesmo? Agora pergunto: Mesmo recebendo inúmeras bençãos de Deus e também abençoando as pessoas que se relacionam conosco, conhecemos realmente ao Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus?
Quantas vezes já falamos do amor de Deus às pessoas? Como eu, posso afirmar que vocês são verdadeiros pregadores de boas novas. E ensinar a palavra de Deus em uma classe dominical? Se você é frequentador assíduo como eu, além de ensinar, deve possuir um cargo na EBD, como secretário, tesoureiro, superintendente. Você é pregador, conferencista? Transmite a palavra na tribuna da igreja? Sim, preguei muitas vezes e sempre fui muito abençoado, além de abençoar as pessoas e o povo de Deus.
Se você é alguém que preenche os requesitos destas perguntas feitas e pré-respondidas, alguém que foi restaurado por Deus, curado por Ele, que ensina e prega a sua palavra, irá sentir aquilo que eu senti quando realmente O Encontrei. Atente com serenidade:
Em João capítulo nove (Jo 9) há o relato da cura de um cego de nascença. Duas questões a avaliar aqui são importantes. A primeira é a forma que o povo crente (judeus) eram ensinados nos dias que Jesus esteve aqui. Cegos, leprosos, surdos-mudos, deficientes físicos, enfim, que possuíam alguma enfermidade física (mulher do fluxo sanguíneo), eram tidas como hereditariamente malditas. E usadas como exemplo, talvez, nas homilias dos doutores da lei. Jesus corrige este erro doutrinário humano, dizendo que onde existir alguém nesta situação, "deve se manifestar nele as obras de Deus (v 3)". A segunda questão é a cura. Jesus cospe no solo, faz uma lama, põe nos olhos do cego, e manda-o ir lavá-los no tanque de Siloé. Por que todo este trabalho? Não era só curá-lo, abrir-lhe os olhos?

Após a cura e todo o interrogatório ( v 15, 26) que o abençoado recebe da igreja (os apologétas de plantão), acontece o improvável, aquilo que os "velhos na fé" da igreja jamais admitem: SER ENSINADO POR UM LEIGO NA PALAVRA. Voltando à sessão interrogatória, quando perguntam novamente como ele foi curado, o abençoado responde de forma irônica: "Vocês também querem ser discípulos dele?(v 27)" e após ser injuriado, criticado, ele inicia sua primeira pregação de boas novas, mesmo sem querer. Ele vira um pregador da fé:


"A maravilha está em que vocês não saibam quem ele é, ou de onde ele veio, e mesmo assim me curou de cegueira. Nós sabemos que Deus não ouve a pecadores, mas se alguém teme a Deus e faz a sua vontade, a esse ele ouve. Não há nenhum relato nos escritos sagrados, pois eu nunca ouvi que alguém tenha sido curado de cegueira. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer (vv 30-33)"
Cheia de costumes e doutrinas teológicas humanas, eles não admitem um novato no conhecimento "teológico" mostrar algo que Deus realmente faz. Expulsam o abençoado da igreja, apoiados por sua doutrina, seu torá, seu costume, seu talmude.
Após o escárneo e vergonha, o abençoado deveria ter ficado cheio de dúvidas. Nasceu na religião, sendo ensinado desde criança nos dogmas de Moisés (Dt 6. 6-9). Recebe uma cura, que só Deus é capaz de fazer. Fala aquilo que ele entende que só alguém usado pelo Espírito de Deus poderia fazer. Assim mesmo é chamado de pecador, nascido em pecados, que jamais poderia usar a palavra de Deus para ensinar.
No meu entendimento, este fato faz com Jesus o encontre no caminho, para realmente curá-lo totalmente, e sanar suas dúvidas com relação ao reino de Deus. Ao encontrá-lo, Jesus pergunta diretamente ao abençoado perdido em um mundo de cegos que tem olhos, para realmente enviá-lo como verdadeiro pregador de boas-novas (Rm 10.15). "Crês tu no Filho de Deus? perguntou Jesus. O abençoado responde: Quem é ele, para que nele eu creia? Jesus finaliza: Tu o tens visto, e é este que fala contigo. Eu creio. E adorou o Senhor Jesus. (vv 35-38)"


Entendeu? Eu estava como este cego. Fui curado por Deus quando Ele me abriu os olhos espirituais. Preguei a palavra e ensinei, da maneira como Ele instruí nos evangelhos. Quase ninguém entendeu a mensagem que ele me deu, principalmente os "doutoresa da lei". Sofri, pois sempre vi o Senhor Jesus, como quando ele apareceu ao homem que foi curado de cegueira, contudo ainda não O conhecia realmente.


Hoje O vejo, creio, O adoro, tenho intimidade com Ele, falo a palavra que Ele me dá, vejo os frutos da semente que estou semeando, tudo com a permissão do Espírito Santo. Mas não é fácil. Entretanto, todo aquele que conhece Jesus, como eu O conheci, e o homem curado de cegueira do relato de João nove (Jo 9), nunca deixará de crêr e adorar aquele que o resgatou da religião à verdadeira vida em Cristo.

Você crê no Filho de Deus? Sabe realmente quem Ele é? Faz o que Ele ensinou?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Lei de Deus, o Torá, com pena de morte? Perfeita lei da liberdade, de Cristo, com vida e paz?

Um dia quando lecionava sobre a Lição "Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus", em determinado momento da lição citei a espístola de Tiago 1.25: "Aquele, porém que atenta para a perfeita lei da liberdade e nisto persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da boa obra, esse tal será bem aventurado no seu feito". Segundo minhas convicções, sempre assegurei que Jesus aboliu toda a lei, não só a guarda do sábado, como crê a maioria nas congregações.
Nesta congregação onde fui convidado a lecionar, o pensamento não era diferente. Porém, todos estavam atentos a tudo que eu falava, pois parecia algo novo. Depois que mostrei que não vivemos por lei ou regra, mas pela perfeita lei de liberdade, citei 2.12 de Tiago: "Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade". No final deste pensamento, um presbítero da velha guarda, daqueles bem tradicionalistas, faz uma pergunta que no início pareceu bem difícil. Veja:

"_Irmão Elizeu, como o irmão afirma que toda a lei de Deus foi abolida, farei uma pergunta a qual já perguntei a outro grande professor do campo, e ele não respondeu.
_Pode fazer, disse eu. Se eu não puder responder agora, pesquisarei e trarei a resposta em outra oportunidade.
_A pergunta é a seguinte, disse o irmão presbítero Mesquita. Se toda a lei de Deus foi abolida, Deus errou quando deu a lei a Moisés?"

No início a pergunta pareceu difícil. Toda a clase de adultos (homens e mulheres) fitou os olhos em mim. Pela graça de Deus, a resposta fluiu serenamente. Eu disse:

Irmãos, quando Deus entregou a lei nas mãos de Moisés, o culpado pelo pecado cometido deveria realmente ser penalizado conforme estava estabelecido na lei? Imaginem se fôssemos nós os israelitas, e eu cometesse um tal pecado. O correto a fazer, penso eu, era que vocês, homens de Deus, se reunissem e após a discussão de prós e contras, chegassem ao seguinte veredito: Nós perdoamos você irmão. Só não peque novamente. Então respondi ao irmão Mesquita: "_A lei, querido irmão Mesquita, deveria produzir perdão sempre, não pena como sentença."

Depois que disse esta até então "asneira" na classe dominical, pois estava roubando uma das muitas atitudes de Jesus Cristo, concluí:


A lei era para ser seguida por todos os israelitas no antigo testamento? A resposta da classe foi 100% positiva. Novamente inquiri: E a pena de morte em caso de homicídio e adultério também deveria ser para todos, sem excessão? De novo a resposta foi 100% sim. Com estas duas perguntas afirmando que quem vivia pela lei deveria ser julgado pela lei, finalizei meu raciocínio:

O rei Davi adulterou e cometeu um hediondo homicídio. Deus perdoando Davi, agiu com acepção de pessoas? Resposta da classe negativa. Se Deus sabia que a pena era capital, por que Davi não morreu? Os alunos ficaram sem resposta, aceitando, talvez por falta de argumento, minha convicta idéia de que a lei só serve para aquele que gosta de ser servo inútil, que só faz "aparentemente" o que lhe é mandado. Só aparentemente.

Por isso dou graças a Deus por ter-me ressuscitado dos mortos, tirar-me dum côma o qual me trouxe a uma nova vida cristã, e dar-me a certeza em afirmar que a lei de Deus, com os 10 mandamentos, ou os 613 mandamentos posteriores, sempre se resumiu ao amor e ao perdão, como disse Jesus: "Portanto, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. (Mateus 7.12)"


Assembléia de Deus
Congregação Jadim Ouro Fino
1° Trimestre de 2008, lição 3

sábado, 8 de agosto de 2009

Influenciar? Eu?

Outro dia aprendi uma coisa super interessante. Quando carregava areia da calçada da rua de casa para a caixa de construção, vi uma senhora catadora de papéis e recicláveis observando todas as lixeiras da rua, procurando material reciclável. Como sou um separador de material reciclável contumás, aguardava enquanto ela vinha em direção à minha calçada, para lhe informar do material que lhe entregaria.


Só que como eu estava com roupa de pedreiro, enchendo um carrinho com areia, ela preferiu atravessar a rua e falar com três vizinhas minhas que conversavam na outra calçada. Ela pergunta: "Não tem nenhum material reciclável que a senhora pudesse me dar, vizinha?" A resposta foi "NÃO", juntamente com a atitude das três de menosprezo pela senhora catadora de papel. Ela então faz outra pergunta: "A senhora não tem 1 kg de fubá, ou de trigo pra me ajudar?" Novamente a resposta é curta e grossa: "NÃO"


Com a resposta, ela segura suas sacolas e prossegue seu caminho. Quando passa em minha frente, falo alto: "Tia". Ela ouve e vê quando faço sinal para que viesse até mim. Ela vem e, enquando me aguarda, vou nos fundos de casa e trago três sacolas grandes com os recicláveis. Quando ela me vê voltando, sorri muito e agradece a Deus em alto tom. Quando lhe entrego as sacolas, ela vira para as três que a haviam desprezado, e diz: "Deus é bom mesmo. Eu ia mais pra baixo, mas como ganhei este material, vou voltar pra casa".


Aí as três ficam numa situação muito ruim e chamam a catadora junto a si. Dizem que irão juntar todo tipo de material reciclável e guardar pra ela pegar em outra oportunidade. Uma lhe entrega alguns quilos de alimento, e ficam até mais aliviadas. Tudo termina bem, para a catadora, quanto para as três vizinhas.


Conclusão: As vezes queremos fazer coisas grandes para ajudar aos outros. Queremos juntar dinheiro, comida, roupas, etc, etc, etc, quando o mais simples já seria útil. Dar bom dia, boa tarde, dizer como vai, tudo bem e parar para dar ouvidos e prestar atenção ao que as pessoas dizem valeria muito mais do que o blá-blá-blá dos que gostam de falar e dizer que são os bons.
Muita gente gosta de influenciar como político. Também há os que elogiam estas atitudes. E poucas são as pessoas que sabem elogiar e passar adiante uma atidtude simples como a de Jesus, que lavou os pés dos seus doze apóstolos, inclusive os daquele que o traiu.


Faça o simples. Jesus, que dizemos que é parte da trindade divina, influenciava na simplicidade. Ele viveu fazendo o bem. Depois de fazer o bem ele fazia milagres. Mas só depois de fazer o bem.

sábado, 1 de agosto de 2009

A derrota do Timão...

Hoje a tarde, quando escrevia algo a um amigo que mora na Noruega, e procurando o verso de At 10.38, que relata que Jesus "andou fazendo o bem e curando...", assistia ao programa do PASTOR, aliás, apresentador Raul Gil, com Régis Danese. E como diziam os doze, imitamo-os verazmente: "Mestre, tem um (cantor) que em teu nome..." Mas em minha singela visão pergunto: Quem será o próximo reformador da igreja de Cristo? Não damos ouvidos mesmo a burra de Balaão, no caso do texto, o cantor Régis Danese. E penso que Deus continua falando, como falou a Jeremias: "Que farei, pois o povo (CRENTE) deseja isso!!!"
Não atentamos ao que Jesus falou aos sábios doutores da lei: "Vocês examinam as escrituras e pensam que terão nela a vida eterna (Jo 5.39)" Então fui ler no blog do Pr Ciro, pois tinha a nítida certeza que ele escreveria algo contra o cantor. E isto estava correto. Só não sabia que o pr Ciro escreveria sobre a derrota do meu TIMÃO.
Mas deixando o cantor Régis Danese e a derrota do TIMÃO de lado, uma coisa vivemos e contribuimos hoje com nossas ofertas e dízimos: a desigualdade social na igreja. Pense vc que lê e que comenta os textos, o que seria do Brasil se o presidente, ou senadores, ou deputados federais, estaduais, governadores... fossem crentes pastores convencionados as galáticas CG... das igrejas? O povo dirigido por estes pastores estaria na posição de "miseráveis, pobres e nús" e os dirigentes, suas famílias e amigos (e tem lei contra contratação de parentes) estariam como marajás do dinheiro não público, mas levítico. Pense aí e responda a você mesmo. Pedro disse: "O teu dinheiro seja contigo para tua perdição (At 8.20)"

"Mas Deus vai levantar outro reformador, irmão Elizeu" Será? Existe profecia para isso? Houve profecia para levantar Lutero? Não, não existe profecia para reformas de igrejas, nem existe profecia bíblica que levasse à reforma protestante. Agora, quem tem sua igreja ou religião e lhes coloca acima daquilo que Jesus ensinou, jamais entenderá o que Deus queria, e quer dizer hoje:

"QUE FAREI NO FIM DISSO? DISSE DEUS, SE O MEU POVO DESEJA SER DOMINADO PELA MÃO DE SACERDOTES E DOUTORES, E TAMBÉM ADORA OUVIR AS PROFECIAS FALSAS DOS GRANDES "PRELETORES E CONFERENCISTAS"??? JEREMIAS 5.31

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O que dizem de você?

Um certo dia, Jesus Cristo pergunta aos seus discípulos: "_ Que dizem os homens ser o filho do homem (Ele)? (Mt 16.13)". Seus discípulos repassam ao mestre aquilo que já estavam cansados de ouvir do povo: "Mestre, uns dizem que o senhor é João Batista, outros, Elias, Jeremias, ou um dos profetas (v.14)". Após ouvir sua rsposta, Jesus inquiri: "_ E vós, que dizeis que eu sou? (v.15)".

Aposto que você já passou por situações boas, constrangedoras, ou até inusitadas daquilo que pensam a seu respeito. Todos tem opiniões diferentes sobre você, e as vezes iguais, sejam elas boas ou ruins. Veja exemplos: Para os pais, sempre o bebezinho, mesmo que seja um grande criminoso. Para os amigos, "o cara", quando paga tudo, "o mão de vaca", quando não paga nada, "o pangaré", quando safa as costas dos outros. Entre outros exemplos de relacionamentos, sejam escolar, profissional, religioso, etc. Este é o "X" da questão: todos tem opinião formada por você. Mas lembre que nem sempre é a opinião que você esperava ter das pessoas que se relacionam contigo.

O que aprendo com Jesus Cristo é simples. Saiba quem você é. Saiba quais são suas grandes virtudes, utilizando-as sempre em seus benefício e das do seu próximo. Lembre que você é humano, falho, que comete erros também, e dessa forma, tente aparar suas arestas diariamente. Não esqueça de praticar a "lei do reconhecimento", por tudo aquilo que fazem de bom pra você. E aprenda a perdoar as pessoas, pois o perdão "verdadeiro" tira todo peso extra que você carrega, aliviando toda tensão que atrapalha seu viver em comunidade.

Dessa forma, no meu singelo ponto de vista, independente daquilo que os outros pensam a seu respeito, você estará preparado a superar tudo o que ouvir, ou o que te disserem, que alguém falou de você. E que o fato ou boato não faz parte daquilo que você realmente é, pois você sabe quem você é, e que um erro daquele que gostaria de te prejudicar não irá interferir em seu relacionamento com você mesmo. E como diz Sócrates, mestre de Platão: "Conhece-te a ti mesmo"

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Este foi ter de noite com Jesus

"E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre, vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele." (Jo 3.1-2)
Nicodemos, homem judeu crente, de integridade, bondade, retidão, nos traz um exemplo bom àqueles que não querem ser crentes como ele, que só via Jesus a noite. Ouvi um testemunho muito bonito no domingo passado. O casal onde almocei contou-me que havia recebido uma carta de sua ex-nora, pedindo o seu perdão. Na carta ela dizia que os tinha como pais, e que se sentia arrependida por tudo que havia acontecido entre eles, desde a separação com o filho deles. O casal estava contente, por ter tido este reconhecimento da parte de sua ex-nora. Me disseram que ela realmente se arrependeu da separação, e que talvez quizesse ter uma reconcialação com o seu filho . Depois de perceber a alegria deles com o fato ocorrido, indaguei: "A senhora aproveitou a situação para pedir perdão à ela também?"
Na vida cristã hoje as coisas ocorrem da forma como acontecia com o senhor Nicodemos, príncipe dos judeus. Ele conhecia a palavra de Deus, ia aos cultos diariamente nas sinagogas, dava seu dízimo e suas ofertas, orava, guardava o sábado, etc, e sabia reconhecer a presença de Deus na vida de um profeta (no caso, Jesus). Entretanto, Jesus fala abertamente com ele sobre um novo nascimento, o ato de quem quizesse servir a Deus deveria tornar-se nova criatura. Durante o dia e nas sinagogas, ele era o mestre. Porém, cheio de dúvidas, vai procurar Jesus de noite, escondido, pois para a comunidade religiosa da qual ele fazia , Jesus era tido como um falso profeta, um sectário.
Jesus lhe explica pausadamente sobre a necessidade de um novo nascimento, do fato de os judeus denominados "povo de Deus" se tornarem nova criaturas, nascerem de novo. O príncipe dos judeus, como muitos hoje, dá uma de "João sem braço", e faz uma pergunta razoavelmente infantil se tratando de um doutor em teologia: "Como pode ser isso? (v.9)". Também conhcemos toda a parte teológica e teórica de ser nova criatura, como no caso de Nicodemos. Mas aos sermos indagados por alguém redarguimos como o príncipe dos judeus: "Como...?"
A senhora então me diz que jamais fez algo pra sua ex-nora. Que gostava dela, e a tinha como filha. Que nunca fez mal nenhum para remetente da carta. Eu lembrei a senhora que ela sempre chamava sua ex-nora de vagabunda, e sua resposta foi: "Ela é vagabunda mesmo!". Coloquei então que Jesus jamais chamou a samaritana por este nome, ainda que ela merecesse. Nem pediu que ela trouxesse seu 5°, 6° marido. Eles me falaram que Jesus fazia isto porque era Deus. Falei sobre o perdão, e citei a frase do pr Silas Malafaia que diz: LIBERA PERDÃO! Mas o crente de hoje, assim como Nicodemos, príncipe dos judeus, teólogo, vive servindo a Deus cantando, orando, indo à igreja, porém não faz o mais simples, que na realidade ao homem carnal é difícil: RECONHECER QUE NÃO SOMOS NADA!
Será que o sacrifício de Jesus foi para tornar-nos da mesma forma que a comunidade judaica do primeiro século? "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nela a vida eterna(Jo 5.39)" era o pensamento deles, e creio que temos o mesmo pensamento. Vivemos parecendo, simplesmente parecendo. O ser, ou como acompanhamos na vida de Nicodemos, nascer de novo, é muito difícil.
Jesus não gosta de pessoas que apenas aparentam algo, como a figueira, ou como os sepulcros ou como... Jesus morreu para "sermos novas criaturas". Parecer por parecer, ou judeus já faziam a mais de mil anos: "Aprendei a fazer o bem, praticai o que é reto... (Isaías 1.17)"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Quais são os meus direitos outorgados por Cristo?

Meus direitos, por favor? publicado no link de meus queridos irmãos me trouxe a pequena arguição: "Que direito a cruz de Cristo nos dá?" Qual direito Jesus deixou estampado na cruz? O que Jesus ensinou sobre direito que os mandamentos já ditavam? Por que...

Qual é o direito do verdadeiro cristão? Ele realmente tem direito neste mundo? Os direitos que a lei cívil dá é pra nossa defesa? E...? .... Creio que não. Por que então pastores, líderes religiosos evangélicos, enfim, ensinam que temos sim, que temos que ter representantes (a política aí de novo) e lutar por eles? A resposta ao meu ver é por não entender o que Jesus ensinou, seu exemplo de cordeiro mudo, seu sofrimento e suas boas obras.

Tenho direito de ir a justiça e processar alguém por me ofender, segundo nossas leis? Sim. E segundo os mandamentos? Sim. E segundo Jesus e o novo testamento? Não. Não colocarei versículos bíblicos pois meu interesse não é confrontar neófitos, mas sim crentes tradicionais, que lêem a Bíblia todo dia, vão à igreja quase toda noite, oram, louvam, ofertam, mas fogem da recomendação dada por Jesus: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas" Aí vem a pergunta: Você gostaria de ser processado por alguém? Creio que não. E ainda mais por uma "simples" ofensa. Se não gostaria de tal processo, automaticamente não deveria processar alguém, mesmo que o tal merecesse. E liberar perdão, como ensina o pastor Silas Malafaia.

Já pensou se Jesus usasse este princípio de direito civil na corte de César? Com certeza não teríamos um Salvador. Seus falsos acusadores seriam presos e envergonhados, e Cristo seria, pela n vez, coroado nos braços do povo. Mas Cristo fez o contrário daquilo que somos ensinados hoje. Ficou mudo, não teceu sua defesa (que seria simples), e sofreu as consequências disso. Mas fez isto por que era Deus? Não, fez isso pra ser nosso exemplo de Mestre: "Por que me chamais de Senhor e não fazeis o que eu digo?" E Jesus conclui assim: "Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre". Estamos na contra-mão do que Ele ensinou.

Jesus também ensina que deveríamos "exultar". Ficar "alegres" quando fossêmos caluniados, odiados por fazer o bem, expulsos da companhia ou da membresia de entidades, ser injuriado e ter o nome no meio cristão, social, no trabalho, enfim, como pessoa indigna, por fazer tudo aquilo que Ele ensina. Há muitos crentes de igreja, que quando estão fora do átrio tudo que acontece é luta, é provação, é perseguição. Ninguém gosta deles, pois só falam em inferno, costume e reteté. Não fazem o bem. Não tratam as pessoas com cordialidade, como ensina Paulo. Só tem vida dentro da igreja, e Jesus ensinou o oposto disto. Temos que ser testemunhas dele, não enclausurados em igrejas que nem seu vizinho o conhece. Que testemunhas somos. Onde queremos chegar?

Jesus ensina, e as pregações que ouvimos mensalmente também. "Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames". Este é o ensinamento prático de Cristo e ensinado teoricamente nas pregações. Mas qual pastor ou pregador viveu isto pra poder ensinar com afins? Alguém pode dar um número estatístico?

Para terminar, veja que o povo judeu que crucificou a Cristo tinham ciência daquilo que Deus esperava deles. Está em Isaías: "Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca". Mas o crente em Deus judeu, assim como a maioria crente cristã hoje, católica, protestante, pentecostal, tradicional, enfim, foram as cortes lutar por seus "direitos por favor", contra Jesus Cristo, pois a liderança eclesiática, que manipulou a maioria simples da sinagoga, analisou o Mestre como mais um falso profeta. E estamos como os judeus, sendo manipulados por nossa liderança, buscando nossos direitos, e esquecendo tudo que aprendemos e ouvimos de Jesus: "Cordeiro mudo foi levado ao matadouro... (Banda Actos II)"

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

"Está com defeito de fabricação"

Assistindo ontem (28/12/08) ao programa "Tempo de Avivamento", na Rede TV, aprendi algo sobre a famosa frase do Pr Marco Feliciano, e gostaria de compartilhar com vocês. A frase, uma das mais famosas dele, é: "Pentecostal que não faz barulho está com defeito de fabricação".

"Defeito de fabricação". Estas palavras me levaram a meu início ministerial, à indústria de pastores de fogo, de homens de frases de impacto, e a um rebanho à merce de lobos em pele de cordeiro.

Deus, nosso Senhor, fabrica crente pentecostal? Creio que não. Deus não é indústria com certificação ISO ou política Sustentável. Se fosse assim, todo pentecostal com "defeito de fabricação" deveria ser substituído por outro mais barulhento, ou ser devolvido ao fabricante, que no caso da frase, é o próprio Pentecostalismo. E ser consertado, ou ter troca de peças e muito mais.

Mas você que frequenta "igreja do barulho" sabe que o povo produz o meio cristão em que vive. E tudo isso, frases de arromba, pregadores e cantores "reteté", etc, etc, etc, parte da tradição da igreja, do costume e da moda da mesma. E se alguém fala contra tais modismos, mostrando até biblicamente, esse alguém é escrachado, da mesma forma que o povo crente judeu fez com Jesus Cristo, que era tido como homem pecador, amigo de pecadores e beberrão.

Minha conclusão então é esta: Se você faz barulho, muito barulho, sempre a pedido dos tribunos (o Faustão da igreja - aquele que está com o microfone), é um produto ISO 1000. Foi fabricado dentro das normas, inclusive InMETRO religioso, e tem valor agregado em seu meio cristão de "homem ou mulher de Deus", daqueles de primeira qualidade. E seguindo esta linha de interpretação, estará com uma grande chance de ser reprovado por Deus, pois Ele não é fabricante deste tipo de "ser religioso". Ao contrário, sempre reprovou tais tipos de pessoas e suas atitudes, onde o maior exemplo está no povo escolhido por Ele para revelar o seu amor ao mundo, através de seu filho Jesus Cristo.

Finalizando então, com ou sem defeito de fabricação, estas pessoas estão longe de ser produto da regeneração através do evangelho de Cristo Jesus, que tem na RENÚNCIA, na CRUZ e no AMOR as faces de um triângulo equilátero sólido de Platão, onde a base está na frase que indica se somos ou não dEle:
"Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, é semelhante ao homem que edifica sua casa sobre a Rocha" (Lc 6.46-48)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sou Grato a Deus

Agradeço do fundo do coração a uma menina que admiro muito, Mayalu Felix, do Blog da Maya, por ter-me concedido o selo Blog de Ouro e o Prêmio Dardos, a este blog.


Como é necessária a indicação de 15 blogs, conforme a regra, indico também estas duas premiações, aos seguintes blogs:



Ressaltamos, conforme escrito no Blog da Maya, que o Prêmio Dardos é importante, pois faz com que se reconheçam os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web.

Quem recebe o Prêmio Dardos e o aceita deve seguir algumas regras:

1. exibir a distinta imagem
2. linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio
3. escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prêmio Dardos.


No caso do selo Blog de Ouro, aplicam-se as mesmas regras.
E que Deus conceda aos nossos corações vivermos em unidade e novidade de vida, pois os dias estão ficando nublados!!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Dura é a vida de um verdadeiro profeta

"Ai de vós, ... e ... , hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido cúmplices no derramar o sangue dos profetas. Assim, vós testemunhais contra vós mesmos que sois filhos daqueles que mataram os profetas (Mt 23.29-31)"



O mestre Jesus separava o antigo testamento em duas partes somente: Lei e profetas. Nós, os teólogos, a separamos em três, como os judeus doutores da lei faziam: Lei , poesia e profetas. A parte do Tenak que Jesus defendia era a dos profetas. O restante era lei. Por que? Porque os profetas que foram usados por Deus faziam um pouco do que Ele ensinou: renúncia. João Batizador é o exemplo mais prático da vida de um profeta autêntico. Suas roupas, sua moradia, sua família nobre, mas, principalmente por suas palavras. Ele é preso e morre por falar a verdade ao rei da Herodes. Não vemos profeta algum falar a verdade aos canditatos quando estão nos "primeiros assentos nas igrejas (Mt 23.6)", não é mesmo, mas isto não vem ao caso.

Quando João Batizador está preso e aguardando o veredito de morte, envia dois de seus discípulos a Jesus. Seus discípulos vão e observam o Mestre por um dia todo. Voltam com a nova a João Batizador no cárcere, com a certeza de que Ele é realmente aquele que "havia de vir (Lc 7.20)". Só que os dois não observam o ponto ápce do encontro, pois o texto revela que, "e, tendo-se retirado os mensageiros de João (Lc 7.24)", Jesus faz uma homilia ao povo. Jesus percebendo o anseio do povo em encontrar um líder, um herói como aqueles da história de Israel, pergunta:



"Que saístes a ver no deserto? Um calho agitado pelo vento? Mas que saístes a ver? Um homem trajado de vestes luxuosas? Eis que aqueles que trajam roupas preciosas, e vivem em delícias, estão nos paços reais. Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta (Lc 7.24-26)". Terminado seu sermão, Jesus afirma que não houve maior do João Batizador. Esta seria uma informação boa para dar a João Batizador, porém eles saem antes da pregação de Jesus Cristo.


Neste sermão de Jesus aparecem três tipos de ícones, daqueles que vemos hoje em nossas igrejas, nas ruas, no trabalho, nas "células" de reúniões. Três, mas apenas um é chamado de profeta. Outra coisa visível na época de Cristo, e que não mudou nestes dois mil anos, é o anseio do povo em escolher o seu "verdadeiro" homem de Deus, seu ícone, seu Gamaliel. A maioria gostaria de ver o tipo "galho agitado", e como temos galhos agitados em nossas tribunas, não é verdade? Outra parte considerável almejava ver o top de linha, que Jesus nomeia como "homem trajado de vestes luxuosas", daqueles que ficam hospedados em hotéis pagos pela igreja anfitriã, que não entram pela porta da frente da igreja, snobs, arrogantes, enfim. E como cresce esse segmento de atrações "que saístes a ver" na atualidade. Mas não se preocupe pois tal busca já existia a dois mil anos. E no povo crente de Israel. É o que nossa carne busca. Por isso Jesus ensina sobre renúncia. O terceiro interroga Jesus: Um profeta? pois a história judaica provava que a vida dos homens de Deus que tinham este título não era fácil.


O que ouvimos na igreja? Profecias ou profetadas? Com certeza profetadas. Já ouvimos alguém falar ao pastor, dirigente, pregador famoso, ou qualquer membro independente da função que ocupa: "Se conserte senão morrerás (material ou espiritualmente)?" . Ou como Pedro: "Por que encheu Satanás o teu coração...?". As profecias que ouvimos sempre são de coisas boas. Bençãos à igreja, ao fulano, ao cantor, ao dirigente do departamento, etc que só consolam. Não corrigem, muito menos edificam. Lembrei do grande pregador televiso dos anos 80, Jimmy Swegart. Em Joinville, onde morava e cresci, toda segunda feira tinhamos que aguentar nossa professora de ensino religioso, que é da AD e "roxa", comentar e falar coisas excelentes do grande pregador. Quando o Fantástico mostrou aquelas imagens horríveis do referido pregador cometendo adultério, a vida de minha ex-professora mudou. Morreu o pregador, morreu a pobre professora também.

A Palavra de Deus sempre ensinou como se conhece um profeta verdadeiro, e se a palavra que falou é de Deus. Está em Dt 18.21, 22: "Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás". Esto foi um dos motivos pelos quais João enviou seus discípulos a Jesus, somente verificar aquilo que todos comentavam a respeito de Cristo. Pena que nossa época é de profetas nômades. A igreja descobre que o profeta não era de Deus apenas quando os frutos deixados por ele aparecem. Escândalos, heresias, adultérios e até estelionato. E quem convidou o tal diz que a culpa é do pastor dirigente.

E o que não dizer do profeta Natã? Para acusar alguém de adultério era necessário testemunhas. Mas acusar o rei de Israel de adultério? Sem provas como o vídeo do Jimmy Swegart? Sem testemunhas? Só porque era profeta de Deus? A maioria não iria acreditar em Natã. Até os mais justos e piedosos judeus crentes duvidariam do profeta de Deus. Como acontece hoje. Cana abalada? Homem de roupas de grife? Mesmo por maior intimidade que tenhamos com o Criador, duvidamos dos profetas, ainda mais quando somos íntimos dos envolvidos. Lembrando que adultério era pecado capital, digno de morte quem cometesse tal pecado, fosse quem fosse, pois a lei era pra ser imparcial. O que faria Natã?

Ele conta uma história dramática ao rei. E termina assim a história: "e este, não querendo tomar das suas ovelhas e do seu gado para guisar para o viajante que viera a ele, tomou a cordeira do pobre (2° Sm 12.1-4)" . Veja que após o veredito que o rei dá ao rico da história, Natã profetiza: "Assim diz o Senhor". Davi reconhece seu pecado e Natã afirma que Deus o perdoou. Porém uma coluna de consequências seguiriam o rei até a sua morte.

Teríamos coragem de falar isso aos grandes em nossas denominações? Hoje, duvido, pois existem advogados prontos a abrir processos seja a quem for, desde que contratados para tal. Daí o "profeta" de mentira não ter coragem para tão corajoso ímpeto. O profeta de Deus fala, mesmo que lhe custe a vida.

No texto base deste artigo ocultei duas palavras, "ESCRIBA e FARISEU". Escriba, como a própria raiz revela seriam para nós os escritores de hoje, que por seus ensinos e livros sentem-se a vontade, cheios de inspiração e livres para denegrir a imagem do verdadeiro profeta. Fariseu é o crente realmente (Tg 2.19), daqueles que não cessam de ler a Bíblia, de ir a igreja, de se mostrar diferente pela aparência, entre outras qualidades. Mas só isto não é o bastante para ser seguidor de Jesus. Ele ensina: "Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, é semelhante ao homem que, edifica sua casa sobre a Rocha (Lc 6.47-48)". Assim resplandece a verdadeira luz de Cristo, praticando.

Praticar a Palavra, coisa que fariseu e escriba não tinham costume. Pena que Jesus os lembra que estavam como sepulcros, mas o interior Deus conhecia. Jesus ainda aperta mais a ferida quando diz que "exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. Hipocrisia e iniquidade! Como somos hipócritas!!! Também afirma Jesus que quem matou os profetas foram seus pais. Mas eles contudo adornavam os túmulos dos mesmos, e ainda afirmavam que "se estivéssemos presentes no passado, jamais concordaríamos com tal coisa", demonstrando como a hipocrisia cheira mal mesmo as narinas de Deus. Será que já ouvimos líderes falando assim, "se estivéssemos ..."? Claro. Um exemplo é o do advento da Televisão. Quantos foram mortos espiritualmente só porque compraram uma televisão, dos anos 50 até final de 80? Muitos, mas o que se ouve é que "se tivéssemos vivido naquela época..." , sem ao menos recordar-se dos grandes "ismos" com os quais matou alguém.

Como Satanás fez com Jesus Cristo, usamos a Palavra de Deus para matar os verdadeiros profetas. "Está escrito", "no texto e no contexto", "a hermenêutica do blá-blá-blá..." e os profetas verdadeiros são mortos, e as profecias verdadeiras quase que desapareceram. Mas o que diremos se estamos com a verdade nas mãos? A resposta de Jesus a Satanás foi: "Também está escrito"

Por isso Jesus falou aos doze: "Vocês receberão cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com tribulações e perseguições; e no mundo vindouro a vida eterna (Mc 10.30)". Assim crêem os verdadeiros profetas de Deus.

sábado, 27 de setembro de 2008

Quem está com a razão? Quem demonstra transparência?

Você sabe o que está falando ou é preconceituoso em relação à CPAD?
Veja se lhe ajudo com este artigo, após ouvir o que o pr Silas fala sobre a editora CPAD





A muito tempo que acompanho a trajetória de luta do pr Silas Malafaia. É bonito observar a coragem com que ele trava as batalhas espirituais, e também as batalhas dentro do movimento cristão assembleiano, em especial à cúpula da CGADB. No veículo que movimenta o mundo cristão mundial, a internet, ele é aplaudido e também rechaçado.

Mas deixando de lado este embate de gigantes, vou colocar meu ponto de vista em virtude do que já presenciei em relação a CPAD. Nossos apologistas ensinam sobre o "G 12", em especial sobre o Diante do Trono. No final de 2006, assistindo aos programas evangélicos na Rede TV, como o ICP, depois o Vitória em Cristo do pr Silas Malafaia, vi uma coisa que me deixou perplexo. No programa da CPAD, o Movimento Pentecostal Oficial, apareceu o seguinte comercial: "inauguaração de uma loja da CPAD". Até então tudo estava normal. Só que ao mostrar os departamentos da loja recém inaugurada, no campo onde vendiam CD's, por incrível que pareça apareceu o CD Esperança, do Diante do Trono. No setor de DVD's acontece outra coincidência, pois também aparece o DVD Esperança, do Diante do trono.

Então, em minha ingenuidade, pensei: "Por que a CPAD não faz comerciais dos cantores da igreja, ou da patmus music, e faz este tipo de anúncio?" pois minha preocupação foi com nossos conservos cantores. Eu fiquei sem saber o que estava acontecendo. Na semana do obreiro daquele ano, na sede aqui em Paranaguá, perguntei a um obreiro de nossa sede: "Puxa, mano, por que a CPAD faz comerciais do Diante do Trono na TV, e não dos cantores ou dos produtos patmus music?" Ele disse: "É a mídia, que por ser muito cara, faz com que aqueles que ingressam ali vendam horários para suavisar o pacote mensal".

Eu, muito ingênuo, cri que realmente fosse isso, e fiquei aliviado daquela situação constrangedora que assisti na TV. Só que no ano seguinte, em uma conversa com um professor de teologia, comentei novamente sobre aquilo que vi na TV, a CPAD fazendo comerciais do Diante do Trono. Ele me falou: "Não, isso não pode, porque eles são do G12.". Esta foi a primeira vez que ouvi dizer que o DT é G12. Guardando estas informações, em uma escola dominical, onde o assunto era caráter, aproveitei a oportunidade e citei novamente o fato à classe Moisés. Então o professor, que é um dos apologistas mais respeitados de Paranaguá, nos falou que já havia entrado em contato com a CPAD, e que ela se absteve de dar apoio sobre este assunto. E agora, quem estava com a razão? Um tempo depois, quando criei página no Orkut, entrei como membro do Movimento Pentecostal, não o oficial, e postei uma enquete para apreciação dos membros. Era assim: Por que a CPAD faz comerciais de produtos do Diante do Trono na TV?

A enquete tinha três ou quatro tipos de respostas a escolher. Passado dois ou três dias, a enquete foi apagada, conforme segue abaixo:
Cristian:
Elizeu, apaguei sua enquete na comunidade Movimento Pentecostal, pois não é verdade que o programa faz propaganda do material do Ministério Diante do Trono!Amplexos.
Elizeu Rodrigues:
Pr, sempre estou ligado no Programa Movimento Pentecostal, e sempre dou atenção as matérias, inclusive as que o pr Mesquita produz, como repórter. Aparecendo imagens na mídia, alguém recebe o dinheiro. Então tenho certeza que foi pago valor, pois apareceram imagens dos CD's e DVD's Esperança. Como não gravei a imagem, não tenho como provar. Contudo, como o rei Saul, nos justificamos sempre, e isto é um horror ao cristianismo. Fica na paz de Cristo
Cristian:
Elizeu, foi em qual programa? De que dia? Na sua enquete vc deu a entender que foi feito propaganda. No MP somente é feito propaganda dos produtos sa Casa. Vc está muito enganado.Nas filiais (livrarias) da CPAD são vendidos os CDs e DVDs da Batista da Lagoinha. Mas, não é feito publicidade paga desses produtos. Desconheço qualquer contrato de publicidade com o Ministério Diante do Trono.Por favor, antes de postar alguma coisa, e afirmar que tem certeza, confirme antes com a CPAD. Qualquer dúvida ou sugestão:http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=12106004017329836544Amplexos.
Elizeu Rodrigues:
Foi no final de 2006. Era uma nova loja de produtos CPAD, não lembro se no RJ. Mas como há edição, e mostrou exatamente na área CD, o Esperança Diante do Trono, e na área DVD o mesmo, com certeza houve marchan. Repito: se há edição, e mostrou os referidos produtos, e não os produtos da Patmos Music, com precisão aconteceu o pagamento.Mas como não gravei, faz tempo, e não lembro as matérias chaves do programa, jamais poderei provar no youtube. Eu enviaria cópias pra vcs, irmãos.
Cristian:
Elizeu, até agora não estou acreditando... Cada coisa...hahahahaValew!


E agora, quem tem razão? Eu, que assisti o programa como faço até hoje, ou o Cristian, que afirma que a CPAD não faz comerciais de produtos que não sejam da casa? A política, ou a entidade eclesiástica?

Sinceridade, sin cera, sem cera. Tem-na em ti mesmo diante de Deus, pois em relação aos partidos ou seitas dentro de uma congregação, acontece o seguinte:

Se não fazemos parte da elite, somos da oposição. Se somos da elite, "situação". É política mesmo, sem sombra de dúvidas. Onde há política, há peleja, embate. E onde há peleja política, Davi ensina assim:

"Com o benigno... benigno, e com o sincero... sincero; com o puro... puro, e com o perverso te mostrarás indomável (Sl 18.25,26)"

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Ano Eleitoral


Devemos votar em irmãos da igreja?

A história política acompanha o homem desde que ele pecou contra Deus. E ela é apenas um instrumento puramente humano, sem qualquer conotação com o sagrado, com Deus.

Ao sair do jardim do Édem, Adão é obrigado a fazer uma das coisas que o Criador havia ordenado: "sujeitai... dominai... (Gn 1.28)". É importante lembrar que a "sujeição" e "dominação" outrora voltada apenas ao mundo que Deus entregou em suas mãos, agora é direcionado à sua esposa, à Eva. Adão começa então a pôr em prática "a arte de saber governar, de administrar e de controlar sua casa, externa e internamente (dic. Sacconi)". E educar seus filhos a viver em sociedade. Veja que um dos conceitos à política hoje, "viver em sociedade", já é colocado por terra em aproximadamente 100 anos da criação do homem: Caim mata Abel, seu irmão mais novo (Gn 4.8).

Há muita história política na palavra do Senhor até o povo de Israel atravessar o Jordão. E em Canaã a política humana não é usada ainda, aparentemente, pois são governados e administrados teologicamente, isto é, por Deus. Mas este governo termina quando o povo pede a Deus que eles mesmos escolham seus governantes. E Deus concede este favor ao povo. Acaba então a Teocracia e começa a Monarquia (1º Sm 8.5-7).

Vimos nesta fase (Teocracia) que Israel era governado pela religião judaica, por homens descendentes da tribo de Levi e daqueles que descendiam da família de Arão, irmão de Moisés. Contudo, o mau da avareza, que Paulo traduz por idolatria (Ef 5.5; Cl 3.5), sempre acompanhou a política, fosse ela religiosa, fosse uma outra forma de administração. O povo reclama a Samuel: "Eis que já estais velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos (1º Sm 8.5)", demonstrando que a Teocracia ensinada na teologia não passava de um conceito meramente teórico, pois a realidade do governo religioso até então era avesso a isto. Um grande exemplo disto na Teocracia estava na casa do sacerdote Eli. Seus filhos usavam a posição que receberam para praticar aquilo que Deus jamais admitiu, "hipocrisia", que tem por antônimo a palavra sincero, que Deus utiliza ao falar de seu servo Jó (Jó 1.8). E a hipocrisia causou males tão grandes à casa de Eli, que Deus revoga a promessa que havia feito à família de Arão. Dessa forma perdem o sacerdócio que Deus havia dito lhes seria perpétuo, tudo por serem hipócritas, e o mesmo sacerdócio é passado à casa de Efraim (Ex 29.9; 1° Sm 2.35).

Nossas congregações são dirigidas por uma política pseudo-teocrática. Dizemos que é Deus quem escolhe, mas a realidade é sempre outra. Dizemos que é obra de Deus, da mesma forma como o povo judeu sempre esnobou os outros povos, mas a escolha é fruto da vontade daqueles que administram tal congregação, e de seus grupos políticos. O Cristianismo, severamente politizado nos primeiros séculos, realizava concílios para duas ou três vertentes teológicas, do jeito como ocorre hoje em ano eleitoral. Se não há acordo, aquele que não concorda com a maioria sai, que foi o que aconteceu com a exma senadora Heloísa Helena, do Pt, que, mesmo sendo minoria, não concordou em comer aquilo que o partido sempre falou contra. E saiu. E sai porque o partido que ajudou a formar começa a fazer tudo aquilo que eles condenavam.

Este exemplo do Pt com a digníssima senadora Heloísa Helena, hoje no Psol, demonstra que a política de situação transformou-se naquilo que eles sempre lutaram contra, devido aos grandes interesses por trás de sua liderança. O dirigente, seja ele partidário, sindical, comunitário ou religioso terá que fazer até aquilo que não concorda, pois existem vários grupos dentro de cada instituição. E na religião também é assim. Na época de Cristo haviam várias vertentes ou seitas teológicas na religião judaica: fariseus, saduceus, essênios, zelotes, entre outras. Quem estava certo? Quem tinha razão? Quem...?

E hoje, da mesma forma como acontecia na época de Cristo, estamos religiosamente politizados. Se não há acordos nas reuniões, os descontentes saem e abrem outra porta para pregação do evangelho, conforme sua visão teológica. E quem está certo? Os que ganharam a disputa na reunião e os fizeram sair, ou os que saíram e que não concordaram com a maioria? É difícil dizer ao certo quem vence esta disputa, pois quem ganha dá sua versão, e os que saem tem a sua também. Ocorre um empate, isso sim. E o empate tem semelhança aquilo que Deus fala à igreja de Laodicéia: "Não és frio nem quente, és morno (Ap 315)". E sendo morno será vomitado da boca de Deus.

Tomemos uma posição. Falemos a verdade da forma como Jesus ensina. Assim sofreremos por uma causa nobre (Mt 5.10) e o partido ou grupo do qual fazemos parte na igreja tomará a posição de Gamaliel: "... se este conselho ou esta obra é do homem se desfará. Mas se é de Deus, não podereis desfazê-lo (At 5.39,40)"

Então, não vivamos a nossa denominação. Não vivamos a nossa igreja. Não amemos nossa denominação religiosa mais do a um ébrio. Não adoremos nossa congregação. Isto é avareza. Isto é idolatria. Isto é política.

Adore ao Pai como único Deus. E a Jesus Cristo, aquele a quem o Pai enviou (Jo 17.3). O restante não passa de política. E devemos votar em crentes de nossas igrejas? Se a bíblia disser que sim, pode ficar a vontade para votar nele. Mas acho que ela não ensina isso.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Fale assim e proceda assim, devendo ser julgado pela lei da liberdade


Leitura da mensagem na formatura do curso técnico do Senai Paranaguá, Fev de 2008


Em maio de 2007, assistindo ao reality show “O Aprendiz 4, o Sócio”, na rede Record, captei algo como nas parábolas de Jesus Cristo. O apresentador, conceituado empresário Roberto Justus, sempre se comporta com imparcialidade no momento da escolha de seu futuro sócio, do vencedor do programa. Se prestarmos atenção e com nosso coração e mente voltados à vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficaríamos apreensivos. Mostrarei como foi este episódio, da forma como lembro:
As equipes (duas, da quais não lembro nome) receberam a missão de apresentar ao público um equipamento celular. Uma das equipes foi liderada por uma menina, outra por um homem maduro, muito sério. Elas vão a campo pôr em prática suas idéias consensadas em reuniões. Até aqui tudo corria na maior normalidade. As equipes tentavam sagrar-se campeãs, da melhor forma possível.
Numa das equipes havia um “jovem rapaz” bem extrovertido, inteligente e muito, mais muito simples. O apresentador Roberto Justus em outras oportunidades o havia elogiado, destacando sempre sua simplicidade, pois demonstrava auto-capacidade em gerir pessoas no grupo. Só que uma coisa ocorre na realização da tarefa, que começa no “brainstorming (tempestade de idéias)”, até finalizar no plano de ação. A equipe deste “jovem rapaz” concorda em colocar seu estande e os mostruários do referido celular numa área não permitida, numa calçada. Sabiam que para permanecer ali seria necessária uma autorização da prefeitura de São Paulo. Entretanto, esta licença não sairia imediatamente. Demoraria alguns dias, ou até semanas. Então o que fazer?
O “jovem rapaz”, inteligente, extrovertido, um dos quais Roberto Justus mais admirava em sua crescente trajetória a cada prova, dá uma sugestão. Mesmo que estivesse apenas brincando (Pv 26.19), as câmeras da Record o focalizam (Hb 4.13), e gravam o momento em que ele dá sua resposta à pergunta dos demais membros da equipe. E tudo começa numa calorosa discussão sobre a tarefa. Eles discutem:
“__ E agora? A idéia de pôr o estande na calçada é muito boa. Só que sem a autorização da prefeitura não poderemos fazer”. Então o “jovem rapaz” em sua simplicidade diz: “__ Vamos assim mesmo pois temos que te coragem”. Outra menina da equipe redargüi: “__ E se por acaso aparecerem os fiscais da prefeitura, o que faremos?”.

Esta é a 1º pergunta que começa a dificultar o trabalho da equipe. Eles discutem exaustivamente. Pensam em tentar outra maneira de realizar a tarefa. Entretanto o que eles não têm mais é tempo suficiente, pois demoraram muito para descobrir que um trabalho em via pública necessitaria de uma autorização superior. E que ela não seria imediata, tendo que ser analisada até que as autoridades deferissem sua decisão.
“__ Que faremos se porventura aparecer um fiscal da prefeitura?” Então, num ato de extrema infelicidade, o “jovem rapaz” faz uma colocação até normal em nossos dias. Ele fala: “__ Se aparecer um fiscal, qualquer R$ 100,00 resolve. Fiquemos então preparados caso necessitemos utilizar o plano B”. As câmeras gravam o momento em que ele bate no bolso da calça, mostrando uma das coisas mais comuns no Brasil em que vivemos.
Contudo, sua colocação não agrada a equipe, e ficam em um sério debate sobre a colocação do “jovem rapaz”. Após outra discussão exaustiva, o líder, com o apoio da maioria, bate o martelo, dizendo sim à idéia, isto devido ao tempo restante ser insuficiente para fazer outra estratégia. Irão realmente para a via pública, onde colocarão seu estande de produtos para divulgá-lo ao público paulista, mesmo conscientes da irregularidade, contando apenas com a sorte. Será que algo acontece por acaso em nossas vidas?
Fazem um excelente trabalho lá. Fiscais não aparecem e tudo corre na maior normalidade. Só que os conselheiros do sr Roberto Justus vão a campo fazer perguntas às duas equipes. Nestas entrevistas eles dão dicas, perguntam sobre o objetivo maior do método utilizado e criticam, se necessário, com objetivo de melhorar o resultado deles.

Os conselheiros de Roberto Justus, que são homens e mulheres fora de série em objetividade e praticidade, perguntam a equipe que montou o estande na calçada se eles estão de posse da autorização municipal para colocar seu material ali. Eles respondem que não. Aí retorna aquela pergunta que eles já haviam esquecido: “__ E se aparecer algum fiscal da prefeitura, o que vocês farão?” Então mais uma vez o “jovem rapaz”, inteligente, extrovertido, toma a frente da conversa. Bate a mão no bolso da calça, diz que o que ele tem ali resolve (dinheiro). Todos dão risada.
Executam um excelente trabalho ali, conversando com as pessoas, apresentando o aparelho celular. Fazendo demonstrações àquelas pessoas que se interessavam. E a outra equipe da mesma forma, pois têm um alvo em comum, o de ser vencedor e sócio de Roberto Justus.
Terminadas as tarefas, as equipes estão na cruel sala de reuniões, aguardando a entrada do sr Roberto Justus, que eliminará outro concorrente à vaga de sócio. Após todos aqueles processos de prós e contras, Roberto Justus pede que seja apresentado o vídeo onde o “jovem rapaz” bate a mão no bolso. Depois pede outro vídeo com seus conselheiros fazendo aquela pergunta sobre fiscalização, onde o “jovem rapaz” diz que dinheiro resolve. Então Roberto Justus aponta a equipe campeã. A perdedora foi a equipe do “jovem rapaz”, que retornaria à sala para ver quem seria eliminado.
Roberto Justus então usa da perspicácia de seus conselheiros. Um deles aponta para o líder, pois foi omisso, agradou a maioria. Outro aponta o “jovem rapaz”, que falhou com uma tola idéia sem muita ética, apesar da equipe não ter sido prejudicada por ela. Roberto Justus fica noutra indecisão, como das demais vezes já havia enfrentado nos programas anteriores. Só que agora é diferente.
Então pela primeira vez no programa Aprendiz, toda a equipe perdedora retorna à sala de reuniões. Ele começa sua análise. Fala que eles como equipe sempre estiveram acima de suas expectativas e da de seus conselheiros. Que sempre superaram aquilo que eles esperavam.

O primeiro a quem Roberto Justus dirige a palavra é ao líder, um homem sério e maduro. Mostra que ele por vezes se omitiu, não tomando as rédeas da situação. Não foi o líder que eles esperavam. Depois falou com o “jovem rapaz”. Disse acreditar que ele seria um dos finalistas do programa. E asseverou que o comentário feito por ele num programa que sempre tentou mostrar transparência não foi bem recebido.
Após muito pensar, Roberto Justus escolhe o demissionário: o líder da equipe. Expõe todas as razões que o levaram a tomar tal decisão. Quando tudo parece definido, Roberto Justus continua. Fala ao “jovem rapaz”“: __ Eu admirei você. No começo não me agradou, por seu jeito pouco eclético. Entretanto a cada prova você me conquistava, com seu jeito simples, sua praticidade em tratar certos assuntos, sua mente aberta e grande inteligência. Vou repetir: Não admito falta de ética com meus produtos, minhas empresas, meus funcionários. O que você tem a dizer?”
Ele diz que nunca daria dinheiro algum aos fiscais. Que usou apenas uma expressão para que a equipe aceitasse sua idéia. Afirma saber que aquilo é errado e que foi mal interpretado. Após tudo isso, Roberto Justus toma a palavra novamente e conclui:
“__ Esse programa mexeu comigo. Farei uma coisa hoje que não está na regra. Você, “jovem rapaz”, foi um dos competidores que mais me chamava a atenção a cada programa. Passei a imaginar você como um dos que chegariam à final, e venceria este Aprendiz 4. Só que não posso brincar com uma das coisas que me diferenciam no mundo de trabalho em que vivo: a ética. Se aceitar aquilo que você fez hoje, amanhã aceitarei outra, e não serei o mesmo empreendedor conhecido por minha transparência. Isso nunca aconteceu neste programa. Mas como não posso admitir algo que fira diretamente minha ética e a do programa que intentei fazer, você, “jovem rapaz”, com toda sua bagagem, está demitido!”

O que aprendemos com isso, irmão Elizeu, num programa de TV?


Entenda então o que aprendi com o Espírito de Deus vendo esta parábola televisiva:
O julgamento de Deus por nós como diz a Palavra em Tiago 2.13: “Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo” falará profundamente conosco. No verso 12 está escrito: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como havendo de ser julgados pela lei da liberdade” aponta para uma situação de prática e não de teoria, pois Tiago é sem dúvida alguma o mais prático em todas as cartas bíblicas. Se falamos e ensinamos, devemos fazer o que falamos e ensinamos, pois estamos na posição de mestres, fazendo discípulos.
Como estamos nos comportando fora do átrio da igreja onde servimos a Deus? Será que vivemos aquilo que não nos cansamos de bradar no templo? Que será que Palavra quer falar conosco por Tiago, onde haverá “um juízo sem misericórdia, sobre aquele que não fez misericórdia?”
Quando o programa terminou comecei a pensar em nosso julgamento. Imaginei que nosso Deus, nosso Pai e Senhor fará algo semelhante aquilo que Roberto Justus fez. Será que nosso Senhor e Pai celestial passará a mão na cabeça daquele que errou, porque são filhos ou por serem os melhores servos na igreja? A morte de Abel ocorre num tempo em que não existiam leis morais ou éticas escritas. Contudo ele morre pelo simples fato de crer naquilo que Adão, seu pai, lhe falou sobre Deus. E Abel teve fé nEle. Caim, ao contrário, não teve esta fé, recebendo a marca da reprovação de Deus.

“Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira (Pv 29)”
Uma ingênua brincadeira fez Roberto Justus eliminar o “jovem rapaz” do programa. Só que foi aquele tipo de brincadeira que como ensina Jesus, foi dita. Sendo dita, saiu pela boca. Saindo pela boca, veio do coração. Vindo do coração, poderá tornar-se realidade um dia. E o apresentador Roberto Justus não pensou muito em eliminar o “jovem rapaz”, porque sua preocupação esteve voltada aos milhões de brasileiros que assistiam aquele episódio.
Nós cristãos protestantes vivemos tempos em que é melhor ensinar sobre modismos, sobre seitas e heresias, sobre movimentos contrários a nossa sã doutrina, e não percebemos, nós, os líderes, que seremos os primeiros a ser reprovados pelo Senhor. Veja que Roberto Justus demite primeiro o líder, pois ele não agiu como tal, mas foi influenciado pelo desejo da maioria dos membros de seu grupo, de sua equipe de obreiros. Não ensinamos ao povo a ser prático, como Jesus sempre ensinou, e como Tiago escreve. Jesus deixa claro que para estar firmado nEle, na Rocha, tem que ser praticante daquilo que Ele ensina. O que Jesus fala deveria ser continuamente ensinado em nossas igrejas, bem como um departamento eclesiástico que conduzisse o povo à prática. Veja o que não aprendemos:
“Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que, edificando uma casa,
cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha (Lc 6.47,48)”
É pela falta de não sermos práticos que Jesus ressalta estarmos edificando nossa casa sobre a areia, e não nEle, a Rocha. Aí vivemos aprendendo, reaprendendo, reciclando algo que deveria ser a nossa marca, a marca da cruz. Escrevi “não aprendemos” devido ao fato de vivermos temendo as ondas, o ventos, as águas, as tempestades, o mar bravio que enfrentamos, e pelo fato de sempre acordarmos Jesus, que está em nosso barco “dormindo”, para que nos acuda. E por temer aquilo que Paulo tanto enfatiza sobre ventos de doutrinas, creio que a maioria, aqueles que edificaram suas casas sobre a areia, vivem neste sacrifício inútil, sem se preocupar em conhecer realmente Deus.
Mas será que é fácil ser praticante daquilo que Jesus ensina? Será que a grande maioria cristã no mundo carrega essa cruz? Não, não é fácil praticar o que Jesus ensina. E não, a grande maioria cristã no mundo jamais chegou perto da cruz de Cristo. E tudo isso pela falta de um ensino prático daquilo que Ele ensinou. Mas todos são crentes, são ouvintes, são estudantes da Palavra, entretanto não estão edificados sobre a Rocha, sobre Cristo, tudo por não praticar o que se aprendeu.
O maior motivo de modismos, de neo-montão-de-coisas-pentecostais adentrarem em nossas igrejas assembleianas, se resume ao fato de não sermos nada daquilo que Tiago escreve. Se não somos aquilo que Tiago escreve, não somos praticantes daquilo que Jesus ensinou. Se não somos praticantes daquilo que Jesus ensinou, não somos seus discípulos (Lc 6.40). Não sendo seus discípulos na totalidade daquilo que Ele ensinou, jamais chegaremos à estatura de varão perfeito (mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre). E por quê? É simples. Se eu não nego realmente as minhas vontades, não posso tomar a cruz. E o Pai celeste jamais permitirá que participe das bodas com seu Filho, pois estarei com minhas roupa lindas, bonitas, com uma grife estupenda. Só que adquirida com um esforço humano, não no sacrifício vicário de Cristo. Será uma boa máscara de indumentária.
Falemos então a verdade. Façamos como Jesus ensina. Ele sempre elogiou a atitude sincera e transparente de seus discípulos, como Natanael, em João 1, onde ele destrata a pessoa de Cristo. Porém como ele falou o que pensou, não o que agradaria a Cristo, foi elogiado: “Você é um grande israelita...”, diferente dos doutores da lei: “Por que me chamas bom ...?”
Numa conversa com o pr do CACP sobre um assunto que acontece em nosso meio, ele disse: “Fazer o que?”, demonstrando que é melhor falar mal das outras denominações do que mostrar que estamos agindo errado. Coloque então sua fé e sua direção em Cristo Jesus. Não faça o que Israel fazia e faz até hoje: “Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este”. Pois Deus dirá: “...farei também a esta casa, que se chama pelo meu nome, na qual confiais... (Jr 7. 4,14)”

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Pentecostais ou rodopiadores?




No Evangelho segundo escreveu São Lucas no capítulo 10, Jesus designa 70 de seus discípulos para a seara. No retorno dos enviados, todos demonstram alegria por tudo aquilo que haviam contemplado na breve missão missionária. Como são neófitos, sorriem à toa por tudo aquilo que presenciaram. Eles dizem: "Mestre, por teu nome, até os demônios se nos sujeitavam". Isto demonstra como a falta de raciocínio em relação as coisas espirituais nos atrapalham, nos distanciam de nossa missão. Com certeza todos os setenta, sem excessão, partilharam da mesma compreensão em tudo aquilo que passaram nesta obra evangelística. Ninguém, até por medo de ser ridicularizado, teve a ousadia de questionar o que criam ser obra divina.

Jesus então, sem perder tempo em explicações teológicas as quais os doutores da lei e os fariseus eram peritos, simplesmente disse: "Eu via Satanás como raio, cair do céu no meio de vós". Talvez nem todos se surpreenderam com a crítica de Jesus. Um até sussurra no ouvido de um dos enviados dizendo: "Eu sabia que era coisa do Diabo", entretanto, não teve a coragem de colocar seu pensamento, sua crítica, sua razão.

Jesus nunca disse aos setenta para fazer barulho, rodopiar, contorcionar, desmaiar, enfim, porém dá-lhes autoridade para curar, e levar a nova do Evangelho.

Que bom seria que a cada saída de um culto "fashion pentecostal" as pessoas fossem curadas, almas fossem salvas, houvessem revelações como a do profeta Natã para o rei Davi, não as profecias do tipo: "Receba, a vitória é sua, assim diz o Senhor...; A luta terá fim, assim diz...; Muitos já tentaram, mas tu és o escolhido, assim diz o ..." e etc, etc, etc...

Este vídeo mostra uma coisa corriqueira em nossas igrejas, e a explicação é que tudo é fruto do êxtase espiritual em função da canção. O comentarista esclarece sobre movimentos cíclicos, que levam ao êxtase. É emocional, será? Se for assim, somos emocionais também? Será que o deus Alá, que os muçulmanos servem, é o nosso também? Pois eles cantam, rodopiam, caem, choram, igual em nosso meio. Na umbanda também, fazemos em nossas igrejas o que eles fazem lá aos deuses africanos. Será que Adão vivia assim no jardim do Édem, fora de sua razão? Adão, como o pr Marco Feliciano prega, pelo Espírito Santo, vivia o dia inteiro fazendo barulho, rodando? Pois parece que Deus formou o homem, a sua imagem e semelhança, para viver em espírito de desligamento de sua mente racional, e o diabo o colocou em sua razão, fazendo-o pecar. Assim acho que crêem a maioria dos crente desta era.

Por que não apresentamos um culto racional a Deus, conforme Paulo escreve? Por que o Espírito Santo nos usa como fantoches, segundo ensinam vários pastores? Por que falamos, falamos, falamos, porém não praticamos o que falamos? É, parece que estamos como os gregos na caverna do filósofo Platão, vendo só o que está na ponta do nariz, devido ao medo de aumentar nossa visão panorâmica.

Graças a Deus que Jesus Cristo é o mesmo ontem, é hoje, e é eternamente, e Ele nunca ensinou nada disso que mais contemplamos em nossas congregações. Então, proceda em falar aquilo que a palavra de Deus o autoriza a falar, não o que a maioria crente gostaria de ouvir.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Onde estão nossos líderes, no discipulado?


Pastor Samuel, do FdH, demonstrando o "eu te amo, eu te amo, te amo irmão Elizeu pra sempre... "


No dia 09 de Fevereiro deste ano fui à sede de minha igreja aqui em Paranaguá, no Paraná, para ver o conjunto Filhos do Homem, que tanto admiro, pois possuo seus DVDs e CD acústico. Aproveitei, antes do irmão Samuel cantar, para abraçá-lo e dizer que o amo muito em Cristo Jesus. Eles louvaram a Deus com vários hinos, os quais eu gravei em minha máquina fotográfica. Uma coisa muito me entristeceu: é o fato de saber que a direção de nossa igreja não é de acordo com o FdH, mas os aceitam em plena igreja sede. Por quê?

Eu me fiz esta pergunta no momento dos louvores, pois é um desacordo com Tg 2.12, onde diz: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei...” . Desacordo, Elizeu? É, desacordo, pois ensinamos contra o Diante do Trono (G12), contra FdH, contra Voz da Verdade (unicismo), mas os convidamos para estarem em nossas igrejas, talvez para aumentar o IBOP do culto, pois estamos “globalizando” o evangelho simples de Cristo. Como havia feito em outra oportunidade uma pergunta a um presbítero de nossa sede, quando vi no programa da CPAD na Rede Tv, comerciais de CD e DVD do conjunto Diante do Trono, sua resposta foi: “É que é culpa da mídia. Manter o programa no ar é caro, então necessita de comerciais. É por causa da mídia!”

Por que ensinamos em nosso púlpito tudo o que a Bíblia relaciona, mas não cumprimos quase nada daquilo que falamos? “Fale e proceda assim”, diz Tiago, porém falamos como os fariseus, querendo matar nossos irmãos crucificados, dizendo que amamos a César.
Onde estão os nossos líderes? Descer do púlpito para orar pelos outros se tornou um privilégio. Porém servir de exemplo, de líder, de discipulador, de mestre, já não existe. “Siga o exemplo de Paulo, de Abraão, de Isaque, de Jacó, de Moisés, etc, e de Jesus, mas não o meu, pois sou falho como você”, é o que se ouve na igreja. “Você tem que mostrar seu diferencial”. E onde está o meu exemplo? Somos crentes só de igreja?

Em Lc 6.40, Jesus ensina: “Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre”. Entretanto temos mestres de todos os formatos, que se tornaram mestres por seu próprio esforço, devido a falta de discipuladores, de líderes como Moisés. Moisés ficava no alto com os braços erguidos, servindo de exemplo encorajador para o exército de Israel. Hoje são poucos os mestres que têm o anseio de fazer discípulos à sua altura. Por quê?

É o que Jesus sempre enfrentou. Hoje Jesus diria com a mesma tristeza e rancor com a qual João escreveu: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna (Jo 5.39)". Nós sabemos tudo e nem por um segundo fazemos uma introspectiva daquilo que estamos ensinando e fazendo. Falamos o que a Bíblia diz e fazemos, até onde entendemos que é certo, não porque Jesus falou que é certo.

Este vídeo é apenas um pequeno relato de nosso farisaísmo. Em nosso meio fariseu existem os Josés de Arimatéia, os Nicodemos, enfim, aqueles que são realmente crentes em Jesus. Porém a maioria são como os sacerdotes Anás e Caifás, são como os escribas e doutores da lei. Fazem doutrinas pesadas, mas não movem uma palha. Não entram e não deixam ninguém entrar. Pena que não percebemos isso. Pena mesmo. Somos como Israel: “Somos sábios, e a palavra do Senhor está conosco... (Jr 8.8)".

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Jesus, agregando pela Fé

Pedro e André

Os evangelhos sinópticos (Mt, Mc e Lc) mostram Pedro e André, os primeiros discípulos de Jesus, lavando as redes, e então, sendo chamados. E pela fé somente, eles deixam tudo: os barcos e as redes de seu pai, que deveria ser um médio ou grande empresário da pesca, e seguem a Jesus. Já o evangelho do apóstolo João é mais elucidativo. Relata no capítulo 1° que João Batizador faz discípulos e batiza às margens do rio Jordão. André, irmão de Simão (Pedro), já é discípulo de João Batista, isto é, havia deixado de lado a tradição de seus pais e cria no que seu mestre ensinava: “Após mim virá um que não sou digno nem de me abaixar e desatar o nó da sua sandália. Ele sim batizará vocês com Espírito Santo e com fogo. Ele está entre vós. Sairá do meio de vós”.
André com certeza acreditava em tudo isso, o que deixava seu irmão Simão nervoso e bravo (mais do que já era), pois como é mais novo que ele, talvez o caçula, ficava brincando de ser profeta, enquanto ele tinha que trabalhar nos barcos do pai, como um empresário de boa reputação que era. Simão com certeza dizia ao pai para chamar a atenção de André, pois precisava da ajuda dele, de um irmão que o auxiliasse com os funcionários de pesca nos barcos. Simão e André com certeza são irmãos do tipo opostos”. Um age sem pensar, o outro pensa para agir. Um fala sem medir o peso de suas palavras, o outro pensa, mede, e prefere ainda aprender com um sábio o que dizer e como dizer. Um faz as coisas que sabe que darão certo, o outro age com fé, crendo que dará certo. Outras coisas mais teríamos a dizer e até confirmar entre esses dois irmãos, porém não é assunto da matéria.
João batista, após batizar Jesus, sempre testemunhou à turba da lei que, “ao afundá-lo e levantá-lo da água do Jordão, viu os céus abertos. Testemunhou que o Espírito de Deus desceu sobre Ele como pomba. E que ouviu uma voz como trovão dizer: Este é meu Filho”. Isto João Batista testemunhou sempre. Um tempo depois, João, o Batizador, continua batizando no Jordão, e entre seus discípulos está André, irmão de Simão. Nesse dia Jesus já está começando seu ministério, agregando homens para serem seus discípulos, aqueles que o seguissem por fé, mesmo que essa fé não fosse necessariamente no filho de Deus. A maioria, como entendo, todos os discípulos, cria que Jesus era outro profeta, ou um grande líder político-religioso, como Matatias Macabeu. Creio que somente após o dia de pentecostes, eles irão compreender que Jesus Cristo era realmente o filho de Deus, conforme relataram os profetas.
Toda a turba que seguia João Batista sempre o questionava se realmente ele era o Cristo, e a resposta dele era sempre: “não sou”. Como ele dizia que não era o Cristo, perguntavam se ele era então Elias, ou um dos profetas, e a respostas era sempre: “não sou”. Finalmente perguntaram quem ele era realmente, para que levassem a resposta aos que os haviam enviados. Contudo, a resposta de João, o Batizador, foi: “Sou a voz do que clama no deserto, como falou o profeta Isaías”. Então os doutores o questionaram mais uma vez, mostrando que, como ele não era profeta, nem Elias, muito menos o Cristo, não poderia batizar ninguém. Respondeu-lhes João: “Eu batizo em água; no meio de vós está um a quem vós não conheceis. É aquele que vem depois de mim, de quem eu não sou digno de desatar a correia da sua sandália”.
Quando continua aprendendo com João Batista, André, o irmão de Simão está sempre a ouvir e escutar suas admoestações. Nesse dia, quando o profeta João Batista vê passar Jesus, aponta o dedo e mostra aos seus discípulos: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ao ouvir isso, André e outro discípulo, seu amigo, o seguem. Como está relatado em Jo 1.35-42, eles seguem Jesus somente para confirmar o que sentiram em seus corações: “Ele é o Messias (ungido)!!!”. Então os dois vão seguindo Jesus, até sua casa.
A história relatada é curta, sucinta e breve. Jesus, quando percebe que eles o seguem, pergunta o que buscam. Indagam somente onde Ele reside. Com a resposta de Jesus, “vinde e vede”, os dois ficam o dia todo com Ele, ouvindo, aprendendo e recebendo aquilo que muitos procuravam (e procuram hoje): ATENÇÂO!
Estes dois jovens homens ouvem o que nunca imaginavam ouvir de outro homem: respostas que todos procuravam (e procuram hoje). Tem um seriado na TV, que virou filme, onde o ator representa Jesus brincando, sorrindo. Este filme é muito criticado pelos Cristãos tradicionais (católicos, protestantes pentecostais ou não). Em meu singelo entendimento, o Jesus que esses dois jovens homens conheceram era assim. Uma sabedoria que não o elitizava, nem o deixava eloqüentemente chato, como muitos pastores e preletores hoje, que falam coisas que nem a gente que estuda entende, a não ser que leve o dicionário ao culto; mas um homem com uma graça tremenda vinda de Deus, que o tornava Messias, o Ungido de Deus.
Eles conheciam a história sobre o rei Davi, um homem segundo o coração de Deus. Davi foi ungido por Samuel, o profeta, para ser rei sobre Israel. Mesmo assim, ele nunca permitiu que a posição elevada que ganhou afastasse a presença de Deus dele. Em Jesus percebem a mesma coisa, pois é um homem semelhante aos dois, e aos grandes homens do TENAK (Antigo Testamento), porém suas palavras são diferentes. São novas, como nunca ouviram antes. O respeito de Jesus por eles foi enorme, tremendo. E a reverência para com Deus, esta sim, inigualável, pois, ao partirem o pão em sua mesa percebem sua oração de agradecimento ao Pai. Com certeza, os dois eram muito criticados, como já relatei sobre André. Mas agora presenciam algo que achavam essencial ao homem judeu: o viver por fé! Ao saírem da casa de Jesus, sendo abençoados por Ele, vão à suas casas. O amigo de André vai levar a notícia ao seu pai e irmãos. Já André procura por Simão, seu irmão.
André chega em casa tão sorridente e alegre, que contagia toda sua família. Simão, ao ver André com grande alegria, fica mais irritado e bravo: “— Estou há tempos te esperando para lavarmos estas redes e retirar os barcos da água, e você brincando de ser profeta!” Simão está desconsolado. Trabalhou muito, o dia inteiro, nos barcos do pai. Limpou as redes com seus funcionários, puxaram os barcos para seco, e André, seu irmão mais novo andando com João Batista, sendo seu discípulo.
Pedro deve ter falado muita coisa a André e com razão, pois eles são os filhos do dono do barco e donos também. Deveriam trabalhar juntos. Simão, que já vivia exacerbado com o fato de Jonas, seu pai, permitisse André fazer essas coisas, sem ao menos ajudá-lo no trabalho, pede a André que pare com isso. Hoje, quando nos convertemos e aceitamos a Jesus como nosso salvador não é diferente. Nossa família, nossos amigos, parentes, ficam igual Pedro, meneando a cabeça e dizendo que isto não dá pão. Fato parecido com o relato das irmãs Marta e Maria.
Após ouvir todo o sermão que Simão lhe dá, André toma coragem, e fala com ele sério: “—Achamos o Messias!”. Esta palavra, Messias (Ungido), toca o duro coração de Simão. E o tocar o coração é um sentimento que muitas vezes não resistimos, mas na maioria das vezes engolimos este sentimento, para não passarmos vergonha, em nosso convívio diário. Pedro passa por isso. Seu coração começa a emitir algo que ele normalmente não sentia, pois é um prático homem do mar. Ele pede então a André que lhe mostre onde mora esse profeta, para ele confirmar se o relato é verdade, pois nunca o viu daquele jeito, nem jamais sentiu aquilo no coração.
André então o leva à uma residência de classe média, como a deles, onde Simão constata três coisas que o abalam na forma de crer: - a primeira é ver que o messias não é um rei rico e poderoso como Davi, mas reside em local mais simples até que sua própria casa; - a segunda é encontrar um homem na sua semelhança, igual o duro Simão; - a terceira ele não pode resistir —“são as palavras que ele ouve, que vão direto ao seu coração, discernindo os seus pensamentos e a intenção que ele tinha em conhecer este homem, Jesus de Nazaré”. Simão, ao perceber que o homem é verdadeiramente santo, se ajoelha e pede perdão em oração silenciosa a Jeová. Então Jesus diz ao bruto Simão: “— Tu és Simão, o filho de Jonas; porém eu te chamarei Pedro!”.
Eles então retornam para casa. Simão começa a se questionar sobre muita coisa. Por que eles, judeus filhos de Abraão, não tem palavras como as de Jesus, palavras que encontram a porta do coração das pessoas, como ele? Por que não demonstravam nada do que falaram os profetas, para com Deus e os irmãos? Por que tinham que estar como animais em currais, fazendo somente o que a corda ou a cerca permitisse? Por que, por que, e por que, são os pensamentos de Simão, quando vão para casa.
Mesmo ouvindo tudo aquilo de Jesus, Simão não entende e retorna ao seu trabalho, a pesca. Em casa com sua esposa e filhos, percebe que tudo aquilo que sentiu na casa de Jesus foi só emoção, algo passageiro. Ele imagina que o mesmo aconteceu com seu irmão André. Simão queria ter uma fé viva, mas não encontrava dentro de si nenhum resquício daquilo que os letrados ensinavam nas sinagogas, que baseava tudo nas tradições dos pais e nas de Moisés. Como vê que tudo não passou de ilusão e emoção, volta ao trabalho nos barcos, e leva André, intimando-o para ajudá-lo com seus empregados. André então vê que Simão está certo, e também volta ao trabalho nos barcos.



Tiago e João

Os sinópticos (Mt, Mc e Lc) também narram semelhantemente a chamada de Tiago e João. Mateus relata que, após chamar Pedro e André, Jesus vê Tiago e João, em outro barco na praia, lavando as redes. Marcos conta que os dois estavam no barco de Zebedeu, seu pai, consertando as redes. Já em Lucas, o relato é pouco mais farto, e farei alguns pormenores com o evangelho segundo São João.
Lembra que o testemunho de João Batista entrou no coração de dois de seus discípulos, um André, irmão de Simão e outro discípulo, anônimo? Em minha reflexão, e escrevendo sobre fé, este outro discípulo é João, o escritor do Evangelho onde ele se auto nomeia: “aquele a quem o Senhor amava”.
Assim como Jonas, pai de Simão e André, Zebedeu, pai de Tiago e João era empresário da pesca também. Podem ter sido parentes próximos, conforme relata a tradição, ou na menor das hipóteses, amigos. O significado do nome do pai de Simão no hebraico-aramaico é “pombo”, muito diferente da forma como eram conhecidos os filhos de Zebedeu, “Boanerges = TROVÂO”. Esse pode ter sido um dos vários motivos de Simão ser tão bravo. Simão e Tiago eram os mais velhos, os braços direitos de seus pais.
André e João eram discípulos de João Batista, conforme Jo 1.35, no meu singelo estudo nos evangelhos. O relato em Lc 5.1-11 é o que nos esclarece melhor o chamamento dos primeiros apóstolos. Conforme já mencionei sobre o “outro discípulo” que estava com André, ele é João, o irmão de Tiago, o escritor do Evangelho, das Cartas e do Apocalipse. Darei três razões para confirmar isso: 1- Jonas e Zebedeu, pescadores; 2 – Simão e Tiago os mais velhos em casa, seus gerenciadores; 3 – André e João os caçulas ou mais novos, desacreditados. Desacreditados? É, desacreditados, pois o fato de Jesus falar com Simão e mudar seu nome, assim mesmo ele volta à pesca, desacreditando em seu irmão André.
Com João, irmão de Tiago, não deve ter sido diferente. Ele falou com Tiago, com seu pai, com sua família, seus amigos, mas ninguém deu muito crédito nesse tal Jesus de Nazaré. Isso porque nessa época pós-cativeiro, muitos profetas haviam aparecido. Para eles, Jesus deveria ser mais um. Simão deve ter conversado com Zebedeu e Tiago sobre o assunto: “—Eu mesmo fui com André até a casa desse profeta. Não vi nele nada diferente dos outros. Apenas me emocionou com suas palavras”.
João descobre um homem diferente, que resplandece amor. Mesmo assim, após saber da ida de Simão e da mudança do seu nome para Pedro (duro, pedregulho), de ouvir junto a seu melhor amigo André, palavras inefáveis do Mestre, ele tem essa chama apagada e volta a trabalhar nos barcos, conforme pedido de seu pai. O encontro com Jesus, a fé ao perceber algo diferente nele, crendo que é o Messias, o Ungido, não foi tão forte a ponto de deixar pai, mãe, irmãos, família, para seguí-lo. Ele ficou triste pois seu coração sabia que aquele homem era, mesmo que não aparentasse, segundo o coração de Deus. João era um judeu diferente e isso piora ao ter o encontro com Jesus. Ele é obrigado a retornar à pesca, tudo pela crítica feita por Simão à sua família, pois Simão tinha uma boa reputação de homem sábio e entendido na pesca.
Uma noite depois estão pescando. Laçam as redes nas águas e não pescam nada. Nesse vai-vem de jogar redes e puxar redes, sem nada apanhar, João começa a lembrar do Tenak. Pensa em Jonas, o profeta. Um homem que foi chamado por Deus para fazer algo difícil: sair de Israel (Reino do Norte) e pregar a outro reino, os assírios, em Nínive, uma mensagem de arrependimento. João entende que o fato do profeta Jonas ter dado meia volta ao mandato divino é a causa das tragédias que o barco foi exposto. Depois de Jonas ser lançado ao mar (sua consciência sabia que havia desobedecido a Deus), fica três dias tendo que pedir perdão a Deus, e dizer que, agora sim não errará mais.
Assim estava João no barco com Tiago seu irmão. Pensava no que Deus faria com ele, pois preferiu voltar ao trabalho com seu pai, e deixar Jesus de lado. Ele está decidido que, como não pescaram nada, dirá ao pai que é por causa dele, e que não deseja pescar mais, pois as próximas pescarias seriam até piores. Já está decidido, que ao descer do barco, dirá isso ao pai e a Tiago. Quando param na praia, exaustos, seu pai e seu irmão começam a lavar as redes, consertar as malhas que se romperam, preparando-se para a próxima saída, em outro dia. João, como tem bom coração, ajuda seu pai e seu irmão. Ainda os consola, dizendo que "a próxima saída será muito melhor", mesmo não querendo mais ser pescador, e sim, discípulo de Jesus.
Quando estão quase terminando de consertar as redes, André, seu amigo, grita do outro barco, na praia: “—João, Jesus está aqui!!!”. Ao ouvir isso, João fica trêmulo. Não sabe o que dizer nem o que fazer. Por sorte, Jesus vai em direção a Simão e pede para afastar seu barco um pouco da praia, para que Ele possa ministrar ao povo. Simão, que possuía um grande respeito pelo homem Jesus, afasta seu barco a uma boa altura. Jesus então começa sua homilia: “—Arrependei-vos, pois é chegado o Reino de Deus”.
João, que ficou em terra com André, sente as lágrimas caírem de seus olhos. Zebedeu percebe que o homem é mesmo diferente, e sente talvez a mesma coisa que João, seu filho. Não há relato nos evangelhos sobre o que Jesus falou neste dia, porém atrevo-me a citar isso: “—Buscai o Senhor, vós todos os mansos da terra, que pondes por obra o juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor (Sf 2.3)”. Os pescadores que estavam ali exaustos e cansados de tanto trabalhar, se revigoram e começam a ouvir estas palavras. Jesus continua em sua homilia: “—... um povo humilde e pobre; e eles confiarão no nome do Senhor (Sf 3.12)”. Zebedeu percebe que não poderá segurar mais João, seu filho, pois vê algo espetacular neste Homem.
Ao terminar a mensagem, Simão pega o remo e vai a direção da praia, para que o Mestre desça. Ele está triste por ter falado tudo aquilo ao seu irmão, com relação a Jesus. O Mestre mexeu com seu brio novamente, pois não consegue segurar o pranto ao recordar as coisas que falou a André. Simão está tão desconcertado que nem olha para o Mestre, pois sua consciência o acusa como homem insensato. Criticou muito seu irmão André, e fez comentários dele até com a família de seu amigo Tiago, o depreciando como irmão mais novo.
Só que Jesus pede a Simão que vá um pouco mais adentro ao mar, e que lance a rede em um lugar determinado. Simão, como é um pescador experiente e prático, que só faz o que sabe que dará certo, e só joga a rede onde já sabe que está o peixe, fala ao Mestre que já lancearam a noite toda, que a maré hoje não está boa para a pesca. Explica que o vento não é bom, que o céu está muito claro, que a lua é minguante. Contudo ainda permanece algo grande de incredulidade em Simão. Pensando em seu irmão André, ele fala ao Mestre: “—Senhor, trabalhamos toda noite e não apanhamos nada. Mas porque o Senhor está mandando, lançarei a rede (Lc 5.5)”. O pensamento de Simão é provar ao seu irmão que, Ele é mais um dos muitos charlatões que apareciam em todo território de Israel.
O período interbíblico e histórico de Israel nos trezentos anos antes de Cristo são fartos em homens, profetas, líderes de qualquer espécie que faziam o povo seguí-los. Simão não quer que seu irmão seja iludido por sentimentos. Ele joga a rede no mar pois crê que não há peixe algum, pois de mar e peixe ele conhece muito bem. A rede então é lançada e Simão começa a imaginar por quê obedeceu a Jesus. Só para constatar o que em sua mentalidade era óbvio? Que o mar da Galiléia não está para peixe? Lembra de Abraão, um homem de idade avançada, que teve um filho assim mesmo, pois acreditou em Deus, naquilo que o Eterno falou ao seu coração. Ele começa a se imaginar por um outro lado, por outra perspectiva. Será que um homem prático como ele poderia ter fé em algo que jamais viu ?
Suas respostas serão respondidas agora, ao segurar as redes e começar a recolhê-las para dentro do barco. Como de mar ele conhece bem, e sabe a diferença entre o que é peixe e o que é entulho, segura firme as redes. Como está muito pesado, manda André pedir ajuda para Tiago. João e Tiago então ajudam a puxar a rede com o barco lado a lado, e ficam sem imaginar o que seria aquilo. Como Lucas relata, os dois “barcos ficam cheios, da maneira que quase vão a pique”.
Pedro então não tem mais nenhuma dúvida. Vê que o homem que está em seu barco é profeta, é santo. Ajoelha-se e pede ao Senhor que se ausente dele, pois é um pecador. Em toda sua vida, jamais viu pesca daquele tipo. Da mesma maneira também Tiago e João, os filhos de Zebedeu. Jesus então fala a Simão: “—Pedro, não temas, de agora em diante serás pescador de homens (Lc 5.8-10)”. Ao chegar à praia, Simão e André, Tiago e João, deixam tudo com seus pais, e com seus funcionários, e seguem Jesus. O interessante é que, na simplicidade de Jesus, os quatro homens de posição social média, seguem-no sem a menor perspectiva futura. Se seriam reis, sacerdotes, ministros... nada, nada mesmo. Vemos então que a fé mexe com os sentimentos escondidos.
Fé é isso. É crer em algo que nós não sabemos como, mas irá acontecer. É agradecer e louvar a Deus, por algo que na está atrelado a nada, a não ser servir seu Filho Jesus Cristo. Nossa fé precisa ser sempre assim. Através dela, a grande nuvem de testemunhas que nos acompanha possa ver o resplandecer da justiça de Deus em nossas vidas. Eis o eterno desejo no coração do Pai celestial: que nós, como criaturas feitas por suas mãos, vivamos por fé, sabendo que Ele é nosso Pai, nosso criador, Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A profecia de Habacuque 2.4 “... mas o justo viverá pela sua fé” é utilizado por Paulo em sua carta aos Romanos 1.16,17, onde afirma que pelo evangelho de Cristo, o povo descobre a justiça de Deus em nossa vida. O “de fé em fé” usado pelo apóstolo dos gentios no v. 17, entendo que seja na minha fé, na sua fé, na fé do pastor, na fé do jovem, da criança. A fé é o que realmente agrada a Deus, pois por ela o mundo percebe que somos regenerados, preparados para toda boa obra, e que verdadeiramente vivemos o dia de hoje, como se Cristo voltasse amanhã.
Então, não que ache errado dizer que Pedro foi chamado por Jesus, porém achou melhor retornar à pesca, como todos ensinam nas lições dominicais e pregações, desde que me conheço por gente. O que aprendo com uma pequena compreensão pessoal, não buscando subsídios em livros, dicionários ou enciclopédias, é que Pedro cria que Jesus era um profeta, um grande líder, alguém comparado a Moisés, que os libertou do Egito. Entendo que só depois de receber o batismo no Espírito Santo, é que ele e os demais apóstolos têm a verdadeira ciência de que Jesus, homem, era o verdadeiro Filho de Deus, predito pelos profetas. Dizer que ele cometeu muitos erros parece muito fácil, pois é só folhear o Novo Testamento que a água do conhecimento dos aspectos positivos e negativos de Pedro são elencados. Agora, difícil mesmo, incontestável mesmo, é fazer o que Jesus ensina, e que para Pedro sempre foi uma grande barreira: “NEGUE-SE A SI MESMO!”
Dc Elizeu rodrigues dos Santos, extraído de seu diário pessoal - Autor e Consumador da Fé

domingo, 21 de outubro de 2007

Riquezas em pequenos comentários

"Sem dúvida, me direis este provérbio" (Lc 4.23)

“Pentecostal que não faz barulho está com defeito”
(Pr Marco Feliciano)

Você acredita neste ditado ensinado nas pregações do Pr Marco Feliciano, como por outros pregadores? Ele também diz que “esse grito anima o pregador e alegra a Deus”. O Antigo Testamento traz uma menção desse tipo, em 1º Sm 1.9-14, onde o sacerdote Eli vê que Ana não faz barulho, só mexe os lábios, e a julga como "defeituosa" (embriagada).
Então, vejamos o que o Mestre dos mestres, o Homem que tem as palavras de vida eterna ensina:
“Mas tu quando orares, entra no teu aposento e, fechando a porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto” (Mt 6.6); “Despedida a multidão, subiu ao monte para orar a parte” (Mt 13.23); “e, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando...” (Mt 26.39); “Jesus chorou ...levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou ...” (Jo 11.35,41).
Nenhuma oração de Jesus foi movida a barulho. O modo como o fariseu, de Lc 18.10-14 ora, querendo se mostrar (e se justificar) é totalmente reprovado por Jesus, como em seu discurso em Mt 23 contra os mesmos: “a fim de serem vistos”... “amam os primeiros lugares”... “saudações”... “serem chamados Rabi”.
Jesus foi homem cheio do Espírito Santo, após ser batizado. Todos os apóstolos eram cheios do Espírito. Não há nenhum relato neotestamentário que leva-nos a crer na afirmação do Pr Marco Feliciano. Em At 16.25, quando Paulo e Silas estavam acorrentados na prisão, está escrito que os dois oravam e cantavam. Não há menção de barulho como o de Atos 2.
Tomemos então cuidado com o que afirmamos e ratificamos, dizendo que é bíblico. Com comentáios deste tipo acabamos perdendo nossa salvação, pois matamos alguém com eles, nos tornando homicidas, e homicida nenhum tem em si mesmo a vida eterna. E barulho sempre é proveniente de algo vazio. Bater em qualquer recipiente cheio não produzirá som com alto nível de decibéis. Recipiente cheio sempre produzirá som uníssono; e grave, como o baixo de um coral.

Dc Elizeu R dos Santos, professor
Onde edificamos nossa casa?
Um provérbio árabe me prendeu a atenção: “Uma coisa estranha é um viajante querer construir uma casa na estrada”. Li este provérbio na sala de exposição, na empresa onde trabalho, na semana em que mais me dediquei a minha função, pois “o grande evento do mês assim exigia”.
Preocupações, ansiedades, correria, pesquisas, viagens, noites em claro... Busca pelo êxito, para se concretizar uma idéia, um projeto... Tudo pronto!... Cansaço...
O provérbio me prendeu a atenção, me fez lembrar da minha condição de peregrina, da vaidade desta vida, e da eternidade... Senti desejo de orar, de congregar... Senti-me negligente quanto aos trabalhos da igreja local, que tem a finalidade de me edificar espiritualmente... Senti-me sobrecarregada... Em meu coração ecoou a comparação feita por Jesus em Lc 6. 47-49. Refleti:
“Onde estou edificando minha casa? Na Rocha, em Cristo, na ou para a eternidade? Ou... na areia, sobre terra sem alicerces, sem firmeza, na estrada, transitória?”
Em minutos, o Espírito Santo me alertou sobre a importância de se ouvir e praticar as palavras de Jesus – “Ajuntai tesouros nos céus; Pensai nas coisas que são de cima...”. Me exortou sobre o ato de VIGIAR: “Vigiai, pois não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor (Mt 24. 42)”. E me consolou: “Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, credes também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas... (Jo 14.1,2a)”.
Já temos uma “casa”, sabemos que ela está nos céus (Fp 3.20). Deixemos os “embaraços desta vida” e sigamos firmes até o fim!

Rosemeire de F. V. Martins Nogueira, pedagoga, professora da Classe Juniores



“Onde encontrar os verdadeiros adoradores? Onde eles estão? Onde eles adoram?”


Estamos vivendo dias de derramamento do Espírito de Deus. Será por isso que confundimos manifestação do Espírito com “verdadeiros adoradores?”
Em nossos cultos, em grandes congressos, cultos festivos e nos domingos a noite, ouvimos muito se dizer que “os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade”. Mas será que é fácil encontrar verdadeiros adoradores, ou eles só se reúnem nos congressos, e nos domingos a noite?
Vivemos dias onde um “verdadeiro adorador” é medido pela sua conduta nos cultos, pela quantidade de glórias que dá, pelos hinos de “fogo” que mexem apenas com a emoção. Perceba que se alguém canta um hino da harpa, esses verdadeiros adoradores nem abrem a boca. E o que dizer dos cultos de oração, escola dominical, consagração – esses tais adoradores passam por longe.
Infelizmente virou moda nos cultos, hinos que mexem apenas com o emocional. Pessoas que quando estão em destaque dão um verdadeiro show de adoração. Porém, ao sentar-se, são como pedras de gelo. Somos templo do Deus vivo. E é impossível o Senhor habitar num templo sujo como sepulcros.
Quando Jesus encontra a mulher samaritana, ela lhe pergunta: “Senhor, onde devemos adorá-Lo (o Pai), no templo ou no monte? Jesus responde: “Creia que está chegando a hora em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade”. Ele sempre se referiu a um espírito voluntário, quebrantado, que não espera lugar nem ocasião para adorar a Deus. Um verdadeiro adorador não precisa estar em foco para adorar a Deus. Ele adora com ou sem platéia, com microfone ou sem, com oportunidade ou sem ela.
Somos morada, casa, templo, habitação do Senhor. Não importa onde estivermos: em casa, escola, no serviço, na igreja. Seja onde for, se o Espírito de Deus habita em nós. Onde estiver a nossa mente (alma e espírito em sentimento, não na emoção do coração), estaremos sempre adorando a este Deus vivo. Comece então agora mesmo a adorá-Lo, pois o Pai procura os verdadeiros adoradores, para fazer neles morada e habitação. Será que Ele já encontrou você?


Márcia dos Santos de Oliveira, maestrina do Coral Nova Luz, aluna da classe Dorcas

Textos extraídos dos informativos nº2, 3 e 4, do tópico "Sem dúvida, me direis este provébio" (Lc 4.23)

Por que enterramos os talentos?


“Mas o que recebera um ,foi ,e cavou na terra , e escondeu o dinheiro do seu senhor (Mt 25.18)”


A parábola dos talentos é uma das mais belas ilustrações referente aos princípios do reino de DEUS no que diz respeito ao serviço que prestamos ao Senhor e ao caráter dos seus servos. JESUS, nesta parábola, é representado pelo homem, dono de terras, que se ausenta por um tempo, chama os seus servos e lhes confia o trabalho em sua propriedade, entregando-lhes os seus bens.
A parábola fala de três servos que receberam do seu senhor os talentos, isto de acordo com a capacidade de cada um deles. Um recebeu cinco talentos, outro recebeu dois e outro recebeu um. Mesmo não havendo no texto a ordem expressa de que deveriam trabalhar, produzir, multiplicar o que receberam, isto ficou claro quando do retorno daquele senhor para o acerto de contas (v.19) bem como na passagem correlata de Lc 19.13. Então, o certo é que cada um daqueles servos deveria trabalhar no intuito de produzir para o seu senhor.
Interessante notarmos que o senhor que se ausenta, o dono da propriedade, não deixa nenhum fiscal para acompanhar o trabalho destes servos. Não há qualquer tipo de fiscalização ou supervisão do trabalho. Eles deveriam trabalhar livremente e aguardar, no final, no retorno de seu senhor, o acerto de contas (v.19). Aqueles servos certamente desfrutavam da total confiança do seu senhor e tinham a liberdade de usar os talentos recebidos da maneira como entendessem.
Notamos que o que recebera cinco talentos trabalhou arduamente, procurando retribuir a confiança de seu senhor, agindo semelhantemente o que recebera dois. Ambos foram recompensados pelos trabalhos prestados, recebendo elogios de seu senhor e a entrada no gozo eterno!!! (v. 21-23). Porém, aquele que recebeu um talento não procedeu conforme os outros. Ao contrário, “cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor (v. 18)”, recebendo no momento do acerto de contas, a dura sentença de ser chamado “servo mau e negligente. Inútil!” E ser lançado para longe do seu senhor, perdendo a alegria do gozo eterno (v. 30).
Observamos na vida deste trabalhador a atitude de negligência e descaso com o dono da terra, com seu senhor. Tudo bem que recebera apenas um talento. Pouco, na verdade, porém correspondia a sua capacidade (v.15). Muitos trabalhadores, sem dúvida, gostariam de estar em seu lugar. Mas o privilégio foi dado a ele.
Lamentavelmente não deu valor ao que recebeu. Preferiu não fazer nada com o talento recebido. Ou pior, enterrou-o, escondendo do seu senhor. Quem sabe, sentiu-se diminuído, inferiorizado em relação aos outros que receberam mais do que ele. Sua atitude em enterrar o talento recebido, mostra-nos, como diz o texto, que ele possuía um conhecimento errado acerca do seu senhor e que não tinha um bom relacionamento com ele. Atente para suas palavras: “conhecia-te, que és um homem duro... (v. 24)”. Note: Ele pensava que o seu senhor fosse um homem opressor, impiedoso, pronto a castigá-lo, caso cometesse algum erro.
Estes, pensamos, são alguns motivos que o levaram a agir dessa maneira, fazendo-o perder a entrada no gozo do seu senhor. Fidelidade por parte de seus servos, daqueles trabalhadores no cumprimento de seus deveres, era o que anelava aquele senhor quando retornasse (Lc 16.10; 1º Co 4.2), esperando ver seus bens multiplicados pelo trabalho fiel de seus servos.
Deus distribuiu dons e talentos à todas as suas criaturas e isto é muito precioso, não podendo ser desperdiçado! Ninguém há que tenha ficado esquecido e que não recebeu das mãos do Senhor certos dons, habilidades para serem usadas a seu serviço. Independente da quantidade, pois Deus conhece mais do que ninguém o quanto podemos administrar, esses dotes (talentos), devem ser empregados com a maior qualidade possível!!!
O princípio divino no serviço do Reino mostra-nos que temos obrigações iguais, não importando o quanto temos ou fazemos. Trabalhemos pois, diligentemente, perseverantes e fiéis aos talentos que temos recebido do Senhor. Temos a incumbência de usá-los em sua obra com a máxima dedicação, empenho e cuidado, pois no dia do acerto de contas, seremos aceitos pelo dono dos talentos!!!
Como falamos acima, o Senhor não fiscaliza o trabalho dos seus servos. Apenas entrega-lhes os talentos, confiando na fidelidade deles, esperando um trabalho frutífero e produtivo. O verdadeiro caráter dos servos é manifestado justamente na ausência do seu senhor. Dois demonstram um caráter íntegro, fiel. O outro servo não. Da mesma forma, cada um de nós trabalha com total liberdade na obra do Senhor, não havendo aparentemente qualquer fiscalização; fazemos, agimos, da forma como achamos que deve ser feito.
Como tem sido o seu trabalho com Deus e para com Deus? Como tens usado o talento ou os talentos que ele lhe concedeu? Como se manifesta o seu verdadeiro caráter quando ninguém lhe vê? Estas sendo fiel no serviço ao Senhor, procurando fazer o melhor para Ele? Sente-se uma pessoa de um talento só e às vezes é levado a pensar que com suas poucas aptidões nada se pode esperar de você? Isto te tem levado a negligenciar e tratar com desdém o Senhor e a sua obra? Sente-se inferior, menor em relação aos outros que lhe cercam, por pensar que possuem mais do que você? Talvez, como o servo de um talento da parábola, você tem pensado erradamente que Deus é um carrasco vingativo, um monstro terrível que age sem misericórdia, e isto lhe faz enterrar os talentos que Ele lhe deu.
Saiba que você é muito útil à obra do Senhor e para o Senhor. Ele lhe concedeu dons e talentos, habilidades preciosas para você usá-las a seu serviço. O Senhor confia em você e espera o seu melhor. Não se sinta uma pessoa desqualificada, inferior. Não tenha medo de Deus. Ame-O, adore-O, reverencie-O, renda-lhe graças por acreditar em você e ter lhe confiado este trabalho em sua obra. Não inutilize seus talentos. Não os enterre. Não dê desculpas a Deus alegando não saber fazer ou não ter oportunidade. Lembre-se: não é a quantidade que recebemos que determinará a nossa recompensa, e sim, a fidelidade no uso do que recebemos. Seja fiel no que faz com e para Deus. Não importa o que você faz. Seja qualquer atividade, mostre-se fiel, tendo a convicção de que o seu trabalho não é vão ao Senhor, mas terá uma recompensa (1º Co 15.58).
O que o Senhor lhe confiou está de acordo com a sua capacidade. Portanto, não há desculpas para negligência, apatia, inércia, estagnação. Assim sendo, de acordo com a nossa capacidade, devemos cumprir nossa missão fielmente, como bons administradores de Deus na terra, revelando o verdadeiro caráter cristão. Assim, no dia do acerto de contas com o Senhor, posamos ouvir: “bem está servo bom e fiel...” . Amém.

Pb Samuel Marques França, superintendente da EBD, professor, palestrante e membro do Centro de Apologética da IEAD em Paranaguá. Texto integral do informativo dominical Didaskein nº 3.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Primeiro Tratado - Diferencial pessoal

Por Elizeu Rodrigues dos santos, editor
Hoje, 06 de Agosto de 2007, um ano após iniciar meus trabalhos de ler e escrever sobre assuntos de caráter cristão, começo a passá-los ao Word em forma de texto-livro, pois adquiri um computador. Muita coisa ainda escreverei, sempre colocando a data para me localizar no tempo. Dessa forma estarei situado no tempo e espaço da mudança no sentido de minha vida. Tudo isso para honra e glória do nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e de Nosso Eterno Deus e Pai, Senhor dos céus e da terra.


Início de tudo (01/08/2006)


O que quero de bom pra mim é o mesmo sentimento que tenho ou desejo a meu irmão? Minha pregação está dotada de excelente poder em eloqüência? E na letra, livros, palavras que não são minhas, cópias e cópias de grandes e modernos pregadores? Será que aquela voz na tribuna é minha mesmo ou me transformo em um artista ao pegar o microfone? Deixo fluir e transparecer aquilo que sou em casa dentro ou nos átrios da igreja? Aos amigos de trabalho e onde estudo, será que eles sabem que aquilo que vêem em mim é o retrato do que sou em casa ou na igreja? E no almoço de domingo com parentes, eles conseguem visualizar aquilo que realmente sou em casa, como pareço ser na igreja? Se estou na fila do banco, no consultório médico ou hospital, no supermercado, na praia ou em qualquer outro lugar, as pessoas conseguem notar ao contemplar-me junto a esposa e filhos, que somos diferentes deles? Eles conseguiriam identificar que por maiores dificuldades que pudéssemos enfrentar, elas não mudariam aquilo que Deus passou aos homens no passado e que, depois Jesus fez, sendo homem idêntico a nós?
Até parece que comecei meu trabalho com muitas perguntas. Como somos homens naturais, apesar da posição que possamos ter ou desempenhar, as perguntas são feitas muitas e muitas vezes dentro de nós, buscando o desfecho daquilo que aprendemos.
Em Mt 25, Jesus ouve uma seqüência de perguntas inquietantes: “Quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos te ver? ( vv. 37,38 e 39)”. Os escolhidos por Cristo perguntam isso pois ouvem Jesus elogiá-los, chamá-los “benditos de meu Pai”, e que “possuirão o Reino que lhes está preparado desde a fundação do mundo”, mesmo que eles não buscassem isso em sua caminhada, como sendo algo mais importante do que compartilhar com seu próximo tudo que para eles era normal, e que o Jesus dos evangelhos sempre priorizou.
Para eles, que foram contados como ovelhas e tirados do meio de bodes, tudo parece novo. A novidade de vida da qual a Bíblia nos relata em Rm. 6.4, fala que o batismo para nós hoje é como a morte de Jesus Cristo na cruz. Começa com a morte do nosso velho ser, e a ressurreição de uma nova criatura, um novo ser. É ser contado como ovelha, mesmo andando com bodes. Assim Jesus falou de diversas maneiras e por inúmeras vezes nos evangelhos, coisa que nem nos salmos alguém poderia encontrar.
Em Mt. 24 Jesus ministra ao povo necessitado, pobres, velhos, aleijados, crianças, ricos de bom coração e até espias dos sacerdotes (religiosos), um sermão que para nós foi intitulado profético, devido a excelência das palavras e a dureza da doutrina. Nos vv. 40 e 41 fala que estando dois no campo, um será levado e o outro, deixado para trás (homens). Estando duas no moinho, será levado uma, e a outra, deixada para trás (mulher). Qual será a marca que o Senhor Jesus vai requerer nesse dia e que fará a diferença entre o bode (ímpio religioso) e a ovelha (justo cristão)?
Sem querer ser muito observador, olhamos a pregação de Jesus ao povo. Ele diferenciou o povo sem em momento algum citar obras, posição externa quanto a trajes, cargo político ou eclesiástico, etc. Até a dispersão de pessoas que a lei ordenava por serem leprosos, prostitutas, as pessoas que a religião tinha por pecadores, pois viviam doentes, fracos, na pobreza, não foi em momento algum colocada em questão por Jesus. O ponto de contato fundamental e diferencial que Jesus sempre usou é o que encontramos nos evangelhos.
Os fariseus, religiosos conservadores da tradição pós-cativeiro, devido ao avivamento que profetizou Habacuque, perguntam a Jesus qual é, de tudo aquilo que o líder Moisés deixou, o maior e mais importante mandamento. Jesus então fala exatamente o que eles queriam ouvir: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento (Mt. 22.37)”. Pela primeira vez, os jovens fariseus, intelectuais, estudados, teólogos, acreditam ter conseguido fazer Jesus falar o que eles sempre ouviram nos últimos quatrocentos e setenta anos. No momento da resposta de Jesus, eles crêem que, devido a eloqüência e sabedoria em formular uma excelente pergunta, isto foi o ponto chave para a boa resposta que Jesus deu a seus olhos.
Com certeza lembram-se de seus adversários doutrinários, os saduceus, pois sabem que Jesus os haviam deixados mudos na mesma sinagoga. Seus corações estão cheios de alegria, pois a resposta de Jesus, a princípio, era tudo o que eles aprenderam no grupo fariseu. A lembrança de Moisés os deixava totalmente certos em sua crença. O que ele escreveu no Sinai, até o “profeta” Jesus, de sua época, lia e sabia a grande importância que tinha a lei. Estão já satisfeitos ao perceber que aquilo que falam de Jesus não é verdade. No caso dos saduceus que ficaram calados e mudos com a resposta de Jesus, acreditam eles que, como não foram bons em elaborar a pergunta, Jesus deu uma resposta que não os agradou. Como não os agradou, calaram-se sem saber o que replicar ao Mestre. Os fariseus pensam que haviam conseguido fazer com que o Mestre Jesus não se alterasse nem começasse a falar para o povo que o seguia da mesma forma que falou aos saduceus.
“Para nós hoje, também são parecidas as situações. Muitas vezes alguém nos pergunta algo e a resposta que deveríamos dar causará algo ruim entre nós e a pessoa que disse ou perguntou tal coisa. O medo de que o que dissermos, mesmo certos e com o nosso testemunho mesclando palavra por palavra, faz-nos responder ou dizer coisas que nos deixam em boa posição em relação à pessoa que nos inquiriu ou a quem falamos algo.”
Pela primeira vez, Jesus seria um profeta bem visto pelos fariseus e demais sectários. O que eles não tinham idéia era o que viria depois. A conclusão de sua primeira parte à resposta inquirida foi: “Este é o primeiro e grande mandamento”. O júbilo do credo farisaico muda quando Jesus continua sua locução: “E o segundo semelhante a este é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo (Mt. 22.39)”. Concluindo, Jesus fecha sua metodologia de que bodes e ovelhas, ímpios e justos, isto é, todos vivem debaixo do primeiro e segundo mandamentos de Deus. Completa dizendo que “desses dois dependem toda lei e os profetas (Mt. 22.40)”.
Diferencial pessoal, isto foi o que Jesus sempre procurou. Amar a Deus, ser servo fiel, ser filho amado do Pai, ser discípulo, obreiro, cantor de hinos e autor de poesias e salmos. Como é bom ouvir isso de Deus! Como será dizer que amamos a Deus, o qual Moisés não suportaria vê-lo frente a frente, se não nos importarmos primeiro com o nosso próximo? Ser religioso será que diferenciará alguém no dia do arrebatamento? Se estivermos aguardando a ressurreição de nosso corpo para a vida eterna, a religiosidade será o elemento mais importante perante Jesus, ou só saberemos a verdade na segunda ressurreição, para a morte eterna?
Paulo, em Atenas, os acha muito religiosos (supersticiosos), pois tinham muitos altares e templos, um para cada deus dos quais eles adoravam (At. 17.22). Chama-os de religiosos, uma coisa que ele foi por 40 anos, até ser chamado por Jesus Cristo no caminho para Damasco. Tiago escreve em sua epístola que “se alguém diz ser religioso (cristão?) e não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo, e a sua religião não vale coisa alguma”. O apóstolo Tiago é usado de forma profética e coloca um ponto final ao termo religioso-cristão: “O cristão puro e sem faltas, do ponto de vista de Deus, o Pai, é aquele que cuida dos órfãos e das viúvas, e cuja alma permanece fiel ao Senhor, sem contaminar-se e nem ao menos sujar-se em seus contatos com o mundo (Tg. 1.26,27)”.
Jesus sempre buscou algo no coração do homem. Religião por si só não é nada. Ser cristão em trajes só para que as pessoas do mundo digam “lá vai um crente”, sem que vejam o ponto diferencial que Jesus sempre pregou em seu curto e frutífero ministério, não habilitará o crente a ser um servo por completo. Será falho e achado em falta, e talvez nem será separado como ovelha. Em Lc. 10.25-37 Jesus novamente é inquirido por um certo doutor da lei, que pergunta ao Mestre o que deverá fazer para herdar a vida eterna. Como Jesus sabe que o doutor da lei quer fazê-lo errar, pergunta então ao doutor o que ele tem lido na lei. Esse certo doutor da lei, que deveria ser até mesmo um dos fariseus que já o haviam inquirido tempos atrás sobre o grande mandamento de Deus, já sabia a resposta. Assim como Jesus havia dito na sinagoga (Mt. 22.34-40), o doutor da lei apenas repete: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento; e ao teu próximo como a ti mesmo (Lc. 10.27)”.
Como um interrogatório de polícia ou a sessão de um julgamento, o doutor da lei usa o que Jesus falou e que os deixara estáticos, parados, só para ver o que Ele diria em sua réplica. Como um grande advogado, o doutor da lei fala o que aprendeu com o Mestre, querendo que Ele erre feio, falhe, diga algo para que o povo perceba que seja heresia a lei mosaica. Jesus tão somente o elogia dizendo: “Respondeste bem. Faze isto e viverá (v.28)”. A situação que era boa ao doutor da lei que respondeu a Jesus com suas próprias palavras, o faz ver que, do jeito com que Jesus o elogiou, mais e mais o povo o chamará de Rabi. Sem saída, ele usa de sua eloqüência e perspicácia se justifica a Jesus, perguntando: “E quem é o meu próximo, Rabi? (v.29)”.
Muitas e muitas vezes, mesmo sabendo o que diz a escritura, da maneira como Jesus ensinou, achamos que iremos ter que fazer muita coisa pelo nosso próximo. Muito? E tal qual o fariseu doutor da lei repassamos a pergunta a Jesus, como os amigos de Jó fizeram com ele. Vemos os erros dos outros e nunca os que estão em nós. Muitos sacerdotes e levitas da época de Cristo, os quais deveriam ser exemplo em tudo, somente forjavam duras questões para os pequenos, sem alfabetização, sem o livro sagrado para ler e meditar, sem nada e para eles estava tudo certo. Quando viram o judeu todo estropiado, roupas rasgadas, roubado, pensaram ser mais um mendigo qualquer que dormira ali e sequer olharam. Aparece então um homem samaritano o qual Deus, assim como fez com Jó, o enche de elogios e diz que ninguém há igual a ele. Frente a Satanás nas alturas, Deus elogiando um samaritano? Será? Claro! Jó não era israelita, muito menos descendência de Abraão. Mesmo assim ele é considerado na palavra de Deus como um dos homens mais piedosos de todos os tempos (Ez. 14.14).
Jesus deu água viva aos samaritanos. Ele quer que da mesma forma aproveitemos toda e qualquer oportunidade e demos da água da vida aos que nos ouvem. O samaritano fez tudo aquilo que nosso Deus almeja que façamos pelo nosso próximo: ajudou-o. Aí está o diferencial de Jesus Cristo para nossas vidas. O jovem doutor da lei quando houve a história do samaritano, sai em disparada, pois nem próximo algum, a não ser que estejam entre os seus companheiros de sinagoga, muito menos samaritanos, estão em sua lista de ajuda.
Temos que exceder em todas as coisas que fazemos, para que o nosso Deus e Pai celestial perceba a mudança em nós. Este é o grande diferencial que Jesus sempre ensinou. Se Jó não fosse tudo o que Deus disse a Satanás, sua vida terminaria como estava, na maior miséria espiritual. Ele sendo riquíssimo financeira e espiritualmente, porém sua família que era por vezes idólatra, fazia-o sacrificar a Deus pelos pecados dos filhos, dos amigos, dos servos. Se Jó fosse como os outros a sua volta, Satanás nem se preocuparia em tentá-lo, pois já faria parte de seu time. Mas como ele era voltado para Deus em uma terra idólatra, Deus o contou como reto, sincero, temente a Deus e desviando-se do mal.
Essa diferença é o que Deus busca em seu povo, através do sacrifício vicário de Cristo, seu Filho. Tudo o que Jesus ensinou nos fará ir ao céu conforme tudo que dele aprendemos: OVELHAS DO MESTRE!!! Uma frase contida no código do “Ambiente Sadia” diz: “Não sabendo que era possível, foi lá e fez!”, em alusão ao grande empreendedor Atílio Fontana, fundador da Sadia S.A., uma das maiores empresas de produtos industrializados do mundo. Isso realmente é o que devemos sempre ter em mente: Fé! No final, ouviremos o grande chamado para estar junto de nosso Senhor e Salvador Jesus: “Vinde, benditos de meu Pai. Possui por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo...”

Primeiro Tratado – 01/08/2006, foi o primeiro texto escrito em meu diário, após meu acidente automobilístico em 2 de Maio de 2006. Aqui comecei os meus três anos na Arábia (Gl 1.17,18)

domingo, 14 de outubro de 2007

Precisamos de Avivamento?

Cristo vive em mim
São inúmeras as perguntas que fazemos, sempre querendo chegar ao conceito de avivamento. Na PEB (Pequena Enciclopédia Bíblica) significa, literalmente, “tornar mais vivo; excitar, despertar; animar, estimular”. No mini dicionário Sacconi, o verbo tem sete tipos de aplicações, entre eles: 3-agravar; exacerbar (irritar); 7-crescer, agravando. Como Neemias, será que teremos que novamente consertar as portas da cidade, para ver o avivamento chegar? Ou será que Deus, como médico, não nos ressuscitaria por completo, só faria algo superficial, pela metade, porque não teríamos dinheiro para pagar a conta do hospital? “Morreu o rei, o avivamento morreu também. Israel teve um avivamento mais duradouro (Habacuque), que os conduziu por 400 anos de silêncio profético, até a pregação de João Batista” (Pr Claudionor Correia, 4º Trimestre 2006, lição 13). Avivamento de Deus morre?
De Salomão até Josias foram mais ou menos 300 anos em que, para seguirem o exemplo do sábio, proverbial e eclesiástico rei, todos os seus filhos continuaram fazendo de igual modo: idolatria com os altos e bosques levantados para suas várias mulheres idólatras, e a falta de compaixão para com o povo de judeu. Os altos e bosques que Salomão havia levantado 300 anos, são colocados abaixo, conforme relato em 2 Rs 23, por Josias: “Subiu o rei à casa do Senhor, e com todos os homens de Judá, todos os habitantes de Jerusalém... e o povo esteve por este pacto”.
Todavia, o rei Josias não alcançou a mudança esperada por Deus, deixando de depender dEle. Ele morre numa guerra que não lhe pertencia. Por que? Será que o avivamento que ele recebeu foi tão grande a ponto de não deixá-lo parado, calmo, tranqüilo? Será que buscar auxílio em uma reunião com os sábios não o ajudaria, não lhe mostraria outra saída? Ou o avivamento não foi suficiente, conforme comenta o Pr Claudionor, causando seu esquecimento em buscar uma alternativa com algum profeta ou sacerdote? O relato bíblico em 2º Cr 35.20-24 comenta sua morte, causada por seu próprio impulso contra outro rei, que lhe informara o seguinte: “Não é contra ti que venho hoje... deixa de te opores a Deus, que está comigo, para que Ele não te destrua”. Porém Josias faz como Balaão, não dá ouvidos ao rei Neco, do Egito, visto que os babilônios venceram os assírios, que haviam deportado os judeus do Reino do Norte. Ele tenta parecer amigo deles, a cair no mesmo desagravo que acontecera à Samaria. Contudo, o ato de querer ajudar ao Deus de Israel causa-lhe a própria morte.
O pedido a Deus por Habacuque, “na ira, lembra-te da misericórdia”, me ensina que todo avivamento vindo dEle, não é pra você que sente Sua comunhão diária. É para pessoas como o rei Josias, ou como o profeta Elias, que pensou estar sozinho e ser, ele só, o único a ter a sincera comunhão com Deus. Elias fala: “Eu... e eu só...”, depreciando os sete mil que Deus guardara como seu particular tesouro. O avivamento então, acredito, seja uma forma de reanimar, despertar, etc, aquele cristão auto suficiente, que desconhece a existência de pessoas realmente vivas em Cristo como você, que oram, jejuam, consagram, para que ele, “o auto suficiente”, permaneça de pé, na posição. Como não há relatos sobre avivamento no Novo Testamento, a não ser o Pentecostes, que é derramamento de poder, fico então com as palavras de Paulo: “... não vivo eu, mas Cristo vive em mim... o viver é Cristo... nos vivificou juntamente com Cristo... apresentai-vos como vivos dentre os mortos...”.
Com certeza, o avivamento que sempre buscamos, sem ao menos perguntar o por quê, Jesus Cristo, através do Espírito Santo, nos mostrará que, se estamos vivos com Ele, nada, mas nada mesmo, nos separará do Seu amor. Será que precisamos, como está escrito em Hebreus 6.6, "cruscificar Cristo" , e vê-Lo ressuscitar em nós novamente, como avivamento? O verso 12 fala que não sejamos negligentes, mas imitadores daqueles que pela fé e esperança, herdaram a promessa (negligente-www.comoviveremos.com)? Você procura o avivamento? Lembre-se que a ira de Deus sempre o acompanha.

Dc Elizeu R dos Santos, professor

Um momento a reflexão

Auto-exaltação e autopromoção: Realidade nua e crua

O antigo testamento relata em 2º Cr 26.1-23, a história de um poderoso rei, chamado Uzias, filho de Amazias, rei de Judá. Do v.2 ao v.15, lemos como Deus o abençoou, sendo instruído por Zacarias no temor do Senhor, fazendo sua fama se espalhar até as terras do Egito. O segredo de sua prosperidade e fama encontramos no v.5: “... enquanto buscou ao Senhor. Seu coração estava concentrado em buscar a Deus. Dependia do Eterno e lembrava-se continuamente que fora Deus quem lhe dera poder para adquirir riquezas. Uzias colheu a abundância das bênçãos de Deus: foi próspero, famoso e poderoso. Contudo, algo acontece em sua vida, que começa a desviá-lo para a destruição. Seu coração encheu-se de orgulho. Não manteve a confiança e dependência em Deus, mas inchou-se de orgulho e exaltou-se aos seus próprios olhos: “Mas, quando ele se havia tornado poderoso, o seu coração se exaltou (v.16)”. A auto-exaltação o leva a desobediência. Impulsionado pelo orgulho, entra no templo com a intenção de, ele mesmo, queimar incenso ao Senhor.
Contudo, esta função não cabia ao rei, mas aos filhos de Arão, os sacerdotes. Então o sacerdote Azarias, apoiado por mais 80 sacerdotes, o repreende e se opõe a frente do rei, dizendo-lhe: “A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que foram consagrados para queimarem incenso (v.18)”. Uzias fica furioso, pois sentia-se acima da repreensão dos sacerdotes. Continua em pé, junto ao altar, com o incensário na mão, quando vem o juízo divino: surge lepra em sua testa, e os sacerdotes o expulsam do templo. Em um único dia, o rei Uzias deixou de ser próspero, poderoso e famoso rei de Judá. É agora apenas um leproso, tendo que abandonar o palácio real, pois tornou-se imundo, conforme a lei de Moisés. Ao invés de desfrutar da abundância que Deus lhe concedera, morreu desta terrível doença. A auto-exaltação, o orgulho e a autopromoção trazem impurezas ao altar.
Na igreja hoje, há pastores, evangelistas, mestres e líderes de ministérios importantes aos seus próprios olhos. Exteriormente, suas igrejas parecem bem sucedidas. Entretanto, o foco principal não está mais no Senhor, e sim na liderança e no ministério. Os líderes estão mais interessados em promover a si e ao ministério, do que exaltar ao Senhor e dar-lhe glória. Ao invés de reconhecer que são dependentes de Deus, preferem depender das próprias forças e habilidades. Há ministros tão orgulhosos que não percebem a submissão a Deus e aos outros membros do corpo de Cristo. Recusam-se a prestar contas a quem quer que seja.
A auto-exaltação a autopromoção leva-nos a desobediência. Quando um pastor, ou um líder cristão se exalta acima de Deus e passa a confiar nas próprias habilidades, ao invés de depender da unção e da força dEle, peca contra o Senhor e traz impurezas para o altar onde ministra. A menos que se arrependa e seja lavado de seu orgulho e da sua auto-exaltação, o juízo de Deus virá sobre ele.
Deus prometeu bênçãos para todos nós. Todavia, deve haver primeiramente uma purificação nos altares dentro da igreja. Os líderes que Deus levantou devem estar dispostos a examinar a própria vida, para ver se alguma impureza entrou em seu coração no momento de lidar com os dízimos e as ofertas que Deus lhes confiou. Depois de permitir que Deus os purifique, devem dar o exemplo e apontar o caminho aos membros do corpo de Cristo, demolindo os altares impuros e edificando outros com os padrões requeridos por Deus, não conforme as regras que o homem estabeleceu.
Se o altar onde você entrega os dízimos e ofertas for impuro, isso impedirá o fluxo das bênçãos prometidas por Deus. Peça a Deus que primeiro revele quaisquer áreas de impurezas em seu altar pessoal.
-Quais as suas motivações ao contribuir: elas são puras?
-Você contribui por obediência, conforme Deus determinou?
-Existe o pecado do orgulho ou da autopromoção em sua vida?
À medida que Deus lhe revelar as áreas de impureza em sua vida, arrependa-se e peça que Ele o purifique! (Fonte: Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira - Ed. Central Gospel)

O que é mais importante, a oferta, ou o altar onde a entregamos? Continue na leitura, pois aprenderemos com Jesus.
Oferta ou altar onde a colocamos, o que é mais importante?

Muitas igrejas enfatizam a importância das ofertas que trazemos a Deus, mas não se preocupam tanto com o altar onde as colocamos. Em Mateus 23. 17-20, Jesus repreende severamente os fariseus por sua cegueira espiritual: “Cegos! Que é mais importante, a oferta, ou o altar que santifica a oferta? (v. 19)”. Os fariseus consideravam o ouro do templo mais importante que a própria casa de Deus e julgavam as ofertas superiores ao altar. Quando alguém fazia algum juramento pelo altar, eles não davam consideração ao compromisso firmado, achando que a pessoa não tinha a obrigação de cumprir o que prometera. No entanto, quando alguém jurava pela oferta sobre o altar, o compromisso era válido. Jesus então lhes revela que o altar é mais importante, pois santifica a oferta.
Deus estabeleceu diretrizes para sua construção, de acordo com a lei de Moisés. O altar era purificado, consagrado sete dias e ungido com óleo. Assim, se tornava santo aos olhos de Deus: “Então, o altar será santíssimo, e tudo o que tocar nele será santo (Ex 29.37)”. O vocábulo grego traduzido por “santificar” no v. 19, é Hageeadzo – άγεεαδζω, que significa declarar sagrado ou santo; consagrar. A oferta em si não era considerada santa, todavia, assim que era colocada sobre o altar, que era santo, se tornava santa também.
Se quisermos receber as bênçãos prometidas por Deus, devolvamos a Ele nossas ofertas e nossos dízimos, sobre altares santos, purificados, e ungidos pelo Espírito Santo. Depois que Salomão construiu o templo, consagrou o altar e colocou holocaustos (ofertas) sobre ele, de acordo com as orientações dadas por Deus a Moisés. Com isso, a SHEKINAH – isto é, a glória visível de Deus – encheu o templo. O fogo do Senhor desceu do céu e consumiu os sacrifícios e os holocaustos.
Os altares em nossas igrejas hoje devem ser: a) purificados pelo Espírito Santo; b) santificados e separados por Ele; c) ungidos com o fogo dEle. Porém não é o que presenciamos, pois observamos invejas, ciúmes, adultérios, e nossos altares têm se tornado, muito das vezes, palcos para shows. Dizemos que amamos nossos semelhantes, mas infelizmente não é isso que acontece. Os dízimos, as ofertas e os sacrifícios que oferecemos a Deus, devem estar de acordo com o padrão estabelecido por Deus em sua Palavra. Antes de tudo, devemos entregar a nós mesmos, como sacrifícios vivos a Deus, mas nem isso fazemos. Devemos ofertar com motivação pura, não por imposição ou pressão, e até para barganhar com Deus.
Contribuamos liberalmente, com o melhor daquilo que Deus nos concedeu. Não com tudo o que temos, como dizem alguns (e não estamos falando de outras denominações), e até estipulando valores altos. O que diríamos da oferta da viúva pobre? Era pouco, porém ela deu de coração, e isso sim é o que realmente importa para Deus. Se então depositarmos nossas ofertas e dízimos sobre altares realmente “santos”, purificados e ungidos pelo Espírito Santo, Deus derramará o seu poder, a sua glória aparecerá em nosso meio.
O Senhor transferirá riquezas para o seu povo, e então utilizaremos esses recursos para financiar a grande colheita dos últimos tempos, e em todas as nações. Se a casa de Deus for bem abençoada, devemos investir na conversão de almas para o Reino de Deus. Portanto, examine com que propósito você está ofertando e dizimando, e em que tipo de altar você está depositando sua oferta e seus dízimos.

Porque se os dois, o teu propósito (oferta) e o altar onde entrega o teu propósito não estiverem conforme a Palavra de Deus, de nada adiantará!!!

Dc Jefferson A. de Oliveira, professor

Os dois caminhos

Qual é o seu alvo?
Há quase trinta anos ouço falar sobre os dois caminhos, um que nos levam à vida eterna (o Pai), outro a morte eterna (o Inferno): o caminho largo e o estreito. Ouvimos muitos conceitos diferentes a cada pregação. Um deles é que no caminho estreito não podemos passar com nada, a não ser nós mesmos. Nem malas, nem dinheiro, nem carros. Bem diferente do largo, onde há espaço e lugar para tudo quanto pudermos carregar. Será que o caminho estreito, do qual você tanto ouve falar, prega, visualiza em obras pintadas e, o largo, são isso mesmo? Num você carrega tudo, só que o fim dele leva ao alfandegário, que cobrará o imposto que, com certeza ninguém poderá pagar. O caminho largo o qual Jesus muitas vezes falou, será finalizado com a perdição. Porém, Ele afirma que “muitos são os que entram por ela (Mt. 7.14; Lc. 13.24)”.
Caminho, do grego hodos (οδος), significa estrada, caminho de viajante, viagem e usado metaforicamente por Jesus acerca de “um curso de conduta” ou “maneira de pensar”: caminho da justiça (Mt. 21.32); caminho que conduz a perdição (Mt. 7.14). Sua forma original no hebraico é derek (דֶרֶךְ) que indica uma distância, viagem, jornada, conduta, maneira, condição, destino (fonte: Dicionário Vine). Nos substantivos originais notamos que uma das referências recai sobre nossa conduta em viver, pensar e agir como sendo o caminho mais próximo do que Jesus quer nos ensinar.
Em Lc. 13.22-29, alguém pergunta a Jesus: “Mestre, são poucos os que se salvam? (v.23)”. Jesus responde dizendo que temos que “porfiar em entrar pela porta estreita, porque muitos procurarão entrar e não poderão (v.24)”. O exemplo de Jesus acerca da porta estreita assemelha-se a arca de Noé e a tudo o que Ele sempre ensinou sobre conduta: “em teu nome pregamos, expulsamos demônios, curamos enfermos, ensinamos a palavra”. Ouviremos uma dura sentença: “Afastai-vos de mim, pois não vos conheço (Mt. 25.41)”.
Essa conduta é ensinada aos discípulos e ao povo quando Jesus olha para o interior do templo e diz que “na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam (Mt. 23.2,3)”. Hoje, tudo aquilo que Jesus ensinava ao povo se repete em proporções cada vez mais alarmantes. Então acredito que chegou a hora de colocar o significado da palavra porfiai: 1-Altercar, contender, disputar obstinadamente. 2. Tr. ind. Competir, rivalizar. 3. Tr. dir. Competir, disputar. Isso significa que a contenda, a disputa, a competição e a rivalidade não são entre você e Satanás, ou entre você e seu inimigo (a pessoa que você pensa que espera o seu mal), ou com seu irmão. São disputas entre você e você mesmo. É a luta com o seu ego, o seu eu, o maior ídolo que afasta a presença de Deus de nós. Se não porfiarmos, perderemos a luta e nos tornaremos avarentos por nós mesmos. E o apóstolo Paulo ensina que isso é idolatria (Ef. 5.5; Cl. 3.5).

Ouvimos muitas pregações sobre o tema. Lembro que certa vez, no colégio onde estudava em Joinville, chamado Abdon Baptista, minha professora de educação religiosa, Dona Ady Lopes dos Santos, que na época era superintendente da Escola Bíblica Dominical, templo sede da IEAD, levou um quadro representativo. Nele haviam dois caminhos, o largo e o estreito. No quadro, o caminho largo era como uma grande cidade, do tipo Paris ou Los Angeles, por exemplo. Cheio de festas, parques, cassinos, moda, bares, lanchonetes, restaurantes. Digamos ser semelhante ao centro de nossa cidade, só que em termos muito mais elevados. Estava cheio de gente: famílias, rodas de amigos, pessoas de montão. No final da cidade havia o lago de fogo e enxofre. O estreito era utópico: um campo como o de uma estrada de fazenda, onde você não vê muitas pessoas, só plantações e animais da agropecuária. Poucas pessoas tornavam o caminho estreito, pois onde passam poucas pessoas, há uma única trilha. No final, encontrava-se o paraíso. Lembro que havia um triângulo no centro do quadro com um olho dentro, que a professora ensinou se tratar do olho de Deus. Quem tiver uma vida regalada terá um final não muito bom. Quem ao contrário, viver na simplicidade, terá um final feliz. Quantas vezes você já ouviu pregações desse tipo? Eu, inúmeras!
Crescei na graça e no conhecimento de Jesus (2° Pe. 3.18)”; “e o menino crescia em sabedoria... (Lc. 2.52)”. Crescer. É isso que todo dia acontece com seu filho e você não percebe. Temos que crescer no conhecimento da palavra, não por nós mesmos ou por livros, dicionários e literaturas que já formalizam o pensamento como regra, mas pela graça de Jesus. Como é precioso entender e ter no momento certo a palavra que alguém precisa, procura, busca. Os caminhos do homem são as vezes vistos como excelente exemplo aos outros, porém o fim deles é de morte e de perdição (Pv. 7.21;14.12;16.2;16.25).
Você quer compreender a grande diferença entre esses dois caminhos, tanto comentada em nossas igrejas? E de uma forma que, tenho certeza, você nunca inquiriu (perguntou)? Continue então lendo, pois teremos a seqüência culminante do assunto, falando sobre os dois caminhos, individualmente.
O caminho largo (Mt. 7.13)
Como conceituar o caminho largo/ espaçoso, segundo as palavras de Jesus? Um método prático e atual para comparação da palavra caminho, “estreito ou largo”, é observar um julgamento em um tribunal. Os advogados, tanto a acusação quanto a defesa, tentam de todas as formas fazer o juiz compreender a culpa ou a inocência de seu cliente. Num julgamento justo, o que estará em discussão serão as atitudes que o réu praticou, com ou sem dolo ou, se realmente é inocente, isto é, não praticou nada daquilo que é acusado. Caminho largo então será que tem haver com dinheiro? Com posição? Com comida ou bebida? Com jogos ou festas? Não. Tanto no original grego quanto no hebraico a palavra caminho, como Jesus ensinou ao povo, entende-se como uma conduta, maneira de pensar, de agir. Essa é uma condição que, se quisermos chegar ao fim, teremos que abraçar. E nisso não existem meios termos. Ou se é cristão ou não é (não crente, cfe Tg 2. 19,20).

Quando Jesus Cristo, na separação de seus escolhidos, fala aos outros, rejeitados: “afastai-vos de mim, pois não vos conheço (Mt. 7.23;25.41)”, faz menção, não ao que levaram a mais no caminho, materialmente falando, mas ao fato de não abraçarem tudo aquilo que Ele ensinou, pois Sua palavra seria o essencial para chegarem ao outro lado. Sua lei, a lei da liberdade, conforme escreve o apóstolo Tiago: “Aquele que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este será bem-aventurado no que fizer (Tg 1.25)” responderá a pergunta dos escolhidos, separados como ovelhas (Mt 25.37-40). Caminho largo então é uma conduta ou maneira de pensar e agir que não está de acordo com tudo o que Jesus ensinou: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. Desses dois dependem toda a lei e os profetas (Mt. 22.40 e referências)”.

Em Mc. 12.28-34, o escriba que pergunta algo a Jesus fica atônito e ao mesmo tempo impressionado quando ouve a resposta dEle. Atônito, pasmo, pois fica sem ação ante a serena colocação de Jesus sobre os mandamentos. Impressionado, devido a resposta que ouve transpassar, ir além, colocar em dúvida tudo aquilo que aprendera em sua congregação ou sinagoga. O escriba então fala do fundo do coração: “Muito bem Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dEle, e que amá-Lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças e amar ao próximo como a si mesmo é mais que holocaustos e sacrifícios (v.32,33)”. Ele conhecia a lei, como a maioria dos judeus, porém não praticava um nada do que aprendia. Estava desejoso de ir ao céu, só que pelo caminho largo, pois Jesus mostra a posição dele através de suas ações, ante o Reino dos Céus, dizendo que: “não estás longe do Reino de Deus (v.34)”, o que indica que ele, como o jovem rico de Mc 10. 21, não passava de simples religioso, e faltava-lhe uma coisa.

A conduta que havia até então era desprezar o seu próximo. “Fechar o caminho, não entrar nem deixar os outros passarem. Devorar a casa das viúvas sob pretexto de grandes e prolongadas orações. Converter alguém para sua religião e depois, o transformar em seu sucessor, igual a si. Achar que o ouro era mais santo que o templo. Que a oferta era mais preciosa que o altar”. Eles não sabiam como usar o mapa nem seguir a agulha da bússola (o Tenak – nosso Antigo Testamento). Jesus então diz que eles, como condutores, são cegos. Um mosquito para eles era um problemão e um camelo passava fácil-fácil em sua peneira. Era um crivo semelhante aos de hoje: dar o dízimo de coisas insignificantes ou não, e ainda esquecer o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé. Por fora pareciam limpos, excelentes pessoas, mas por dentro eram cheios de rapina e iniqüidade. Verdadeiros sepulcros caiados. Os sepulcros dos profetas e dos justos eram adornados e ainda diziam sempre que, “se existíssemos na época de nossos pais, nunca nos associaríamos nisso para derramar o sangue dos santos profetas”. Testificavam que eram filhos dos que mataram os profetas, mesmo assim sempre exaltavam seus pais. São chamados então por Jesus de “hipócritas” (Fonte: Mt 23. 13-32).

Por esse caminho eles vinham seguindo, desde a libertação do Egito, por Moisés. Jesus assevera: “Como escaparão da condenação do inferno? (v.33)”. A estreiteza ou a largura do caminho não tem na palavra de Deus nenhuma relação com o possuir dinheiro, o luxo, as festas, etc..., neste caso Salomão não construiria um palácio tão luxuoso, o que causara grande êxtase na rainha de Sabá. Porém, esta definição de caminho largo está diretamente ligada ao não cumprimento do que Jesus ensinou em seu ministério, e que aboliu toda a lei: O AMOR. E quem ama ao próximo, já cumpriu a lei (Rm. 13. 8-10). No caminho largo dificilmente você verá amor ao próximo, muito menos amor em família. Jacó, com a ajuda de sua mãe Rebeca, usurpou o direito de primogenitura de seu irmão Esaú. Absalão, filho do rei Davi, tentou tomar o poder do pai e foi morto. Imperadores romanos, inclusive Constantino, que dizemos que se converteu e ajudou a igreja de Cristo (Cristo precisou de ajuda?), matavam esposas, irmãos, amigos, etc. Um exemplo com Constantino é ele ter mandado matar Crispo, seu filho, e sufocar sua esposa Fausta. Guerra é o que mais vivenciamos. Quem chegar primeiro sempre é valorizado. Nisso o caminho largo é cheio de exemplos, pois se amarmos o próximo, possivelmente seremos o segundo colocado, porque estaremos atrás, empurrando, ajudando. Pena que algumas atitudes desse caminho são visíveis cotidianamente em nosso convívio cristão, na igreja. Por isso Jesus explica que os últimos, que ficam atrás, empurrando, serão os primeiros, como analogia (comparação).

Em Mc. 10.17-27, Jesus revela seu amor para um jovem religioso, crente. As doutrinas fundamentais da fé ele conhecia (Hb 6.1). Jesus então pede uma coisa pra ele: “Vá, venda os seus bens e dê aos pobres. Com isso, ganhará um tesouro no céu”. O jovem “crente” ficou pensando que isso seria loucura, pois possuía muitos bens. Será que a causa das pessoas continuarem seguindo no caminho largo ainda são as riquezas (o dinheiro, a boa posição, o reconhecimento)? Claro que sim, pois isto alimenta o “eu”, o “ego”, o “ídolo de carne e osso”. Porém Jesus responde aos discípulos que não são as riquezas nem o dinheiro, muito menos, a posição ou o reconhecimento. A causa principal é confiar que tudo isso será a passagem direta, a chave para abrir a porta larga. As facilidades nesse caminho são inúmeras, devido ao fato de que nunca teremos dificuldade para prosseguir em frente, haja vista não nos preocuparmos com ninguém, só conosco mesmo. Pena que o prêmio temporal, e também o final, será transformado em morte eterna.

Em Lc 12. 15-21 há um exemplo em derrubar, edificar, recolher, descansar, comer, beber, folgar, onde o homem crente é chamado de louco. “Assim é todo aquele que para si ajunta tesouros, mas para Deus é desgraçado, e miserável, e pobre, e cego e nu (Ap 3.17)”. Muitos ministros evangélicos estão passando por isso. Seu maior objetivo é derrubar o templo onde começou a dirigir, para construir (edificar) outro maior, e ter o reconhecimento de que foi “ele” quem inaugurou o novo templo. Para isso, recolhe todas as migalhas das ovelhas que pastoreia, e ainda assim critica as outras denominações que fazem o que ele faz. Depois descansa, não quer mais visitar suas ovelhas. Come do bom e do melhor, sem se preocupar com o que sua ovelha está ingerindo, tanto em casa como na igreja. Bebe só coca-cola e se a ovelha oferece ki suco, é excomungada. No final, como Jesus conta, está feliz e certo de que fez a coisa certa para Deus. Dizemos então que ele não estudou teologia, pois não conheceu o Senhor. Será? Por isso Jesus diz que a verdadeira revelação foi ocultada ao sábio, ao entendido. Contudo, os pequeninos, que são aqueles sem instrução, e também aqueles pequeninos super instruídos, mas que não colocam este conhecimento acima da dependência de Deus, sabem a verdadeira revelação dada pelo Filho de Deus. Será que somos ricos de ou por coisas insignificantes?
Caminho estreito (Mt. 7.14)
O caminho estreito é o resumo de todas as leis feitas por Jesus? Claro que não. Jesus, rebatendo a tradição dos “crentes” (fariseus), cita as palavras do Pai, pela boca do profeta Oséias, onde enfatiza que Ele “quer misericórdia, e não sacrifícios” mortos (Mt 9.13; Os.6.6). Esta profecia aconteceu uns setecentos anos antes do ministério terreno de Cristo, e assim mesmo o povo judeu, religioso e crente, não se consertou. Esta é a prova cabal de que o caminho para chegar ao Pai sempre foi estreito. No informativo n° 1 escrevemos que haveria uma indagação por parte dos alunos ao final deste 3º trimestre: “Estamos seguindo as pisadas de Cristo?”, pois isto realmente é seguir no caminho estreito. E ser cristão no caráter como Ele ensina começa da seguinte forma, para os que já O aceitaram:

1) Negar sua vontade (a si mesmo)
2) Tomar sua cruz todo dia

A afirmação de Jesus nos evangelhos é que, tudo quanto deixarmos por amor dEle e de sua obra, receberemos nesta vida cem vezes mais, de tudo aquilo que investirmos no Reino do Senhor. Essa grande promessa de Jesus é como um gostoso bolo de aniversário. Pena que o enfeite deste bolo é sempre inerente as bênçãos prometidas: são as perseguições (Mc 10.30). No fim desta carreira ganhamos a vida eterna. Este é o caminho estreito, onde o transporte é a sua vida irrestrita aos pés do Senhor. As perseguições representam sua cruz. O combustível nesta caminhada é o amor demonstrado e vivido, longe das partes lindas e dogmáticas da teoria, filosofia, teologia, que só no papel fazem de Satanás um coitado de um boneco nas mãos do Eterno Deus. E quem indica o percurso no caminho estreito? É a palavra de Jesus nos evangelhos, que serve de mapa, bússola, que de maneira alguma deixa quem a conhece confundido. E o que é o caminho estreito para nós hoje? Jesus Cristo é o caminho estreito (Jo 14. 6), e Ele nunca mudou. E o que representa sua cruz, para carregarmos dia a dia? Os capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, nos definem totalmente o aspecto de sua cruz, e quem precisamente a carrega. Nos encaixamos como cordeiros mudos, carregando uma pesada cruz?

Tomar parte nas coisas relacionadas a Jesus é muito bom. Deixe então Ele lavar-lhe os pés. “Ah, irmão, eu já deixei faz anos, desde que me converti!”. Só que a limpeza dos pés, pelo Mestre, é se reduzir ao menor sempre. Isso marcou a vida de Pedro e a dos apóstolos. Se não conseguir lavar os pés de meu irmão na igreja, ou do meu próximo (a pessoa que precisa de mim), mostrando que sou menor que ele, não conseguirei prosseguir no caminho estreito. “Ah, irmão, eu não saio do caminho estreito nunca!”. Amas o teu próximo? Lavarias os pés de alguém que você nunca viu (servir, ser menor que ele), como fez a mulher a Jesus? Seu crédito amoroso por seu próximo está sempre estourado, e você nunca conseguirá pagar (Rm 13.8)?
Lembre-se do que Jesus fala aos santos que são separados como ovelhas no meio dos bodes. Eles ficam sem saber o que está acontecendo, pois talvez conhecessem os reprovados. Quem sabe foram seus mestres? Ou seus líderes? Então perguntam ao Senhor: “Quando te fizemos essas coisas?” e a resposta é que “quando fizestes a qualquer destes pequeninos, fizestes a Mim mesmo”. Não pense que a expressão “pequeninos” resume-se a grupos congregacionais. Para nosso Mestre Jesus, tem o mesmo sentido do homem atacado, roubado e estropiado, na parábola do samaritano. E como na parábola contada por Jesus, hoje nada mudou. A lei e doutrinas cristãs ortodoxas sempre passam longe dele. A religiosidade também se desvia do tal. Agora nós, os samaritanos, não devermos nos cansar de fazer o bem, pois o caminho estreito que é Jesus, nos ensina que se nos desviarmos do obstáculo e não retirá-lo da frente, demoraremos mais, muito mais, para chegarmos a estatura de varão perfeito, na presença de Deus.

E quem anda neste caminho estreito? São os salvos, os homens espirituais (cfe 2° Co 2.15, do grego pneumatikos). E no caminho largo, são os descrentes e as pessoas do mundo que transitam nele? Não, o caminho largo é o percurso do homem carnal, ou crente em Jesus (cfe 1° Co 3.1-3, do grego sarkikos). E os homens do mundo andam por onde, por qual caminho? Homens naturais, do mundo (cfe 1º Co 2.14, do grego psuchikos), não andam em caminho algum, pois estão em trevas, em cavernas, presos e trancafiados pelo príncipe dos demônios, aguardando o brilho de uma pequena luz, para que possam compreender onde é a saída desta escuridão, desta caverna. Nós temos o lampião. Iluminemos então a entrada da caverna, para que eles possam vir em busca destra gloriosa luz.

Agradeço a compreensão de todos os irmãos que leram com bastante atenção esta matéria sobre os dois caminhos, ensinada por Jesus. Vivamos os sermões do monte, sabendo que isto representa sua cruz. Compreendamos que o caminho largo não é do mundo, mas da igreja (diferente do demonstrado no quadro de minha professora Ady). Que ele não se relaciona à riqueza, mas a nossa conduta cristã conforme Cristo ensina. Mostremos aos irmãos que não freqüentam a EBD, ou os cultos de oração e ensino, que eles podem estar prosseguindo pelo no caminho largo. Mostremos-lhes, como nas cartas apocalípticas a Éfeso (deixou o primeiro amor), Pérgamo (doutrinas de Balaão e nicolaítas), Tiatira (Jezabel, a profetiza, com prostituição e idolatria), Sardes (pensa que vive, porém está morto) e Laodicéia (mornos espirituais), que todas, como igrejas, estavam saindo do rumo no caminho estreito, e indo em direção ao caminho largo. Por isso, creiamos que realmente Deus “repreende e castiga a todos quanto ama”, esperando, frente ao nosso coração, que abramos a porta. Que urgentemente necessitamos ser zelosos do bem, e vivermos uma vida de contínuo arrependimento, crendo que apenas as prudentes serão arrebatadas (caminho estreito). Porém as loucas (cristãos sem óleo nem azeite), ficarão em seu caminho largo, dizendo: “Não fizemos isto, isto, isto... em teu nome, Senhor?”
Dc Elizeu R dos Santos, professor, extraído de seu diário pessoal, de 03/11/2006 - Diferencial