sábado, 27 de setembro de 2008

Quem está com a razão? Quem demonstra transparência?

Você sabe o que está falando ou é preconceituoso em relação à CPAD?
Veja se lhe ajudo com este artigo, após ouvir o que o pr Silas fala sobre a editora CPAD





A muito tempo que acompanho a trajetória de luta do pr Silas Malafaia. É bonito observar a coragem com que ele trava as batalhas espirituais, e também as batalhas dentro do movimento cristão assembleiano, em especial à cúpula da CGADB. No veículo que movimenta o mundo cristão mundial, a internet, ele é aplaudido e também rechaçado.

Mas deixando de lado este embate de gigantes, vou colocar meu ponto de vista em virtude do que já presenciei em relação a CPAD. Nossos apologistas ensinam sobre o "G 12", em especial sobre o Diante do Trono. No final de 2006, assistindo aos programas evangélicos na Rede TV, como o ICP, depois o Vitória em Cristo do pr Silas Malafaia, vi uma coisa que me deixou perplexo. No programa da CPAD, o Movimento Pentecostal Oficial, apareceu o seguinte comercial: "inauguaração de uma loja da CPAD". Até então tudo estava normal. Só que ao mostrar os departamentos da loja recém inaugurada, no campo onde vendiam CD's, por incrível que pareça apareceu o CD Esperança, do Diante do Trono. No setor de DVD's acontece outra coincidência, pois também aparece o DVD Esperança, do Diante do trono.

Então, em minha ingenuidade, pensei: "Por que a CPAD não faz comerciais dos cantores da igreja, ou da patmus music, e faz este tipo de anúncio?" pois minha preocupação foi com nossos conservos cantores. Eu fiquei sem saber o que estava acontecendo. Na semana do obreiro daquele ano, na sede aqui em Paranaguá, perguntei a um obreiro de nossa sede: "Puxa, mano, por que a CPAD faz comerciais do Diante do Trono na TV, e não dos cantores ou dos produtos patmus music?" Ele disse: "É a mídia, que por ser muito cara, faz com que aqueles que ingressam ali vendam horários para suavisar o pacote mensal".

Eu, muito ingênuo, cri que realmente fosse isso, e fiquei aliviado daquela situação constrangedora que assisti na TV. Só que no ano seguinte, em uma conversa com um professor de teologia, comentei novamente sobre aquilo que vi na TV, a CPAD fazendo comerciais do Diante do Trono. Ele me falou: "Não, isso não pode, porque eles são do G12.". Esta foi a primeira vez que ouvi dizer que o DT é G12. Guardando estas informações, em uma escola dominical, onde o assunto era caráter, aproveitei a oportunidade e citei novamente o fato à classe Moisés. Então o professor, que é um dos apologistas mais respeitados de Paranaguá, nos falou que já havia entrado em contato com a CPAD, e que ela se absteve de dar apoio sobre este assunto. E agora, quem estava com a razão? Um tempo depois, quando criei página no Orkut, entrei como membro do Movimento Pentecostal, não o oficial, e postei uma enquete para apreciação dos membros. Era assim: Por que a CPAD faz comerciais de produtos do Diante do Trono na TV?

A enquete tinha três ou quatro tipos de respostas a escolher. Passado dois ou três dias, a enquete foi apagada, conforme segue abaixo:
Cristian:
Elizeu, apaguei sua enquete na comunidade Movimento Pentecostal, pois não é verdade que o programa faz propaganda do material do Ministério Diante do Trono!Amplexos.
Elizeu Rodrigues:
Pr, sempre estou ligado no Programa Movimento Pentecostal, e sempre dou atenção as matérias, inclusive as que o pr Mesquita produz, como repórter. Aparecendo imagens na mídia, alguém recebe o dinheiro. Então tenho certeza que foi pago valor, pois apareceram imagens dos CD's e DVD's Esperança. Como não gravei a imagem, não tenho como provar. Contudo, como o rei Saul, nos justificamos sempre, e isto é um horror ao cristianismo. Fica na paz de Cristo
Cristian:
Elizeu, foi em qual programa? De que dia? Na sua enquete vc deu a entender que foi feito propaganda. No MP somente é feito propaganda dos produtos sa Casa. Vc está muito enganado.Nas filiais (livrarias) da CPAD são vendidos os CDs e DVDs da Batista da Lagoinha. Mas, não é feito publicidade paga desses produtos. Desconheço qualquer contrato de publicidade com o Ministério Diante do Trono.Por favor, antes de postar alguma coisa, e afirmar que tem certeza, confirme antes com a CPAD. Qualquer dúvida ou sugestão:http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=12106004017329836544Amplexos.
Elizeu Rodrigues:
Foi no final de 2006. Era uma nova loja de produtos CPAD, não lembro se no RJ. Mas como há edição, e mostrou exatamente na área CD, o Esperança Diante do Trono, e na área DVD o mesmo, com certeza houve marchan. Repito: se há edição, e mostrou os referidos produtos, e não os produtos da Patmos Music, com precisão aconteceu o pagamento.Mas como não gravei, faz tempo, e não lembro as matérias chaves do programa, jamais poderei provar no youtube. Eu enviaria cópias pra vcs, irmãos.
Cristian:
Elizeu, até agora não estou acreditando... Cada coisa...hahahahaValew!


E agora, quem tem razão? Eu, que assisti o programa como faço até hoje, ou o Cristian, que afirma que a CPAD não faz comerciais de produtos que não sejam da casa? A política, ou a entidade eclesiástica?

Sinceridade, sin cera, sem cera. Tem-na em ti mesmo diante de Deus, pois em relação aos partidos ou seitas dentro de uma congregação, acontece o seguinte:

Se não fazemos parte da elite, somos da oposição. Se somos da elite, "situação". É política mesmo, sem sombra de dúvidas. Onde há política, há peleja, embate. E onde há peleja política, Davi ensina assim:

"Com o benigno... benigno, e com o sincero... sincero; com o puro... puro, e com o perverso te mostrarás indomável (Sl 18.25,26)"

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Ano Eleitoral


Devemos votar em irmãos da igreja?

A história política acompanha o homem desde que ele pecou contra Deus. E ela é apenas um instrumento puramente humano, sem qualquer conotação com o sagrado, com Deus.

Ao sair do jardim do Édem, Adão é obrigado a fazer uma das coisas que o Criador havia ordenado: "sujeitai... dominai... (Gn 1.28)". É importante lembrar que a "sujeição" e "dominação" outrora voltada apenas ao mundo que Deus entregou em suas mãos, agora é direcionado à sua esposa, à Eva. Adão começa então a pôr em prática "a arte de saber governar, de administrar e de controlar sua casa, externa e internamente (dic. Sacconi)". E educar seus filhos a viver em sociedade. Veja que um dos conceitos à política hoje, "viver em sociedade", já é colocado por terra em aproximadamente 100 anos da criação do homem: Caim mata Abel, seu irmão mais novo (Gn 4.8).

Há muita história política na palavra do Senhor até o povo de Israel atravessar o Jordão. E em Canaã a política humana não é usada ainda, aparentemente, pois são governados e administrados teologicamente, isto é, por Deus. Mas este governo termina quando o povo pede a Deus que eles mesmos escolham seus governantes. E Deus concede este favor ao povo. Acaba então a Teocracia e começa a Monarquia (1º Sm 8.5-7).

Vimos nesta fase (Teocracia) que Israel era governado pela religião judaica, por homens descendentes da tribo de Levi e daqueles que descendiam da família de Arão, irmão de Moisés. Contudo, o mau da avareza, que Paulo traduz por idolatria (Ef 5.5; Cl 3.5), sempre acompanhou a política, fosse ela religiosa, fosse uma outra forma de administração. O povo reclama a Samuel: "Eis que já estais velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos (1º Sm 8.5)", demonstrando que a Teocracia ensinada na teologia não passava de um conceito meramente teórico, pois a realidade do governo religioso até então era avesso a isto. Um grande exemplo disto na Teocracia estava na casa do sacerdote Eli. Seus filhos usavam a posição que receberam para praticar aquilo que Deus jamais admitiu, "hipocrisia", que tem por antônimo a palavra sincero, que Deus utiliza ao falar de seu servo Jó (Jó 1.8). E a hipocrisia causou males tão grandes à casa de Eli, que Deus revoga a promessa que havia feito à família de Arão. Dessa forma perdem o sacerdócio que Deus havia dito lhes seria perpétuo, tudo por serem hipócritas, e o mesmo sacerdócio é passado à casa de Efraim (Ex 29.9; 1° Sm 2.35).

Nossas congregações são dirigidas por uma política pseudo-teocrática. Dizemos que é Deus quem escolhe, mas a realidade é sempre outra. Dizemos que é obra de Deus, da mesma forma como o povo judeu sempre esnobou os outros povos, mas a escolha é fruto da vontade daqueles que administram tal congregação, e de seus grupos políticos. O Cristianismo, severamente politizado nos primeiros séculos, realizava concílios para duas ou três vertentes teológicas, do jeito como ocorre hoje em ano eleitoral. Se não há acordo, aquele que não concorda com a maioria sai, que foi o que aconteceu com a exma senadora Heloísa Helena, do Pt, que, mesmo sendo minoria, não concordou em comer aquilo que o partido sempre falou contra. E saiu. E sai porque o partido que ajudou a formar começa a fazer tudo aquilo que eles condenavam.

Este exemplo do Pt com a digníssima senadora Heloísa Helena, hoje no Psol, demonstra que a política de situação transformou-se naquilo que eles sempre lutaram contra, devido aos grandes interesses por trás de sua liderança. O dirigente, seja ele partidário, sindical, comunitário ou religioso terá que fazer até aquilo que não concorda, pois existem vários grupos dentro de cada instituição. E na religião também é assim. Na época de Cristo haviam várias vertentes ou seitas teológicas na religião judaica: fariseus, saduceus, essênios, zelotes, entre outras. Quem estava certo? Quem tinha razão? Quem...?

E hoje, da mesma forma como acontecia na época de Cristo, estamos religiosamente politizados. Se não há acordos nas reuniões, os descontentes saem e abrem outra porta para pregação do evangelho, conforme sua visão teológica. E quem está certo? Os que ganharam a disputa na reunião e os fizeram sair, ou os que saíram e que não concordaram com a maioria? É difícil dizer ao certo quem vence esta disputa, pois quem ganha dá sua versão, e os que saem tem a sua também. Ocorre um empate, isso sim. E o empate tem semelhança aquilo que Deus fala à igreja de Laodicéia: "Não és frio nem quente, és morno (Ap 3।15)". E sendo morno será vomitado da boca de Deus.

Tomemos uma posição. Falemos a verdade da forma como Jesus ensina. Assim sofreremos por uma causa nobre (Mt 5.10) e o partido ou grupo do qual fazemos parte na igreja tomará a posição de Gamaliel: "... se este conselho ou esta obra é do homem se desfará. Mas se é de Deus, não podereis desfazê-lo (At 5.39,40)"

Então, não vivamos a nossa denominação. Não vivamos a nossa igreja. Não amemos nossa denominação religiosa mais do a um ébrio. Não adoremos nossa congregação. Isto é avareza. Isto é idolatria. Isto é política.

Adore ao Pai como único Deus. E a Jesus Cristo, aquele a quem o Pai enviou (Jo 17.3). O restante não passa de política. E devemos votar em crentes de nossas igrejas? Se a bíblia disser que sim, pode ficar a vontade para votar nele. Mas acho que ela não ensina isso.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Fale assim e proceda assim, devendo ser julgado pela lei da liberdade


Leitura da mensagem na formatura do curso técnico do Senai Paranaguá, Fev de 2008


Em maio de 2007, assistindo ao reality show “O Aprendiz 4, o Sócio”, na rede Record, captei algo como nas parábolas de Jesus Cristo. O apresentador, conceituado empresário Roberto Justus, sempre se comporta com imparcialidade no momento da escolha de seu futuro sócio, do vencedor do programa. Se prestarmos atenção e com nosso coração e mente voltados à vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficaríamos apreensivos. Mostrarei como foi este episódio, da forma como lembro:
As equipes (duas, da quais não lembro nome) receberam a missão de apresentar ao público um equipamento celular. Uma das equipes foi liderada por uma menina, outra por um homem maduro, muito sério. Elas vão a campo pôr em prática suas idéias consensadas em reuniões. Até aqui tudo corria na maior normalidade. As equipes tentavam sagrar-se campeãs, da melhor forma possível.
Numa das equipes havia um “jovem rapaz” bem extrovertido, inteligente e muito, mais muito simples. O apresentador Roberto Justus em outras oportunidades o havia elogiado, destacando sempre sua simplicidade, pois demonstrava auto-capacidade em gerir pessoas no grupo. Só que uma coisa ocorre na realização da tarefa, que começa no “brainstorming (tempestade de idéias)”, até finalizar no plano de ação. A equipe deste “jovem rapaz” concorda em colocar seu estande e os mostruários do referido celular numa área não permitida, numa calçada. Sabiam que para permanecer ali seria necessária uma autorização da prefeitura de São Paulo. Entretanto, esta licença não sairia imediatamente. Demoraria alguns dias, ou até semanas. Então o que fazer?
O “jovem rapaz”, inteligente, extrovertido, um dos quais Roberto Justus mais admirava em sua crescente trajetória a cada prova, dá uma sugestão. Mesmo que estivesse apenas brincando (Pv 26.19), as câmeras da Record o focalizam (Hb 4.13), e gravam o momento em que ele dá sua resposta à pergunta dos demais membros da equipe. E tudo começa numa calorosa discussão sobre a tarefa. Eles discutem:
“__ E agora? A idéia de pôr o estande na calçada é muito boa. Só que sem a autorização da prefeitura não poderemos fazer”. Então o “jovem rapaz” em sua simplicidade diz: “__ Vamos assim mesmo pois temos que te coragem”. Outra menina da equipe redargüi: “__ E se por acaso aparecerem os fiscais da prefeitura, o que faremos?”.

Esta é a 1º pergunta que começa a dificultar o trabalho da equipe. Eles discutem exaustivamente. Pensam em tentar outra maneira de realizar a tarefa. Entretanto o que eles não têm mais é tempo suficiente, pois demoraram muito para descobrir que um trabalho em via pública necessitaria de uma autorização superior. E que ela não seria imediata, tendo que ser analisada até que as autoridades deferissem sua decisão.
“__ Que faremos se porventura aparecer um fiscal da prefeitura?” Então, num ato de extrema infelicidade, o “jovem rapaz” faz uma colocação até normal em nossos dias. Ele fala: “__ Se aparecer um fiscal, qualquer R$ 100,00 resolve. Fiquemos então preparados caso necessitemos utilizar o plano B”. As câmeras gravam o momento em que ele bate no bolso da calça, mostrando uma das coisas mais comuns no Brasil em que vivemos.
Contudo, sua colocação não agrada a equipe, e ficam em um sério debate sobre a colocação do “jovem rapaz”. Após outra discussão exaustiva, o líder, com o apoio da maioria, bate o martelo, dizendo sim à idéia, isto devido ao tempo restante ser insuficiente para fazer outra estratégia. Irão realmente para a via pública, onde colocarão seu estande de produtos para divulgá-lo ao público paulista, mesmo conscientes da irregularidade, contando apenas com a sorte. Será que algo acontece por acaso em nossas vidas?
Fazem um excelente trabalho lá. Fiscais não aparecem e tudo corre na maior normalidade. Só que os conselheiros do sr Roberto Justus vão a campo fazer perguntas às duas equipes. Nestas entrevistas eles dão dicas, perguntam sobre o objetivo maior do método utilizado e criticam, se necessário, com objetivo de melhorar o resultado deles.

Os conselheiros de Roberto Justus, que são homens e mulheres fora de série em objetividade e praticidade, perguntam a equipe que montou o estande na calçada se eles estão de posse da autorização municipal para colocar seu material ali. Eles respondem que não. Aí retorna aquela pergunta que eles já haviam esquecido: “__ E se aparecer algum fiscal da prefeitura, o que vocês farão?” Então mais uma vez o “jovem rapaz”, inteligente, extrovertido, toma a frente da conversa. Bate a mão no bolso da calça, diz que o que ele tem ali resolve (dinheiro). Todos dão risada.
Executam um excelente trabalho ali, conversando com as pessoas, apresentando o aparelho celular. Fazendo demonstrações àquelas pessoas que se interessavam. E a outra equipe da mesma forma, pois têm um alvo em comum, o de ser vencedor e sócio de Roberto Justus.
Terminadas as tarefas, as equipes estão na cruel sala de reuniões, aguardando a entrada do sr Roberto Justus, que eliminará outro concorrente à vaga de sócio. Após todos aqueles processos de prós e contras, Roberto Justus pede que seja apresentado o vídeo onde o “jovem rapaz” bate a mão no bolso. Depois pede outro vídeo com seus conselheiros fazendo aquela pergunta sobre fiscalização, onde o “jovem rapaz” diz que dinheiro resolve. Então Roberto Justus aponta a equipe campeã. A perdedora foi a equipe do “jovem rapaz”, que retornaria à sala para ver quem seria eliminado.
Roberto Justus então usa da perspicácia de seus conselheiros. Um deles aponta para o líder, pois foi omisso, agradou a maioria. Outro aponta o “jovem rapaz”, que falhou com uma tola idéia sem muita ética, apesar da equipe não ter sido prejudicada por ela. Roberto Justus fica noutra indecisão, como das demais vezes já havia enfrentado nos programas anteriores. Só que agora é diferente.
Então pela primeira vez no programa Aprendiz, toda a equipe perdedora retorna à sala de reuniões. Ele começa sua análise. Fala que eles como equipe sempre estiveram acima de suas expectativas e da de seus conselheiros. Que sempre superaram aquilo que eles esperavam.

O primeiro a quem Roberto Justus dirige a palavra é ao líder, um homem sério e maduro. Mostra que ele por vezes se omitiu, não tomando as rédeas da situação. Não foi o líder que eles esperavam. Depois falou com o “jovem rapaz”. Disse acreditar que ele seria um dos finalistas do programa. E asseverou que o comentário feito por ele num programa que sempre tentou mostrar transparência não foi bem recebido.
Após muito pensar, Roberto Justus escolhe o demissionário: o líder da equipe. Expõe todas as razões que o levaram a tomar tal decisão. Quando tudo parece definido, Roberto Justus continua. Fala ao “jovem rapaz”“: __ Eu admirei você. No começo não me agradou, por seu jeito pouco eclético. Entretanto a cada prova você me conquistava, com seu jeito simples, sua praticidade em tratar certos assuntos, sua mente aberta e grande inteligência. Vou repetir: Não admito falta de ética com meus produtos, minhas empresas, meus funcionários. O que você tem a dizer?”
Ele diz que nunca daria dinheiro algum aos fiscais. Que usou apenas uma expressão para que a equipe aceitasse sua idéia. Afirma saber que aquilo é errado e que foi mal interpretado. Após tudo isso, Roberto Justus toma a palavra novamente e conclui:
“__ Esse programa mexeu comigo. Farei uma coisa hoje que não está na regra. Você, “jovem rapaz”, foi um dos competidores que mais me chamava a atenção a cada programa. Passei a imaginar você como um dos que chegariam à final, e venceria este Aprendiz 4. Só que não posso brincar com uma das coisas que me diferenciam no mundo de trabalho em que vivo: a ética. Se aceitar aquilo que você fez hoje, amanhã aceitarei outra, e não serei o mesmo empreendedor conhecido por minha transparência. Isso nunca aconteceu neste programa. Mas como não posso admitir algo que fira diretamente minha ética e a do programa que intentei fazer, você, “jovem rapaz”, com toda sua bagagem, está demitido!”

O que aprendemos com isso, irmão Elizeu, num programa de TV?


Entenda então o que aprendi com o Espírito de Deus vendo esta parábola televisiva:
O julgamento de Deus por nós como diz a Palavra em Tiago 2.13: “Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo” falará profundamente conosco. No verso 12 está escrito: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como havendo de ser julgados pela lei da liberdade” aponta para uma situação de prática e não de teoria, pois Tiago é sem dúvida alguma o mais prático em todas as cartas bíblicas. Se falamos e ensinamos, devemos fazer o que falamos e ensinamos, pois estamos na posição de mestres, fazendo discípulos.
Como estamos nos comportando fora do átrio da igreja onde servimos a Deus? Será que vivemos aquilo que não nos cansamos de bradar no templo? Que será que Palavra quer falar conosco por Tiago, onde haverá “um juízo sem misericórdia, sobre aquele que não fez misericórdia?”
Quando o programa terminou comecei a pensar em nosso julgamento. Imaginei que nosso Deus, nosso Pai e Senhor fará algo semelhante aquilo que Roberto Justus fez. Será que nosso Senhor e Pai celestial passará a mão na cabeça daquele que errou, porque são filhos ou por serem os melhores servos na igreja? A morte de Abel ocorre num tempo em que não existiam leis morais ou éticas escritas. Contudo ele morre pelo simples fato de crer naquilo que Adão, seu pai, lhe falou sobre Deus. E Abel teve fé nEle. Caim, ao contrário, não teve esta fé, recebendo a marca da reprovação de Deus.

“Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira (Pv 29)”
Uma ingênua brincadeira fez Roberto Justus eliminar o “jovem rapaz” do programa. Só que foi aquele tipo de brincadeira que como ensina Jesus, foi dita. Sendo dita, saiu pela boca. Saindo pela boca, veio do coração. Vindo do coração, poderá tornar-se realidade um dia. E o apresentador Roberto Justus não pensou muito em eliminar o “jovem rapaz”, porque sua preocupação esteve voltada aos milhões de brasileiros que assistiam aquele episódio.
Nós cristãos protestantes vivemos tempos em que é melhor ensinar sobre modismos, sobre seitas e heresias, sobre movimentos contrários a nossa sã doutrina, e não percebemos, nós, os líderes, que seremos os primeiros a ser reprovados pelo Senhor. Veja que Roberto Justus demite primeiro o líder, pois ele não agiu como tal, mas foi influenciado pelo desejo da maioria dos membros de seu grupo, de sua equipe de obreiros. Não ensinamos ao povo a ser prático, como Jesus sempre ensinou, e como Tiago escreve. Jesus deixa claro que para estar firmado nEle, na Rocha, tem que ser praticante daquilo que Ele ensina. O que Jesus fala deveria ser continuamente ensinado em nossas igrejas, bem como um departamento eclesiástico que conduzisse o povo à prática. Veja o que não aprendemos:
“Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que, edificando uma casa,
cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha (Lc 6.47,48)”
É pela falta de não sermos práticos que Jesus ressalta estarmos edificando nossa casa sobre a areia, e não nEle, a Rocha. Aí vivemos aprendendo, reaprendendo, reciclando algo que deveria ser a nossa marca, a marca da cruz. Escrevi “não aprendemos” devido ao fato de vivermos temendo as ondas, o ventos, as águas, as tempestades, o mar bravio que enfrentamos, e pelo fato de sempre acordarmos Jesus, que está em nosso barco “dormindo”, para que nos acuda. E por temer aquilo que Paulo tanto enfatiza sobre ventos de doutrinas, creio que a maioria, aqueles que edificaram suas casas sobre a areia, vivem neste sacrifício inútil, sem se preocupar em conhecer realmente Deus.
Mas será que é fácil ser praticante daquilo que Jesus ensina? Será que a grande maioria cristã no mundo carrega essa cruz? Não, não é fácil praticar o que Jesus ensina. E não, a grande maioria cristã no mundo jamais chegou perto da cruz de Cristo. E tudo isso pela falta de um ensino prático daquilo que Ele ensinou. Mas todos são crentes, são ouvintes, são estudantes da Palavra, entretanto não estão edificados sobre a Rocha, sobre Cristo, tudo por não praticar o que se aprendeu.
O maior motivo de modismos, de neo-montão-de-coisas-pentecostais adentrarem em nossas igrejas assembleianas, se resume ao fato de não sermos nada daquilo que Tiago escreve. Se não somos aquilo que Tiago escreve, não somos praticantes daquilo que Jesus ensinou. Se não somos praticantes daquilo que Jesus ensinou, não somos seus discípulos (Lc 6.40). Não sendo seus discípulos na totalidade daquilo que Ele ensinou, jamais chegaremos à estatura de varão perfeito (mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre). E por quê? É simples. Se eu não nego realmente as minhas vontades, não posso tomar a cruz. E o Pai celeste jamais permitirá que participe das bodas com seu Filho, pois estarei com minhas roupa lindas, bonitas, com uma grife estupenda. Só que adquirida com um esforço humano, não no sacrifício vicário de Cristo. Será uma boa máscara de indumentária.
Falemos então a verdade. Façamos como Jesus ensina. Ele sempre elogiou a atitude sincera e transparente de seus discípulos, como Natanael, em João 1, onde ele destrata a pessoa de Cristo. Porém como ele falou o que pensou, não o que agradaria a Cristo, foi elogiado: “Você é um grande israelita...”, diferente dos doutores da lei: “Por que me chamas bom ...?”
Numa conversa com o pr do CACP sobre um assunto que acontece em nosso meio, ele disse: “Fazer o que?”, demonstrando que é melhor falar mal das outras denominações do que mostrar que estamos agindo errado. Coloque então sua fé e sua direção em Cristo Jesus. Não faça o que Israel fazia e faz até hoje: “Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este”. Pois Deus dirá: “...farei também a esta casa, que se chama pelo meu nome, na qual confiais... (Jr 7. 4,14)”

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Pentecostais ou rodopiadores?




No Evangelho segundo escreveu São Lucas no capítulo 10, Jesus designa 70 de seus discípulos para a seara. No retorno dos enviados, todos demonstram alegria por tudo aquilo que haviam contemplado na breve missão missionária. Como são neófitos, sorriem à toa por tudo aquilo que presenciaram. Eles dizem: "Mestre, por teu nome, até os demônios se nos sujeitavam". Isto demonstra como a falta de raciocínio em relação as coisas espirituais nos atrapalham, nos distanciam de nossa missão. Com certeza todos os setenta, sem excessão, partilharam da mesma compreensão em tudo aquilo que passaram nesta obra evangelística. Ninguém, até por medo de ser ridicularizado, teve a ousadia de questionar o que criam ser obra divina.

Jesus então, sem perder tempo em explicações teológicas as quais os doutores da lei e os fariseus eram peritos, simplesmente disse: "Eu via Satanás como raio, cair do céu no meio de vós". Talvez nem todos se surpreenderam com a crítica de Jesus. Um até sussurra no ouvido de um dos enviados dizendo: "Eu sabia que era coisa do Diabo", entretanto, não teve a coragem de colocar seu pensamento, sua crítica, sua razão.

Jesus nunca disse aos setenta para fazer barulho, rodopiar, contorcionar, desmaiar, enfim, porém dá-lhes autoridade para curar, e levar a nova do Evangelho.

Que bom seria que a cada saída de um culto "fashion pentecostal" as pessoas fossem curadas, almas fossem salvas, houvessem revelações como a do profeta Natã para o rei Davi, não as profecias do tipo: "Receba, a vitória é sua, assim diz o Senhor...; A luta terá fim, assim diz...; Muitos já tentaram, mas tu és o escolhido, assim diz o ..." e etc, etc, etc...

Este vídeo mostra uma coisa corriqueira em nossas igrejas, e a explicação é que tudo é fruto do êxtase espiritual em função da canção. O comentarista esclarece sobre movimentos cíclicos, que levam ao êxtase. É emocional, será? Se for assim, somos emocionais também? Será que o deus Alá, que os muçulmanos servem, é o nosso também? Pois eles cantam, rodopiam, caem, choram, igual em nosso meio. Na umbanda também, fazemos em nossas igrejas o que eles fazem lá aos deuses africanos. Será que Adão vivia assim no jardim do Édem, fora de sua razão? Adão, como o pr Marco Feliciano prega, pelo Espírito Santo, vivia o dia inteiro fazendo barulho, rodando? Pois parece que Deus formou o homem, a sua imagem e semelhança, para viver em espírito de desligamento de sua mente racional, e o diabo o colocou em sua razão, fazendo-o pecar. Assim acho que crêem a maioria dos crente desta era.

Por que não apresentamos um culto racional a Deus, conforme Paulo escreve? Por que o Espírito Santo nos usa como fantoches, segundo ensinam vários pastores? Por que falamos, falamos, falamos, porém não praticamos o que falamos? É, parece que estamos como os gregos na caverna do filósofo Platão, vendo só o que está na ponta do nariz, devido ao medo de aumentar nossa visão panorâmica.

Graças a Deus que Jesus Cristo é o mesmo ontem, é hoje, e é eternamente, e Ele nunca ensinou nada disso que mais contemplamos em nossas congregações. Então, proceda em falar aquilo que a palavra de Deus o autoriza a falar, não o que a maioria crente gostaria de ouvir.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Onde estão nossos líderes, no discipulado?


Pastor Samuel, do FdH, demonstrando o "eu te amo, eu te amo, te amo irmão Elizeu pra sempre... "


No dia 09 de Fevereiro deste ano fui à sede de minha igreja aqui em Paranaguá, no Paraná, para ver o conjunto Filhos do Homem, que tanto admiro, pois possuo seus DVDs e CD acústico. Aproveitei, antes do irmão Samuel cantar, para abraçá-lo e dizer que o amo muito em Cristo Jesus. Eles louvaram a Deus com vários hinos, os quais eu gravei em minha máquina fotográfica. Uma coisa muito me entristeceu: é o fato de saber que a direção de nossa igreja não é de acordo com o FdH, mas os aceitam em plena igreja sede. Por quê?

Eu me fiz esta pergunta no momento dos louvores, pois é um desacordo com Tg 2.12, onde diz: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei...” . Desacordo, Elizeu? É, desacordo, pois ensinamos contra o Diante do Trono (G12), contra FdH, contra Voz da Verdade (unicismo), mas os convidamos para estarem em nossas igrejas, talvez para aumentar o IBOP do culto, pois estamos “globalizando” o evangelho simples de Cristo. Como havia feito em outra oportunidade uma pergunta a um presbítero de nossa sede, quando vi no programa da CPAD na Rede Tv, comerciais de CD e DVD do conjunto Diante do Trono, sua resposta foi: “É que é culpa da mídia. Manter o programa no ar é caro, então necessita de comerciais. É por causa da mídia!”

Por que ensinamos em nosso púlpito tudo o que a Bíblia relaciona, mas não cumprimos quase nada daquilo que falamos? “Fale e proceda assim”, diz Tiago, porém falamos como os fariseus, querendo matar nossos irmãos crucificados, dizendo que amamos a César.
Onde estão os nossos líderes? Descer do púlpito para orar pelos outros se tornou um privilégio. Porém servir de exemplo, de líder, de discipulador, de mestre, já não existe. “Siga o exemplo de Paulo, de Abraão, de Isaque, de Jacó, de Moisés, etc, e de Jesus, mas não o meu, pois sou falho como você”, é o que se ouve na igreja. “Você tem que mostrar seu diferencial”. E onde está o meu exemplo? Somos crentes só de igreja?

Em Lc 6.40, Jesus ensina: “Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre”. Entretanto temos mestres de todos os formatos, que se tornaram mestres por seu próprio esforço, devido a falta de discipuladores, de líderes como Moisés. Moisés ficava no alto com os braços erguidos, servindo de exemplo encorajador para o exército de Israel. Hoje são poucos os mestres que têm o anseio de fazer discípulos à sua altura. Por quê?

É o que Jesus sempre enfrentou. Hoje Jesus diria com a mesma tristeza e rancor com a qual João escreveu: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna (Jo 5.39)". Nós sabemos tudo e nem por um segundo fazemos uma introspectiva daquilo que estamos ensinando e fazendo. Falamos o que a Bíblia diz e fazemos, até onde entendemos que é certo, não porque Jesus falou que é certo.

Este vídeo é apenas um pequeno relato de nosso farisaísmo. Em nosso meio fariseu existem os Josés de Arimatéia, os Nicodemos, enfim, aqueles que são realmente crentes em Jesus. Porém a maioria são como os sacerdotes Anás e Caifás, são como os escribas e doutores da lei. Fazem doutrinas pesadas, mas não movem uma palha. Não entram e não deixam ninguém entrar. Pena que não percebemos isso. Pena mesmo. Somos como Israel: “Somos sábios, e a palavra do Senhor está conosco... (Jr 8.8)".

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Jesus, agregando pela Fé

Pedro e André

Os evangelhos sinópticos (Mt, Mc e Lc) mostram Pedro e André, os primeiros discípulos de Jesus, lavando as redes, e então, sendo chamados. E pela fé somente, eles deixam tudo: os barcos e as redes de seu pai, que deveria ser um médio ou grande empresário da pesca, e seguem a Jesus. Já o evangelho do apóstolo João é mais elucidativo. Relata no capítulo 1° que João Batizador faz discípulos e batiza às margens do rio Jordão. André, irmão de Simão (Pedro), já é discípulo de João Batista, isto é, havia deixado de lado a tradição de seus pais e cria no que seu mestre ensinava: “Após mim virá um que não sou digno nem de me abaixar e desatar o nó da sua sandália. Ele sim batizará vocês com Espírito Santo e com fogo. Ele está entre vós. Sairá do meio de vós”.
André com certeza acreditava em tudo isso, o que deixava seu irmão Simão nervoso e bravo (mais do que já era), pois como é mais novo que ele, talvez o caçula, ficava brincando de ser profeta, enquanto ele tinha que trabalhar nos barcos do pai, como um empresário de boa reputação que era. Simão com certeza dizia ao pai para chamar a atenção de André, pois precisava da ajuda dele, de um irmão que o auxiliasse com os funcionários de pesca nos barcos. Simão e André com certeza são irmãos do tipo “opostos”. Um age sem pensar, o outro pensa para agir. Um fala sem medir o peso de suas palavras, o outro pensa, mede, e prefere ainda aprender com um sábio o que dizer e como dizer. Um faz as coisas que sabe que darão certo, o outro age com fé, crendo que dará certo. Outras coisas mais teríamos a dizer e até confirmar entre esses dois irmãos, porém não é assunto da matéria.
João batista, após batizar Jesus, sempre testemunhou à turba da lei que, “ao afundá-lo e levantá-lo da água do Jordão, viu os céus abertos. Testemunhou que o Espírito de Deus desceu sobre Ele como pomba. E que ouviu uma voz como trovão dizer: Este é meu Filho”. Isto João Batista testemunhou sempre. Um tempo depois, João, o Batizador, continua batizando no Jordão, e entre seus discípulos está André, irmão de Simão. Nesse dia Jesus já está começando seu ministério, agregando homens para serem seus discípulos, aqueles que o seguissem por fé, mesmo que essa fé não fosse necessariamente no filho de Deus. A maioria, como entendo, todos os discípulos, cria que Jesus era outro profeta, ou um grande líder político-religioso, como Matatias Macabeu. Creio que somente após o dia de pentecostes, eles irão compreender que Jesus Cristo era realmente o filho de Deus, conforme relataram os profetas.
Toda a turba que seguia João Batista sempre o questionava se realmente ele era o Cristo, e a resposta dele era sempre: “não sou”. Como ele dizia que não era o Cristo, perguntavam se ele era então Elias, ou um dos profetas, e a respostas era sempre: “não sou”. Finalmente perguntaram quem ele era realmente, para que levassem a resposta aos que os haviam enviados. Contudo, a resposta de João, o Batizador, foi: “Sou a voz do que clama no deserto, como falou o profeta Isaías”. Então os doutores o questionaram mais uma vez, mostrando que, como ele não era profeta, nem Elias, muito menos o Cristo, não poderia batizar ninguém. Respondeu-lhes João: “Eu batizo em água; no meio de vós está um a quem vós não conheceis. É aquele que vem depois de mim, de quem eu não sou digno de desatar a correia da sua sandália”.
Quando continua aprendendo com João Batista, André, o irmão de Simão está sempre a ouvir e escutar suas admoestações. Nesse dia, quando o profeta João Batista vê passar Jesus, aponta o dedo e mostra aos seus discípulos: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ao ouvir isso, André e outro discípulo, seu amigo, o seguem. Como está relatado em Jo 1.35-42, eles seguem Jesus somente para confirmar o que sentiram em seus corações: “Ele é o Messias (ungido)!!!”. Então os dois vão seguindo Jesus, até sua casa.
A história relatada é curta, sucinta e breve. Jesus, quando percebe que eles o seguem, pergunta o que buscam. Indagam somente onde Ele reside. Com a resposta de Jesus, “vinde e vede”, os dois ficam o dia todo com Ele, ouvindo, aprendendo e recebendo aquilo que muitos procuravam (e procuram hoje): ATENÇÂO!
Estes dois jovens homens ouvem o que nunca imaginavam ouvir de outro homem: respostas que todos procuravam (e procuram hoje). Tem um seriado na TV, que virou filme, onde o ator representa Jesus brincando, sorrindo. Este filme é muito criticado pelos Cristãos tradicionais (católicos, protestantes pentecostais ou não). Em meu singelo entendimento, o Jesus que esses dois jovens homens conheceram era assim. Uma sabedoria que não o elitizava, nem o deixava eloqüentemente chato, como muitos pastores e preletores hoje, que falam coisas que nem a gente que estuda entende, a não ser que leve o dicionário ao culto; mas um homem com uma graça tremenda vinda de Deus, que o tornava Messias, o Ungido de Deus.
Eles conheciam a história sobre o rei Davi, um homem segundo o coração de Deus. Davi foi ungido por Samuel, o profeta, para ser rei sobre Israel. Mesmo assim, ele nunca permitiu que a posição elevada que ganhou afastasse a presença de Deus dele. Em Jesus percebem a mesma coisa, pois é um homem semelhante aos dois, e aos grandes homens do TENAK (Antigo Testamento), porém suas palavras são diferentes. São novas, como nunca ouviram antes. O respeito de Jesus por eles foi enorme, tremendo. E a reverência para com Deus, esta sim, inigualável, pois, ao partirem o pão em sua mesa percebem sua oração de agradecimento ao Pai. Com certeza, os dois eram muito criticados, como já relatei sobre André. Mas agora presenciam algo que achavam essencial ao homem judeu: o viver por fé! Ao saírem da casa de Jesus, sendo abençoados por Ele, vão à suas casas. O amigo de André vai levar a notícia ao seu pai e irmãos. Já André procura por Simão, seu irmão.
André chega em casa tão sorridente e alegre, que contagia toda sua família. Simão, ao ver André com grande alegria, fica mais irritado e bravo: “— Estou há tempos te esperando para lavarmos estas redes e retirar os barcos da água, e você brincando de ser profeta!” Simão está desconsolado. Trabalhou muito, o dia inteiro, nos barcos do pai. Limpou as redes com seus funcionários, puxaram os barcos para seco, e André, seu irmão mais novo andando com João Batista, sendo seu discípulo.
Pedro deve ter falado muita coisa a André e com razão, pois eles são os filhos do dono do barco e donos também. Deveriam trabalhar juntos. Simão, que já vivia exacerbado com o fato de Jonas, seu pai, permitisse André fazer essas coisas, sem ao menos ajudá-lo no trabalho, pede a André que pare com isso. Hoje, quando nos convertemos e aceitamos a Jesus como nosso salvador não é diferente. Nossa família, nossos amigos, parentes, ficam igual Pedro, meneando a cabeça e dizendo que isto não dá pão. Fato parecido com o relato das irmãs Marta e Maria.
Após ouvir todo o sermão que Simão lhe dá, André toma coragem, e fala com ele sério: “—Achamos o Messias!”. Esta palavra, Messias (Ungido), toca o duro coração de Simão. E o tocar o coração é um sentimento que muitas vezes não resistimos, mas na maioria das vezes engolimos este sentimento, para não passarmos vergonha, em nosso convívio diário. Pedro passa por isso. Seu coração começa a emitir algo que ele normalmente não sentia, pois é um prático homem do mar. Ele pede então a André que lhe mostre onde mora esse profeta, para ele confirmar se o relato é verdade, pois nunca o viu daquele jeito, nem jamais sentiu aquilo no coração.
André então o leva à uma residência de classe média, como a deles, onde Simão constata três coisas que o abalam na forma de crer: - a primeira é ver que o messias não é um rei rico e poderoso como Davi, mas reside em local mais simples até que sua própria casa; - a segunda é encontrar um homem na sua semelhança, igual o duro Simão; - a terceira ele não pode resistir —“são as palavras que ele ouve, que vão direto ao seu coração, discernindo os seus pensamentos e a intenção que ele tinha em conhecer este homem, Jesus de Nazaré”. Simão, ao perceber que o homem é verdadeiramente santo, se ajoelha e pede perdão em oração silenciosa a Jeová. Então Jesus diz ao bruto Simão: “— Tu és Simão, o filho de Jonas; porém eu te chamarei Pedro!”.
Eles então retornam para casa. Simão começa a se questionar sobre muita coisa. Por que eles, judeus filhos de Abraão, não tem palavras como as de Jesus, palavras que encontram a porta do coração das pessoas, como ele? Por que não demonstravam nada do que falaram os profetas, para com Deus e os irmãos? Por que tinham que estar como animais em currais, fazendo somente o que a corda ou a cerca permitisse? Por que, por que, e por que, são os pensamentos de Simão, quando vão para casa.
Mesmo ouvindo tudo aquilo de Jesus, Simão não entende e retorna ao seu trabalho, a pesca. Em casa com sua esposa e filhos, percebe que tudo aquilo que sentiu na casa de Jesus foi só emoção, algo passageiro. Ele imagina que o mesmo aconteceu com seu irmão André. Simão queria ter uma fé viva, mas não encontrava dentro de si nenhum resquício daquilo que os letrados ensinavam nas sinagogas, que baseava tudo nas tradições dos pais e nas de Moisés. Como vê que tudo não passou de ilusão e emoção, volta ao trabalho nos barcos, e leva André, intimando-o para ajudá-lo com seus empregados. André então vê que Simão está certo, e também volta ao trabalho nos barcos.



Tiago e João

Os sinópticos (Mt, Mc e Lc) também narram semelhantemente a chamada de Tiago e João. Mateus relata que, após chamar Pedro e André, Jesus vê Tiago e João, em outro barco na praia, lavando as redes. Marcos conta que os dois estavam no barco de Zebedeu, seu pai, consertando as redes. Já em Lucas, o relato é pouco mais farto, e farei alguns pormenores com o evangelho segundo São João.
Lembra que o testemunho de João Batista entrou no coração de dois de seus discípulos, um André, irmão de Simão e outro discípulo, anônimo? Em minha reflexão, e escrevendo sobre fé, este outro discípulo é João, o escritor do Evangelho onde ele se auto nomeia: “aquele a quem o Senhor amava”.
Assim como Jonas, pai de Simão e André, Zebedeu, pai de Tiago e João era empresário da pesca também. Podem ter sido parentes próximos, conforme relata a tradição, ou na menor das hipóteses, amigos. O significado do nome do pai de Simão no hebraico-aramaico é “pombo”, muito diferente da forma como eram conhecidos os filhos de Zebedeu, “Boanerges = TROVÂO”. Esse pode ter sido um dos vários motivos de Simão ser tão bravo. Simão e Tiago eram os mais velhos, os braços direitos de seus pais.
André e João eram discípulos de João Batista, conforme Jo 1.35, no meu singelo estudo nos evangelhos. O relato em Lc 5.1-11 é o que nos esclarece melhor o chamamento dos primeiros apóstolos. Conforme já mencionei sobre o “outro discípulo” que estava com André, ele é João, o irmão de Tiago, o escritor do Evangelho, das Cartas e do Apocalipse. Darei três razões para confirmar isso: 1- Jonas e Zebedeu, pescadores; 2 – Simão e Tiago os mais velhos em casa, seus gerenciadores; 3 – André e João os caçulas ou mais novos, desacreditados. Desacreditados? É, desacreditados, pois o fato de Jesus falar com Simão e mudar seu nome, assim mesmo ele volta à pesca, desacreditando em seu irmão André.
Com João, irmão de Tiago, não deve ter sido diferente. Ele falou com Tiago, com seu pai, com sua família, seus amigos, mas ninguém deu muito crédito nesse tal Jesus de Nazaré. Isso porque nessa época pós-cativeiro, muitos profetas haviam aparecido. Para eles, Jesus deveria ser mais um. Simão deve ter conversado com Zebedeu e Tiago sobre o assunto: “—Eu mesmo fui com André até a casa desse profeta. Não vi nele nada diferente dos outros. Apenas me emocionou com suas palavras”.
João descobre um homem diferente, que resplandece amor. Mesmo assim, após saber da ida de Simão e da mudança do seu nome para Pedro (duro, pedregulho), de ouvir junto a seu melhor amigo André, palavras inefáveis do Mestre, ele tem essa chama apagada e volta a trabalhar nos barcos, conforme pedido de seu pai. O encontro com Jesus, a fé ao perceber algo diferente nele, crendo que é o Messias, o Ungido, não foi tão forte a ponto de deixar pai, mãe, irmãos, família, para seguí-lo. Ele ficou triste pois seu coração sabia que aquele homem era, mesmo que não aparentasse, segundo o coração de Deus. João era um judeu diferente e isso piora ao ter o encontro com Jesus. Ele é obrigado a retornar à pesca, tudo pela crítica feita por Simão à sua família, pois Simão tinha uma boa reputação de homem sábio e entendido na pesca.
Uma noite depois estão pescando. Laçam as redes nas águas e não pescam nada. Nesse vai-vem de jogar redes e puxar redes, sem nada apanhar, João começa a lembrar do Tenak. Pensa em Jonas, o profeta. Um homem que foi chamado por Deus para fazer algo difícil: sair de Israel (Reino do Norte) e pregar a outro reino, os assírios, em Nínive, uma mensagem de arrependimento. João entende que o fato do profeta Jonas ter dado meia volta ao mandato divino é a causa das tragédias que o barco foi exposto. Depois de Jonas ser lançado ao mar (sua consciência sabia que havia desobedecido a Deus), fica três dias tendo que pedir perdão a Deus, e dizer que, agora sim não errará mais.
Assim estava João no barco com Tiago seu irmão. Pensava no que Deus faria com ele, pois preferiu voltar ao trabalho com seu pai, e deixar Jesus de lado. Ele está decidido que, como não pescaram nada, dirá ao pai que é por causa dele, e que não deseja pescar mais, pois as próximas pescarias seriam até piores. Já está decidido, que ao descer do barco, dirá isso ao pai e a Tiago. Quando param na praia, exaustos, seu pai e seu irmão começam a lavar as redes, consertar as malhas que se romperam, preparando-se para a próxima saída, em outro dia. João, como tem bom coração, ajuda seu pai e seu irmão. Ainda os consola, dizendo que "a próxima saída será muito melhor", mesmo não querendo mais ser pescador, e sim, discípulo de Jesus.
Quando estão quase terminando de consertar as redes, André, seu amigo, grita do outro barco, na praia: “—João, Jesus está aqui!!!”. Ao ouvir isso, João fica trêmulo. Não sabe o que dizer nem o que fazer. Por sorte, Jesus vai em direção a Simão e pede para afastar seu barco um pouco da praia, para que Ele possa ministrar ao povo. Simão, que possuía um grande respeito pelo homem Jesus, afasta seu barco a uma boa altura. Jesus então começa sua homilia: “—Arrependei-vos, pois é chegado o Reino de Deus”.
João, que ficou em terra com André, sente as lágrimas caírem de seus olhos. Zebedeu percebe que o homem é mesmo diferente, e sente talvez a mesma coisa que João, seu filho. Não há relato nos evangelhos sobre o que Jesus falou neste dia, porém atrevo-me a citar isso: “—Buscai o Senhor, vós todos os mansos da terra, que pondes por obra o juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor (Sf 2.3)”. Os pescadores que estavam ali exaustos e cansados de tanto trabalhar, se revigoram e começam a ouvir estas palavras. Jesus continua em sua homilia: “—... um povo humilde e pobre; e eles confiarão no nome do Senhor (Sf 3.12)”. Zebedeu percebe que não poderá segurar mais João, seu filho, pois vê algo espetacular neste Homem.
Ao terminar a mensagem, Simão pega o remo e vai a direção da praia, para que o Mestre desça. Ele está triste por ter falado tudo aquilo ao seu irmão, com relação a Jesus. O Mestre mexeu com seu brio novamente, pois não consegue segurar o pranto ao recordar as coisas que falou a André. Simão está tão desconcertado que nem olha para o Mestre, pois sua consciência o acusa como homem insensato. Criticou muito seu irmão André, e fez comentários dele até com a família de seu amigo Tiago, o depreciando como irmão mais novo.
Só que Jesus pede a Simão que vá um pouco mais adentro ao mar, e que lance a rede em um lugar determinado. Simão, como é um pescador experiente e prático, que só faz o que sabe que dará certo, e só joga a rede onde já sabe que está o peixe, fala ao Mestre que já lancearam a noite toda, que a maré hoje não está boa para a pesca. Explica que o vento não é bom, que o céu está muito claro, que a lua é minguante. Contudo ainda permanece algo grande de incredulidade em Simão. Pensando em seu irmão André, ele fala ao Mestre: “—Senhor, trabalhamos toda noite e não apanhamos nada. Mas porque o Senhor está mandando, lançarei a rede (Lc 5.5)”. O pensamento de Simão é provar ao seu irmão que, Ele é mais um dos muitos charlatões que apareciam em todo território de Israel.
O período interbíblico e histórico de Israel nos trezentos anos antes de Cristo são fartos em homens, profetas, líderes de qualquer espécie que faziam o povo seguí-los. Simão não quer que seu irmão seja iludido por sentimentos. Ele joga a rede no mar pois crê que não há peixe algum, pois de mar e peixe ele conhece muito bem. A rede então é lançada e Simão começa a imaginar por quê obedeceu a Jesus. Só para constatar o que em sua mentalidade era óbvio? Que o mar da Galiléia não está para peixe? Lembra de Abraão, um homem de idade avançada, que teve um filho assim mesmo, pois acreditou em Deus, naquilo que o Eterno falou ao seu coração. Ele começa a se imaginar por um outro lado, por outra perspectiva. Será que um homem prático como ele poderia ter fé em algo que jamais viu ?
Suas respostas serão respondidas agora, ao segurar as redes e começar a recolhê-las para dentro do barco. Como de mar ele conhece bem, e sabe a diferença entre o que é peixe e o que é entulho, segura firme as redes. Como está muito pesado, manda André pedir ajuda para Tiago. João e Tiago então ajudam a puxar a rede com o barco lado a lado, e ficam sem imaginar o que seria aquilo. Como Lucas relata, os dois “barcos ficam cheios, da maneira que quase vão a pique”.
Pedro então não tem mais nenhuma dúvida. Vê que o homem que está em seu barco é profeta, é santo. Ajoelha-se e pede ao Senhor que se ausente dele, pois é um pecador. Em toda sua vida, jamais viu pesca daquele tipo. Da mesma maneira também Tiago e João, os filhos de Zebedeu. Jesus então fala a Simão: “—Pedro, não temas, de agora em diante serás pescador de homens (Lc 5.8-10)”. Ao chegar à praia, Simão e André, Tiago e João, deixam tudo com seus pais, e com seus funcionários, e seguem Jesus. O interessante é que, na simplicidade de Jesus, os quatro homens de posição social média, seguem-no sem a menor perspectiva futura. Se seriam reis, sacerdotes, ministros... nada, nada mesmo. Vemos então que a fé mexe com os sentimentos escondidos.
Fé é isso. É crer em algo que nós não sabemos como, mas irá acontecer. É agradecer e louvar a Deus, por algo que na está atrelado a nada, a não ser servir seu Filho Jesus Cristo. Nossa fé precisa ser sempre assim. Através dela, a grande nuvem de testemunhas que nos acompanha possa ver o resplandecer da justiça de Deus em nossas vidas. Eis o eterno desejo no coração do Pai celestial: que nós, como criaturas feitas por suas mãos, vivamos por fé, sabendo que Ele é nosso Pai, nosso criador, Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A profecia de Habacuque 2.4 “... mas o justo viverá pela sua fé” é utilizado por Paulo em sua carta aos Romanos 1.16,17, onde afirma que pelo evangelho de Cristo, o povo descobre a justiça de Deus em nossa vida. O “de fé em fé” usado pelo apóstolo dos gentios no v. 17, entendo que seja na minha fé, na sua fé, na fé do pastor, na fé do jovem, da criança. A fé é o que realmente agrada a Deus, pois por ela o mundo percebe que somos regenerados, preparados para toda boa obra, e que verdadeiramente vivemos o dia de hoje, como se Cristo voltasse amanhã.
Então, não que ache errado dizer que Pedro foi chamado por Jesus, porém achou melhor retornar à pesca, como todos ensinam nas lições dominicais e pregações, desde que me conheço por gente. O que aprendo com uma pequena compreensão pessoal, não buscando subsídios em livros, dicionários ou enciclopédias, é que Pedro cria que Jesus era um profeta, um grande líder, alguém comparado a Moisés, que os libertou do Egito. Entendo que só depois de receber o batismo no Espírito Santo, é que ele e os demais apóstolos têm a verdadeira ciência de que Jesus, homem, era o verdadeiro Filho de Deus, predito pelos profetas. Dizer que ele cometeu muitos erros parece muito fácil, pois é só folhear o Novo Testamento que a água do conhecimento dos aspectos positivos e negativos de Pedro são elencados. Agora, difícil mesmo, incontestável mesmo, é fazer o que Jesus ensina, e que para Pedro sempre foi uma grande barreira: “NEGUE-SE A SI MESMO!”
Dc Elizeu rodrigues dos Santos, extraído de seu diário pessoal - Autor e Consumador da Fé

domingo, 21 de outubro de 2007

"Sem dúvida, me direis este provérbio"

“Pentecostal que não faz barulho está com defeito”
(Pr Marco Feliciano)


Você acredita neste ditado ensinado nas pregações do Pr Marco Feliciano, como por outros pregadores? Ele também diz que “esse grito anima o pregador e alegra a Deus”. O Antigo Testamento traz uma menção desse tipo, em 1º Sm 1.9-14, onde o sacerdote Eli vê que Ana não faz barulho, só mexe os lábios, e a julga como "defeituosa" (embriagada).

Então, vejamos o que o Mestre dos mestres, o Homem que tem as palavras de vida eterna ensina:
“Mas tu quando orares, entra no teu aposento e, fechando a porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto” (Mt 6.6); “Despedida a multidão, subiu ao monte para orar a parte” (Mt 13.23); “e, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando...” (Mt 26.39); “Jesus chorou ...levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou ...” (Jo 11.35,41).
Nenhuma oração de Jesus foi movida a barulho. O modo como o fariseu, de Lc 18.10-14 ora, querendo se mostrar (e se justificar) é totalmente reprovado por Jesus, como em seu discurso em Mt 23 contra os mesmos: “a fim de serem vistos”... “amam os primeiros lugares”... “saudações”... “serem chamados Rabi”.

Jesus foi homem cheio do Espírito Santo, após ser batizado. Todos os apóstolos eram cheios do Espírito. Não há nenhum relato neotestamentário que leva-nos a crer na afirmação do Pr Marco Feliciano. Em At 16.25, quando Paulo e Silas estavam acorrentados na prisão, está escrito que os dois oravam e cantavam. Não há menção de barulho como o de Atos 2.

Tomemos então cuidado com o que afirmamos e ratificamos, dizendo que é bíblico. Com comentáios deste tipo acabamos perdendo nossa salvação, pois matamos alguém com eles, nos tornando homicidas, e homicida nenhum tem em si mesmo a vida eterna. E barulho sempre é proveniente de algo vazio. Bater em qualquer recipiente cheio não produzirá som com alto nível de decibéis. Recipiente cheio sempre produzirá som uníssono; e grave, como o baixo de um coral.

Dc Elizeu R dos Santos, professor

Por que enterramos os talentos?


“Mas o que recebera um ,foi ,e cavou na terra , e escondeu o dinheiro do seu senhor (Mt 25.18)”


A parábola dos talentos é uma das mais belas ilustrações referente aos princípios do reino de DEUS no que diz respeito ao serviço que prestamos ao Senhor e ao caráter dos seus servos. JESUS, nesta parábola, é representado pelo homem, dono de terras, que se ausenta por um tempo, chama os seus servos e lhes confia o trabalho em sua propriedade, entregando-lhes os seus bens.
A parábola fala de três servos que receberam do seu senhor os talentos, isto de acordo com a capacidade de cada um deles. Um recebeu cinco talentos, outro recebeu dois e outro recebeu um. Mesmo não havendo no texto a ordem expressa de que deveriam trabalhar, produzir, multiplicar o que receberam, isto ficou claro quando do retorno daquele senhor para o acerto de contas (v.19) bem como na passagem correlata de Lc 19.13. Então, o certo é que cada um daqueles servos deveria trabalhar no intuito de produzir para o seu senhor.
Interessante notarmos que o senhor que se ausenta, o dono da propriedade, não deixa nenhum fiscal para acompanhar o trabalho destes servos. Não há qualquer tipo de fiscalização ou supervisão do trabalho. Eles deveriam trabalhar livremente e aguardar, no final, no retorno de seu senhor, o acerto de contas (v.19). Aqueles servos certamente desfrutavam da total confiança do seu senhor e tinham a liberdade de usar os talentos recebidos da maneira como entendessem.
Notamos que o que recebera cinco talentos trabalhou arduamente, procurando retribuir a confiança de seu senhor, agindo semelhantemente o que recebera dois. Ambos foram recompensados pelos trabalhos prestados, recebendo elogios de seu senhor e a entrada no gozo eterno!!! (v. 21-23). Porém, aquele que recebeu um talento não procedeu conforme os outros. Ao contrário, “cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor (v. 18)”, recebendo no momento do acerto de contas, a dura sentença de ser chamado “servo mau e negligente. Inútil!” E ser lançado para longe do seu senhor, perdendo a alegria do gozo eterno (v. 30).
Observamos na vida deste trabalhador a atitude de negligência e descaso com o dono da terra, com seu senhor. Tudo bem que recebera apenas um talento. Pouco, na verdade, porém correspondia a sua capacidade (v.15). Muitos trabalhadores, sem dúvida, gostariam de estar em seu lugar. Mas o privilégio foi dado a ele.
Lamentavelmente não deu valor ao que recebeu. Preferiu não fazer nada com o talento recebido. Ou pior, enterrou-o, escondendo do seu senhor. Quem sabe, sentiu-se diminuído, inferiorizado em relação aos outros que receberam mais do que ele. Sua atitude em enterrar o talento recebido, mostra-nos, como diz o texto, que ele possuía um conhecimento errado acerca do seu senhor e que não tinha um bom relacionamento com ele. Atente para suas palavras: “conhecia-te, que és um homem duro... (v. 24)”. Note: Ele pensava que o seu senhor fosse um homem opressor, impiedoso, pronto a castigá-lo, caso cometesse algum erro.
Estes, pensamos, são alguns motivos que o levaram a agir dessa maneira, fazendo-o perder a entrada no gozo do seu senhor. Fidelidade por parte de seus servos, daqueles trabalhadores no cumprimento de seus deveres, era o que anelava aquele senhor quando retornasse (Lc 16.10; 1º Co 4.2), esperando ver seus bens multiplicados pelo trabalho fiel de seus servos.
Deus distribuiu dons e talentos à todas as suas criaturas e isto é muito precioso, não podendo ser desperdiçado! Ninguém há que tenha ficado esquecido e que não recebeu das mãos do Senhor certos dons, habilidades para serem usadas a seu serviço. Independente da quantidade, pois Deus conhece mais do que ninguém o quanto podemos administrar, esses dotes (talentos), devem ser empregados com a maior qualidade possível!!!
O princípio divino no serviço do Reino mostra-nos que temos obrigações iguais, não importando o quanto temos ou fazemos. Trabalhemos pois, diligentemente, perseverantes e fiéis aos talentos que temos recebido do Senhor. Temos a incumbência de usá-los em sua obra com a máxima dedicação, empenho e cuidado, pois no dia do acerto de contas, seremos aceitos pelo dono dos talentos!!!
Como falamos acima, o Senhor não fiscaliza o trabalho dos seus servos. Apenas entrega-lhes os talentos, confiando na fidelidade deles, esperando um trabalho frutífero e produtivo. O verdadeiro caráter dos servos é manifestado justamente na ausência do seu senhor. Dois demonstram um caráter íntegro, fiel. O outro servo não. Da mesma forma, cada um de nós trabalha com total liberdade na obra do Senhor, não havendo aparentemente qualquer fiscalização; fazemos, agimos, da forma como achamos que deve ser feito.
Como tem sido o seu trabalho com Deus e para com Deus? Como tens usado o talento ou os talentos que ele lhe concedeu? Como se manifesta o seu verdadeiro caráter quando ninguém lhe vê? Estas sendo fiel no serviço ao Senhor, procurando fazer o melhor para Ele? Sente-se uma pessoa de um talento só e às vezes é levado a pensar que com suas poucas aptidões nada se pode esperar de você? Isto te tem levado a negligenciar e tratar com desdém o Senhor e a sua obra? Sente-se inferior, menor em relação aos outros que lhe cercam, por pensar que possuem mais do que você? Talvez, como o servo de um talento da parábola, você tem pensado erradamente que Deus é um carrasco vingativo, um monstro terrível que age sem misericórdia, e isto lhe faz enterrar os talentos que Ele lhe deu.
Saiba que você é muito útil à obra do Senhor e para o Senhor. Ele lhe concedeu dons e talentos, habilidades preciosas para você usá-las a seu serviço. O Senhor confia em você e espera o seu melhor. Não se sinta uma pessoa desqualificada, inferior. Não tenha medo de Deus. Ame-O, adore-O, reverencie-O, renda-lhe graças por acreditar em você e ter lhe confiado este trabalho em sua obra. Não inutilize seus talentos. Não os enterre. Não dê desculpas a Deus alegando não saber fazer ou não ter oportunidade. Lembre-se: não é a quantidade que recebemos que determinará a nossa recompensa, e sim, a fidelidade no uso do que recebemos. Seja fiel no que faz com e para Deus. Não importa o que você faz. Seja qualquer atividade, mostre-se fiel, tendo a convicção de que o seu trabalho não é vão ao Senhor, mas terá uma recompensa (1º Co 15.58).
O que o Senhor lhe confiou está de acordo com a sua capacidade. Portanto, não há desculpas para negligência, apatia, inércia, estagnação. Assim sendo, de acordo com a nossa capacidade, devemos cumprir nossa missão fielmente, como bons administradores de Deus na terra, revelando o verdadeiro caráter cristão. Assim, no dia do acerto de contas com o Senhor, posamos ouvir: “bem está servo bom e fiel...” . Amém.

Pb Samuel Marques França, superintendente da EBD, professor, palestrante e membro do Centro de Apologética da IEAD em Paranaguá. Texto integral do informativo dominical Didaskein nº 3.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Primeiro Tratado - Diferencial pessoal

Por Elizeu Rodrigues dos santos, editor
Hoje, 06 de Agosto de 2007, um ano após iniciar meus trabalhos de ler e escrever sobre assuntos de caráter cristão, começo a passá-los ao Word em forma de texto-livro, pois adquiri um computador. Muita coisa ainda escreverei, sempre colocando a data para me localizar no tempo. Dessa forma estarei situado no tempo e espaço da mudança no sentido de minha vida. Tudo isso para honra e glória do nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e de Nosso Eterno Deus e Pai, Senhor dos céus e da terra.
Início de tudo (01/08/2006)

O que quero de bom pra mim é o mesmo sentimento que tenho ou desejo a meu irmão? Minha pregação está dotada de excelente poder em eloqüência? E na letra, livros, palavras que não são minhas, cópias e cópias de grandes e modernos pregadores? Será que aquela voz na tribuna é minha mesmo ou me transformo em um artista ao pegar o microfone? Deixo fluir e transparecer aquilo que sou em casa dentro ou nos átrios da igreja? Aos amigos de trabalho e onde estudo, será que eles sabem que aquilo que vêem em mim é o retrato do que sou em casa ou na igreja? E no almoço de domingo com parentes, eles conseguem visualizar aquilo que realmente sou em casa, como pareço ser na igreja? Se estou na fila do banco, no consultório médico ou hospital, no supermercado, na praia ou em qualquer outro lugar, as pessoas conseguem notar ao contemplar-me junto a esposa e filhos, que somos diferentes deles? Eles conseguiriam identificar que por maiores dificuldades que pudéssemos enfrentar, elas não mudariam aquilo que Deus passou aos homens no passado e que, depois Jesus fez, sendo homem idêntico a nós?
Até parece que comecei meu trabalho com muitas perguntas. Como somos homens naturais, apesar da posição que possamos ter ou desempenhar, as perguntas são feitas muitas e muitas vezes dentro de nós, buscando o desfecho daquilo que aprendemos.


Em Mt 25, Jesus ouve uma seqüência de perguntas inquietantes: “Quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos te ver? ( vv. 37,38 e 39)”. Os escolhidos por Cristo perguntam isso pois ouvem Jesus elogiá-los, chamá-los “benditos de meu Pai”, e que “possuirão o Reino que lhes está preparado desde a fundação do mundo”, mesmo que eles não buscassem isso em sua caminhada, como sendo algo mais importante do que compartilhar com seu próximo tudo que para eles era normal, e que o Jesus dos evangelhos sempre priorizou.
Para eles, que foram contados como ovelhas e tirados do meio de bodes, tudo parece novo. A novidade de vida da qual a Bíblia nos relata em Rm. 6.4, fala que o batismo para nós hoje é como a morte de Jesus Cristo na cruz. Começa com a morte do nosso velho ser, e a ressurreição de uma nova criatura, um novo ser. É ser contado como ovelha, mesmo andando com bodes. Assim Jesus falou de diversas maneiras e por inúmeras vezes nos evangelhos, coisa que nem nos salmos alguém poderia encontrar.


Em Mt. 24 Jesus ministra ao povo necessitado, pobres, velhos, aleijados, crianças, ricos de bom coração e até espias dos sacerdotes (religiosos), um sermão que para nós foi intitulado profético, devido a excelência das palavras e a dureza da doutrina. Nos vv. 40 e 41 fala que estando dois no campo, um será levado e o outro, deixado para trás (homens). Estando duas no moinho, será levado uma, e a outra, deixada para trás (mulher). Qual será a marca que o Senhor Jesus vai requerer nesse dia e que fará a diferença entre o bode (ímpio religioso) e a ovelha (servo justo)?
Sem querer ser muito observador, olhamos a pregação de Jesus ao povo. Ele diferenciou o povo sem em momento algum citar obras, posição externa quanto a trajes, cargo político ou eclesiástico, etc. Até a dispersão de pessoas que a lei ordenava por serem leprosos, prostitutas, as pessoas que a religião tinha por pecadores, pois viviam doentes, fracos, na pobreza, não foi em momento algum colocada em questão por Jesus. O ponto de contato fundamental e diferencial que Jesus sempre usou é o que encontramos nos evangelhos.


Os fariseus, religiosos conservadores da tradição pós-cativeiro, devido ao avivamento que profetizou Habacuque, perguntam a Jesus qual é, de tudo aquilo que o líder Moisés deixou, o maior e mais importante mandamento. Jesus então fala exatamente o que eles queriam ouvir: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento (Mt. 22.37)”. Pela primeira vez, os jovens fariseus, intelectuais, estudados, teólogos, acreditam ter conseguido fazer Jesus falar o que eles sempre ouviram nos últimos quatrocentos e setenta anos. No momento da resposta de Jesus, eles creem que, devido a eloquência e sabedoria em formular uma excelente pergunta, isto foi o ponto chave para a boa resposta que Jesus deu a seus olhos.


Com certeza lembram-se de seus adversários doutrinários, os saduceus, pois sabem que Jesus os haviam deixados mudos na mesma sinagoga. Seus corações estão cheios de alegria, pois a resposta de Jesus, a princípio, era tudo o que eles aprenderam no grupo fariseu. A lembrança de Moisés os deixava totalmente certos em sua crença. O que ele escreveu no Sinai, até o “profeta” Jesus, de sua época, lia e sabia a grande importância que tinha a lei. Estão já satisfeitos ao perceber que aquilo que falam de Jesus não é verdade. No caso dos saduceus que ficaram calados e mudos com a resposta de Jesus, acreditam eles que, como não foram bons em elaborar a pergunta, Jesus deu uma resposta que não os agradou. Como não os agradou, calaram-se sem saber o que replicar ao Mestre. Os fariseus pensam que haviam conseguido fazer com que o Mestre Jesus não se alterasse nem começasse a falar para o povo que o seguia da mesma forma que falou aos saduceus.
Para nós hoje, também são parecidas as situações. Muitas vezes alguém nos pergunta algo e a resposta que deveríamos dar causará algo ruim entre nós e a pessoa que disse ou perguntou tal coisa. O medo de que o que dissermos, mesmo certos e com o nosso testemunho mesclando palavra por palavra, faz-nos responder ou dizer coisas que nos deixam em boa posição em relação à pessoa que nos inquiriu ou a quem falamos algo.”


Pela primeira vez, Jesus seria um profeta bem visto pelos fariseus e demais sectários. O que eles não tinham ideia era o que viria depois. A conclusão de sua primeira parte à resposta inquirida foi: “Este é o primeiro e grande mandamento”. O júbilo do credo farisaico muda quando Jesus continua sua locução: “E o segundo semelhante a este é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo (Mt. 22.39)”. Concluindo, Jesus fecha sua metodologia de que bodes e ovelhas, ímpios e justos, isto é, todos vivem debaixo do primeiro e segundo mandamentos de Deus. Completa dizendo que “desses dois dependem toda lei e os profetas (Mt. 22.40)”.
Diferencial pessoal, isto foi o que Jesus sempre procurou. Amar a Deus, ser servo fiel, ser filho amado do Pai, ser discípulo, obreiro, cantor de hinos e autor de poesias e salmos. Como é bom ouvir isso de Deus! Como será dizer que amamos a Deus, o qual Moisés não suportaria vê-lo frente a frente, se não nos importarmos primeiro com o nosso próximo? Ser religioso será que diferenciará alguém no dia da volta do Salvador? Se estivermos aguardando a ressurreição de nosso corpo para a vida eterna, a religiosidade será o elemento mais importante perante Jesus, ou só saberemos a verdade na segunda ressurreição, para a morte eterna?


Paulo, em Atenas, os acha muito religiosos (supersticiosos), pois tinham muitos altares e templos, um para cada deus dos quais eles adoravam (At. 17.22). Chama-os de religiosos, uma coisa que ele foi por 40 anos, até ser chamado por Jesus Cristo no caminho para Damasco. Tiago escreve em sua epístola que “se alguém diz ser religioso (cristão?) e não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo, e a sua religião não vale coisa alguma”. O apóstolo Tiago é usado de forma profética e coloca um ponto final ao termo religioso-cristão: “O cristão puro e sem faltas, do ponto de vista de Deus, o Pai, é aquele que cuida dos órfãos e das viúvas, e cuja alma permanece fiel ao Senhor, sem contaminar-se e nem ao menos sujar-se em seus contatos com o mundo (Tg. 1.26,27)”.


Jesus sempre buscou algo no coração do homem. Religião por si só não é nada. Ser cristão em trajes só para que as pessoas do mundo digam “lá vai um crente”, sem que vejam o ponto diferencial que Jesus sempre pregou em seu curto e frutífero ministério, não habilitará o crente a ser um servo por completo. Será falho e achado em falta, e talvez nem será separado como ovelha. Em Lc. 10.25-37 Jesus novamente é inquirido por um certo doutor da lei, que pergunta ao Mestre o que deverá fazer para herdar a vida eterna. Como Jesus sabe que o doutor da lei quer fazê-lo errar, pergunta então ao doutor o que ele tem lido na lei. Esse certo doutor da lei, que deveria ser até mesmo um dos fariseus que já o haviam inquirido tempos atrás sobre o grande mandamento de Deus, já sabia a resposta. Assim como Jesus havia dito na sinagoga (Mt. 22.34-40), o doutor da lei apenas repete: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento; e ao teu próximo como a ti mesmo (Lc. 10.27)”.


Como um interrogatório de polícia ou a sessão de um julgamento, o doutor da lei usa o que Jesus falou e que os deixara estáticos, parados, só para ver o que Ele diria em sua réplica. Como um grande advogado, o doutor da lei fala o que aprendeu com o Mestre, querendo que Ele erre feio, falhe, diga algo para que o povo perceba que seja heresia a lei mosaica. Jesus tão somente o elogia dizendo: “Respondeste bem. Faze isto e viverá (v.28)”. A situação que era boa ao doutor da lei que respondeu a Jesus com suas próprias palavras, o faz ver que, do jeito com que Jesus o elogiou, mais e mais o povo o chamará de Rabi. Sem saída, ele usa de sua eloquência e perspicácia se justifica a Jesus, perguntando: “E quem é o meu próximo, Rabi? (v.29)”.


Muitas e muitas vezes, mesmo sabendo o que diz a escritura, da maneira como Jesus ensinou, achamos que iremos ter que fazer muita coisa pelo nosso próximo. Muito? E tal qual o fariseu doutor da lei repassamos a pergunta a Jesus, como os amigos de Jó fizeram com ele. Vemos os erros dos outros e nunca os que estão em nós. Muitos sacerdotes e levitas da época de Cristo, os quais deveriam ser exemplo em tudo, somente forjavam duras questões para os pequenos, sem alfabetização, sem o livro sagrado para ler e meditar, sem nada e para eles estava tudo certo. Quando viram o judeu todo estropiado, roupas rasgadas, roubado, pensaram ser mais um mendigo qualquer que dormira ali e sequer olharam. Aparece então um homem samaritano o qual Deus, assim como fez com Jó, o enche de elogios e diz que ninguém há igual a ele. Frente a Satanás nas alturas, Deus elogiando um samaritano? Será? Claro! Jó não era israelita, muito menos descendência de Abraão. Mesmo assim ele é considerado na palavra de Deus como um dos homens mais piedosos de todos os tempos (Ez. 14.14).


Jesus deu água viva aos samaritanos. Ele quer que da mesma forma aproveitemos toda e qualquer oportunidade e demos da água da vida aos que nos ouvem. O samaritano fez tudo aquilo que nosso Deus almeja que façamos pelo nosso próximo: ajudou-o. Aí está o diferencial de Jesus Cristo para nossas vidas. O jovem doutor da lei quando houve a história do samaritano, sai em disparada, pois nem próximo algum, a não ser que estejam entre os seus companheiros de sinagoga, muito menos samaritanos, estão em sua lista de ajuda.


Temos que exceder em todas as coisas que fazemos, para que o nosso Deus e Pai celestial perceba a mudança em nós. Este é o grande diferencial que Jesus sempre ensinou. Se Jó não fosse tudo o que Deus disse a Satanás, sua vida terminaria como estava, na maior miséria espiritual. Ele sendo riquíssimo financeira e espiritualmente, porém sua família que era por vezes idólatra, fazia-o sacrificar a Deus pelos pecados dos filhos, dos amigos, dos servos. Se Jó fosse como os outros a sua volta, Satanás nem se preocuparia em tentá-lo, pois já faria parte de seu time. Mas como ele era voltado para Deus em uma terra idólatra, Deus o contou como reto, sincero, temente a Deus e desviando-se do mal.


Essa diferença é o que Deus busca em seu povo, através do sacrifício vicário de Cristo, seu Filho. Tudo o que Jesus ensinou nos fará ir ao céu conforme tudo que dele aprendemos: OVELHAS DO MESTRE!!! Uma frase contida no código do “Ambiente Sadia” diz: “Não sabendo que era possível, foi lá e fez!”, em alusão ao grande empreendedor Atílio Fontana, fundador da Sadia S.A., uma das maiores empresas de produtos industrializados do mundo. Isso realmente é o que devemos sempre ter em mente: Fé! No final, ouviremos o grande chamado para estar junto de nosso Senhor e Salvador Jesus: “Vinde, benditos de meu Pai. Possui por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo...”

Primeiro Tratado – 01/08/2006, foi o primeiro texto escrito em meu diário, após meu acidente automobilístico em 2 de Maio de 2006. Aqui comecei os meus três anos na Arábia (Gl 1.17,18)

domingo, 14 de outubro de 2007

Precisamos de Avivamento?

Cristo vive em mim
São inúmeras as perguntas que fazemos, sempre querendo chegar ao conceito de avivamento. Na PEB (Pequena Enciclopédia Bíblica) significa, literalmente, “tornar mais vivo; excitar, despertar; animar, estimular”. No mini dicionário Sacconi, o verbo tem sete tipos de aplicações, entre eles: 3-agravar; exacerbar (irritar); 7-crescer, agravando. Como Neemias, será que teremos que novamente consertar as portas da cidade, para ver o avivamento chegar? Ou será que Deus, como médico, não nos ressuscitaria por completo, só faria algo superficial, pela metade, porque não teríamos dinheiro para pagar a conta do hospital? “Morreu o rei, o avivamento morreu também. Israel teve um avivamento mais duradouro (Habacuque), que os conduziu por 400 anos de silêncio profético, até a pregação de João Batista” (Pr Claudionor Correia, 4º Trimestre 2006, lição 13). Avivamento de Deus morre?
De Salomão até Josias foram mais ou menos 300 anos em que, para seguirem o exemplo do sábio, proverbial e eclesiástico rei, todos os seus filhos continuaram fazendo de igual modo: idolatria com os altos e bosques levantados para suas várias mulheres idólatras, e a falta de compaixão para com o povo de judeu. Os altos e bosques que Salomão havia levantado 300 anos, são colocados abaixo, conforme relato em 2 Rs 23, por Josias: “Subiu o rei à casa do Senhor, e com todos os homens de Judá, todos os habitantes de Jerusalém... e o povo esteve por este pacto”.
Todavia, o rei Josias não alcançou a mudança esperada por Deus, deixando de depender dEle. Ele morre numa guerra que não lhe pertencia. Por que? Será que o avivamento que ele recebeu foi tão grande a ponto de não deixá-lo parado, calmo, tranqüilo? Será que buscar auxílio em uma reunião com os sábios não o ajudaria, não lhe mostraria outra saída? Ou o avivamento não foi suficiente, conforme comenta o Pr Claudionor, causando seu esquecimento em buscar uma alternativa com algum profeta ou sacerdote? O relato bíblico em 2º Cr 35.20-24 comenta sua morte, causada por seu próprio impulso contra outro rei, que lhe informara o seguinte: “Não é contra ti que venho hoje... deixa de te opores a Deus, que está comigo, para que Ele não te destrua”. Porém Josias faz como Balaão, não dá ouvidos ao rei Neco, do Egito, visto que os babilônios venceram os assírios, que haviam deportado os judeus do Reino do Norte. Ele tenta parecer amigo deles, a cair no mesmo desagravo que acontecera à Samaria. Contudo, o ato de querer ajudar ao Deus de Israel causa-lhe a própria morte.
O pedido a Deus por Habacuque, “na ira, lembra-te da misericórdia”, me ensina que todo avivamento vindo dEle, não é pra você que sente Sua comunhão diária. É para pessoas como o rei Josias, ou como o profeta Elias, que pensou estar sozinho e ser, ele só, o único a ter a sincera comunhão com Deus. Elias fala: “Eu... e eu só...”, depreciando os sete mil que Deus guardara como seu particular tesouro. O avivamento então, acredito, seja uma forma de reanimar, despertar, etc, aquele cristão auto suficiente, que desconhece a existência de pessoas realmente vivas em Cristo como você, que oram, jejuam, consagram, para que ele, “o auto suficiente”, permaneça de pé, na posição. Como não há relatos sobre avivamento no Novo Testamento, a não ser o Pentecostes, que é derramamento de poder, fico então com as palavras de Paulo: “... não vivo eu, mas Cristo vive em mim... o viver é Cristo... nos vivificou juntamente com Cristo... apresentai-vos como vivos dentre os mortos...”.
Com certeza, o avivamento que sempre buscamos, sem ao menos perguntar o por quê, Jesus Cristo, através do Espírito Santo, nos mostrará que, se estamos vivos com Ele, nada, mas nada mesmo, nos separará do Seu amor. Será que precisamos, como está escrito em Hebreus 6.6, "cruscificar Cristo" , e vê-Lo ressuscitar em nós novamente, como avivamento? O verso 12 fala que não sejamos negligentes, mas imitadores daqueles que pela fé e esperança, herdaram a promessa (negligente-www.comoviveremos.com)? Você procura o avivamento? Lembre-se que a ira de Deus sempre o acompanha.

Dc Elizeu R dos Santos, professor

Um momento a reflexão

Auto-exaltação e autopromoção: Realidade nua e crua

O antigo testamento relata em 2º Cr 26.1-23, a história de um poderoso rei, chamado Uzias, filho de Amazias, rei de Judá. Do v.2 ao v.15, lemos como Deus o abençoou, sendo instruído por Zacarias no temor do Senhor, fazendo sua fama se espalhar até as terras do Egito. O segredo de sua prosperidade e fama encontramos no v.5: “... enquanto buscou ao Senhor”. Seu coração estava concentrado em buscar a Deus. Dependia do Eterno e lembrava-se continuamente que fora Deus quem lhe dera poder para adquirir riquezas. Uzias colheu a abundância das bênçãos de Deus: foi próspero, famoso e poderoso. Contudo, algo acontece em sua vida, que começa a desviá-lo para a destruição. Seu coração encheu-se de orgulho. Não manteve a confiança e dependência em Deus, mas inchou-se de orgulho e exaltou-se aos seus próprios olhos: “Mas, quando ele se havia tornado poderoso, o seu coração se exaltou (v.16)”. A auto-exaltação o leva a desobediência. Impulsionado pelo orgulho, entra no templo com a intenção de, ele mesmo, queimar incenso ao Senhor.
Contudo, esta função não cabia ao rei, mas aos filhos de Arão, os sacerdotes. Então o sacerdote Azarias, apoiado por mais 80 sacerdotes, o repreende e se opõe a frente do rei, dizendo-lhe: “A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que foram consagrados para queimarem incenso (v.18)”. Uzias fica furioso, pois sentia-se acima da repreensão dos sacerdotes. Continua em pé, junto ao altar, com o incensário na mão, quando vem o juízo divino: surge lepra em sua testa, e os sacerdotes o expulsam do templo. Em um único dia, o rei Uzias deixou de ser próspero, poderoso e famoso rei de Judá. É agora apenas um leproso, tendo que abandonar o palácio real, pois tornou-se imundo, conforme a lei de Moisés. Ao invés de desfrutar da abundância que Deus lhe concedera, morreu desta terrível doença. A auto-exaltação, o orgulho e a autopromoção trazem impurezas ao altar.
Na igreja hoje, há pastores, evangelistas, mestres e líderes de ministérios importantes aos seus próprios olhos. Exteriormente, suas igrejas parecem bem sucedidas. Entretanto, o foco principal não está mais no Senhor, e sim na liderança e no ministério. Os líderes estão mais interessados em promover a si e ao ministério, do que exaltar ao Senhor e dar-lhe glória. Ao invés de reconhecer que são dependentes de Deus, preferem depender das próprias forças e habilidades. Há ministros tão orgulhosos que não percebem a submissão a Deus e aos outros membros do corpo de Cristo. Recusam-se a prestar contas a quem quer que seja.
A auto-exaltação a autopromoção leva-nos a desobediência. Quando um pastor, ou um líder cristão se exalta acima de Deus e passa a confiar nas próprias habilidades, ao invés de depender da unção e da força dEle, peca contra o Senhor e traz impurezas para o altar onde ministra. A menos que se arrependa e seja lavado de seu orgulho e da sua auto-exaltação, o juízo de Deus virá sobre ele.
Deus prometeu bênçãos para todos nós. Todavia, deve haver primeiramente uma purificação nos altares dentro da igreja. Os líderes que Deus levantou devem estar dispostos a examinar a própria vida, para ver se alguma impureza entrou em seu coração no momento de lidar com os dízimos e as ofertas que Deus lhes confiou. Depois de permitir que Deus os purifique, devem dar o exemplo e apontar o caminho aos membros do corpo de Cristo, demolindo os altares impuros e edificando outros com os padrões requeridos por Deus, não conforme as regras que o homem estabeleceu.
Se o altar onde você entrega os dízimos e ofertas for impuro, isso impedirá o fluxo das bênçãos prometidas por Deus. Peça a Deus que primeiro revele quaisquer áreas de impurezas em seu altar pessoal.
-Quais as suas motivações ao contribuir: elas são puras?
-Você contribui por obediência, conforme Deus determinou?
-Existe o pecado do orgulho ou da autopromoção em sua vida?
À medida que Deus lhe revelar as áreas de impureza em sua vida, arrependa-se e peça que Ele o purifique! (Fonte: Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira - Ed. Central Gospel)

O que é mais importante, a oferta, ou o altar onde a entregamos? Continue na leitura, pois aprenderemos com Jesus.
Oferta ou altar onde a colocamos, o que é mais importante?

Muitas igrejas enfatizam a importância das ofertas que trazemos a Deus, mas não se preocupam tanto com o altar onde as colocamos. Em Mateus 23. 17-20, Jesus repreende severamente os fariseus por sua cegueira espiritual: “Cegos! Que é mais importante, a oferta, ou o altar que santifica a oferta? (v. 19)”. Os fariseus consideravam o ouro do templo mais importante que a própria casa de Deus e julgavam as ofertas superiores ao altar. Quando alguém fazia algum juramento pelo altar, eles não davam consideração ao compromisso firmado, achando que a pessoa não tinha a obrigação de cumprir o que prometera. No entanto, quando alguém jurava pela oferta sobre o altar, o compromisso era válido. Jesus então lhes revela que o altar é mais importante, pois santifica a oferta.
Deus estabeleceu diretrizes para sua construção, de acordo com a lei de Moisés. O altar era purificado, consagrado sete dias e ungido com óleo. Assim, se tornava santo aos olhos de Deus: “Então, o altar será santíssimo, e tudo o que tocar nele será santo (Ex 29.37)”. O vocábulo grego traduzido por “santificar” no v. 19, é Hageeadzo – άγεεαδζω, que significa declarar sagrado ou santo; consagrar. A oferta em si não era considerada santa, todavia, assim que era colocada sobre o altar, que era santo, se tornava santa também.
Se quisermos receber as bênçãos prometidas por Deus, devolvamos a Ele nossas ofertas e nossos dízimos, sobre altares santos, purificados, e ungidos pelo Espírito Santo. Depois que Salomão construiu o templo, consagrou o altar e colocou holocaustos (ofertas) sobre ele, de acordo com as orientações dadas por Deus a Moisés. Com isso, a SHEKINAH – isto é, a glória visível de Deus – encheu o templo. O fogo do Senhor desceu do céu e consumiu os sacrifícios e os holocaustos.
Os altares em nossas igrejas hoje devem ser: a) purificados pelo Espírito Santo; b) santificados e separados por Ele; c) ungidos com o fogo dEle. Porém não é o que presenciamos, pois observamos invejas, ciúmes, adultérios, e nossos altares têm se tornado, muito das vezes, palcos para shows. Dizemos que amamos nossos semelhantes, mas infelizmente não é isso que acontece. Os dízimos, as ofertas e os sacrifícios que oferecemos a Deus, devem estar de acordo com o padrão estabelecido por Deus em sua Palavra. Antes de tudo, devemos entregar a nós mesmos, como sacrifícios vivos a Deus, mas nem isso fazemos. Devemos ofertar com motivação pura, não por imposição ou pressão, e até para barganhar com Deus.
Contribuamos liberalmente, com o melhor daquilo que Deus nos concedeu. Não com tudo o que temos, como dizem alguns (e não estamos falando de outras denominações), e até estipulando valores altos. O que diríamos da oferta da viúva pobre? Era pouco, porém ela deu de coração, e isso sim é o que realmente importa para Deus. Se então depositarmos nossas ofertas e dízimos sobre altares realmente “santos”, purificados e ungidos pelo Espírito Santo, Deus derramará o seu poder, a sua glória aparecerá em nosso meio.
O Senhor transferirá riquezas para o seu povo, e então utilizaremos esses recursos para financiar a grande colheita dos últimos tempos, e em todas as nações. Se a casa de Deus for bem abençoada, devemos investir na conversão de almas para o Reino de Deus. Portanto, examine com que propósito você está ofertando e dizimando, e em que tipo de altar você está depositando sua oferta e seus dízimos.

Porque se os dois, o teu propósito (oferta) e o altar onde entrega o teu propósito não estiverem conforme a Palavra de Deus, de nada adiantará!!!

Dc Jefferson A. de Oliveira, professor