sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Jesus, agregando pela Fé

Pedro e André

Os evangelhos sinópticos (Mt, Mc e Lc) mostram Pedro e André, os primeiros discípulos de Jesus, lavando as redes, e então, sendo chamados. E pela fé somente, eles deixam tudo: os barcos e as redes de seu pai, que deveria ser um médio ou grande empresário da pesca, e seguem a Jesus. Já o evangelho do apóstolo João é mais elucidativo. Relata no capítulo 1° que João Batizador faz discípulos e batiza às margens do rio Jordão. André, irmão de Simão (Pedro), já é discípulo de João Batista, isto é, havia deixado de lado a tradição de seus pais e cria no que seu mestre ensinava: “Após mim virá um que não sou digno nem de me abaixar e desatar o nó da sua sandália. Ele sim batizará vocês com Espírito Santo e com fogo. Ele está entre vós. Sairá do meio de vós”.
André com certeza acreditava em tudo isso, o que deixava seu irmão Simão nervoso e bravo (mais do que já era), pois como é mais novo que ele, talvez o caçula, ficava brincando de ser profeta, enquanto ele tinha que trabalhar nos barcos do pai, como um empresário de boa reputação que era. Simão com certeza dizia ao pai para chamar a atenção de André, pois precisava da ajuda dele, de um irmão que o auxiliasse com os funcionários de pesca nos barcos. Simão e André com certeza são irmãos do tipo opostos”. Um age sem pensar, o outro pensa para agir. Um fala sem medir o peso de suas palavras, o outro pensa, mede, e prefere ainda aprender com um sábio o que dizer e como dizer. Um faz as coisas que sabe que darão certo, o outro age com fé, crendo que dará certo. Outras coisas mais teríamos a dizer e até confirmar entre esses dois irmãos, porém não é assunto da matéria.
João batista, após batizar Jesus, sempre testemunhou à turba da lei que, “ao afundá-lo e levantá-lo da água do Jordão, viu os céus abertos. Testemunhou que o Espírito de Deus desceu sobre Ele como pomba. E que ouviu uma voz como trovão dizer: Este é meu Filho”. Isto João Batista testemunhou sempre. Um tempo depois, João, o Batizador, continua batizando no Jordão, e entre seus discípulos está André, irmão de Simão. Nesse dia Jesus já está começando seu ministério, agregando homens para serem seus discípulos, aqueles que o seguissem por fé, mesmo que essa fé não fosse necessariamente no filho de Deus. A maioria, como entendo, todos os discípulos, cria que Jesus era outro profeta, ou um grande líder político-religioso, como Matatias Macabeu. Creio que somente após o dia de pentecostes, eles irão compreender que Jesus Cristo era realmente o filho de Deus, conforme relataram os profetas.
Toda a turba que seguia João Batista sempre o questionava se realmente ele era o Cristo, e a resposta dele era sempre: “não sou”. Como ele dizia que não era o Cristo, perguntavam se ele era então Elias, ou um dos profetas, e a respostas era sempre: “não sou”. Finalmente perguntaram quem ele era realmente, para que levassem a resposta aos que os haviam enviados. Contudo, a resposta de João, o Batizador, foi: “Sou a voz do que clama no deserto, como falou o profeta Isaías”. Então os doutores o questionaram mais uma vez, mostrando que, como ele não era profeta, nem Elias, muito menos o Cristo, não poderia batizar ninguém. Respondeu-lhes João: “Eu batizo em água; no meio de vós está um a quem vós não conheceis. É aquele que vem depois de mim, de quem eu não sou digno de desatar a correia da sua sandália”.
Quando continua aprendendo com João Batista, André, o irmão de Simão está sempre a ouvir e escutar suas admoestações. Nesse dia, quando o profeta João Batista vê passar Jesus, aponta o dedo e mostra aos seus discípulos: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ao ouvir isso, André e outro discípulo, seu amigo, o seguem. Como está relatado em Jo 1.35-42, eles seguem Jesus somente para confirmar o que sentiram em seus corações: “Ele é o Messias (ungido)!!!”. Então os dois vão seguindo Jesus, até sua casa.
A história relatada é curta, sucinta e breve. Jesus, quando percebe que eles o seguem, pergunta o que buscam. Indagam somente onde Ele reside. Com a resposta de Jesus, “vinde e vede”, os dois ficam o dia todo com Ele, ouvindo, aprendendo e recebendo aquilo que muitos procuravam (e procuram hoje): ATENÇÂO!
Estes dois jovens homens ouvem o que nunca imaginavam ouvir de outro homem: respostas que todos procuravam (e procuram hoje). Tem um seriado na TV, que virou filme, onde o ator representa Jesus brincando, sorrindo. Este filme é muito criticado pelos Cristãos tradicionais (católicos, protestantes pentecostais ou não). Em meu singelo entendimento, o Jesus que esses dois jovens homens conheceram era assim. Uma sabedoria que não o elitizava, nem o deixava eloqüentemente chato, como muitos pastores e preletores hoje, que falam coisas que nem a gente que estuda entende, a não ser que leve o dicionário ao culto; mas um homem com uma graça tremenda vinda de Deus, que o tornava Messias, o Ungido de Deus.
Eles conheciam a história sobre o rei Davi, um homem segundo o coração de Deus. Davi foi ungido por Samuel, o profeta, para ser rei sobre Israel. Mesmo assim, ele nunca permitiu que a posição elevada que ganhou afastasse a presença de Deus dele. Em Jesus percebem a mesma coisa, pois é um homem semelhante aos dois, e aos grandes homens do TENAK (Antigo Testamento), porém suas palavras são diferentes. São novas, como nunca ouviram antes. O respeito de Jesus por eles foi enorme, tremendo. E a reverência para com Deus, esta sim, inigualável, pois, ao partirem o pão em sua mesa percebem sua oração de agradecimento ao Pai. Com certeza, os dois eram muito criticados, como já relatei sobre André. Mas agora presenciam algo que achavam essencial ao homem judeu: o viver por fé! Ao saírem da casa de Jesus, sendo abençoados por Ele, vão à suas casas. O amigo de André vai levar a notícia ao seu pai e irmãos. Já André procura por Simão, seu irmão.
André chega em casa tão sorridente e alegre, que contagia toda sua família. Simão, ao ver André com grande alegria, fica mais irritado e bravo: “— Estou há tempos te esperando para lavarmos estas redes e retirar os barcos da água, e você brincando de ser profeta!” Simão está desconsolado. Trabalhou muito, o dia inteiro, nos barcos do pai. Limpou as redes com seus funcionários, puxaram os barcos para seco, e André, seu irmão mais novo andando com João Batista, sendo seu discípulo.
Pedro deve ter falado muita coisa a André e com razão, pois eles são os filhos do dono do barco e donos também. Deveriam trabalhar juntos. Simão, que já vivia exacerbado com o fato de Jonas, seu pai, permitisse André fazer essas coisas, sem ao menos ajudá-lo no trabalho, pede a André que pare com isso. Hoje, quando nos convertemos e aceitamos a Jesus como nosso salvador não é diferente. Nossa família, nossos amigos, parentes, ficam igual Pedro, meneando a cabeça e dizendo que isto não dá pão. Fato parecido com o relato das irmãs Marta e Maria.
Após ouvir todo o sermão que Simão lhe dá, André toma coragem, e fala com ele sério: “—Achamos o Messias!”. Esta palavra, Messias (Ungido), toca o duro coração de Simão. E o tocar o coração é um sentimento que muitas vezes não resistimos, mas na maioria das vezes engolimos este sentimento, para não passarmos vergonha, em nosso convívio diário. Pedro passa por isso. Seu coração começa a emitir algo que ele normalmente não sentia, pois é um prático homem do mar. Ele pede então a André que lhe mostre onde mora esse profeta, para ele confirmar se o relato é verdade, pois nunca o viu daquele jeito, nem jamais sentiu aquilo no coração.
André então o leva à uma residência de classe média, como a deles, onde Simão constata três coisas que o abalam na forma de crer: - a primeira é ver que o messias não é um rei rico e poderoso como Davi, mas reside em local mais simples até que sua própria casa; - a segunda é encontrar um homem na sua semelhança, igual o duro Simão; - a terceira ele não pode resistir —“são as palavras que ele ouve, que vão direto ao seu coração, discernindo os seus pensamentos e a intenção que ele tinha em conhecer este homem, Jesus de Nazaré”. Simão, ao perceber que o homem é verdadeiramente santo, se ajoelha e pede perdão em oração silenciosa a Jeová. Então Jesus diz ao bruto Simão: “— Tu és Simão, o filho de Jonas; porém eu te chamarei Pedro!”.
Eles então retornam para casa. Simão começa a se questionar sobre muita coisa. Por que eles, judeus filhos de Abraão, não tem palavras como as de Jesus, palavras que encontram a porta do coração das pessoas, como ele? Por que não demonstravam nada do que falaram os profetas, para com Deus e os irmãos? Por que tinham que estar como animais em currais, fazendo somente o que a corda ou a cerca permitisse? Por que, por que, e por que, são os pensamentos de Simão, quando vão para casa.
Mesmo ouvindo tudo aquilo de Jesus, Simão não entende e retorna ao seu trabalho, a pesca. Em casa com sua esposa e filhos, percebe que tudo aquilo que sentiu na casa de Jesus foi só emoção, algo passageiro. Ele imagina que o mesmo aconteceu com seu irmão André. Simão queria ter uma fé viva, mas não encontrava dentro de si nenhum resquício daquilo que os letrados ensinavam nas sinagogas, que baseava tudo nas tradições dos pais e nas de Moisés. Como vê que tudo não passou de ilusão e emoção, volta ao trabalho nos barcos, e leva André, intimando-o para ajudá-lo com seus empregados. André então vê que Simão está certo, e também volta ao trabalho nos barcos.



Tiago e João

Os sinópticos (Mt, Mc e Lc) também narram semelhantemente a chamada de Tiago e João. Mateus relata que, após chamar Pedro e André, Jesus vê Tiago e João, em outro barco na praia, lavando as redes. Marcos conta que os dois estavam no barco de Zebedeu, seu pai, consertando as redes. Já em Lucas, o relato é pouco mais farto, e farei alguns pormenores com o evangelho segundo São João.
Lembra que o testemunho de João Batista entrou no coração de dois de seus discípulos, um André, irmão de Simão e outro discípulo, anônimo? Em minha reflexão, e escrevendo sobre fé, este outro discípulo é João, o escritor do Evangelho onde ele se auto nomeia: “aquele a quem o Senhor amava”.
Assim como Jonas, pai de Simão e André, Zebedeu, pai de Tiago e João era empresário da pesca também. Podem ter sido parentes próximos, conforme relata a tradição, ou na menor das hipóteses, amigos. O significado do nome do pai de Simão no hebraico-aramaico é “pombo”, muito diferente da forma como eram conhecidos os filhos de Zebedeu, “Boanerges = TROVÂO”. Esse pode ter sido um dos vários motivos de Simão ser tão bravo. Simão e Tiago eram os mais velhos, os braços direitos de seus pais.
André e João eram discípulos de João Batista, conforme Jo 1.35, no meu singelo estudo nos evangelhos. O relato em Lc 5.1-11 é o que nos esclarece melhor o chamamento dos primeiros apóstolos. Conforme já mencionei sobre o “outro discípulo” que estava com André, ele é João, o irmão de Tiago, o escritor do Evangelho, das Cartas e do Apocalipse. Darei três razões para confirmar isso: 1- Jonas e Zebedeu, pescadores; 2 – Simão e Tiago os mais velhos em casa, seus gerenciadores; 3 – André e João os caçulas ou mais novos, desacreditados. Desacreditados? É, desacreditados, pois o fato de Jesus falar com Simão e mudar seu nome, assim mesmo ele volta à pesca, desacreditando em seu irmão André.
Com João, irmão de Tiago, não deve ter sido diferente. Ele falou com Tiago, com seu pai, com sua família, seus amigos, mas ninguém deu muito crédito nesse tal Jesus de Nazaré. Isso porque nessa época pós-cativeiro, muitos profetas haviam aparecido. Para eles, Jesus deveria ser mais um. Simão deve ter conversado com Zebedeu e Tiago sobre o assunto: “—Eu mesmo fui com André até a casa desse profeta. Não vi nele nada diferente dos outros. Apenas me emocionou com suas palavras”.
João descobre um homem diferente, que resplandece amor. Mesmo assim, após saber da ida de Simão e da mudança do seu nome para Pedro (duro, pedregulho), de ouvir junto a seu melhor amigo André, palavras inefáveis do Mestre, ele tem essa chama apagada e volta a trabalhar nos barcos, conforme pedido de seu pai. O encontro com Jesus, a fé ao perceber algo diferente nele, crendo que é o Messias, o Ungido, não foi tão forte a ponto de deixar pai, mãe, irmãos, família, para seguí-lo. Ele ficou triste pois seu coração sabia que aquele homem era, mesmo que não aparentasse, segundo o coração de Deus. João era um judeu diferente e isso piora ao ter o encontro com Jesus. Ele é obrigado a retornar à pesca, tudo pela crítica feita por Simão à sua família, pois Simão tinha uma boa reputação de homem sábio e entendido na pesca.
Uma noite depois estão pescando. Laçam as redes nas águas e não pescam nada. Nesse vai-vem de jogar redes e puxar redes, sem nada apanhar, João começa a lembrar do Tenak. Pensa em Jonas, o profeta. Um homem que foi chamado por Deus para fazer algo difícil: sair de Israel (Reino do Norte) e pregar a outro reino, os assírios, em Nínive, uma mensagem de arrependimento. João entende que o fato do profeta Jonas ter dado meia volta ao mandato divino é a causa das tragédias que o barco foi exposto. Depois de Jonas ser lançado ao mar (sua consciência sabia que havia desobedecido a Deus), fica três dias tendo que pedir perdão a Deus, e dizer que, agora sim não errará mais.
Assim estava João no barco com Tiago seu irmão. Pensava no que Deus faria com ele, pois preferiu voltar ao trabalho com seu pai, e deixar Jesus de lado. Ele está decidido que, como não pescaram nada, dirá ao pai que é por causa dele, e que não deseja pescar mais, pois as próximas pescarias seriam até piores. Já está decidido, que ao descer do barco, dirá isso ao pai e a Tiago. Quando param na praia, exaustos, seu pai e seu irmão começam a lavar as redes, consertar as malhas que se romperam, preparando-se para a próxima saída, em outro dia. João, como tem bom coração, ajuda seu pai e seu irmão. Ainda os consola, dizendo que "a próxima saída será muito melhor", mesmo não querendo mais ser pescador, e sim, discípulo de Jesus.
Quando estão quase terminando de consertar as redes, André, seu amigo, grita do outro barco, na praia: “—João, Jesus está aqui!!!”. Ao ouvir isso, João fica trêmulo. Não sabe o que dizer nem o que fazer. Por sorte, Jesus vai em direção a Simão e pede para afastar seu barco um pouco da praia, para que Ele possa ministrar ao povo. Simão, que possuía um grande respeito pelo homem Jesus, afasta seu barco a uma boa altura. Jesus então começa sua homilia: “—Arrependei-vos, pois é chegado o Reino de Deus”.
João, que ficou em terra com André, sente as lágrimas caírem de seus olhos. Zebedeu percebe que o homem é mesmo diferente, e sente talvez a mesma coisa que João, seu filho. Não há relato nos evangelhos sobre o que Jesus falou neste dia, porém atrevo-me a citar isso: “—Buscai o Senhor, vós todos os mansos da terra, que pondes por obra o juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor (Sf 2.3)”. Os pescadores que estavam ali exaustos e cansados de tanto trabalhar, se revigoram e começam a ouvir estas palavras. Jesus continua em sua homilia: “—... um povo humilde e pobre; e eles confiarão no nome do Senhor (Sf 3.12)”. Zebedeu percebe que não poderá segurar mais João, seu filho, pois vê algo espetacular neste Homem.
Ao terminar a mensagem, Simão pega o remo e vai a direção da praia, para que o Mestre desça. Ele está triste por ter falado tudo aquilo ao seu irmão, com relação a Jesus. O Mestre mexeu com seu brio novamente, pois não consegue segurar o pranto ao recordar as coisas que falou a André. Simão está tão desconcertado que nem olha para o Mestre, pois sua consciência o acusa como homem insensato. Criticou muito seu irmão André, e fez comentários dele até com a família de seu amigo Tiago, o depreciando como irmão mais novo.
Só que Jesus pede a Simão que vá um pouco mais adentro ao mar, e que lance a rede em um lugar determinado. Simão, como é um pescador experiente e prático, que só faz o que sabe que dará certo, e só joga a rede onde já sabe que está o peixe, fala ao Mestre que já lancearam a noite toda, que a maré hoje não está boa para a pesca. Explica que o vento não é bom, que o céu está muito claro, que a lua é minguante. Contudo ainda permanece algo grande de incredulidade em Simão. Pensando em seu irmão André, ele fala ao Mestre: “—Senhor, trabalhamos toda noite e não apanhamos nada. Mas porque o Senhor está mandando, lançarei a rede (Lc 5.5)”. O pensamento de Simão é provar ao seu irmão que, Ele é mais um dos muitos charlatões que apareciam em todo território de Israel.
O período interbíblico e histórico de Israel nos trezentos anos antes de Cristo são fartos em homens, profetas, líderes de qualquer espécie que faziam o povo seguí-los. Simão não quer que seu irmão seja iludido por sentimentos. Ele joga a rede no mar pois crê que não há peixe algum, pois de mar e peixe ele conhece muito bem. A rede então é lançada e Simão começa a imaginar por quê obedeceu a Jesus. Só para constatar o que em sua mentalidade era óbvio? Que o mar da Galiléia não está para peixe? Lembra de Abraão, um homem de idade avançada, que teve um filho assim mesmo, pois acreditou em Deus, naquilo que o Eterno falou ao seu coração. Ele começa a se imaginar por um outro lado, por outra perspectiva. Será que um homem prático como ele poderia ter fé em algo que jamais viu ?
Suas respostas serão respondidas agora, ao segurar as redes e começar a recolhê-las para dentro do barco. Como de mar ele conhece bem, e sabe a diferença entre o que é peixe e o que é entulho, segura firme as redes. Como está muito pesado, manda André pedir ajuda para Tiago. João e Tiago então ajudam a puxar a rede com o barco lado a lado, e ficam sem imaginar o que seria aquilo. Como Lucas relata, os dois “barcos ficam cheios, da maneira que quase vão a pique”.
Pedro então não tem mais nenhuma dúvida. Vê que o homem que está em seu barco é profeta, é santo. Ajoelha-se e pede ao Senhor que se ausente dele, pois é um pecador. Em toda sua vida, jamais viu pesca daquele tipo. Da mesma maneira também Tiago e João, os filhos de Zebedeu. Jesus então fala a Simão: “—Pedro, não temas, de agora em diante serás pescador de homens (Lc 5.8-10)”. Ao chegar à praia, Simão e André, Tiago e João, deixam tudo com seus pais, e com seus funcionários, e seguem Jesus. O interessante é que, na simplicidade de Jesus, os quatro homens de posição social média, seguem-no sem a menor perspectiva futura. Se seriam reis, sacerdotes, ministros... nada, nada mesmo. Vemos então que a fé mexe com os sentimentos escondidos.
Fé é isso. É crer em algo que nós não sabemos como, mas irá acontecer. É agradecer e louvar a Deus, por algo que na está atrelado a nada, a não ser servir seu Filho Jesus Cristo. Nossa fé precisa ser sempre assim. Através dela, a grande nuvem de testemunhas que nos acompanha possa ver o resplandecer da justiça de Deus em nossas vidas. Eis o eterno desejo no coração do Pai celestial: que nós, como criaturas feitas por suas mãos, vivamos por fé, sabendo que Ele é nosso Pai, nosso criador, Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A profecia de Habacuque 2.4 “... mas o justo viverá pela sua fé” é utilizado por Paulo em sua carta aos Romanos 1.16,17, onde afirma que pelo evangelho de Cristo, o povo descobre a justiça de Deus em nossa vida. O “de fé em fé” usado pelo apóstolo dos gentios no v. 17, entendo que seja na minha fé, na sua fé, na fé do pastor, na fé do jovem, da criança. A fé é o que realmente agrada a Deus, pois por ela o mundo percebe que somos regenerados, preparados para toda boa obra, e que verdadeiramente vivemos o dia de hoje, como se Cristo voltasse amanhã.
Então, não que ache errado dizer que Pedro foi chamado por Jesus, porém achou melhor retornar à pesca, como todos ensinam nas lições dominicais e pregações, desde que me conheço por gente. O que aprendo com uma pequena compreensão pessoal, não buscando subsídios em livros, dicionários ou enciclopédias, é que Pedro cria que Jesus era um profeta, um grande líder, alguém comparado a Moisés, que os libertou do Egito. Entendo que só depois de receber o batismo no Espírito Santo, é que ele e os demais apóstolos têm a verdadeira ciência de que Jesus, homem, era o verdadeiro Filho de Deus, predito pelos profetas. Dizer que ele cometeu muitos erros parece muito fácil, pois é só folhear o Novo Testamento que a água do conhecimento dos aspectos positivos e negativos de Pedro são elencados. Agora, difícil mesmo, incontestável mesmo, é fazer o que Jesus ensina, e que para Pedro sempre foi uma grande barreira: “NEGUE-SE A SI MESMO!”
Dc Elizeu rodrigues dos Santos, extraído de seu diário pessoal - Autor e Consumador da Fé

6 comentários:

Sammis Reachers disse...

Amado irmão, graa e paz.
Amado, obrigado pelas suas palavras, e por seu e-mail.
Muito bom este blog, realmente a igreja precisa de mais conhecimento, pois é por falta dele que muitos perecem ou são confundidos.
Ah, eu sou homem, e não mulher. É que meu nome confunde mesmo...
Mantenho três blogs, e gostaria de trocar links com o irmão, caso seja possível.
São eles:
Poesia Evangélica - http://www.poesiaevanglica.blogspot.com
Veredas Missionárias - http://www.veredasmissionarias.blogspot.com

Que Deus continue a lhe abençoar e dirigir, em nome de Jesus.

Um abraço do irmão
Sammis Reachers

Elizeu Rodrigues dos Santos disse...

Irmão Sammis

Perdão pelo equívoco cometido com vosso nome. Estarei colocando seus blogs nos links aqui no meu. Vamos ter uma boa comunhão em Cristo Jesus, pois foi o pedido em sua oração: "Ser um nEle". Deus esteja conosco sempre, em tudo que façamos pra Ele.

Maya disse...

Oi, caro Eliseu!

Fiquei muito feliz em ler seus comentários lá no Blog! Amanhã vou responder a cada um, com calma. Adicionei seu blog nos meus "recomendados", e agradeço por você já ter feito isso em relação ao meu!

Um abraço fraterno, nEle, nosso Amor Eterno,

Maya : )

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

A paz do SENHOR, irmão Elizeu

Obrigado por suas visitas, vou colocar o seu Blog nos meus favoritos. Gostei muito do texto abaixo que analisa a frase deslocada do Marco Feliciano.

Meu e-mail é:
gutierresfs@yahoo.com.br

Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogpost.com

Valmir Nascimento Milomem disse...

Irmão Elizeu,

Passei aqui para parabenizá-lo pelo blog, pedindo a Deus que o use neste ministério.

Na paz

Valmir Milomem

Vitor Hugo da Silva disse...

Irmão Elizeu, a paz do Senhor!

Como faço para adquirir um informativo dominical editado por você? Você enviaria por correios?

Deus o abençoe grandemente!
Vitor Hugo.

meu e-mail: vitorhugo@fcj.com.br